Che faz hoje 85 anos!

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Porque quem não morre com o corpo continua a fazer anos… Não é possível oferecer-lhe uma caixa com charutos mas estou certo que a Bella Ciao do piano de Taksim deixaria aquele olhar tal e qual. Parabéns Camarada, somos milhões a brindar contigo!

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26 Responses to Che faz hoje 85 anos!

  1. De says:

    Belíssimo!
    🙂

  2. João says:

    Viva Che!

  3. Carlos Duarte says:

    Se calhar oferecia-lhes mais uns tipos para levar ao paredón… era capaz de preferir aos charutos.

  4. Mário says:

    e já foi tarde

    • De says:

      O que terá sido se ainda não foi?

      A ira rubicunda perante o exemplo de Che continua a proliferar por esse mundo fora entre os fiéis a Baptista? Ou trata-se tão somente de quem tem receio que o exemplo de Che continue luminoso e perene?
      Cada vez mais actual meu amigo Che

      • xico says:

        Agora parecia Salazar com o seu: se não é por nós é contra nós. Bravo!

      • De says:

        Acha mesmo que sim?
        Deve estar numa de não perceber o que se escreveu..Será que foi da azia que lhe provoca o invocar Che como exemplo luminoso e perene?Ou será que é um dos fiéis de Baptista?
        O “bravo” já sabemos o que lembra.Os bravos que se ouviam na assembleia nacional quando um fascista repinicava

      • xico says:

        Caro De,
        Azia faz-me o caviar e por isso não o como.
        Quanto ao exemplo luminoso e perene do Che, vá a correr a Cuba lançar óleo na lâmpada que apresenta a chama mortiça, já que tem vocação para vestal: não vá a chama apagar-se!
        No que respeita aos bravos só conheço os de São Carlos (eu sei, fraquezas burguesas, ninguém é perfeito), porque quanto ao que se ouvia na assembleia nacional, o meu amigo pode falar melhor pois que parece ter boa memória…

      • De says:

        Sorry xico mas o fraque que veste e que abana ao vento na sua tentativa de fuga em relação à acusação que lhe faço é roupinha pobre em corpo de nu.
        Os seus bravos que evoca na minha frase recordaram-me isso mesmo.Os gritos semi-histéricos da bancada dos fachos lá em tempos idos.A recordação é mais sua do que minha ( essa mania de pensar que a memória é algo só pessoal,dá nisto.Tristes figuras de xicos tristes).E vossemecê sabe-o
        Porque objectivamente ao exemplo luminoso e perene de Che,o pobre xico repenicou com o “quem não é por nós e contra nós”.Tá-se mesmo não tá-se?
        Verifico agora que azia foi um termo meigo para definir os fundos sentimentos do xico.
        Algum medo lhe sobra das vestes de fraque.E nem o apelo pungente a S.Carlos com que tenta mostrar alguns arrebiques culturais o livram de.

      • De says:

        ( e todavia a ópera foi – pode ser ainda – revolucionária )

      • JgMenos says:

        Por fim de acordo!
        Che é um bom exemplo do destino a que conduz a ira como acção política – fuzilamentos e fuzilados..

      • Carlos Carapeto says:

        Não consegues distinguir justiça de linchamento, assassinato cobarde de prisioneiros sem julgamento?

        Para que saibas CHE não mandou matar ninguém sem primeiro ter sido julgado e condenado por um tribunal.

        Em Cuba não se assassinou ninguém, fez-se justiça cumprindo sentenças de tribunais.

        Ou precisas que te lembre qual tem sido o fim dos nacionalista Porto Riquenhos?

      • xico says:

        Carlos Carapeto,
        O Renato Teixeira, porque é um revolucionário seria incapaz de mentir, pode explicar-te essa do Che cumprir sentenças de tribunal. Se o Renato Teixeira não estiver para aí virados, sempre podes ler o que o próprio Che disse e escreveu sobre o assunto. A ingenuidade cai bem à noiva no altar, mas há limites…

      • De says:

        A noiva do altar surje agora, perdida na “azia” canhestra que xico manifesta em relação a Che.
        Que diabo, o xico que quer só ter azia quando come caviar.Embora se saiba que é só por isso qie não manja tal manjar.

        Há uma frase muito bela de Che “”Prefiro morrer de pé que viver sempre ajoelhado.”

        Frase que desperta todas as azias travestidas de caviar

      • xico says:

        Carlos Carapeto:
        “Para mandar alguém para o pelotão de fuzilamento, as provas judiciais são desnecessárias. Esses procedimentos legais são um arcaico detalhe burguês.”
        “Perante a dúvida, mata-o.”
        Denunciando Che não significa que ache Baptista, ou outros criminosos de ambos os lados de uma qualquer barricada, melhores ou que a revolução não fosse necessária. Agora o que não me passa pela cabeça é desculpar assassinos com os crimes dos outros, apesar de poder mostrar complacência por excessos revolucionários. Há crimes do Che que ultrapassaram o fervor revolucionário. Em nome do amor que o revolucionário deve ter, como dizia o Che, é bom não idolatrarmos os nossos heróis, para que não voltemos a odiar em vez de amar. O Che era um homem que disse coisas bonitas mas fez coisas feias.

      • De says:

        Che cometeu, como qualquer ser humano, erros. O principal (para mim o tenho) foi ter embarcado numa derradeira aventura sem condições objectivas nem subjectivas para a levar a bom porto.E todavia mesmo nesse seu gesto,contribuiu de forma decisiva para a criação do mito.
        Mas ( há sempre um mas) a contribuição de Che para o destino da Humanidade foi muito maior do que os seus erros. Ousou lutar, ousou mostrar que o impossivel só o é, quantas vezes, pela aceitação passiva da realidade.E ousou lutar do lado dos deserdados da vida, do lado dos explorados .Não se aquietou,não se rendeu, não pactuou.Cumpriu um desígnío histórico e do lado certo da humanidade.E ao diabo quem ache que tal não exista.

        Mas Che foi mais longe: mostrou que a“consciência da possibilidade da vitória” estava entre as condições objetivas que tornam possível uma revolução. Quando os trabalhadores vêem os revolucionários russos varrerem seus tiranos, quebra-se a impressão de naturalização e inevitabilidade com as quais revestiam as suas condições de existência. É possível mudar, nada somos, mas podemos ser tudo”.
        Eis um dos motivos, um dos grandes motivos do ódio de morte que tantos têm a Che,misturado naquela amálgama de sentimentos que por vezes se confunde com o medo ( e atenção que não me estou a referir a xico).

        Muito mais a dizer mas não é o tempo nem o espaço.Há ainda todavia que salientar uma coisa que tenho por fundamental: o poder dominante gera sacrifícios, fome ,miséria,sofrimento, morte. A natureza de tal poder é certo que pode ser mais ou menos violento.Mas também é certo que tal violência ( em Cuba por acaso era-o particularmente) provoca o crescimento exponencial das suas vítimas.Mesmo Sartre reflicindo sobre a crise da monarquia absolutista dirá que “a transformação tem, pois, lugar quando a impossibilidade é ela mesma impossível, ou se preferirem, quando um acontecimento sintético revela a impossibilidade de mudar como impossibilidade de viver” ou seja, em certas condições, produz-se uma situação na qual a realidade se impõe de tal forma que se torna impossível manter a impossibilidade de mudá-la.
        E a violência face a situações de extrema violência que foram mantidas tanto tempo e com tantos custos humanos ( e desumanos) é quantas vezes a saída para colocar um fim a uma situação insustentável.Dirá Brecht que do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem.

        Muito a dizer mais uma vez.Como a dualidade de critérios utilizados pelos “bem-pensantes” deste mundo, em relação ao juízo sobre factos históricos e à sua interpretação, num jogo permanente de lançar claridade ou escuridão sobre tais factos e movimentos que os geram ou que são consequência, de acordo com os interesses do poder dominante. O relativismo histórico como álibi nalgumas situações, enquanto paralelamente se tecem moralismos hipócritas perante situações outras que importa denegrir e que se pretendem ver então já com os olhos de “juizes” perfeitamente desfazados da sua integração no contexto.
        Tal não é inocente.
        Com também não é inocente que eu diga que Che é um exemplo perene e luminoso

      • De says:

        Que o exemplo de Che frutifique.
        O que perturba Menos que como se sabe só gosta que a justiça seja determinada pela constituição do 3º reich ou pela dos pulhas em exercício.A justiça de classe duma classe que deve ser levada de facto perante a justiça dos povos
        Nada mais a acrescentar ao que o Carlos disse.

      • xico says:

        Caro De,
        Nunca usei fraque nos dias da minha vida (e já são alguns). Quanto a medos só temo o juízo da minha consciência.
        Quanto ao meu amigo (permita-me a liberdade do trato, mas considero-o como tal, pois não partilhando os métodos acredito que partilhamos o mesmo querer do bem dos povos), como dizia, não queira cair nas mãos da “justiça” que se abateu sobre alguns dos companheiros do Che.

      • Carlos Carapeto says:

        Xico; e o que foi que CHE escreveu? Desembucha!

        Não te apetece escrever nada acerca dos assassinatos e prisões arbitrarias sem julgamento de nacionalistas Porto Riquenhos ? Não interessa!

        É o que faz as pessoas serem absortos cegos do império.

        E Che é que foi o assassino?

      • De says:

        Che cometeu, como qualquer ser humano, erros. O principal (para mim o tenho) foi ter embarcado numa derradeira aventura sem condições objectivas nem subjectivas para a levar a bom porto.E todavia mesmo nesse seu gesto,contribuiu de forma decisiva para a criação do mito.
        Mas ( há sempre um mas) a contribuição de Che para o destino da Humanidade foi muito maior do que os seus erros. Ousou lutar, ousou mostrar que o impossivel só o é, quantas vezes, pela aceitação passiva da realidade.E ousou lutar do lado dos deserdados da vida, do lado dos explorados .Não se aquietou,não se rendeu, não pactuou.Cumpriu um desígnío histórico e do lado certo da humanidade.E ao diabo quem ache que tal não exista.

        Mas Che foi mais longe: mostrou que a“consciência da possibilidade da vitória” estava entre as condições objetivas que tornam possível uma revolução. Quando os trabalhadores vêem os revolucionários russos varrerem seus tiranos, quebra-se a impressão de naturalização e inevitabilidade com as quais revestiam as suas condições de existência. É possível mudar, nada somos, mas podemos ser tudo”.
        Eis um dos motivos, um dos grandes motivos do ódio de morte que tantos têm a Che,misturado naquela amálgama de sentimentos que por vezes se confunde com o medo ( e atenção que não me estou a referir a xico).

        Muito mais a dizer mas não é o tempo nem o espaço.Há ainda todavia que salientar uma coisa que tenho por fundamental: o poder dominante gera sacrifícios, fome ,miséria,sofrimento, morte. A natureza de tal poder é certo que pode ser mais ou menos violento.Mas também é certo que tal violência ( em Cuba por acaso era-o particularmente) provoca o crescimento exponencial das suas vítimas.Mesmo Sartre reflectindo sobre a crise da monarquia absolutista dirá que “a transformação tem, pois, lugar quando a impossibilidade é ela mesma impossível, ou se preferirem, quando um acontecimento sintético revela a impossibilidade de mudar como impossibilidade de viver” ou seja, em certas condições, produz-se uma situação na qual a realidade se impõe de tal forma que se torna impossível manter a impossibilidade de mudá-la.
        E a violência face a situações de extrema violência que foram mantidas tanto tempo e com tantos custos humanos ( e desumanos) é quantas vezes a saída para colocar um fim a uma situação insustentável.Dirá Brecht que do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem.E não,não é o “fervor revolucionário” que passa por aqui, é algo muito mais fundo e telúrico.

        Muito ainda a dizer mais uma vez.Como a dualidade de critérios utilizados pelos “bem-pensantes” deste mundo, em relação ao juízo sobre factos históricos e à sua interpretação, num jogo permanente de lançar claridade ou escuridão sobre tais factos (e movimentos que os geram ou que são consequência), de acordo com os interesses do poder dominante. O relativismo histórico como álibi nalgumas situações, enquanto paralelamente se tecem moralismos hipócritas perante situações outras que importa denegrir e que se pretendem ver então já com os olhos de “juizes” perfeitamente desfazados da sua integração no contexto.
        Tal não é inocente.
        Como também não é inocente que eu diga que Che é um exemplo perene e luminoso.

      • De says:

        Che cometeu, como qualquer ser humano, erros. O principal (para mim o tenho) foi ter embarcado numa derradeira aventura sem condições objectivas nem subjectivas para a levar a bom porto.E todavia mesmo nesse seu gesto,contribuiu de forma decisiva para a criação do mito.
        Mas ( há sempre um mas) a contribuição de Che para o destino da Humanidade foi muito maior do que os seus erros. Ousou lutar, ousou mostrar que o impossivel só o é, quantas vezes, pela aceitação passiva da realidade.E ousou lutar do lado dos deserdados da vida, do lado dos explorados .Não se aquietou,não se rendeu, não pactuou.Cumpriu um desígnío histórico e do lado certo da humanidade.E ao diabo quem ache que tal não exista.

        Mas Che foi mais longe: mostrou que a“consciência da possibilidade da vitória” estava entre as condições objetivas que tornam possível uma revolução. Quando os trabalhadores vêem os revolucionários russos varrerem seus tiranos, quebra-se a impressão de naturalização e inevitabilidade com as quais revestiam as suas condições de existência. É possível mudar, nada somos, mas podemos ser tudo”.
        Eis um dos motivos, um dos grandes motivos do ódio de morte que tantos têm a Che,misturado naquela amálgama de sentimentos que por vezes se confunde com o medo ( e atenção que não me estou a referir a xico).

        Muito mais a dizer mas não é o tempo nem o espaço.Há ainda todavia que salientar uma coisa que tenho por fundamental: o poder dominante gera sacrifícios, fome ,miséria,sofrimento, morte. A natureza de tal poder é certo que pode ser mais ou menos violento.Mas também é certo que tal violência ( em Cuba por acaso era-o particularmente) provoca o crescimento exponencial das suas vítimas.Mesmo Sartre reflicindo sobre a crise da monarquia absolutista dirá que “a transformação tem, pois, lugar quando a impossibilidade é ela mesma impossível, ou se preferirem, quando um acontecimento sintético revela a impossibilidade de mudar como impossibilidade de viver” ou seja, em certas condições, produz-se uma situação na qual a realidade se impõe de tal forma que se torna impossível manter a impossibilidade de mudá-la.
        E a violência face a situações de extrema violência que foram mantidas tanto tempo e com tantos custos humanos ( e desumanos) é quantas vezes a saída para colocar um fim a uma situação insustentável.Dirá Brecht que do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem.

        Muito a dizer mais uma vez.Como a dualidade de critérios utilizados pelos “bem-pensantes” deste mundo, em relação ao juízo sobre factos históricos e à sua interpretação, num jogo permanente de lançar claridade ou escuridão sobre tais factos e movimentos que os geram ou que são consequência, de acordo com os interesses do poder dominante. O relativismo histórico como álibi nalgumas situações, enquanto paralelamente se tecem moralismos hipócritas perante situações outras que importa denegrir e que se pretendem ver então já com os olhos de “juizes” perfeitamente desfazados da sua integração no contexto.
        Tal não é inocente.
        Com também não é inocente que eu diga que Che é um exemplo perene e luminoso

  5. JgMenos says:

    Comovente…ou não!

  6. ansomilo says:

    Hasta la vitória sempre. Viva CHE.

  7. xico says:

    O adolescente Renato Teixeira apaixonado pelo brilhozinho no olhar do Che! Comovente este gosto por homens barbudos e violentos. Resquícios pequeno burgueses mal resolvidos…

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