Estado e Revolução

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18 Responses to Estado e Revolução

  1. Carlos Carapeto says:

    De tudo aquilo que por mais me interesso em politica em primeiro lugar está a Revolução de Outubro.

    Se perdemos uma batalha não perdemos a guerra, e os factos estão a dar-nos toda a razão.

    O capitalismo quando usurpou o poder nos países Socialistas nos anos 90 não partiu do zero, pelo contrário tinha todas as condições para prosperar, e ao que assistimos nestes ultimos vinte anos foi ao desabar de todos os padrões de vida da maioria dessas populações.

    Não existiu qualquer progresso ou desenvolvimento fosse em que área fosse. Tudo regrediu.

    Portanto hoje quando confrontamos os nosso inimigos de classe acerca desta situação, não temos que lhe perguntar o que foi que melhorou, mas sim o que não se agravou na vida desses povos.

    O capitalismo nosso eterno inimigo colocou-nos estas armas na mão, temos o dever de saber utilizá-las, o que infelizmente não acontece da nossa parte a maioria das vezes.

    O melhor que capitalismo tem para oferecer à humanidade está aqui.

    http://sp.ria.ru/economy/20140121/159031897.html

    Desiludam-se aqueles que defendem que a concentração de riqueza numa minoria, leva prosperidade à maioria.

    • A.R.A says:

      CARLOS CARAPETO

      Não posso discordar com o que acima descreve, contudo, posso, isso sim, sublinhar que o seu texto peca por insuficiente pois nem tudo é culpa do capitalismo. A revolução bolchevique foi manietada por uma elite que, de modo ditatorial, se fez acreditar que existiam uns mais iguais que outros.
      Esta deturpação do ideal foi, isso sim, o mesmo que “dar o ouro ao bandido” numa guerra perdida de modo irresponsavel. Sim, digo guerra, visto que afirmar apenas e só batalha seria demasiado redutor tal como o seria ao apontar o dedo a Perestroika e á queda do muro, a causa da queda dos paises socialistas nas mãos do capitalismo.
      O ideal comunista, como o aceito e compreendo, é acente numa franca auto-critica essencial para o sucesso vanguardista de um socialismo cientifico que continua a ser entendido como pedra basilar do comunismo contemporaneo.

      A.R.A

      • Carlos Carapeto says:

        Camarada A. R. A. esta é uma daquelas discussões que até sobra pano para mangas, mas vou tentar ser o mais sucinto possível.

        O que consideras “por insuficiente” ?

        É não me ter antecipado às tuas criticas de culpar os comunistas por a degenerescência do Socialismo ?

        Que ninguém conte comigo para participar nessa falsificação grotesca, quando sei que não foram eles (comunistas) quem criou esse estado de coisas que apontas . Mentir nunca Camarada.
        Essa tarefa reservo-a aos inimigos da minha classe, é nisso que sempre se têm empenhado.

        Eu como comunista minimamente informado suporto muito bem a minha dor , desde sempre procurei entender as razões que contribuíram para o “desaire” . Por isso mesmo cada dia que passa esforço-me por acrescentar algo mais ao meu saber acerca desse período da história. Porque nunca somos contemporâneos do nosso presente, a história avança mascarada. Agora já se vão revelando alguns factos desconhecidos até há poucos anos. Só que a imprensa burguesa não os divulga.

        E pelo motivo de conhecer um pouco da realidade dessa maravilhosa experiência que foi o Socialismo na URSS, é que a minha consciência como trabalhador me impede de alinhar em campanhas de propaganda de falsificação empreendidas por aqueles que sempre tiveram o Socialismo dentro da mira como alvo a abater.

        Sei o lugar que me pertence na sociedade onde vivo. Desse modo tenho o dever de estar preparado para saber defende-lo com palavras e ações.

        Os comunistas honestos, esclarecidos e conscientes não têm que se recriminar, nem tão pouco responsabilizar-se por os desvios do Socialismo na URSS, têm sim o dever de procurar entender as razões da situação ter tomado aquele rumo, para depois fazer uma reflexão de modo a evitar que tais erros se repitam no futuro.

        Camarada A.R.A. , acreditas mesmo que foram os comunistas quem cometeu os desvios e as traições que apontas?

        Estás enganado Camarada, os verdadeiros comunistas foram ontem o que são hoje, continuam a bater-se com a mesma vontade, empenho e determinação na defesa dos direitos dos explorados e oprimidos. Tens que admitir sem qualquer espécie de subterfúgios que em toda a parte do mundo foram sempre , os comunistas as maiores vitimas das perseguições politicas.

        Tinhas feito um bom serviço em louvor da verdade e do esclarecimento das pessoas menos informadas se em vez de culpares os comunistas por erros, desvios, vicissitudes e traições ao Socialismo na URSS se tivesses apontado quem foram os principais responsáveis dessa situação.

        Ignoras que foi um bando de oportunistas sem escrúpulos que em nome do Socialismo se apoderou das cúpulas do poder e que lenta e progressivamente o foi subvertendo e corrompendo por dentro até ao ponto de dominarem todo o aparelho do Estado?

        E que quando os comunistas tentaram travá-los já era tarde demais, por isso foram desacreditados e humilhados em campanhas massivas de desinformação. Cito dois casos apenas de altos responsáveis do partido, Igor Ligachov e Nina Andreivna.

        Lê os discursos de Gorbachov quando assumiu o poder e do séquito de traidores que o acompanharam. “Temos que regressar à pureza do Marxismo, respeitar os ensinamentos de Lenine” etc……

        Nem quero pensar que também és dos que acreditam que aqueles que eram titulados de corruptos e ditadores déspotas no tempo do comunismo se converteram em devotos democratas no sistema burguês?

        Sim porque os mesmos que antes oprimiam o povo que quando foi da mudança deitarem a mão (roubaram) àquilo que puderam e serenamente se passaram para o outro. Foi essa cambada de delinquentes instalados no mais alto cargo do Estado (Soviete Supremo) que desacreditaram e destruíram o sistema, a maioria deles depois da restauração do capitalismo continuaram a dirigir os destinos desses países .

        Eram vilipendiados antes, para depois passarem a ser idolatrados. Que metamorfose politica foi essa ?

        Camarada por isso fico perplexo com a tua posição. Pereces ser uma pessoa bem informada, por esse facto estranho porque motivo não denuncias e desmascaras essa tal elite oportunista em vez de tentares apagar da memória coletiva aquilo que o Socialismo representou de melhor para o povo Soviético e para a humanidade?

        Camarada se tiveres tempo e interesse pesquisa aqui:

        http://tjen-folket.no/sentralt/view/10942

        http://msuweb.montclair.edu/~furrg/

      • A.R.A says:

        Camarada C.Carapeto (esclarecimento)
        Em momento algum leste-me a insinuar ou a imputar culpa aos comunistas pois, como o disseste, e bem, foram eles próprios as maiores vitimas… seja na mão dos ditadores fascistas, do imperialismo americano ou do chamado “mundo ocidental” ou até do próprio Estaline. Portanto, que haja esta premissa entre nós para que tenhamos um debate franco e fraterno sem demagogias que possamos tomar como ofensivas.
        Bem sei do que falas quando apontas para a tal cúpula de poder tomada por oportunistas e foi por aí que enveredei o meu escrito visto que seria demasiado redutor levantar-mos a rubra bandeira se não tivéssemos em conta quem são as vozes que nos guiam e como nos guiam, imputando-nos a nós, as bases, a responsabilidade vigilante em recordar os erros do passado para que estes não se repitam no futuro, deturpando a Ideia, destruindo o Ideal, destacando-se como o maior inimigo do Comunismo aqueles que dele se “apoderam”o que, para quem nos lê, poderá fazer toda a diferença no acto de conceber uma ideia sobre o que é realmente o Comunismo e ou como O pensam os comunistas.
        É através da autocritica que nos poderemos destacar dos demais, é através de aplicarmos o comunismo no nosso dia-a-dia que superamos a deturpação propagandista dos media, estarmos na vanguarda dos anseios de classe com propostas concretas e de acção revolucionaria inspiradora o bastante para que a Ideologia que acreditamos deixe de ser eleitoralista mas de sistema em democracia.
        Esta evolução leva tempo pois ainda não houve um líder capaz de demonstrar que a superação do individuo só poderá ser feita através do colectivo se não antagonista do individuo (como apregoa a propaganda reacionária) mas sim o complemento do mesmo.
        O comunismo contemporâneo retoma e realça o detalhe mais importante (no meu entender) do Marxismo que prevê que o socialismo e comunismo devem ser construídos sobre a base do mais avançado estado de capitalismo preservando e superando todo progresso tecnológico até então conquistado.
        Camarada, com isto quis partilhar contigo que para mim, ser Comunista, tudo começa pela premissa de questionar o mundo como ele me é apresentado e descobrir uma ideologia que nasceu da questão, demonstrando a posteriori que se não nos questionar-mos também sobre o passado, estagnamos no presente por estarmos fora de contexto e hipotecamos o futuro por não apresentarmos alternativas de vanguarda.
        – Questionar, questionar, questionar … sempre! Camarada! E isto jamais renunciarei em o fazer independentemente de quem seja o meu interlocutor.
        A.R.A

      • Carlos Carapeto says:

        Camarada A.R.A..

        Felicito-te pela lucidez e honestidade com que expões as tuas ideias, no entanto isso não é o suficiente para que possa concordar inteiramente com tudo aquilo que escreves, e por várias razões.

        Primeiro; sou de opinião que para fazer criticas, auto-criticas, reflexões e dar sugestões acerca daquilo que correu mal no Socialismo, nós comunistas temos lugares próprios para o fazer.

        Segundo; Faço criticas aos “excessos ou erros “ de Estaline a que te referes, na praça publica no dia em que os seus inimigos assumirem eles também os excessos e erros praticados.

        Por exemplo; Quando reconhecem que Churchill antes de ser um “herói” foi um criminoso de guerra. Foi responsável por a morte de milhares de civis inocentes na guerra dos Boers.

        Que participou como militar e mais tarde como repórter na chacina de milhares de civis durante a invasão do Afeganistão

        Que provocou intencionalmente milhões de mortos em Bengala, na Índia, depois ainda teve a desfaçatez de dizer que isso se devia a reproduzirem-se como coelhos, escondeu sim, que foi devido a ter mandado confiscar toda a produção de arroz (base de alimentação da população) para sufocar uma revolta popular.

        Quando eles assumirem que arrasaram com bombas incendiárias , Dresden, Hamburgo e outras cidades Alemãs apenhadas de refugiados civis , alvos sem qualquer valor estrategico, só com o objetivo de provocar pânico.

        Quando assumirem que no final da SGM (II GG) se prepararam para agredir a União Soviética com a participação das forças nazis que se renderam a eles. Tinham mobilizados mais de 100 000 efectivos da Wehrmacht.

        Aqui : http://en.wikipedia.org/wiki/Operation_Unthinkable

        Quando assumirem também este plano criminoso.

        Aqui: http://www.horadopovo.com.br/2003/novembro/11-11-03/pag7g.htm

        Esta ação criminosa fez parte dos planos do imperialismo durante mais de uma década e só não foi executada, em principio por não disporem de meios aéreos com autonomia para atingir as profundezas do território Soviético e por fim desistiram quando a União Soviética se dotou de armas atómicas capazes de provocar a destruição total dos agressores.

        Aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tsar_Bomba

        Depois, quando assumirem também a destruição meramente com fins políticos das cidades de Hiroxima e Nagasaki .

        Quando assumirem a devastação do Vietname com armas químicas que ainda hoje continuam a fazer-se sentir os efeitos.

        Quando assumirem a orgia de repressão, mortes e êxodo de milhares de refugiados políticos que provocaram de um extremo ao outro da América Latina.

        Quando reconhecerem que a segregação racial (que durou até 1968 ?) em nada ficou atrás dos ditos GULAG no que respeita à prática de crimes violentos e à privação de direitos dos cidadãos.

        E para finalizar quando todos coletivamente assumirem os crimes que cometeram (e estão a cometer) contra as populações do Afeganistão; Iraque, Líbia e Síria. Só para lembrar aqueles que merecem mais destaque.

        Camarada são demasiados crimes para os nossos inimigos assumirem. E como tenho a certeza que nunca o vão fazer. Por isso continuo a defender Estaline em publico (em privado com os meus camaradas é outra coisa) da mesma forma que tenho feito até aqui.

        Acerca do “terror Estalinista” há uma questão de vital importância que um comunista bem informado nunca deve esquecer . Que a historiografia burguesa superdimensiona as exceções atribuindo-lhe o estatuto de regra, e um dos objetivos da criação desse cenário de “terror” é tentar induzir nos menos esclarecidos, que a população Soviética vivia permanente atemorizada, com receio de ser presa a qualquer momento, por coisa nenhuma.

        Num dos últimos comícios de apoio a Allende poucos dias antes do golpe, um trabalhador empunhava um cartaz que dizia.

        “ÉS UM GOBIERNO DE MIERDA, PERO ÉS MI GOBIERNO”.

        E perante a brutalidade que a burguesia está a exercer contra os trabalhadores o que poderei eu pensar diferente hoje acerca de Estaline?

        Cumprimentos
        Carlos Carapeto

      • A.R.A says:

        Camarada C. Carapeto

        Vamos lá a ver se nos entendemos! Agradeço as tuas palavras e felicito-te, isso sim, por não concordares por inteiro com o meu escrito pois provas que sofres da mesma maleita que eu, és coerente e uma pessoa coerente consigo mesma tem sempre um “mas” para acrescentar.
        Pois bem, também eu tenho um “mas” de acrescento, ou melhor, umas quantas ressalvas:
        – Nós, comunistas, não somos nenhuma seita secreta para debatermos em locais próprios (que é lá isso de locais próprios, hã?) para opinarmos sobre nós mesmos, o tempo de “mergulhar” há muito que passou e o trabalho subversivo quer-se às claras e sem dogmas (já basta os que nos querem imputar quanto mais sermos nós próprios a tomar iniciativa).
        – Nós, comunistas, já há muito que devíamos ter feito as pazes com o pior do nosso passado Internacionalista, enterrando os nossos esqueletos de uma vez por todas com a simples assumpção dos erros feitos em nome de uma Ideologia que muitos pereceram para que visse a sua teoria em pratica e que tanto prezamos e defendemos para que quando venha a liça da discussão a lembrança dos mesmos erros não reduzirmos os nossos argumentos a contra-argumentar do mesmo modo ao melhor estilo do “fala o roto ao nu”, conotando-nos, involuntariamente, com o que de mal foi feito olvidando de mencionar com realce o salto evolutivo que em matéria de saúde, educação e de sociedade foi vivido pelos países de governação comunista. Para sentimentos revanchistas inócuos, não! Quero discutir com a minha razão, não com a minha fleuma.
        – Nós, comunistas Portugueses, temos dos partidos comunistas em actividade mais antigos da Europa porque a nossa forte premissa de classe foi sempre sustentada por uma ala intelectual exigente e vanguardista (coisa que já não posso afirmar no presente, após as ultimas abomináveis e injustas purgas internas que sangraram o partido e que só não tomaram proporções mais devastadoras porque a maioria de quem foi “empurrado” saiu em silencio por amor … ao partido. Para mim não há “locais próprios” para se falar com frontalidade, camarada, e, aproveitando a tua deixa, adultero o que partilhaste e escrevo o seguinte:
        «O PCP tem um C.C de merda, mas é o meu partido!»
        – Agora, eu, comunista, não respeito nem nunca respeitei qualquer disciplina partidária pese embora o orgulho que tenho pelo passado de luta do Partido, nunca fui (por opção libertaria) filiado, portanto, se me quiseres continuar a chamar de camarada fica ao teu critério mas fica sabendo que a única coisa que nos separa é exactamente um simples cartão de militante.
        Cumprimentos
        A.R.A

    • M. says:

      Sr. Carlos Carapeto, com todo o respeito, a notícia da OXFAM, ONG, no Fórum Económico Mundial parece-me uma aberração. A larga maioria das ONGs servem para perpetuar a transferência de capital e corromper os poderes dominantes dos vários países e continentes. Warren Buffet parece que quer deixar a larga parte da sua fortuna à Human Rights Watch. Não lhe parece estranho?

      Não acredito em ideologias. Por ideologias entendo sistemas de ideias fechados e entre os quais incluo a religião. Há uma previsão de 210 milhões de desempregados à escala planetar, diz a Sra. Lagarde, para os próximos anos. Não há empregos para todos. Porquê? Porque o capitalismo não redistribui riqueza. É esse o grande problema. Detesto o lucro e a exploração das classes trabalhadoras e não só: a exploração da miséria humana – o carácter «pedinte» das religiões. As guerras têm sido uma solução para eliminar pessoas à escala planetar e um excelente negócio para a indústria do armamento, como sabemos. Não gosto de violência, mas não é nenhuma novidade. Acredito na natureza do Bom Selvagem. Mas não acredito na solução da legalização «marijuana, haxixe, etc., » para acalmar os ânimos da população e pô-la a trabalhar enquanto escrava …

      A notícia da OXFAM, do meu ponto de vista, traz «água no bico». Branquear a guerra com a pobreza parece-me abominável, indesculpável, incompreensível e injustificável.

      A guerra contra os pobres e a classe trabalhadora presentemente em Portugal é assustadora e deve ser combatida com toda a energia disponível em cada pessoa que sente essa injustiça para com os outros e si próprio. Eu costumo fazer a minha parte no «terreno», na práctica. É claro que de vez em quando ficou um bocado abalada e vou parar ao meu excelente psiquiatra (há vários anos porque este cenário já dura há muito) porque não estou, nem fui preparada para a violência física (suicídios, mortes por falta de cuidados médicos, fome).

      No que toca à fome, a larga maioria das IPPS são uma mina de ouro para a religião, os banqueiros e os patrões estão implicados com a igreja católica e, para além disso, também nos negócios dos governos do CDS/PSD/PS que atacam os recursos do território do Povo Português).

      No que se refere a violência psicológica, trata-se da chantagem contínua que não temos direitos sociais porque somos pobres – era isso que dizia Salazar …) que é o que tem acontecido em Portugal e em todos os países da periferia europeia, para já, o norte também já está a ser «atacado», veja-se a Inglaterra, e à escala mundial também.

      Não costumava dar muita importância à teoria da conspiração … acredito na bondade das outras pessoas que não a minha porque só com colectivos é que conseguiremos recolocar a normalidade (não a de Passos Coelho que foi lá metido de propósito e não me venham com conversas da treta).

      Nota: Não sou nacionalista ou patriótica obsessiva (vários blogues entretêm-se a falar disso. Devem andar todos de «barriga cheia»).
      Sou simplesmente uma pessoa que quer viver com outras no seu território com a dignidade humana a que todos temos direito e não só alguns, as ditas classes dominantes «aberrantes e sub-humanas»: trata-se de direitos humanos.

      «Quem vier, que venha por bem», costumo dizer, «para fazer o que terá de ser feito».

      Notas:
      (1) Sobre o suicídio em Portugal:
      http://manifesto74.blogspot.pt/2014/01/jose-augusto-oliveira-45-anos-suicidado.html

      (2) Sobre a morte por falta de cuidados de saúde em Portugal:
      http://economico.sapo.pt/noticias/bloco-denuncia-morte-de-doente-apos-espera-de-seis-horas-na-urgencia_185638.html

      (3) Sobre as privatizações de Pires de Lima em Davos:
      http://economico.sapo.pt/noticias/pires-de-lima-apresenta-privatizacoes-em-davos_185604.html

      (4) Sobre as privatizações de Portugal ordenadas por Draghi (BCE):
      http://economico.sapo.pt/noticias/draghi-ha-ainda-muito-por-fazer-nas-privatizacoes-em-portugal_177727.html

      (5) Sobre a notícia da OXFAM:
      http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/detalhe/oxfam_1_da_populacao_detem_quase_metade_da_riqueza_global.html

      • A.R.A says:

        M.

        Nota-se, pelo seu discurso, que possui a informação necessária para formalizar uma válida opinião sobre o mundo que a rodeia mas essa aversão ao conceito “ideologia” faz com essa opinião se disperse da sua objectividade pois carece de uma forma ideológica consistente como meio de partilha de comunicação.
        Com isto quero eu dizer que uma “ideia”, no meu entender, nunca pode ser entendida como um fim mas sim como um principio de algo. Por exemplo, o Socialismo cientifico como foi pensado por Marx & Engels no séc. XIX, sofreu inúmeras interpretações e consequentes conclusões com o passar dos tempos, abrindo até caminho para outras ideologias que de marxistas pouco ou nada tinham apartir da sua base marxista, mas nunca deixou de ter a sua coloquialidade devido a sua forma. Os anseios e as causas dos problemas e resolução dos mesmos da Europa do séc. XIX continuam, na sua génese, a ser praticamente os mesmos se os elevarmos ao nível da sua contemporaneidade.

        Assim sendo, é plausível acreditar ser legitima a luta de classes segundo os moldes como a (2º a sociedade actual) compreendemos hoje em dia onde o que era entendido a priori como ditadura do proletariado (que a pratica, não o conteúdo, demonstrou ser um erro tanto na forma como o meio a que foi levada a cabo) mas que no presente se centra em exclusivo e de forma racional na luta pela aquisição de direitos e manutenção de outros adquiridos com o estatuto de inalienáveis a serem não só abrangidos pela lei Constitucional como também pela 1ª instancia penal para, em cumprimento de uma concertação social eficaz, se erradicar gradualmente o desfasamento do fosso social que é o garante basilar da gula capitalista sendo que, é certo, na fase de transição intermedia do Socialismo para o Comunismo é não só impossível como irrealista pensar a sociedade sem a destrinça entre classes e sem o tal fosso mas que a longo prazo fará da classe media a classe dominante e não o tal ciclico polo flutuante que serve de catalizador de uma economia de mercado especulativo com o uso da inflação e deflação que aprisiona uma sociedade de classe num sistema como o Capitalista.

        Todos os pontos por si trazidos ao debate são consequência desse mesmo fosso social e pela velha fórmula entre exploradores e explorados com o costumeiro retrocesso no direito laboral para uma maior retenção de capital como ónus do Estado e patronato em retomarem os trilhos de uma retoma económica de uma crise que eles próprios criaram com os meios que o sistema Capitalista dispõem para se reinventar (recomendo-lhe a leitura da Teoria de Choque).
        Conclusão; as ideias e ou ideologias (democráticas, leia-se) são o garante e não oposto para a evolução da sociedade como um todo. Revolução é o acto de evoluir em duplicado.
        Cumprimentos
        A.R.A

      • m. says:

        A.R.A.

        Muito obrigada pelo esclarecimento e aprendi muito.

        (1) Sendo que, segundo escreveu, «as ideias e ou ideologias (democráticas, leia-se) são o garante e não o oposto para a evolução», então, a minha própria «ideologia» é e tem sido, ao longo da minha vida, «colectiva».

        (2) Não tenho formação política nenhuma – sou uma ignorante em tudo na vida, mas não digo isto porque me dá jeito – mas entro em choque com Terapias de Choque como a proposta pela «dita» Comissão Europeia.

        Por exemplo:
        AS 7 PRIORIDADES DE BARROSO PARA REINDUSTRIALIZAR A EUROPA
        http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO316826.html?page=0

        (3) Vamos repetir a dose? Deslocalizar para a Europa? Por mim já chega destes Barrosos todos.

        (4) A ideologia, no meu entender, é um conceito que tem de ser desconstruído. Além do mais, a noção do indivíduo em detrimento do colectivo tem sido exacerbada ao longo dos tempos pela produção científica (conhecimento) …. muito conveniente para a exploração capitalista de Seres Humanos em todas as suas dimensões.

        Acontece que nunca mais se resolve o problema, objectivamente, sobre a subjectividade e a objectividade e acabamos, aparentemente, por nos sentirmos Seres Humanos fragmentados, sem unidade entre nós, o que parece que é uma convenção … como tudo o resto.

        Para que não fiquem dúvidas, sou uma pessoa que toma PARTIDOS.

        Todavia, independentemente do conteúdo ideológico da ideologia, a exploração do Outro, seja no sentido em que for, nunca fez parte de mim e tento estar «atenta» para não o fazer «mecânica e automaticamente» (tenho a «mania» de me colocar em causa!!!) .

        Muito obrigada.

        M.

      • Carlos Carapeto says:

        Respeitável M.

        Desejo felicitá-la pela sua excelente capacidade de reunir palavras, produzir frases e finalmente construir eloquentes discursos.

        Mas sabe pouco consigo compreender do muito que escreve. Admito que se deva à minha rica ignorância “se fosse pobre sempre percebia mais qualquer coisita”.

        Por isso aquilo que compreendi melhor é que é adversa, abomina (que vem tudo a dar no mesmo” as ideologias. É isso?

        Bem; só pelo facto de tentar propagar a sua ação anti ideológias já está difundir a sua própria ideologia.

        Tive o cuidado de ir consultar o dicionário de lingua Portuguesa entre outras definições encontrei estas.

        “Conjunto de ideias, convicções e princípios filosóficos, sociais, políticos que caracterizam o pensamento de um indivíduo, grupo, movimento, época, sociedade”.

        Está explicito. « o pensamento de um individuo……….».

        Presumo que pelo desprezo que nutre pelas ideologias que pretenda que o sere humano como animal racional se deixe de reger por ideias e pensamentos e se passe a orientar pela estrela polar ou por o campo magnetico da terras.

        Ou tem outras soluções?

        Por a sua empenhada abnegação em livrar a humanidade dessa coisa nefasta que são as ideologias ” no seu entender claro” dei-me ao trabalho de criar um lema que de certeza vai ajudá-la muito nas campanhas que vier a desenvolver.

        “A memória é nossa inimiga, a amnésia o nosso futuro”.

        Serve?

    • Joao Pereira says:

      Saudosa prosperidade da Roménia, Bulgária, Checoslováquia e demais países do bloco pré-queda do muro … se não fosse tão patético era trágico esse seu texto. Ou sabe muito pouco de história ou vive fechado numa redoma de mentiras.

      • Vai com os porrcos says:

        Tu é que a sabes toda . No que diz respeito à Bulgária,o texto do Carrapeto é lapidar.
        Porque não vais passar umas férias de burguês para o Iraque, Afeganistão, Líbia e gozar das amplas liberdades democráticas,do pügésso(como diz o abotro de Boliqueime) ou então pq não vais para o diabo q te carregue,meu terrorista de merda?

      • Joao Pereira says:

        ??? Nem sequer faz sentido essa resposta.

      • METES-ME NOJO says:

        E,um murro nas trombas,caia-te bem,meu fascista de merda.

      • Carlos Carapeto says:

        João Pereira.

        Por respeito à ideologia que defendo e àqueles que comigo partilham a mesma orientação politica , não costumo perder tempo com ignorantes e quando se trata de ignorantes e lembriscos ainda menos.

        Por isso se quer entrar no debate, aconselho-o a que primeiro cresça para dar tempo de aprender mais qualquer coisa.

  2. Argala says:

    http://www.frequency.com/video/20114-greece-christodoulos-xiros-member/144708491/-/5-587

    Um acto de coragem que poderá ajudar ao ressurgimento da luta armada na Grécia. Christodoulos Xiros passa à clandestinidade e convoca todos, comunistas e anarquistas, para que acendam a chama. Christodoulos fez parte do grupo 17 de Novembro, responsável, por exemplo, pela eliminação de Richard Welch (responsável da CIA na Grécia).

    Excelentes notícias para a Revolução.

  3. Filme excelente… Uma obra-prima de Eisenstein que já tinha visto por «ter tropeçado nele» no Youtube.
    Alguns comentários (também despoletados por outros comentários) relativamente ao Capitalismo e ao comunismo (ou socialismo) ditos (com toda a justificação..:) «ciêntíficos», apenas por oposição às elaborações dos socialistas utópicos.
    Em primeiro lugar, um dos primeiros e um dos grandes louvores à capacidade de produção (de bens e serviços) do Capital vem escrito logo no «Manifesto Comunista».
    Quem tem dúvida é só dar-se ao trabalho de ler o «Manifesto». Está lá escarrapachado. É caso para dizer (também era só o que faltava…) que Engels e Marx podiam mesmo ter escrito – no parágrafo a que me refiro – «Viva o Capital !…».
    Em segundo lugar, TODOS temos (e vivemos segundo) uma ideologia.
    Aquando da comissão de inquérito do Senado dos EUA sobre a crise da dívida subprime, o sr. Alan Greenspan teve a honestidade intelectual de reconhecer que a sua ideologia (disse mesmo assim…) o tinha impedido de ver a realidade como ela é. «Todos temos uma ideologia», reconheceu… «A ideologia é como que um par de óculos que condiciona a nossa visão do mundo», disse o dtio sr, Greenspan.
    Entretanto é caso para perguntar, «até quando têm os defensores do Socialismo ter que aguentar com os remoques, críticas e ataques à sua luta (pelo Socialismo), só porque falharam algumas experiências sociais feitas em nome do Marxismo?».
    A transição do Feudalismo para o Capitalismo foi um processo de uns 5 (cinco) séculos e foi tudo menos pacífica… Mas também aí convinha estudar História. E essa transição – quase sempre iniciada com guerra e violéncia civil – foi despoletada por quem sabia ao que vinha.
    Irónicamente (e paradoxalmente) a Humanidade está em condições de fazer uma transição para o Socialismo muito menos violenta (e mais rápida) do que a referida transição do Feudalismo para o Capitalismo.
    Só que, pelos vistos, os “donos do Capital” (e seus serventuários) acreditam piamente que «isto» vai ficar sempre assim. Pode ser que sim… Mas não quero acreditar que a maioria da Humanidade aceite viver numa espécie de universo «Matrix»…

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