CRATO já treme… AGORA É QUE TEMOS MESMO QUE IR ATÉ AO FIM!!!

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Atenção colegas, a recente notícia do “recuo” do Ministério da Educação em dispensar, desta abjeta prova, os docentes contratados com 5 ou mais anos de serviço apenas torna mais evidente que:

1) a estratégia fulcral do Ministro Crato em nos dividir nesta luta (antes a separação era entre professores do quadro e contratados, agora a divisão é professores do quadro + contratados com 5 ou mais anos de serviço e os outros contratados);

2) isto só acontece porque o Ministro Crato ficou assustado nomeadamente com a mobilização e o grau de rebeldia que ocorreu no sábado passado no Porto, onde os professores não se limitaram às formas de lutas que a FNE falou nos microfones e TOMARAM AS RUAS DO PORTO;

3) que a FNE ao desconvocar a greve para dia 18 dezembro (dia da prova) e a “mobilização” para o protesto de dia 5 de dezembro demonstra que é um sindicato completamente submisso aos interesses dos governos que nos têm (des)governado (PSD-CDS e PS).

Considero essencial  (e faço um forte apelo) que a FENPROF venha rapidamente e ainda hoje reafirmar a necessidade do protesto e da greve  de dia 5 dezembro (para permitir a deslocação ao parlamento) e dia 18 (dia da prova) numa forte conferência/comunicado de imprensa. Para que esta acção/atitude da FNE não surta o efeito pretendido pela Ministro. NÃO PODE HAVER DÚVIDAS NESTA LUTA precisamente agora, depois de sentirmos o Ministro a tremer/recuar, o que só demonstra que podemos mesmo ganhar se formos até ao fim!!!

André Pestana (professor contratado com mais de 5 anos de serviço)

p.s. Hoje o Crato recua e tenta nos desmobilizar, a famosa estratégia de “dividir para reinar”. No entanto, se depois a prova for aplicada este ano aos colegas com menos de 5 anos, o que o impede (sim, ao Ministro Crato que já mentiu várias vezes, lembram-se quando disse em setembro passado, que havia cerca de 2000 vagas porque nenhum professor tinha concorrido para esses horários!?!) de para o ano tentar aplicar de novo essa prova, aos colegas contratados com mais de 5 anos de serviço?! É claro que aí, os colegas contratados com menos de 5 anos já estariam derrotados e não quereriam se juntar à nossa luta (logo a nossa luta seria mais fraca, do que se nos mantivermos UNIDOS AGORA). Este estratagema do Crato, para nos tentar dividir, só nos devia revoltar ainda mais e ajudar a mobilizar com ainda mais garra para TODOS IRMOS RUMO A LISBOA DIA 5 DEZEMBRO! Crato, a mim não me enganas: dia 5, vou a Lisboa com ainda mais convicção porque se já tremes agora, com mais um empurrão podes vir a cair!!!

Dia 5 façamos um cordão humano à volta do Parlamento a exigir o FIM DA PROVA E DO CRATO: https://www.facebook.com/events/1411138615789943/1411485859088552/?notif_t=like

Notícia: http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3565252

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3 Responses to CRATO já treme… AGORA É QUE TEMOS MESMO QUE IR ATÉ AO FIM!!!

  1. JgMenos says:

    A lógica é muito versátil…

  2. Gambino says:

    Não me parece um grande recuo.
    É como dizeres que vais executar todas as pessoas com mais de 1.70m de altura e depois dizeres que afinal só vais executar a partir de 1.80m.
    O problema aqui não é nem pode ser a quantidade de pessoas que vão fazer o teste, mas sim a própria lógica subjacente ao teste.
    Neste sentido, a declaração do Crato é apenas um recuo táctico, a apostar que os professores anteriormente abrangidos vão suspirar de alívio e não vão fazer grande barulho enquanto os seus colegas menos afortunados são sacrificados.

    • pestanandre says:

      Caro Gambino, estamos de acordo no essencial (que a questão de princípio se mantem). No entanto temos que reconhecer que se o objetivo antes era aplicar já em 2013 esta prova a mais de 40 000 professores e que agora é a menos de metade (cerca de 20 000), apesar de ser insatisfatório (e por isso temos que continuar a lutar) é um recuo do governo/Crato sobretudo devido à luta dos professores que começava a incomodar e a fugir do “controlo” dos dirigentes sindicais (ex: dia 27 Novembro, 200 professores tentaram invadir o Ministério da Educação e sobretudo quando mais de 1000 professores no Porto, invadiram as ruas e as estradas, mais uma vez à revelia dos dirigentes sindicais). Mas esta prova é injusta e deve ser combatida enquanto existir um único professor obrigado a fazê-la!

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