Sick

A apresentadora faz um silêncio para acentuar o dramatismo do momento. Começa por dizer que informações que circularam durante a manhã sobre o Presidente da República revelaram-se falsas. Cavaco, afinal, terá mandado votar a favor da libertação de Mandela.
Numa conjugação de frases atrapalhadas passa-se a ideia que a delegação portuguesa apenas terá votado contra um ponto, o segundo, que defenderia a luta armada.
O texto a que se refere é este, e foi aprovado com os votos de 129 países (certamente, pró-violência) 22 abstenções e três países (liderados por pacifistas reconhecidos como Reagan, Thatcher e Cavaco):

2. Reaffirms further the legitimacy of the struggle of the people of South Africa and their right to choose the necessary means, including armed resistance, to attain the eradication of apartheid;

P.S. – Escrevo isto para subscrever o que o Mário Machaqueiro aqui escreveu

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70 Responses to Sick

  1. Dezperado says:

    É preciso ter azar…..logo agora que ja tinham arranjado mais sarna para se coçarem……la vem um jornalista ao serviço do grande capital, mostrar a historia como foi….e nao como voces queriam que tivesse sido…..

    ha dias de azar!!!!

    • De says:

      Sarna?
      Confere

      A Hisrória aí está para o demonstrar.Ao lado de (in)vulgares criminosos.Reagan e Thatcher.Cavaco no mesmo molho.Desperado a saltitar e a dizer “que azar,que azar”

      É preciso ter mesmo azar.

  2. JgMenos says:

    ”defender a luta armada” – “resistência, incluindo a luta armada”
    Todo um mundo de diferenças que só gente dotada superiormente consegue alcançar!!!

  3. Nuno Cardoso da Silva says:

    Onde eu levantaria algumas objecções era no ponto 1.:

    ” 1. Reaffirms its full support to the people of South Africa in their struggle, under the leadership of their national liberation movements, to eradicate apartheid totally, so that they can exercise their right to self-determination in a free, democratic, unfragmented and non-racial South Africa.”

    A minha objecção está onde se especifica: “under the leadership of their national liberation movements”. Se retirassem esta frase, o apoio seria à luta do povo da África do Sul para eliminar totalmente o apartheid. Com a referida frase, o apoio parece que está condicionado à luta do povo sul-africano ser dirigida por movimentos de libertação nacional, cuja legitimidade e democraticidade podem não estar asseguradas. Ou seja, é o indecoroso princípio do vanguardismo a infiltrar-se numa declaração que, nos seus objectivos, era tão legítima como necessária. É a tentativa permanente para condicionar as lutas de libertação aos bandos muitas vezes contando com o apoio de forças estrangeiras interessadas em condicionar essa libertação. O povo só se pode libertar se for tutelado nessa luta pela libertação. Sem esses “movimentos” vanguardistas, o povo não sabe libertar-se…

    • De says:

      Eis Silva a fazer o mesmo trabalho de outro Silva.

      É uma chatice mas quem pega em armas e se rebela é que tem a História do seu lado.

      O povo, essa entidade anónima, está já farto destes choradinhos hipócritas.

      • Nuno Cardoso da Silva says:

        Em português escorreito, trata-se do direito da força!… É bom ver marxistas-leninistas confessarem que a única legitimidade que reconhecem é a que é dada pelas armas. Estamos avisados…

      • Tiago Mota Saraiva says:

        O NCS anda a esquecer-se de se fingir de esquerda… ai anda anda…
        Começa a não destoar muito do Jgmenos com quem, curiosamente, nunca polemizou.

      • Nuno Cardoso da Silva says:

        O JgMenos não me assusta porque apenas se representa a si mesmo. É inofensivo. Mas vocês assustam-me porque têm atrás de vocês uma máquina partidária sofisticada que não renunciou ao uso da força para me obrigar a conformar-me com os vossos pontos de vista. E a minha esquerda – a esquerda libertária – não é a fingir, só que ela se baseia em valores que vos são totalmente estranhos. Por isso o meu adversário político não é o JgMenos, são vocês, pois são vocês que podem pôr em causa a minha liberdade. E é pena, pois partilhamos de algumas preocupações, mas só que a vossa solução ainda é pior do que o domínio da oligarquia burguesa capitalista. Os capitalistas exploram-nos, vocês mandavam-nos para campos de concentração.

      • Tiago Mota Saraiva says:

        Ora nem mais. Ainda bem que clarifica qual o seu adversário político.

      • De says:

        Já respondido. E com classe.
        Mas parece que se tem que aferir os conhecimentos de Silva porque inquieta essa incompreensão sobre o que é escrito.
        Será que terá tirado o curso na Africa do Sul e lá lhe repugnou a luta do ANC?

      • JgMenos says:

        Patético!

      • De says:

        🙂
        A incompreensão da escrita associada à permanência em África.
        No caso de Menos como colonial patético.
        (É familiar ?Não de cardoso da silva entenda-se)

      • JgMenos says:

        Donde se pode concluir, que bem fez Salazar, enquanto a História esteve do lado dele, de aplicar o princípio à comunada!

      • De says:

        Ora bem.
        Quem dizia que coisas como Menos são inofensivas?
        Eis os dentes de fora, como agora parece ser hábito entre os que foram derrotados em Abril
        A serpente e o ovo.O ovo e a serpente.Confere

      • JgMenos says:

        No ovo da ‘igualdade’ está a serpente da tirania comuna!

      • De says:

        No ovo da igualdade?
        Está quase tudo dito da parte dum tipo que pugna pela desigualdade

        Confere..Um salazarento personagem.No ovo da serpente

      • JgMenos says:

        Ó DE não faças uma coisa dessas!!!!
        Não espalhes por aí que eu pugno pela desigualdade que até me podem internar!
        Como posso eu pugnar pelo que é inevitável, genética e socialmente compulsório, que só gente tresmalhada da cabeça ou mal intencionada pode tentar anular?
        Como não sou comuna seguramente me declararão louco!

      • De says:

        ?
        Internar?
        Menos pensará que está ainda no paraíso salazarista de que era sincero admirador e bajulador.
        Quando bebe um pouco fica ssim.Quando bebe mais assume-se ainda mais

        Menos fala na igualdade e boçalmente fala na genética e no “compulsório”
        “Esquece-se” que eu escrevi que Menos pugnava pela desigualdade.Não a dita genética com que os neoliberais tentam espalhar as suas teorias racistas.Mas sim daquela que deriva das oportunidades desiguais , da separação em classes, dos que se apropriam dos meios colectivos de produção, dos que vivem das rendas e são comensais-parasitas dos demais .
        Quer-se passar por louco.
        Outro que confere

      • Dezperado says:

        “É uma chatice mas quem pega em armas e se rebela é que tem a História do seu lado.”

        Finalamente o De deixar de fazer copy de outras opiniões e diz pelo que verdadeiramente luta. Finalmente percebemos o objectivo da sua “luta”.

        Não ganhamos democraticamente, ganhamos pelas armas, à força!!!!

      • De says:

        Há vários problemas com desperado.
        Um deles é sem sombra de dúvida o perceber o que lê.O coitado tem destas coisas.Não lhe basta o anquilosamento ideológico sofre de outros processos mais orgânicos
        Falamos da África do Sul.Falamos do apartheid, desse sistema iníquo e criminoso.
        Ora bem.
        Quer seja o caso da África do Sul,quer seja noutro país qualquer…o rebelar-se contra a tirania é um dever.
        ” Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão.
        (…)
        Constituição da República Portuguesa”

        Pode ser que desta vez perceba.

        Sem pontos de exclamação que lhe conferem um travo histriónico

    • Toda a História mundial é feita também de «vanguardismos»…
      Só que sempre houve «vanguardismos» progressistas e «vanguardismos» reaccionários.
      Em todo o caso, a «libertação do povo» sem «vanguardas» (leia-se, «grupos ou partidos organizados»…) tem significado – ao longo da História – apenas «revoltas» (as famigeradas «jacqueries» da Idade Média…) mas não Revolução (nem sequer “Reforma”…). Muitas vezes as tais «revoltas» até resultaram em regressão reaccionária.
      É a História…

  4. Argala says:

    E pronto, os atalhos redundam em parvoice. O costume da esquerda institucional amarrada à alucinação eleiçoeira.

    Os meninos em vez de construirem uma posição séria e de princípio sobre o assunto, tentaram fazer uma tropelia, um brilharete para o cameraman, uma pequenina omissão a ver se passava. E pronto, deu merda da grossa. Esquerda de merda sempre à procura do palco e do espectáculo.

    Afinal Portugal votou uma resolução com o pedido de libertação, absteve-se em três e votou contra outras três. E as justificações estão em acta.

    Os meninos do palco, podiam ter ido ao parlamento atacar o Cavaco por não defender o direito dos povos à luta armada. Mas sobre isso os meninos do palco estão de acordo com o Cavaco, portanto sobre isso não poderiam falar.

    Os meninos do palco defendem o direito dos povos à luta armada? Sim, em termos teóricos, quando isso já é coisa do passado, quando já está nos livros de história, quando o distanciamento histórico já permite alguns graus de liberdade opinativa sem que isso os ponha em tribunal, sem que isso afecte a sua vida videirinha.

    Quem, desses meninos do palco, é que defendeu o direito do povo basco à luta armada? Ao povo basco também lhes é negado o direito a votar sobre a sua autodeterminação. Quem é que falou?!?! O palhaço do Daniel Oliveira?!?! O Daniel Oliveira defenderá a luta armada do povo basco daqui a 30 anos, quando o distanciamento histórico o permitir. Quem é que defende a luta armada do povo colombiano?? A guerra popular na Índia e nas Filipinas?!?!

    Os meninos do palco que vão todos para o caralho e levem o mandela com eles!!!

    • De says:

      Este deve ser um dos meninos de palco referido por este outro menino de palco que gosta de chamar meninos de palco a outros.
      Gosta de fazer um brilharete para o cameraman.Mas “prontos” dá merda da grossa, algo em que parece que se especializa esta espécie de meninos de palco.

      Eis que o menino de palco salta e tal qual um cabaquista ferrenho fala nas votações daquela forma genérica que é característica dos comunicados do cavaco. Até repetindo o estribilho dos valetes do presidente, apontando para a necessidade de se lerem com atenção as justificações nas actas, pois então.

      Esta espécie de menino de palco tem destas coisas.Quer que o parlamento constitua o alvo da denúncia da não luta armada.E até se refugia em actas.Não lhe parece que a companhia de regam ou de thatcher seja suficiente.
      Um verdadeiro videirinho das actas. e mais algumas coisas mais.

      Depois o menino de palco gosta de merdas e de outros alhos.É a sua forma peculiar de mostrar que para além das actas , ele é um vero e fero revolucionário.

      Entretanto vamos a coisas sérias pesem a merda dos meninos de palco a actuarem:
      “Em 1987, tal como agora, Aníbal Cavaco Silva não respeitava a Constituição:
      Constituição da República Portuguesa:
      Artigo 7.º
      Relações internacionais
      (…)
      3. Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão.
      (…)

      Recorde-se:
      O texto, em inglês, que o governo português de então votou contra: 2. Reaffirms further the legitimacy of the struggle of the people of South Africa and their right to choose the necessary means, including armed resistance, to attain the eradication of apartheid
      O derrube do fascismo e a conquista da democracia em 25 de Abril de 1974 foi alcançado através de uma «Revolução dos Cravos» feita de armas na mão.
      Apoiámos o direito do povo de Timor a usar a resistência armada.”
      Daqui:
      http://ocastendo.blogs.sapo.pt/1670241.html

      Ah! espera-se uma coisa mais

      • Argala says:

        Ó homem, c’a breca!!! mas esse era exactamente o ponto.
        Até a CRP defende o direito dos povos à insurreição. Mas agora vá ver as intervenções na AR dos deputados do BE e PCP sobre o assunto, e compare-as com o que acabou de escrever. Eles em vez de atacarem o Cavaco com verdade, tentaram um pequenino truque, e atacaram-o com a mentira. Isto é um facto, que nem você conseguiu refutar.

      • De says:

        Atacaram com a mentira?Com a breca homem.
        Mentira é a leitura cavaquista que coincide com a sua.
        Olhe leia lá a veja se desta vez percebe
        E deixe de dar a mão caritativa ao argumentário cavacal.Nem sequer me interessa agora o que os grupos disseram ou não disseram.Interessa-me a posição do governo português pela mãos de cavaco.
        O resto é poeira miserável.

        Se consegue conviver bem com isto ,como convive bem com o silenciar de pulhas como o alberto gonçalves isso é um problema exclusivamente seu.

    • carlos Carapeto says:

      Argala e onde foi que já defendeste o direito a qualquer tipo de luta dos povos de Porto Rico e do Alasca, ou do povo Sauhari ?
      Esses “meninos” que pretendes achincalhar fazem-no constantemente.

      • Argala says:

        Quando quiser, podemos discutir cada uma dessas situações em particular.

      • carlos Carapeto says:

        E foi preciso eu lembrar?

        Existem há muito tempo. Há já sei; preferes repetir aquilo que houves na informação burguesa, assim existe maior probabilidade de acreditarem em ti?

      • JgMenos says:

        O povo Comanche está em luta!
        A Comencheria tem direto a reconstituir-se, já!
        Povos de todo o Mundo, separai-vos!

      • De says:

        Este é o tipo que faz queixinhas e chora baba e renho quando considera que os comentários não são substantivos…

    • Mário Machaqueiro says:

      Suponho que o Argala, que escreve assim, será o primeiro a dar o peito às balas e que até já dispõe de um arsenal em casa. É claro que, entretanto, prefere a actividade, muito mais letal e revolucionária, de teclar uns comentários mal-educados no computador. É um primeiro passo, claro.

      • Argala says:

        Não é um primeiro passo, mas concomitante, ao armamento e preparação militar dos militantes comunistas. A teoria dos “dois tempos”, onde primeiro “ensinamos os trabalhadores” e depois é que pensamos em revoluções – que significa basicamente que o segundo tempo nunca virá por impossibilidade prática e ausência de dinâmica revolucionária, é precisamente a ideia que quero combater.
        O combate à hegemonia no movimento operário destes truquezinhos de algibeira, desta gentinha de merda, é um passo, e não “um primeiro passo”.

        Cumprimentos

      • De says:

        Um truquezinho de algibeira?
        É isso mesmo.Argala é perito nisso.Até pela defesa boçal de índole cavacal.E até se socorre do parlamento como justificação para os seus truques.
        Do parlamento veja-se bem.Não se trata já da posição de cavaco.Trata-se sim de outras coisas mais.
        São uns maus estes partidos que combatem o cavaquismo há tanto tempo,enquanto argala se entretinha a..
        .

    • JgMenos says:

      E não é que tenho que lhe dar razão?!?

      • De says:

        🙂
        Eu já o tinha dito
        Argala repete o mesmo argumentário cavaquista.
        É ver um ferrenho adepto salazarista a bater as palmas e a fazer sim-sim com a cabeça

      • Argala says:

        Se você me disser que 2+2=4, eu também vou bater palmas e fazer sim-sim com a cabeça. E ainda assim, você continua a ser um troglodita.

        O Argala não repetiu argumentário nenhum de cavaco, vossemecê não sabe o que é um argumentário. Vá ao priberam.

        O Argala nunca saiu do plano factual, Portugal votou (porque isso é um facto) a favor da libertação de Mandela, numa resolução que alterava a primeira. Se não alterasse, estaria a votar a favor e contra ao mesmo tempo. Podia-se acusar o cavaco de tudo o que fosse verdade: voto contra o direito à luta armada, voto contra as sanções, voto contra o embargo petrolífero, etc. Mas não, foram logo meter o pé em ramo verde, e acusá-lo de votar contra a única coisa que ele votou a favor. Porquê? porque é o espectáculo, porque estes meninos respiram espectáculo. E dizer que o presidente votou contra a libertação é um espectáculo do caralho. Percebido?

      • De says:

        Então não sei?

        Portugal votou como votou.E votou como votaram Reagan e Thatcher.Que argala queira depois se socorrer do voto em que portugal tentou emendar a mão isso é um problema de argala, que se pode juntar ao dois mais dois do Menos.Com o sim-sim que preferir

        A favor e contra ao mesmo tempo.Ora aí está uma novidade inédita entre as as pseudo-elites burguesas
        Mas isso é um capítulo que Argala ainda não leu.
        Para utilizar a linguagem de argala sobre argala:um espectáculo cheio de alhos

      • De says:

        Mas o porfiado esforço de Argala de dizer que o presidente não votou aquilo que votou confronta-se com o do campo do inimigo em que as coisas parecem causar mais confusão:
        Citemos Deus Pinheiro :
        “Deus Pinheiro sem explicação para voto contra de Portugal na ONU contra a libertação de Mandela”
        (dois anos depois, Portugal terá de novo votado nas ONU contra uma resolução que condenava a violência sobre as crianças vítimas do “apartheid”. )
        Aqui:
        http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=701294&tm=9&layout=123&visual=61

        Estes rebolucionários afinal são uma farsa mesmo

      • De says:

        Mais noticias dos factos aos quais argala dá a sua interpretação cavaquista:
        Atenção que a fonte é a RTP:Dá para pensar não?
        http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=701339&tm=9&layout=121&visual=49

        Eis um naco:
        “Se, pelo contrário, o embaixador quisesse votar a favor da libertação de Mandela e se considerasse impedido de fazê-lo por algum outro item da resolução, como sugere o embaixador António Monteiro, fica por explicar por que não pediu a votação ponto por ponto, ou porque não apresentou uma resolução própria apenas com a exigência de libertação do inquilino de Robben Island.

        Há, contudo, uma outra explicação: a de a votação ter sido consistente com uma política do principal aliado da NATO, que o Governo português pretendia acatar sem falhas. Esse propósito parece confirmado pelo facto de o mesmo Governo do PSD ter feito votar novamente, dois anos depois, contra uma resolução que condenava a violência do apartheid sobre as crianças, como recordou a eurodeputada Ana Gomes.”

        “E é confirmado também pelo texto da declaração de voto (destaque ao lado ou no link) do embaixador português. Aí se condena o apartheid, mas logo no mesmo fôlego se rejeita a “violência” como forma de acabar com esse sistema. E não só se rejeita a violência legítima da luta de libertação mas também o amplo movimento, pacífico, de boicote internacional ao regime supremacista branco, argumentando que o isolamento da África do Sul poderia prejudicar tentativas reformadoras vindas de dentro.

        Sobre a consistência da política norte-americana em defesa do apartheid e contra a libertação de Mandela, não restam dúvidas, sobretudo depois de o ex-vice-presidente Dick Chenney ter reafirmado ontem a correcção do voto norte-americano de 1987. Motivo: Mandela continua a ser, na opinião de Chenney, “um terrorista”.

        Mas a “consistência” da posição portuguesa, defendida aqui por Argala naqueles esquematismos próprios da criançada, e com a certeza própria dos Menos, parece que é questionada pelos próprios autores do feito.
        E pelos próprios jornalistas.
        http://www.ionline.pt/artigos/mundo/201187-dia-portugal-votou-contra-favor-da-libertacao-mandela/pag/-1
        Confronte-se este naco:

        “E, se em 1987 Portugal votou favoravelmente o texto que defendia uma “Acção internacional concertada para a eliminação do apartheid”, mais tarde, já perto da libertação do líder do ANC, preferiu abster-se em novas votações (algumas em que era mencionada a “libertação imediata e incondicional” de Mandela).

        com as certezas de Argala sobre o sentir de cavaco
        Um pequeno nojo.Os meninos em palco pois então

      • De says:

        “O plano factual do argala do qual nunca o argala sai” choca também com o exposto pelo Daniel Oliveira do qual não me revejo ideologicamente,mas cujos argumentos mostram bem a qualidade factual daquele.
        Percebe-se que Argala queira ir buscar um texto do Oliveira de 2007. Jogos de poeiras típicos e com anos e anos de experimentado.Mas eu prefiro usar um recente e em que ele (Oliveira) prova até onde vão os factos factuais dos planos de que nunca se sai:

        http://arrastao.org/2920532.html

        Como é possível que Argala dê as mãos às teses cavaquistas que ainda por cima são até contestadas por alguns do meio? Abraçam os mesmos interesses?
        Mas este tipo é o quê?
        Poderia alongar-me mais sobre este assunto, mas francamente não me apetece

        Está na hora dos palavrões factuais.?

      • Argala says:

        Enfim, é esta coisa invertebrada, porca, suja e ordinária com quem estou a perder o meu tempo.

        “A favor e contra ao mesmo tempo.Ora aí está uma novidade inédita entre as as pseudo-elites burguesas”

        Novidade inédita para o ‘De’ porque é atrevido e ignorante. As restantes pessoas sabem que as resoluções têm forma e conteúdo, têm vários parágrafos, que expressam várias ideias. E eu posso concordar com parte dessa forma, e parte desse conteúdo. Assim, podem ser votados à parte diversos parágrafos de uma resolução, podem ser alteradas as resoluções numa nova que expresse apenas as ideias com as quais se concorda, e podem ser rescritos os próprios parágrafos numa nova resolução, quando a primeira contem linguagem da qual se discorda.

        Desta forma, e cruzando as votações das oito resoluções submetidas, a libertação de Mandela está votada a favor por Portugal na alínea a) do ponto 4 da Resolução G. Diz a lógica, que são os pontos que estão a mais ou não são comuns, das outras resoluções para a G, ou as diferenças de linguagem, que foram rejeitados. A libertação de Mandela não foi rejeitada porque foi votada a favor. Se eles tivessem rejeitado a resolução A por causa da resistência armada sem votarem nenhuma outra resolução, ou nenhum outro parágrafo à parte.. aí sim, o cinismo diplomático seria evidente, mas não foi isso que aconteceu.

        Portanto, deixe-se de artes circenses e dedique-se a coisas importantes, como tarefas do foro revolucionário.

      • De says:

        Não!
        Argala nao escapa asissm com estas tiradas da treta com que preenche os seus fogos fátuos.Travestidos de verdades factuais.
        Cavaco é desmascarado mais as suas incongruências de pseudo-bom samaritano.Cavaco é psoto a nu como hipócrita que é.Cavaco é questionado pela forma como se portou com o apartheid e com Mandela.
        Os gurus cavaquistas reúnem à pressa e ,exasperados, tentam tapar os rombos na cavacal figura.Chamam os órgãos de informação,convocam-nos, fazem espalhar a nova que afinal cavaco etc e tal.O comportamento das tvs é de tal forma néscio que a denúncia do seu comportamento surge por todo o lado.Também aqui no 5 Dias.Mas também em órgãos de comunicação insuspeitos como os já apresentados.
        O que faz este argala?
        Proclama do alto da sua afinidade ideológica com quem quer que seja, que afinal cavaco diz a “verdade”. O tipo tem até o desplante de invocar a atitude de outros como motivo de censura ( os “meninos do palco” e as palavras revolucionárias adstrictas) , enquanto lança a sua benção, da forma característica como o faz , sobre a doutrinal cavaquice.
        Eis argala em toda a sua plenitude.Perante a exposição da forma de actuar desta coisa, argala socorre-se do nada, apressa-se a dizer que até pode concordar em parte ou no todo com isto e aquilo, torna-se pungente na sua tentativa desesperada para esconder o que é por demais óbvio.Tipos de direita mais decentes questionam o comportamento de Cavaco.Argala pelo contrário coloca-se ao lado dos companheiros do presidente.

        Porque o objectivo de argala é mesmo este. Não lhe interessa de facto a direita ou quem é o inimigo principal.Face a alberto gonçalves cala-se e lança as “atoardas revolucionárias” adequadas contra as figuras menores da cena operática.Quando confrontado com os factos desvia-se para as listas de alvos a serem “educados” no futuro como justificação para não perder tempo com estes.
        Pelos vistos tem tempo para dar as mãos aos Menos de ocasião, para fazer coro com o argumentário cavaquista, para terçar armas ao lado do inimigo.
        A sua tese, a tese que coincide com a tese da direita mais caciqueira é contestada por quase toda a gente à esquerda e mesmo à direita ouvem-se as vozes críticas de denúnica e de contestação.
        Argala faz o que faz.É com ele.Mas tem que ser denunciado aqui e agora por este comportamento nojento.
        Argala começa o seu texto com um primeiro parágrafo elucidativo. Termina com um último parágrafo incoerente.

        Argala parece ser assim outras coisas.Uma fraude.Ou um provocador

  5. Argala says:

    Cliquem aqui para ler o Daniel Oliveira a defender o direito dos povos à luta armada. Se o Daniel soubesse o que foram algumas operações militares do umkhonto we sizwe, calava-se bem caladinho, porque elas transformam a actividade da ETA num conto infantil.

    • De says:

      Para traduzir esta linguagem um pouco codificada aqui vai o significado de “Umkhonto we Sizwe” :”Lança da Nação”.
      Precisamente a formação para a qual Nelson Mandela foi nomeado 1º comandante.

      • Argala says:

        Obrigado pela achega. Não é linguagem codificada, é o nome da organização. E quem não souber, pode sempre ir ao google.

      • De says:

        Não tem de quê.
        Algum pedantismo também destas coisas.
        E a mim também me interessa salientar ao arrepio da dupla menos/argala que Nelson Mandela foi p 1º comandante da dita organização
        🙂

  6. De says:

    “Sejamos claros para que não nos comam por parvos ou ponhamos as coisas em pratos limpos para que os meios de comunicação não nos façam amar o opressor e odiar o oprimido como insistia Malcolm X. Depois do massacre de Sharpeville, Nelson Mandela encabeçou a estrutura
    armada do ANC, foi detido e condenado a prisão perpétua por liderar a resistência armada. Três anos antes de Cavaco, Reagan e Thatcher envergonharem os seus países na Assembleia-Geral da ONU, Pieter Botha já havia oferecido a mesma solução que hoje o presidente da República diz ter defendido em 1987. O presidente sul-africano apresentou a Madiba a saída do cárcere a troco da renúncia da luta armada. “Quem deve renunciar à violência é o Botha”, respondeu-lhe Nelson Mandela.”

    Dum excelente post do Bruno de Carvalho no Manifesto74. É bom lê-lo todo. E comparar a diferenças com os veros e quase que falsos cavaquistas.
    Aqui:
    http://www.manifesto74.blogspot.pt/2013/12/a-revolucao-nao-passa-na-televisao.html

    • Argala says:

      O texto do Bruno contem imprecisões, mas estou genericamente de acordo com ele. Estou contra os alinhamentos dele, são de consciência atrasada face à situação, e passo a detalhar a questão, para deixar também tudo em pratos limpos. A grande imprecisão é logo a primeira frase:

      “Enquanto Nelson Mandela é recordado nas televisões por aquilo que nunca foi”

      Não, ele foi. Mandela teve uma fase revolucionária e outra de conciliação e de palhaço nas mais diversas cortes burguesas. Portanto Mandela foi, durante uma parte da sua vida, aquilo que a propaganda burguesa reflecte.

      “Depois da África do Sul, é a vez do Equador receber jovens de todo o mundo. Encabeçando os ideais por que se bateu o histórico resistente sul-africano.”

      O camarada e guerrilheiro Mario Manuel das FARC-EP, comandante do grupo Daniel Aldana, acaba de ser entregue pelo Equador ao governo da Colômbia. Isto foi há três dias.

      “Faz lembrar o julgamento do líder independentista basco Arnaldo Otegi.”

      Faz não, fazia. Otegi é hoje um personagem sinistro, que está, exactamente, na segunda fase de Mandela. Na fase de reconciliação e rendição perante o inimigo, na fase de palhaço da burguesia. E basta ler o último livro dele para o perceber.

      Fiquemos por aqui.

      Cumprimentos

  7. De says:

    A consciência atrasada é um bom argumento para estar contra sempre qualquer coisa.
    🙂
    Argala surge atrasado muito tempo.Mas não é pela consciência.

    Quanto a Mandela já aqui se disse o bastante para nos pormos a pau com as simplificações grosseiras.Tanto da burguesia como da burguesia.E não, não é engano nas palavras.

    Os textos sérios já citados aqui ,o do Frederico Aleixo, o reparo oportuno de Fonseca-Statter a esse mesmo texto, o comentário do Bruno, o do António Vilarigues dão para ver que as palhaçadas começam a verificar-se precisamente em quem insiste nas palhaçadas.
    A caricatura pseudo-revolucionária sempre foi um dos calcanhares típicos de alguns dos ditos.Faz lembrar outros tempos dos longínquos anos 74/75 Mas os ditos cujos desapareceram do combate durante um ror de anos.Sumiram mesmo. Desapareceram.Deram de frosques.
    Dai que de facto e pese o argumentário de Argala,”Mandela é recordado nas televisões por aquilo que nunca foi”. A começar por esse pacifismo eterno com que o pintam.Tanto cavaquistas como alguns não cavaquistas
    A realidade tem muito mais meandros do que os que nos querem fazer crer alguns personagens.Como é exemplo o comentário curioso sobre Otegi ou sobre Mário Manuel.
    Fazia e há não faz.Faz e ainda não fazia.
    Ora aí está uma coisa a ter em conta quando se discutir o papel dos já falecidos na marcha da humanidade.

  8. De says:

    Deixemos para lá as caricaturas patéticas sobre Mandela.
    Vejamos “50 verdades sobre Nelson Mandela que não encontraremos na comunicação social dominante…”
    http://resistir.info/africa/mandela_06dez13.html

    É de facto uma chatice que a realidade seja muito mais complexa do que a pintada por alguns desesperados que oscilam entre o pacifismo néscio e a impotência verbal.
    A propaganda burguesa tem as costas largas.Tão largas que até abarca malabaristas de álgebra com os seus 2+2 igual a sim-sim

    • Só um pequeno detalhe – pro memoria – o texto «50 verdades sobre Nelson Mandela» contem dois pequenos erros de facto, um dos quais sem qualquer interesse (o de ter cursado Direito em Forte Hare, quando foi na Universidade de “Wits”) mas outro com algum interesse para a compreensão de todo processo histórico de algumas décadas (também) protagonizado por Nelson Mandela.
      Na «verdade nº 4» vem referido o «Partido Nacional Purificado» como tendo ganho as eleições em 1948. O dito cujo «Partido Nacional tinha já “desaparecido” depois de se re-combinar com a ala nacionalista de Herzog (de saída do Partido Unido) para fazer o Partido Nacional Reunificado, que foi quem ganhou as eleições ao «Partido Unido»…
      Desculpem lá o pedantismo…

      • De says:

        Qual pedantismo?
        A discussão apenas se enriquece com o contributo factual de quem sabe do que fala.E que tem a preocupação de sobre as “cousas” ponderar e ajuizar.
        Já agora notável o seu comentário final no (bom) texto de Frederico Aleixo.

  9. Argala says:

    Alguém me desencripte os comentários do ‘De’, por caridade.. eu não percebo nestum..
    Você não se vai pôr a falar do Durão Barroso outra vez, ou vai?

    • De says:

      Acha que é preciso?
      Pergunte ao Menos que ele traduz-lhe
      🙂
      Agora ide buscar planos factuais na corte diplomática de Cavaco…

    • JgMenos says:

      Não desdenhe Argala do argumentário de DE.
      É um verdadeiro repositório de frases e sentenças do mais puro e confirmado progressismo.
      Acontece por vezes que a ordem das frases não é a mais brilhante, mas cada uma por si é inteiramente legitimada por um qualquer catecismo.
      Há também alguns problemas na parte aritmética, mas isso nada tem a ver com a qualidade do repositório mas é tão só devido ao facto de a dialéctica ainda não ter abordado todas ciências exactas, e consequentemente não constarem do repositório a tabuada e outros detalhes.
      A sintaxe tem algumas falhas, daí que frases claras acabem num parágrafo sem sentido, mas esta é uma área em que até o google apresenta deficiências apesar do seu enorme potencial tecnológico.
      Tudo considerado, só tem que dar-se por feliz por ter obtido a atenção de DE (que eu acho ter todos os sintomas de ser uma e não um, por emocional, assanhada no verbo, e dada a saltar de assunto em assunto)

      • carlos Carapeto says:

        Como eles se entendem.

        Argala e Menos de mãos dadas. Ainda vai acabar em matrimónio?

        Cá tenho as minhas razões de não os deixar pousar o pé em ramo verde, tratando-os por igual.

        Não é que Enrique Lister não falhou nada ao afirmar “quando começar a fusilaria sei muito bem qual a trincheira que vão escolher” .

      • JgMenos says:

        Onde o oportunista põe a boca, no oposto se encontra a verdade!

      • carlos Carapeto says:

        Eu acrescento! Onde o nazi/fascismo põe a mão prospera a miséria e a mentira.
        O oposto da felicidade.

      • De says:

        Pois mas o problema não é só esse.Menos não é só oportunista.
        Portanto esta autp-classificação de Menos é extremamente redutora

      • De says:

        Como diz o Carlos,de mãos dadas.
        Eu acrescentaria algo mais.Mas francamente não me apetece.
        Apenas fica o registo da ligação temática entre um vero rebolucionario e um assumido salazarista.
        🙂

  10. Argala says:

    Ó Carapeto e apaniguados, isto não é fusilaria, isto é palhaçada. Quando for fusilaria, veremos quem se esconde.
    E uma mentirola assim tão casual, são pés de barro – isto é, eu não faço a crítica da mentira em si, mas das suas consequências. Porquê? Porque os trabalhadores terão alguns neurónios, curiosidade e internet. E se reunirem estes três atributos, poderão acabar aqui e aqui a ler os documentos, e a constatar que aquilo que lhes foi dito. é objectivamente mentira. E isso pode ter consequências negativas. Mentir assim, quando a descoberta da verdade está à distância de dois cliques, é na minha opinião, dar armas ao inimigo. Eu gosto de lastros mais sólidos. Não são necessárias mentiras para atacar o cavaco, basta a verdade.

    • De says:

      Agora argala “chora” pelas armas ao inimigo que se dão assim de bandeja?
      Depois do seu texto sobre os “meninos do palco” e os alhos e as merdas com que o enfeitou?

      “Mentiras”?
      “Mentiras” que não são assim consideradas por boa parte dos críticos a Cavaco?
      “A verdade” que está na ponta da caneta de Argala e que se sobrepõe e confunde com a de néscios cavaquistas?
      Mentiras descobertas por argala e que receberam o apoio entusiasta do salazarista Menos?

      Este deve estar a gozar

    • carlos Carapeto says:

      Argala.
      Mentiras? Isso mesmo!
      E mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo. Nunca lhe disseram que a mentira tem as pernas curtas ?

      “Ó Carapeto e apaniguados, isto não é fusilaria, isto é palhaçada. Quando for fusilaria, veremos quem se esconde”.

      Apaniguados. Será que se está a referir à vanguarda revolucionária do Barroso? O seu discurso parece ser apadrinhado por esses.

      Palhaçada não, palonçada. Sabemos muito bem quem melhor se tem prestado a desempenhar esse papel. Inclusivamente afinando a melodia com Salazaristas assumidos tipo Menos.

      Até aqui quem sempre se escondeu ou traiu , sabemos bem quem foi.

      Enrique Lister sabia-o melhor que ninguém por isso mesmo denunciou os “heróis” temporões tipo Argala.

      Apresente serviços prestados por os “corajosos” revolucionários das suas hostes. Em que parte do mundo conseguiram fazer uma revolução? Talvez no Camboja?

      ” Camarada” Argala. Por respeito a quem sofre os desmandos do sistema capitalista, aqueles que se propõem falar em seu nome têm o dever moral de fazê-lo com alguma seriedade, é essa qualidade que não encontro da sua parte.

      Vc em nome da “pureza” revolucionária dedica-se em exclusivo atacar quem fez revoluções a sério ou se tem destacado na defesa dos direitos dos trabalhadores e dos excluidos da sociedade.

      Esse comportamento contraproducente em nada favorece aqueles por quem se diz lutar. Não se julgue que o faz por inocência.

      O seu alvo preferido é o PCP. Porquê?

      Que outro partido enfrentou com mais coragem e determinação o regime fascista?
      Quem a seguir ao 25 A mais medidas tomou para retirar o poder à burguesia e ao grande capital?

      Mais; espuma ódio asqueroso contra a URSS, no entanto silencia o que veio a seguir.

      Porque se essas populações antes viviam atrás de uma cortina de ferro (aleive capitalista) hoje vivem esmagados sob uma placa de chumbo.

      E onde está a sua solidariedade? Ficou fossilizada na União Soviética!

      Quanto a Cuba alinha por os mesmos padrões da bitola capitalista, com o Haiti ali tão perto e patuando com o roubo descarado das eleições nas Honduras.

      Ninguém em nome da liberdade criou mais ditaduras que os “libertadores”.

      Assim como ninguém ajudou mais os opressores que aqueles que se dizem lutar por os direitos dos oprimidos.

  11. Argala says:

    Respondendo mais uma vez ao ‘De’, que me replicou lá em cima com um texto do Daniel Oliveira, lembro que esse mesmo texto prova que ele não tem razão, e teve que dar um passo atrás. Ora citemos:

    “Desconhecia o sentido do voto português noutras resoluções do mesmo dia o que, tenho de reconhecer, tornou o meu texto incompleto e facilmente sujeito a crítica. Uma delas (a resolução “G”), que é mais genérica e de longe a mais recuada das sete resoluções votadas (uma oitava passou sem votos) nesse dia sobre a África do Sul, terá contado com o voto favorável de Portugal.”

    É verdade, podia ter-se acusado cavaco de mandar votar uma resolução mais atrasada, mas não foi essa a acusação inicial. O que não diz Daniel Oliveira? Que na alínea a) do ponto 4 da Resolução G se lê:

    “4. Demands that the authorities of South Africa:
    (a) Release immediately and unconditionally Nelson Mandela and all other
    political prisoners, detainees and restrictees
    ;
    (b) Immediately lift the state of emergency;
    (c) Abrogate discriminatory laws and lift bans on all organizations and
    individuals, as well as end restrictions on and censorship of news media;
    (d) Grant freedom of association and full trade union rights to all
    workers of South Africa;
    (e) Initiate without pre-conditions a political dialogue with genuine
    leaders of the majority population with a view to eradicating apartheid
    without delay and establishing a representative government;
    (f) Eradicate the bantustan structures;
    (g) Immediately withdraw all their troops from southern Angola and end
    the destabilization of front-line and other States”

    E espero que esta palhaçada fique arrumada.

    • De says:

      Palhaçada arrumada? E eu que pensava que Argala estivesse a fazer a revolução…que gostasse de lastros mais sólidos…afinal está a estudar a tese de defesa cavacal

      Agora socorre- se do texto do Daniel Oliveira para mostrar que afinal ele não tem razão…porque teve que dar um passo atrás?
      Ou porque não foi esta a acusação inicial?

      Este tipo brinca com toda a certeza.
      Mas o que move argala para defender assim cavaco e andar a espiolhar pelo texto em causa, quando as evidências se somam sobre os motivos das votações que são tudo menos as palhaçadas anunciadas à pressa? Contestadas até pelos seus intervenientes directos que se dizem envergonhados? Postos em causa pelos factos que apontam para a duplicidade da política portuguesa,algo que este argala parece ignorar qual burguês bem instalado a crer nas boas virtude da sua classe,

      Patético e obsceno o esforço de argala para justificar um passo atrás de Oliveira e para se socorrer da forma como o faz do pedido de rectificação inicial deste, tentando demonstrar assim que “ele não tem razão”

      O silêncio deste árduo estudioso cavaquista sobre este texto também de DO, respigado no mesmo local em que Argala pesca o seu::
      “Mas para provar a falta de validade deste argumento não precisamos de tanto debate. Basta olhar para as restantes votações desse mesmo dia. Portugal não votou apenas contra a resolução “A”, mas também contra as resoluções “C” (que apelava a vários países, incluindo os EUA e o Reino Unido, a apoiarem as sanções) e “D” (que apelava ao fim da colaboração militar entre Israel e o regime sul-africano). E absteve-se nas resoluções “B” (que reafirmava e especificava sanções à África do Sul), “E” (que solicitava financiamento para o Comité Especial Contra o Apartheid) e “F” (que reforçava as medidas para o embargo de petróleo ao regime sul-africano). Das sete resoluções votadas nesse dia, Portugal apenas aprovou uma. E nenhuma das outras cinco resoluções que não contaram com o seu apoio fazia qualquer referência a qualquer tipo de luta armada”.

      Mas DO continua:
      “A resposta para este comportamento é simples e, como fica demonstrado, não tem qualquer relação com um suposto e estranho purismo português em relação ao uso das armas para impor regimes democráticos e legítimos: Portugal só votou a resolução que não correspondia a nenhuma acção ou decisão concreta de apoio à luta contra o apartheid e que se ficava por meros apelos genéricos. As razões conhecemos e até podem ser aceites por alguns: a situação da comunidade portuguesa na África do Sul (que referi no meu texto), a relação com outros aliados preferenciais (EUA, Reino Unido e Israel) e o absoluto alinhamento, em política externa, com as posições britânicas. Todos eles confirmados por vários ex-embaixadores na ONU, que reconhecem que o princípio geral era “não fazer ondas” . Fingir que o problema era a “luta armada” é um ato de cinismo e uma mentira. Uma mentira que outras votações noutros momentos (dei o exemplo referido por Ana Gomes, numa resolução sobre as crianças vítimas do apartheid) também desmentem.”

      Eis um exemplo de alguém que contesta de caras e de frente a “honestidade” de cavaco sobre a “luta armada”
      Argala, que silencia este pedaço do texto de DO, que nada diz sobre os comentários de Deus pinheiro,que se cala face ao demonstrar por outros intervenientes da subserviência da política portuguesa face aos EUA e Grã-Bretanha, prefere concluir,como conclui, pela “verdade” de Cavaco.E não só faz o que faz como de uma maneira premeditada e histérica fala sobre os “meninos de coro” e atoardas semelhantes. Desloca o foco da luta e sabe porque o faz.

    • carlos Carapeto says:

      De pinote em pinote foi ficar aos pés de Cavaco!

      Caiu a máscara, mostrou a cara.

  12. m. says:

    Estive a ler os comentários deste post.

    É um bocado fora do contexto do post, mas parece-me muito na ordem do dia, deixo aqui um link de um artigo de Rafael Marques sobre Cavaco Silva …

    Da última vez que fui a Luanda, Angola, ainda o meu pai estava vivo, e por instruções explícitas que me deu, já fui com um passaporte de uma outra nacionalidade que não portuguesa…

    A BOCA DE CAVACO SOBRE ANGOLA:
    http://makaangola.org/2013/12/12/boca-de-cavaco-sobre-angola/?lang=en

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