As minhas sinceras desculpas

A minha participação no 5dias.net nunca foi muito regular. No entanto, nos últimos 2 meses tem sido particularmente reduzida. Sei também que nos últimos tempos vários bloggers têm abandonado o 5dias.net. No entanto queria deixar claro que, apesar de respeitar a decisão individual de cada pessoa que optou por sair no 5dias.net, a minha particular irregularidade nos últimos 2 meses se deve exclusivamente ao meu intenso envolvimento na luta dos professores contra a PACC e na preparação do 1º Encontro Nacional de Professores que foi neste último Sábado a 1 de Fevereiro. Foi por isso também que, nos últimos meses, não tive tempo para estar devidamente com as pessoas que mais gosto (filho, família e amigos), fazer desporto, nem para me alimentar e dormir devidamente. Sei que muitos outros professores também se sacrificaram e penso que foi essa união de esforços uma das chaves determinantes do sucesso desta luta contra o Ministro Crato. Também por isso, naturalmente, muito pouco tempo tive para publicar no 5dias.net (apenas tive tempo para publicar rapidamente o que achei que poderia ajudar nessa importante luta) e não tive mesmo tempo para publicar e responder a todos os legítimos comentários. Nesse sentido peço sinceras desculpas em particular a todos os que me dirigiram comentários (mais ou menos favoráveis). Neste momento já não é possível publicar esses comentários debaixo do artigo específico, porque existe um determinado número de dias para publicar os comentários após o qual já não é mais possível fazê-lo (o que também já aconteceu a outros bloggers do 5dias.net que se atrasaram por outros motivos). Por isso tentarei publicar agora, em baixo, esses comentários. Uma vez mais reafirmo que lido muito bem com diferenças de opinião e não censuro comentários (a não ser que seja racista, machista, homofóbico, xenófobo ou gratuitamente ofensivo). Depois da suspensão da PACC e do 1º Encontro Nacional de Professores (que foi a 1 de Fevereiro) espero voltar a ter mais tempo para estar devidamente com quem mais gosto, voltar a fazer desporto e também escrever com mais regularidade aqui para o 5dias.net.

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9 Responses to As minhas sinceras desculpas

  1. pestanandre says:

    Comentário ao artigo “Crato, afinal quem é violento?”
    CVTOC (CVidal) Dec 17, 12:39 pm
    Crato mente e é incompetente. E mais, pior: é uma criatura certamente frustrada, ressabiada e vingativa. Daí não poder considerar-se que tem “política”. Tudo no homem tresanda a ilegalidade e inchaço de poder. Tudo nele é ilegal (a não ser que a prepotência de um fraco seja “legalizada”) e adequado ao governo onde está integrado.

    José António Jardim Dec 17, 1:40 pm
    Os Sindicatos tão mauzinhos…..

    Dia 18, Professores e … Dec 17, 9:35 pm
    […] ← Crato, afinal quem é violento? […]
    Joaquim Amado Lopes Dec 17, 11:18 pm
    “Governo sem legitimidade democrática?
    Além da maioria da população não ter votado nos partidos deste governo (considerando a abstenção, votos brancos e nulos), este governo quando foi sufragado, foi com um programa que não está claramente a cumprir (lembram-se das promessas em eleições de não cortar subsídios e aumentar impostos?).”
    Se a legitimidade democrática fosse aferida dessa forma NENHUM Governo desde 1974 teria tido legitimidade democrática porque NENHUM teve os votos da “maioria da população” e NENHUM cumpriu todas as promessas que fez durante a campanha eleitoral.
    Mas a legitimidade democrática não é aferida por nenhum desses critérios, quanto mais pelos dois.
    Relativamente aos votos, bastaria abstenção+brancos+nulos de 25% (valor muito conservador) para serem necessários mais de 66,(6)% dos votos expressos para um partido ter o que o André Pestana entende por “legitimidade democrática”. Muitíssimo dificil num sistema com mais do que um partido e virtualmente impossível num sistema com dois partidos com maior representação e os restantes a terem 15-20% dos votos.
    O André Pestana só avançou com este disparate porque os dois partidos que formaram Governo tiveram mais de 50% dos votos expressos, os únicos que faz sentido considerar. Mesmo que os votos em branco contem para NÃO eleger deputados o resultado seria igual porque os deputados não-eleitos não votariam.
    Mas, se quer usar esse critério e considerando que o Memorando de Entendimento (com a troika) foi subscrito por PS (que o negociou), PSD e CDS (que o estão a aplicar), democracia é o MdE ser aplicado (foi prometido que sim por partidos que tiveram o apoio de 45,5% de todos os eleitores registados e 81,7% dos votos expressos) ou não (não foi expressamente apoiado por partidos que tiveram o apoio de 10,2% dos eleitores registados e 18,3% dos votos expressos)?
    Quanto a as promessas não serem cumpridas, como é virtualmente impossível que um único partido obtenha os votos de mais de 50% eleitores registados, será sempre necessária uma coligação que inclua pelo menos PSD e PS. Como estes partidos terão programas eleitorais diferentes, mesmo que se entendam quanto ao programa de Governo este não terá sido sufragado e haverá sempre promessas de um e outro que não poderão ser cumpridas.
    Portanto, o André Pestana defende critérios de “legitimidade democrática” impossíveis de cumprir através de eleições, o que implica outro método qualquer. A questão que se coloca é: que outro método é esse que o André defende que é mais “democrático” do que o actual?
    A altura para o julgar é nas próximas eleições legislativas. Mas, se o quiser fazer “na rua”, segundo o seu critério serão necessários pelo menos 4.812.067 eleitores registados. O que propõe para os contar?
    E, só por curiosidade, é professor de quê?

    Nuno Cardoso da Silva Dec 18, 9:32 am
    Há uma coisa que me incomoda neste movimento de professores: é a aparente determinação em não se deixarem avaliar. Admito que a forma de avaliação não seja a mais adequada e que isso possa ser discutido, mas acho que todos nós que temos filhos nas escolas sabemos que há professores que não estão à altura da sua missão e devem ser substituídos. Ao longo dos anos foram sendo admitidos professores que não o deviam ter sido, e agora é preciso recuperar a qualidade, para bem dos nossos filhos. Eu sou professor, e não só avalio os meus alunos como estarei sempre disponível para ser avaliado quanto aos meus conhecimentos científicos e pedagógicos. Não receio essa avaliação nem considero isso uma indignidade, embora faça exigências quanto à forma de o realizar. Esta relutância de muitos professores em passar por uma avaliação é prova mais do que evidente de que ela é necessária. E isto não é um problema de esquerdas ou direitas, é uma questão de bom senso.

    CastroVaiTeFoderSeuFilh … Dec 18, 10:28 am
    Alinho numa prova para os ministros sobre os seus misteres mas,com os critérios do ensino superior público.Vai,não vai,oh Castro?
    Estavam fodidos, incompetentes!
    Se não saírem a bem, vão sair a mal….Vasconcelos.
    Joaquim Amado Lopes Dec 22, 5:22 pm
    5 dias(!) com “O seu comentário aguarda moderação.”. É assim que os cobardes censuram.
    O André Pestana tem todo o direito de não aceitar comentários pelas razões que quiser, independentemente de serem insultuosos ou não. Mas tenha pelo menos a coragem de o assumir, não junte a cobardia à desonestidade intelectual (que demonstra nos seus posts) e à falta de respeito pela liberdade dos outros (p.e., a dos professores que decidiram fazer a prova).

    • pestanandre says:

      Caro Joaquim Amado Lopes, uma coisa é não cumprir o programa eleitoral, outra (ainda mais grave) é fazer exactamente o oposto do que prometeu durante a campanha eleitoral (ex: prometer não aumentar os impostos e depois fazer o oposto). Por isso também é que questiono a legitimidade democrática deste governo. Estou de acordo que não foi só este governo ater este tipo de comportamento (PS também no passado recente). Por isso é que as populações cada vez estão mais desiludidas e isso manifesta-se nomeadamente num aumento muito significativo da abstenção. A abstenção actual (acima dos 40%) é completamente diferente da verificada nas primeiras eleições legislativas (8% a 16%) e isso a meu ver também tira legitimidade democrática aos últimos governos (que cada vez menos, com tanta abstenção, tem a confiança das pessoas. Caro Nuno Cardoso da Silva, é claro que há bons e maus profissionais em todas as áreas (incluindo naturalmente os professores) no entanto se esta prova é assim tão eficiente/importante para separar os bons dos maus, porque é que o Ministro Crato pretendia aplicar esta prova precisamente aos professores que estão essencialmente fora das escolas?!? Mais de 95% dos professores contratados com menos de 5 anos de serviço (a quem o Ministro Crato pretendia aplicar a prova) estão no desemprego.

  2. Francisco says:

    André não peças desculpas, tiveste muitíssimo bem!
    A vitória dos professores foi importantíssima e tu tiveste um importante papel nisso. Quanto ao blog, utilizas-te o bem quando era preciso.
    Dito isto, claro que gostava de te ler mais vezes aqui…

  3. pestanandre says:

    Comentários ao artigo “Não PACC(TUES)!”
    José António Jardim Dec 17, 1:44 pm
    Eu estive no exército em 1973 e fui mobilizado para a guerra colonial em Angola.O Tratamento entre militares era de “Camarada” mesmo no tempo de servidão e do fascismo.”Colegas” eram as putas no Bairro Alto diziam-nos!

    Nuno Dec 17, 2:01 pm
    Não concordo com esta prova, e não a vou realizar, mas também não concordo com desinformação. Relativamente à parte 1)… “Em contrapartida, se os professores que fizerem a prova este ano reprovarem, ficarão impedidos de concorrer por muito tempo ou para sempre “…
    Decreto do Presidente da República n.º 113/2013
    Artigo 8.º
    6 – A não aprovação na prova não impede o candidato de se propor a nova prova em momentos subsequentes, sempre que esta se realize.
    Joaquim Amado Lopes Dec 17, 4:28 pm
    Normalmente os desempregados lutam pela possibilidade de arranjarem trabalho mas alguns “exigem” a garantia de emprego e há até quem, como o André Pestana, procure impôr pela força que a sua classe profissional tenha benefícios que a generalidade dos portugueses não tem embora os pague.
    Não são os professores, alunos ou pais de alunos quem decide sobre as políticas educativas ou de recrutamento de professores. São os eleitores, através do Governo. Se o André não gosta das políticas deste Governo ou deste Ministro da Educação (que, para mim, prometia tanto quanto agora desilude), o que tem a fazer é tentar convencer o maior número possível de pessoas a votarem num partido que defenda outras políticas.
    Mas o problema é precisamente esse, não é? O partido que o André gostaria de ver no Governo é sistematicamente cilindrado nas urnas e, não ganhando pela via eleitoral, quer ganhar pela força de uns quantos e medo ou apatia dos outros.
    Os salários dos professores são pagos pelos contribuintes. E os contribuintes não têm nada que pagar o vosso “percurso académico e profissional (…) (todas as avaliações, estágios educacionais, exames, provas, etc)” nem “o esforço que os vossos familiares fizeram para a vossa longa formação” mas sim os salários dos professores que a cada momento sejam necessários.
    Se quer “exigir” alguma coisa, por que não começa por “exigir” que sejam as escolas, financiadas por número de alunos (ponderado com a avaliação destes e manutenção de infraestruturas) a contratar directamente os professores, com os pais a poderem escolher as escolas onde matricularem os seus filhos? Desta forma, as direcções das escolas e os pais teriam o poder para contratar tantos professores quantos os necessários, privilegiando os melhores professores (dando-lhes a mesma estabilidade que os outros trabalhadores têm) e afastando os piores (que teriam que procurar outra profissão).
    Mas isso não pode ser, pois não? É que o André não defende que sejam contratados os professores que outros decidam serem necessários mas sim todos, sejam ou não necessários e sejam bons ou maus professores.
    Espero sinceramente que Nuno Crato seja substituido por alguém verdadeiramente competente e corajoso, que saiba dizer aos “professores” como o André que se querem mandar no Ministério da Educação têm que se propôr a Ministro da Educação.

    Dia 18, Professores e … Dec 17, 9:35 pm
    […] Boicote e Cerco à prova. Argumentos para a luta aqui e aqui. […]

  4. pestanandre says:

    Caro Joaquim Amado Lopes, “Se o André não gosta das políticas deste Governo ou deste Ministro da Educação (que, para mim, prometia tanto quanto agora desilude), o que tem a fazer é tentar convencer o maior número possível de pessoas a votarem num partido que defenda outras políticas”… Joaquim não me leve a mal, mas isso é o sonho dos “governantes” pois ficariam com totais “cheques em branco” e assim teríamos a TSU (porque os mais de meio milhão de pessoas não teriam saído à rua para derrotar na rua essa medida injusta), os professores contratados estariam com uma prova ignóbil a esmaga-los ainda mais. Em última instância, deveríamos estar em termos sociais ainda muito piores, porque sistematicamente são os grandes partidos (os que favorecem os grandes grupos económicos contra as populações), que mais tempo e destaque têm na televisão, rádio, jornais, mais milhões de euros recebem do Estado, etc, etc… E também por isso as eleições não são de todo verdadeiramente democráticas (porque não se dá realmente o mesmo direito de apresentação das diferentes ideias dos diferentes partidos). Concluindo, (e aí temos significativas diferenças) considero que as mobilizações/lutas das pessoas têm todo o direito em tentar travar os ataques que temos assistido (do governo A ou B).

  5. pestanandre says:

    Comentário à Carta aberta ao Mário Nogueira
    Alfredo C. Nov 28, 7:40 pm

    Oh Pestana, devias perder esse péssimo hábito, aprendido da Ruptura até ao MAS, de tomar o eu pelo nós. Essa dos muitos professores tem limites. É os muitos professores, como há uns tempos eram os muitos manifestantes… Homem, fala por ti. Não pretendas falar em nome de “muitas pessoas com quem falas”.
    O que ainda não percebi é como é que se, afinal, é do SPGL, passas a vida a tratar do MAS em Coimbra…

    • pestanandre says:

      Caro Alfredo, penso que a melhor resposta ao seu comentário está na expressiva adesão ao boicote que sobretudo (mas não só) os professores contratados demonstraram no passado dia 18 Dezembro no dia da prova. Ou seja, se as dúvidas/insatisfação expressas na Carta Aberta ao Mário Nogueira não fossem sentidas por muitos professores (que era necessário fazer mais do que estava a ser feito pela direcção da FENPROF), por exemplo nunca o Boicote teria tido tanta participação (sobretudo quando a FENPROF nunca apelou a esse boicote). A união entre os professores contratados (sobretudo através do seu boicote) e os professores vigilantes (através da sua greve) conseguiu uma vitória importante sobre o Ministro Crato. Sem essa união a situação teria sido completamente diferente. Relativamente a ser sindicalizado no Sindicato Professores da Grande Lisboa (SPGL) e estar a viver em Coimbra é uma situação, infelizmente, vivida por outros professores que, ficando desempregados têm que mudar de cidade (voltar à cidade natal) para reduzir despesas… Apesar de desempregado continuo a pagar quotas ao SPGL (no SPGL, ao contrário de outros sindicatos da FENPROF, os desempregados continuam a pagar quotas).

  6. joseliveira says:

    Amigos. Em face das mais desencontradas opiniões aqui expressas, gostaria de clarificar alguns pontos. Na qualidade de professor com 40 anos de carreira, e depois de ter aturado um dilúvio de ministros da educação, cada um mais incompetente que os outros, ainda me surpreendo com aqueles que afirmam serem os professores contra a sua avaliação. Sendo o acto de avaliar inerente à própria profissão, é evidente que os docentes têm uma ideia muito exacta do que significa avaliar. Por essa razão, rejeitam necessáriamente todas as farsas que o poder pretende implementar sob essa capa. A classe nunca poderá aceitar provas que apenas pretendem rebaixar e humilhar os profissionais (apenas uma pequena parte deles) sem que daí se possa vislumbrar a mínima conclusão. Imagine-se o escândalo que seria se eu pretendesse avaliar 10% dos meus alunos. Que valor teria esse acto??? Que conclusões poderia tirar daí??? Isto já seria suficiente para desmontar a PAC. Mas há mais. O próprio Crato declarou que um dos seus objectivos era ajustar contas com algumas escolas superiores cuja formação ele considera deficiente. Passo ao lado do facto de essas escolas e seus cursos serem autorizados e legalizados pelo ministério que o dito tutela ou aparenta tutelar. Agora, julgo completamente ignóbil que o poder decida utilizar alguns milhares de profissionais como tropa de choque contra esses estabelecimentos, só para satisfazer certas guerrilhas internas, manifestando assim o mais profundo desprezo pelos professores e pela sua situação profissional e pessoal.
    Passarei agora ao mito de haver docentes a mais que seria preciso descartar a qualquer preço. Se constatarmos que Portugal é dos países europeus com maiores taxas de analfabetismo real e funcional, maior iliteracia, maior número de cidadãos sem o ensino secundário, maior nível de abandono, menor formação profissional, etc, fácil é concluir que a construção do nosso futuro colectivo passa necessáriamente por grande investimento na profissão docente e não o contrário. Termino citando uma declaração da Fundação para os Direitos Humanos: “Um país que destroi a Escola Pública, não o faz apenas por dinheiro ou porque o seu custo seja excessivo. Um país que desmonta a educação, as artes ou a cultura, já está a ser governado por aqueles que têm algo a perder com a difusão do saber”.
    Zé Manel

  7. pestanandre says:

    Penso que coloquei todos os comentários pendentes. Se me esqueci de algum, por favor que me indiquem, para o poder colocar o mais rapidamente possível.

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