A Segurança Social a pagar salários do sector privado

Neste artigo, o economista José Martins analisa os profundos cortes salariais feitos aos trabalhadores norte-americanos levando a um crescimento histórico da pobreza absoluta no país. À semelhança do que temos visto em Portugal, parte dos salários dos trabalhadores com os salários mais baixos passa a ser paga através dos impostos dos próprios trabalhadores. No caso dos EUA, através de programas de assistência federal. No caso de Portugal é a Segurança Social (a poupança dos trabalhadores) que vem sendo usada para «reestruturação» das empresas através das reformas antecipadas e complementos vários da Segurança Social (Primeiro Emprego, pagamento parcial do salário, etc.). O Estado converte-se assim numa enorme agência de emprego temporário ao serviço não do emprego público mas do sector privado.

«Os governos das maiores economias do mundo e seus economistas não sabem o que fazer com a pobreza dos seus trabalhadores. (…)  A economista Catherine Ruetschlin nos informa melhor sobre os sintomas mais recentes dessa doença. “No decorrer dos dois últimos anos, o número de americanos empobrecidos atingiu o nível mais alto de todos os tempos. As taxas de pobreza dispararam durante 2008 e 2009, quando o país entrou na Grande Recessão e o mercado de trabalho se contraiu, levando milhões de trabalhadores a lutar com desemprego persistente ou aceitar trabalhos que oferecem baixos salários e nenhuma segurança. Mas mesmo quando as firmas recuperaram seu ritmo e ingressaram em novo período de recuperação, a pobreza não diminuiu. Atualmente, mais de 46 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza nos EUA, incluindo mais de 10 milhões de trabalhadores com emprego integral. Na verdade, de 2010 a 2011, não houve alteração na taxa de pobreza dos EUA, mesmo com o PIB crescendo 3% ao ano. Isso quer dizer que enquanto os negócios estão voltando aos seus lucros anteriores, os benefícios da recuperação não alcançaram os trabalhadores e famílias vivendo na parte de baixo da distribuição da renda, onde o crescimento dos salários poderia tanto melhorar as condições de vida quanto aumentar os gastos dos consumidores.”» 1

Continuar a ler em www.revistarubra.org

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