Não era possível ganhar a 26 o que se perdeu a 19

armenio-carlos-miguel-macedo-braco-de-ferroSinceramente prefiro que as manifestações acabem com intervenções políticas – de preferência de movimentos e sindicatos combativos como foi exemplo a intervenção do António Mariano ou do delegado sindical do Metro. Também não me chateia a música, sobretudo se não vier sozinha e se for dotada de algum sentido. Não vejo no que é que a falta de outras coisas retire sentido a estas, nem porque é que quem quer fazer essas outras coisas passe mais tempo a questionar os que não querem fazer mais do que aquilo que foi feito e não lançam mãos à obra para fazer aquilo com que sonham.

O movimento está fragilizado, é verdade. Mas essa fragilidade está longe de ser porque o partido A ou B não pode fazer um comício disfarçado de assembleia popular ou porque no final da manifestação não houve uma hora de chuva de calhaus sobre a escadaria de São Bento. Se estamos vergados é porque não está aberto o caminho de quem quer novos caminhos e porque um senhor chamado Arménio Carlos, líder da CGTP, decidiu recuar de uma acção para a qual chamou toda a centralidade no dia e na hora da apresentação do Orçamento de Estado.

Não se sabe se o governo irá até ao fim, mas se for, sabemos exactamente a quem deve entregar a comenda.

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48 Responses to Não era possível ganhar a 26 o que se perdeu a 19

  1. João. says:

    “Se estamos vergados é porque não está aberto os caminho de quem sonha novos caminhos e porque um senhor chamado Arménio Carlos, líder da CGTP, decidiu recuar de uma acção para a qual chamou toda a centralidade no dia e na hora da apresentação do Orçamento de Estado.”

    Quem sonha novos caminhos é porque está a dormir. Acorde primeiro.

  2. um anarco-ciclista says:

    Agora a culpa é do Arménio Carlos, queres ver…?

    o QSLT é que não tem culpa nenhuma, clar está!

    Nenhuma culpa quando se recusou a criar um movimento pla base e se limitou a agregar “notáveis” dos movimentos sociais, tudo no respeito pela quota do equilíbrio partidário….

    Nenhuma culpa quando a 2 de Março (tão cobardemente como o recuo do Arménio Carlos na questão da ponte) tinha mais de um milhão de pessoas na rua e nada fez, nem orientação, nem mobilização, nem meta, nem nada de nada…

    Nenhuma culpa quando assume como forma de luta o passeio de protesto de 6 em 6 meses com umas acçõezinhas mediáticas a promover (pensando que na miragem dos atalhos tácticos está a pedra filosofal para o derrube do governo).

    Nenhuma culpa… Não! até aqui a culpa é do tio Arménio!!!

    • Renato says:

      Se a ponte derrubasse o governo o mérito seria em grande parte da CGTP, logo…

      • josé says:

        Eu preferia que as manifestações acabassem com a chef Justa Nobre a cozinhar um arroz de gambas ao som da Cuca Roseta do que acabarem com alguém a discursar ou com os Contentores dos Xutos.
        Se é para bater palmas ao menos que o espectáculo valha a pena.

      • Renato says:

        Ao menos apresenta uma alternativa. Está bem melhor que alguns que andam por ai…

  3. Argala says:

    Renato,

    Ainda bem que fazes essa reflexão. Repara que aquilo que é válido para o Arménio Carlos, também é válido para o QSLT e outros grupos informais, como os que mandam os manifestantes sentarem-se.

    Não é assim Renato. Aquilo que tu escolhes fazer não é neutro. Lembras-te da marcha negra dos mineiros? Os mineiros estavam em greve, a bloquear estradas e a confrontar a polícia, ou seja, a criar reais problemas. E eis que aparece alguém, sem dúvida bem intencionado, e propõe uma longa marcha que apenas canaliza a luta para a inconsequência total.

    Onde quero chegar? É óbvio que criticar as insuficiências do que se tem feito, é um primeiro passo para fazer diferente. É óbvio também que espero que isto não se fique pela crítica.

    Cumprimentos

  4. Francisco says:

    1. Podia-se ao menos ter tentado
    2. A CGTP pode dizer-te a ti, exactamente aquilo que dizes na primeira parte do teu texto a quem ficou frustrado com a manif (e por mais que os pseudo-aparatchiks do qslt argumentem em contrário, os factos são que esta manif desmoralizou, desiludiu, desmotivou muita gente e tirou crédito ao qslt)
    3. Há que tirar conclusões da débacle 19-26 Outubro, desde o repensar da teoria da “confluência dos rios”, ao papel do qslt, da cgtp, dos partidos da esquerda institucional, das forças extra parlamentares. Para além das mencionadas questões subjectivas, nesta reflexão há que ter em conta as condições objectivas.
    4. São necessários avanços qualitativos nos processos de luta. Nem o qslt, nem muito menos a CGTP, estão dispostos a isso. Não quer dizer que não tenham o seu papel, sobretudo a CGTP que é uma instituição sólida e não irá desaparecer por dá cá aquela palha… Mas tendo o seu papel essas organizações/instituições já provaram que nao serão elas a desencadear/incentivas/possibilitar os necessários avanços na luta.

    Devo dizer que tudo isto, obviamente, merece uma reflexão mais profunda… Mas honestamente, o teu texto Renato contradiz-se a si próprio… Ou por outras palavras “anda tudo a fugir com o rabo à seringa”…

    Nunca gostei do discurso do “a culpa é das direcções e elas são um travão à luta”, mas neste caso da débacle 19-26, é bastante claro que grande parte da responsabilidade é mesmo das direcções, seja por conservadorismo, calculismo, incompetência, cobardia, cansaço, medo de perca do controlo ou uma mistura de tudo isso.

    • Renato says:

      1 . Tentado o quê, precisamente?
      2 . Não. A CGTP recuou de algo que disse que ia fazer. No sábado não se passou nada disso, por mais críticas que se apontem ao QSLT.

      Quanto ao resto, mais ou menos de acordo.

      • Francisco says:

        Sobre o ponto 1:
        Lê o que eu escrevi aqui:
        http://5dias.wordpress.com/2013/10/25/a-manif-de-26-de-outubro-os-becos-so-terao-saida-se-escavacarmos-ou-pularmos-as-paredes-que-o-bloqueiam/

        ” Chegar a S. Bento, ouvir uns discursos seguidos de umas cantorias é qualquer coisa, mas é insuficiente para o momento histórico que vivemos. É preciso mais, é preciso que este protesto moralize e dê algumas perspectivas de saída no concreto. É preciso que as vontades somadas desta reunião de milhares de pessoas dispostas a lutar seja canalizada para algo mais do que o simples repetir de umas quantas palavras de ordem. Diria que, no mínimo, é preciso e possível, que o protesto de amanhã sirva de convocatória ao activismo e moralize para próximos protestos que tenham como objectivo travar este orçamento… Dia 1 de Novembro, data da primeira votação sobre o orçamento, é já daqui a uma semana…”

        e no ponto 11 aqui:
        http://5dias.wordpress.com/2013/10/07/eleicoes-autarquicas-as-suas-consequencias-e-o-diagnostico-que-permite-da-situacao-politico-social/

        “É de se pensar muito seriamente em se fazer uma ocupação permanente de S. Bento na sequência do 26 de Outubro, ou um cerco+greve geral para o dia em que a corja pretende aprovar mais medidas terroristas. Sendo que tais decisões dependerão do que disse no primeiro ponto, ou seja da resposta das massas que poderá ser aferida dia 19, vendo a dimensão e extensão de outros protestos entretanto e no próprio dia 26… Se no 26 de Outubro estiverem 100 000 manifestantes em S. Bento e arredores seria um crime não se fazer algo mais para além de uma marcha do Rossio a S.Bento… Permanecer lá e/ou montar uma rede e apelar a “Grandoladas” para todos os eventos e locais onde circulem governantes até à data de votação e/ou marcar um protesto em crescendo até ao dia da votação do orçamento que culminaria num cerco ao parlamento para o dia da votação a começar no dia antes.
        São algumas ideias, aceito outras, aquilo de que tenho certeza é que se estivermos perante uma manifestação massiva e nada acontecer em seguida, será um erro brutal da parte da liderança do qslt..”

        Sobre o ponto 2.

        É verdade que o recuo da CGTP foi muito mais desmobilizador/desmoralizador do que o desfile-comício organizado pelo qslt, mas se o movimento já estava moribundo aquilo que se passou a 26 só contribui para o afundar mais. Aliás o máximo que se pode dizer acerca de dia 26 é que foi melhor que nada… e que nada fez para reverter o que se passou a 19….
        É verdade que a mobilização de dia 26,por factores objectivos e consequência da capitulação a 19, foi muito menor quantitativamente e qualitativamente do que poderia ter sido, logo ideias como de uma acampada estavam algo comprometidas (embora até diria que não totalmente se houvesse mesmo vontade…). Mas poderia se ter ensaiado algo com pouco mais de consequência e impacto. Eu diria, no mínimo, uma assembleia popular em que se discutissem futuras formas de luta e apela-se em força para dia 1… Podia-se também fácilmente ter-se ensaiado um cordão humano em volta de S.Bento, tipo “warm up” para dia 1… Renato houvesse vontade existiriam centenas de coisas não envolvendo pedradas gratuitas à polícia que se poderiam ter feito…

      • Renato says:

        Eu li Francisco, mas fiquei com a sensação que seria mais fácil de explicares o que é que poderia acontecer no Sábado para mudar o estado de coisas. Sinceramente, acho mais clarificador este desabafo da Leonor do que muita análise compilada: http://obeissancemorte.wordpress.com/2013/10/28/derrotadxs/

      • Francisco says:

        Renato tu sabes ler e no que escrevi há para além da orientação estratégica geral (ou seja protestos que procurem criar o mínimo de disrupção e não se fiquem pelo simbólico), até algumas propostas de acção concretas. Ou seja, não percebo o teu “seria mais fácil de explicares o que é que poderia acontecer no Sábado para mudar o estado de coisas”… Relê o que escrevi e encontrarás a resposta. Percebo perfeitamente que seja mais fácil e agradável ler diatribes poéticas em que a culpa é de todos e não é de ninguém do que esboços de uma análise em que se procuram identificar responsáveis e saídas… Mas enfim, admito que parte do processo de auto-crítica inclua uma certa fase niilista.

      • Renato says:

        Mas eu digo que há culpa, e não é de todos em geral. O que digo também é que quem aponta o dedo não apresenta alternativas viáveis.

      • roma maria says:

        A manif do Porto foi triste e quase que humilhante. Nem tão cedo conseguem juntar muitos milhares.Quem esteve à frente da manif do Porto pareceu mais um conjunto de adolescentes com música aos berros e ao gosto de meia dúzia. Mais maturidade e organização talvez tivesse mais resultado.

  5. Um anarco-ciclista says:

    “O QSLT não recuou”…. ahahahahah! Recuou do “quê”? Espera: dum milhão e meio para 5000?
    Mas paidas à parte: E se não “recuou” do nada que havia para recuar… isso merece o quê? Uma medalha? Um “general” que apenas saber ordenar “avancem” aos seus soldados não passa dum incompetente!!!! Tipo Adolf Hilter…

    Isso não é argumento, Renato! Tanto na guerra como na política (e a guerra é a continuação da política por outros meios…) é muitas vezes necessário saber recuar, prosseguir com iniciativas de diversão e desgaste. Avançar sempre, avançam os lêmures até ao precipício.

    Que a CGTP não deria ter avançado com a ideia da ponte se não tinha coragem para ir até ao fim… não restam dúvidas! Que esse erro da CGTP teve e terá os seus custos, também não… Mas o teu texto é uma crítica aburda e sectária à Intersindical… porque sim. Sobre o QSLT não dizes nada… mas sabes dizer que a “culpa” é do Arménio. Inaceitável que sacudas (tás lá metido, né?) a água do capote desta maneira tão deprimente.

    Prá próxima não te esqueças de dizqer que a culpa é do árbitro

    • Renato says:

      A CGTP anunciou algo que não fez. No sábado, fez-se um programa decidido por todos os que quiseram tomar parte no processo. Não defendo o QSLT, mas sei bem ver onde estão a responsabilidades na derrota em curso. Todas? Não. Mas a determinante.

      • Dadinha says:

        ” No sábado, fez-se um programa decidido por todos os que quiseram tomar parte no processo.”
        Estás mal informado!

      • Renato says:

        Porventura. Mas faltou o quê, precisamente?

      • Dadinha says:

        Se o Camargo teve a reunião de troca de informações com a PSP dia 24, não me parece que tenha existido um plenário atempadamente divulgado, onde podessem ser ouvidos as centenas de pessoas que subscreveram o manifesto, para poderem decidir onde instalar o palco. Aliás o QSLT adora palcos, não é a primeira vez que o instala. Claro que isto foi uma decisão política, planeada e nada inocente.

      • Renato says:

        Claro que foi, e não me espanta que tenha sido de quem diz. Agora porque não se respondeu à unilateralidade com unilateralismo? A verdade pura e dura é que não havia ali ninguém, em número que chegasse, a fazer mais do que aquilo que se fez.

  6. Dadinha says:

    Renato, a CGTP ou o QSLT são organizações. Tem promoção e divulgação pública, logo estão sujeitas à crítica que qualquer pessoa, movimento ou instituição lhes queria colocar sobre as acções que tem. Se o desfile publicamente divulgado e promovido, com intenções concretas que são anunciadas tem intenções e objectivos políticos, dirigidos a todas as pessoas que nele possam vir a participar, obviamente que a crítica aos factores que condicionaram o atingir desses objectivos, ou de quem saiu de casa na espectativa de medir forças com o poder é legítimo e ainda bem que essa crítica surge. Já o meterem a cabeça na areia, impondo má vontade a quem crítica, está ao nível do governo que diz que o problema das medidas de austeridade está na oposição política ou de quem se manifesta e não nas medidas que são tomadas. (o problema é de quem não se cala, queres ver?)

    Quanto a quem quer atirar pedras, ou apupar polícias, ainda bem que não o fez (ou ainda mal, pelos vistos) – só mostra que tiverem mais dignidade em não fazer voar os polícias sem farda que montaram o palco à frente das grades que bloqueiam o acesso à AR (não vão os manifestantes ter ideias), do que essas pessoas que naquele dia barricaram os acessos aos centros de poder.
    E a CGTP tem tanto a ver com esta inércia como teve o QSLT a ver com a inércia face à concentração/comício em Alcântara – só a sacanagem e manipulação de quem cada vez com mais custo sai à rua, para voltar a casa sabendo que quem organizou a manif contribuiu para que tudo ficasse na mesma.

    (aquele palco para mim tinha uma mensagem óbvia da parte do QSLT: “distúrbios, só passando por cima de nós).

    • Renato says:

      Naturalmente. Mas havia muita rua para quem quisesse somar outras coisas e isso não aconteceu.

      • Dadinha says:

        Pois não. O dia 19 fodeu toda a gente – e nessa foda o QSLT meteu o preservativo, com a boca numa técnica perfeita, tão perfeita que pediu à CGTP para fazer o mesmo a 26. Um 69 alternado é o que isto é.

      • Renato says:

        Eventualmente. Mas de direcções mal intencionadas está o inferno cheio. Porque não ofereceu o céu quem o tem dentro da albarda?

      • Dadinha says:

        porque não se patem em anjos, e eles estavam a guardas as portas do céu

  7. A.Silva says:

    Comentário miserável de alguém que se preocupa mais em dividir do que em criar pontes entre quem está contra o capital.

    Apesar da linguagem esquerdista, este post é profundamente reaccionário, é disto que o macedo, portas e companhia gosta.

  8. Nuno Cardoso da Silva says:

    A falta de mobilização de rua nos dias 19 e 26 de Outubro deve-se exclusivamente a terem-se suscitado expectativas irrealistas para as manifestações que conseguiram levar, há alguns meses, centenas de milhar de pessoas para a rua. Essas centenas de milhar de pessoas não eram militantes de partidos ou movimentos, eram cidadãos desenquadrados que queriam manifestar a sua indignação. Acreditaram que essas manifestações levariam à queda do governo e, quando tal não aconteceu, preferiram ficar em casa nas ocasiões seguintes. De certa maneira é a fanfarronice da CGTP e de alguns movimentos sociais que é culpada desta desmobilização. Prometem o que não podem cumprir, e depois ficam admirados com os resultados.

    As acções de rua são complementos de outras acções subversivas de um sistema e de um poder corrupto. Não podem substituir essas outras acções. Exemplos dessas acções são ocupações de empresas pelos seus trabalhadores sem as paralizar. São greves por tempo indeterminado do sector do funcionalismo público do qual depende o funcionamento do governo. São RGA’s nas universidades, com ocupação dos respectivos espaços, para discutir a situação política, económica e social. São bloqueios espontâneos das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama, com centenas de veículos pesados. E muitas mais coisas que a imaginação nos aconselhe a fazer para perturbar o funcionamento de um país refém de verdadeiros salteadores de estradas.

  9. Caetano says:

    Oh Renato também houve 26 noutros locais, por exemplo, no Porto até atravessaram a ponte a pé e 26 foi uma boa merda, desde logo a começar pela convocatória. Claro que te dou razão, pelo menos no Porto tanto a convocatória como a manif foram uma bosta e a culpa, também não tenho dúvidas, é do Arménio e provavelmente também do Rui Veloso que desamparou o trolha da Areosa de há uns anos a esta parte.

  10. João. says:

    “De certa maneira é a fanfarronice da CGTP e de alguns movimentos sociais que é culpada desta desmobilização. Prometem o que não podem cumprir, e depois ficam admirados com os resultados.”

    A CGTP é uma organização de trabalhadores quer no activo quer reformados. Você confunde a CGTP consigo, que é só um gajo qualquer, que não representa um pintelho, a arrotar postas de pescada. Quando sequer se tem o mínimo de respeito por quem, no mundo do trabalho, ainda se sindicaliza e se dispõe à manifestação colectiva de objectivos políticos, ao contrário da vasta maioria, e quando, ainda assim, se pretende falar de protesto colectivo sem apresentar organizaçõe alternativas mas apenas e só opinanço privado, para mim nada há aí senão exibicionismo. Então, que se marque a diferença entre manifestantes e suas organizações e exibicionistas. Estes últimos são os que criticam todas as organizações sem apresentar alternativas, não no papel, em comentários em blogs, já que é o mecanismo de seu exibicionismo, mas no real.

    • Nuno Cardoso da Silva says:

      Que posso eu dizer? Estou sindicalizado, com as quotas em dia, num sindicato filiado na CGTP. Mas ainda não perdi o sentido crítico.

      • João. says:

        “Mas ainda não perdi o sentido crítico.”

        Não sei.

        Você critica a sua crítica?

        Olhe, eu, de minha parte, não critico muito a minha crítica tentando apenas, por isso mesmo, evitar sugerir que à esquerda são todos carneiros e submissos menos eu e uns poucos como eu – porque sem críticar a nossa própria crítica esse sentido sequer chegou a nascer.

      • Nuno Cardoso da Silva says:

        Não sei… Por vezes parece que alguma esquerda entende o conceito de liberdade como a liberdade de se sujeitarem de forma acrítica às directivas de lideranças que já demonstraram abundantemente a sua incapacidade para cortar o nó górdio…

  11. JP says:

    Epá mas foi a CGTP que convocou a manif de 26?

  12. Gambino says:

    Quando as massas estão adormecidas, ainda que indignadas, talvez seja melhor apostar em estratégias de luta que não requeiram obrigatoriamente dezenas de milhares de pessoas.
    A ocupação de São Bento seria uma boa ideia, mas é pouco viável para sustentar uma acção prolongada. O alvo ideal é a representação da Comissão Europeia e, para um acampamento prolongado, o Parque Eduardo VII, que fica junto ao coração económico e financeiro, ou, em alternativa, o Terreiro do Paço.

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