BOICOTE E CERCO!!! De Norte a Sul, do Litoral ao Interior, de Viana até Faro, as provas não tiveram lugar.

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Uma luta exemplar

Eterna glória aos bravos professores e a todos que a eles se tenham juntado para derrotar cRato-passos-portas! A todos e todas que estão em luta para revogar esta prova e para bloquear esta etapa no processo de destruição da escola pública. Entre outras coisas, esta prova é uma manobra do mais vasto plano que consiste em entregar a educação aos amigos do privado e encher os seus bolsos com dinheiro público. É também um passo para despedir professores em massa, para degradar as condições laborais e desestruturar o trabalho em Portugal.

A poeira ainda não assentou, neste preciso momento há manifestação e tentativa de invasão do ministério da educação. Mas é possível afirmar que em muitos locais de norte a sul, do interior ao litoral, a prova não se realizou… Devido à greve, à pressão dos piquetes, porque fizeram barulho, porque convenceram os colegas, porque invadiram as salas… Porque usaram todos os meios ao seu dispor para, de facto, vencer a batalha.

Que eu saiba ainda não há números ao certo, mas tudo indica que a greve e acção de Boicote e Cerco conseguiu impedir um número suficiente de provas e causar disrupção suficiente para causar um grande entrave a esta prova e aos mafiosos do governo. Entretanto parece que cerca de metade dos inscritos não realizaram a prova e que em dezenas de escolas os protestos conseguiram impedir a sua realização (aqui e aqui). Isto só por si é uma enorme vitória dos professores e da sua luta.

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Convém salientar que tudo isto acontece apesar da vil traição dos amarelos da UGT. Convém também sublinhar que tudo isto só foi possível devido ao empenho do movimento de base “Boicote & Cerco“. Alguns sindicatos, nomeadamente a Fenprof, também tiveram um importante papel, mas sem a pressão da base e destes movimentos não se tinham mexido como o fizeram. Acima de tudo isto revela que apesar da tentativa de divisão, a classe dos professores está suficientemente unida, mobilizada e aguerrida para infligir duros golpes ao governo de inimigos do Povo e traidores à Pátria cRato-passos-portas.

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Aqueles que foram vigiar a prova e os que a quiseram fazer contra os colegas e a luta, objectivamente, foram colaboracionistas com o governo de mafiosos e traidores. Haverá circunstâncias particulares e cada caso é um caso, mas, no mínimo, quem se prestou a esse papel tem de sentir vergonha por aquilo que fez.

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Prova de professores marcada por protestos em todo o país
Greves e boicotes estão a impedir a realização do exame em várias escolas. 

Após muitos protestos dos professores presentes, todos os vigilantes acabaram por aderir à greve, não se tendo realizado nenhum dos exames previstos. À saída do estabelecimento de ensino ouviram-se gritos de vitória e os professores foram saindo do edifício fazendo com as mãos um “V” de vitória.
Neste momento, devido aos protestos e ao barulho, ainda não foi possível iniciar a prova. Estão cerca de uma dezena de polícias a tentar acalmar os ânimos.
Na Escola Secundária do Restelo a prova não se realizou porque houve adesão total à greve. Os professores convocados para vigiar os colegas e os contratados que iam fazer exame acabaram por ser juntar no pátio, no meio de aplausos e lágrimas. (Resumo DN)

Todo o País: Incidentes e exames por realizar marcam prova de conhecimento.

Em Beja, 192 professores inscritos para a prova impediram hoje a realização do exame na Escola Secundária D. Manuel I. “Os 192 inscritos não estão a fazer a prova. Foram eles próprios que boicotaram isto e ninguém está a fazer a prova”, afirmou Jorge Simão, do Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS), pouco tempo depois da hora prevista para o início do exame.
A adesão à greve dos vigilantes “está a ser extraordinária”, e já fez com que escolas em Lisboa, em Viseu, em Faro, em Setúbal, em Évora, no Barreiro, em Almada, na Guarda, em Vila Real, em Guimarães e em Braga, não realizassem a prova, indicou o líder sindical. (Resumo i)

A prova ainda não acabou e já está disponível na internet. No ‪#‎CercoàProva‬ na escola D. Maria em ‪#‎Coimbra‬, os professores em protesto leram ao megafone as questões da prova e as respectivas propostas em auxílio dos colegas a realizar a prova. (Guilhotina.info)

Invasão de escola em Viana do Castelo

“Quer aqui fora [da escola], quer lá dentro [nas salas] houve protesto, houve revolta e houve a solicitação de não se realizar a prova e foi isso que aconteceu”, resumiu Ana Simões, adiantando que em Faro havia 317 professores inscritos para a PACC e em Portimão 153. Mais de 300 professores não realizaram prova em Faro

A iniciativa dos manifestantes mostrou, segundo a mesma fonte, “muita agressividade”, já que partiram todos os vidros da frente da escola. Polícia de choque em escola de Almada

Invasão de salas de aula em Leiria. Um dos professores entrou na sala e terá rasgado a prova de avaliação.

Ministério da Educação tem as portas fechadas

Professores boicotaram exames e queimaram provas em Beja

Recebi notícias de que em Faro, numa das escolas, a acção dos estudantes contribuiu para impedir a realização do exame. É, a nível sectorial, uma “confluência dos rios”.

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Entretanto a Polícia ameaça com nova manifestação para Janeiro, os Militares vão a Belém e mais logo é a manifestação em defesa dos Estaleiros e contra a máfia que os quer destruir.

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3 Responses to BOICOTE E CERCO!!! De Norte a Sul, do Litoral ao Interior, de Viana até Faro, as provas não tiveram lugar.

  1. Pingback: Da próxima vez que forem inventar uma lei para sacar dinheiro a desgraçados vão pensar duas vezes | cinco dias

  2. Nuno Cardoso da Silva says:

    Há uma coisa que me incomoda neste movimento de professores: é a aparente determinação em não se deixarem avaliar. Admito que a forma de avaliação não seja a mais adequada e que isso possa ser discutido, mas acho que todos nós que temos filhos nas escolas sabemos que há professores que não estão à altura da sua missão e devem ser substituídos. Ao longo dos anos foram sendo admitidos professores que não o deviam ter sido, e agora é preciso recuperar a qualidade, para bem dos nossos filhos. Eu sou professor, e não só avalio os meus alunos como estarei sempre disponível para ser avaliado quanto aos meus conhecimentos científicos e pedagógicos. Não receio essa avaliação nem considero isso uma indignidade, embora faça exigências quanto à forma de o realizar. Esta relutância de muitos professores em passar por uma avaliação é prova mais do que evidente de que ela é necessária. E isto não é um problema de esquerdas ou direitas, é uma questão de bom senso.

  3. Pingback: 2013, um ano de luta social em análise | cinco dias

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