A Batalha de Al Qusayr, quando a Resistência derrotou as trevas (III)

A Batalha de Al Qusayr, quando a Resistência derrotou as trevas (I)
Vitória em Al Qusayr. Porquê escrever agora. Referências chave.

A Batalha de Al Qusayr, quando a Resistência derrotou as trevas (II)
Enquadramento da questão e sua relevância.
Questões Internas. Oposição realmente existente. O regime Sírio e a sua base de apoio.

A Dinâmica Externa

Potências Imperiais, colaboracionistas e o eixo da resistência. No ocidente, mais do que os EUA, são a França e a Inglaterra que maiores esforços movem para derrubar Assad. São as potências que dividiram o médio oriente entre si após a I Guerra Mundial, são as potências que prometeram a Palestina aos Árabes e aos Judeus, as potências que se meteram na aventura do Suez em 56, as potências que estiveram na vanguarda da intervenção na Líbia… A França que ainda há pouco se meteu em mais uma aventura africana no Mali. Pois são esta França e este Reino Unido os mais entusiastas no apoio aos rebeldes, aos rebeldes “bonzinhos” que não são “talibãs”… se bem que quando um senador armado em Rambo se deslocou à Síria ficou muito claro que a divisão entre “bonzinhos” e “talibãs” não é lá muito fácil.

Quanto aos EUA, embora não tenham intervido directamente com tropas ou fornecido em massa o armamento “state of the art”, a verdade é que têm apoiado os rebeldes politicamente, para além de fornecerem informações e armas. Portanto, as potências imperiais ocidentais estão longe da neutralidade. Estão contra o regime e a favor dos rebeldes, mesmo que estes sejam da Al Quaeda, como eram na Líbia.

Também se diz muito que Israel tem uma posição ambígua no conflito. Israel não apoia os rebeldes de forma explicita, aliás se o fizesse só estaria a enterrar os rebeldes… Mas os recentes bombardeamentos em Damasco são muito claros, muito mais claros que qualquer declaração, Israel agiu militarmente contra Assad e o Hezbollah (supostamente os arsenais bombardeados tinham armas que seriam entregues ao Hezbollah) no momento em que Assad e o Hezbollah iniciavam operações militares críticas contra os mercenário-canibais. Israel pode não apreciar a perspectiva de uma Síria em parte controlada pela Al Quaeda. Mas o maior inimigo de Israel é o Hezbollah e o Irão. Isso é explicitamente afirmado pelos apoiantes de Israel.

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Por parte dos EUA e Israel parece-me que o melhor resultado possível é uma luta que se prolongue no tempo o mais possível e produza o máximo de caos e divisão. Parte do alarme em alguns sectores imperiais é que o eixo da resistência, Assad-Hezbollah-Irão, consiga triunfar de forma mais rápida e clara do que se estaria à espera.

É que entre os campos que apoiam Assad e a oposição há uma grande diferença. Para o Hezbollah e o Irão esta é uma luta de vida ou de morte. As elites Iranianas sabem que se o Assad cai, passado pouco tempo serão, no mínimo, bombardeados pelos EUA+Israel. O Hezbollah sabe que os fascistas islâmicos em aliança com Israel tentarão desmembrar o Líbano e esmagar o Hezbollah. Portanto as suas opções são simples: lutar e vencer ou morrer. No caso das potencias ocidentais a situação não é tão simples, se o Assad ganhar nem o Irão nem a Síria irão bombardear Nova Iorque (só por isto dá para ver quem são os verdadeiros agressores no meio disto tudo). O derrube de Assad seria vantajoso e seria um golpe no Irão e por tabela na Rússia e China, mas não é uma questão de sobrevivência. É ilustrativo ver como no texto que abaixo cito um dos fariseus ao serviço do Império até guincha ao constatar estes factos:

Put another way, Nasrallah and Khamenei have decided to win. They understand the costs of losing, and the benefits of winning, and have made their decision. The United States has made no such decision and appears content to lose.

As potências regionais mais colaboracionistas, Arábia Saudita e Quatar, são quem apoia os rebeldes de forma mais empenhada. É verdade que não lhes falta dinheiro para comprar armas e pagar a mercenários. Mas não têm os recursos humanos e a infra-estrutura para fazer pelos rebeldes o que o Irão, a Rússia e o Hezbollah conseguem fazer pelo regime. Como este pró-canibal afirma, apesar do apoio internacional aos rebeldes parecer mais vasto de que o apoio a Assad, na verdade o apoio internacional a Assad é bem mais sólido e consequente.

A Turquia devido à sua proximidade, exército e infra-estrutura poderia ser o melhor (ou mais eficaz) apoio dos rebeldes. De facto, muitas das bases dos rebeldes são na Turquia.  A recente “primavera turca” vem por isso em causa. Pelo menos um aprofundar do apoio Turco aos canibais torna-se mais difícil, ainda bem. Mesmo sem os protestos, a questão Curda parece-me que dificultaria uma intervenção directa no conflito por parte da Turquia.

Não se tem falado muito no Iraque, país onde só no mês de Maio morreram mais de 1000 pessoas… A verdade é que os fascistas islâmicos têm bases no coração sunita do Iraque, exactamente junto à fronteira com a Síria. Não é por acaso que o exército iraquiano tem feito operações contra a Al Quaeda nessa zona. O Iraque tem também fornecido muitos combatentes para a guerra civil, muitos deles xiitas que vão combater pelo regime de Assad. O Iraque está neste momento a ser fonte e receptáculo da instabilidade na Síria. O agudizar da situação Síria desestabilizará o Iraque tanto ou mais que o Líbano.

A Jordânia parece manter uma postura low profile, mas o que é certo é que está a ser armada pelos EUA.

Quanto à Rússia o seu apoio a Assad não é tão total, como o caso do Irão ou Hezbollah. Mas  enquanto o Assad der provas de capacidade continuará a merecer o apoio da Rússia. Dificilmente uma Síria em que Assad seja derrubado irá: A) pagar as armas que a Rússia já forneceu a Assad, para não falar de novos fornecimentos B) Deixar a Rússia continuar a usar a base naval que dispõe na Síria. Para além disso, uma Síria entregue aos “talibãs” irá, provavelmente, ajudar à desestabilização do Cáucaso. Muitos dos mercenários a lutar na Síria são fanáticos Tchetchenos.

Desde à muito que o Imperialismo critica, ameaça, insulta e ataca as nações, estados e organizações que não lhe prestam vassalagem. No médio-oriente os principais alvos do Imperialismo são o Irão, a Síria e o Hezbollah, pelo facto de não aceitarem os dictacts de Israel e dos EUA como cães amestrados. Desde a invasão do Iraque, um dos principais temores dos EUA-Israel era ver um arco de estados/organizações que não lhe prestam vassalagem formar-se do Golfo Pérsico ao Mediterrâneo, Irão-Iraque-Síria-Líbano/Hezbollah. Impedir a constituição desse arco é dos maiores objectivos de Israel-EUA na região. A sua postura no conflito Sírio é norteada por esta prioridade. Mas as suas reacções contra esta possibilidade, mais do que impedirem a formação deste eixo de resistência, no fundo têm contribuído fortemente para o reforço dele. Nunca como agora os laços entre o regime Sírio, o Hezbollah, o Irão e o Iraque foram tão fortes.

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Hezbollah aka Resistência. Na parte II já descrevi um pouco o que é o Hezbollah, acrescento aqui que o Hezbollah não é considerado uma organização terrorista pela União Europeia, apesar dos intensos esforços feitos pelo Reino Unido nesse sentido. Se o apoio que dou a Assad é numa lógica de mal menor, o apoio que dou ao Hezbollah é bem mais “à vontade”. O Hezbollah nesta guerra é a “tropa de choque” que defende os direitos das minorias, da convivência civilizada entre diferentes grupos étnicos e religiosos, são os protectores das populações aterrorizadas pelos fascistas islâmicos.

Importa sublinhar que o Hezbollah, ao contrário do que diz a propaganda imperialista, não é um satélite do Irão ou de Assad. O Hezbollah é um movimento popular de resistência com raízes no Líbano. O Hezbollah tem inimigos, o número um é Israel. Tem também aliados, o Irão e Assad são os principais. O Hezbollah estava aliado e treinou movimentos de resistência não xiitas, como o Hamas palestiniano (o que já provocou alguns dissabores, é o preço que se paga por se ser uma resistência honesta). Se o Hezbollah decidiu agora entrar de forma assumida na Guerra Civil Síria foi, acima de tudo, para defender os interesses da sua base de apoio e a sociedade libanesa dos fascistas islâmicos e do ódio por eles espalhado.

A partir do momento que o Assad se aguentou, mais cedo ou mais tarde o Hezbollah teria de entrar na Guerra. O Hezbollah nunca poderia permitir um estado dominado pela Al Quaeda às suas portas. Quando as aldeias habitadas por libaneses xiitas na Síria começaram a ser atacadas, quando aldeias dentro do próprio Líbano começaram a ser alvos da ataque, o Hezbollah não tinha outro remédio se não responder. Não agir seria dizer à base de apoio “vocês estão por vossa conta, nós do Hezbollah estamos armados até aos dentes e já derrotámos Israel por duas vezes, mas não podemos actuar contra os fascistas islâmicos porque eles vão se irritar e atacar-nos ainda mais”, seria ridículo e criminoso se o Hezbollah actua-se desta forma. É incrível como vários “experts” ocidentais defendem isso mesmo, que o melhor era o Hezbollah ficar quietinho… Pois, pois o que eles querem sei eu… Com certeza que a intervenção na Síria trás riscos para o Hezbollah, mas qual seria a alternativa “deixar que nos partam a espinha enquanto temos as nossas armas nos coldres” como disse Nasrallah? Claro que não, o Hezbollah tinha de intervir quando a) fosse claro que o regime tinha base de apoio suficiente b) quando a intervenção do Hezbollah pudesse fazer a diferença c) quando se torna-se óbvio que os rebeldes estavam a perseguir minorias e a desestabilizar o Líbano. Todas estas condições estão reunidas.

Convém também lembrar que o Hezbollah tentou mediar o conflito  e por os rebeldes em diálogo com Assad, infelizmente a oposição não estava a isso disposta.  Mais, o Hezbollah sabe bem que nem toda a oposição é igual “We don’t accuse everyone in the opposition of having foreign ties. Some have logic, a vision, rightful demands, and they are ready to hold a dialogue. That’s their natural right.”, mas perante os fascistas islâmicos não pode haver contemplações “takfiri groups’ control over Syria and especially in border areas with Lebanon poses a great danger on Lebanese Muslims as well as Christians,”.

Os mesmos “experts” ao serviço do imperialismo que aconselham o Hezbollah a estar quietinho, são aqueles que dizem que: a intervenção do Hezbollah irá trazer instabilidade ao Líbano; irá provocar ataques de sunitas radicais aos bairros e populações que apoiam o Hezbollah; irá dividir e desgastar as forças do Hezbollah e torná-lo numa força de combate menos preparada para resistir a Israel… Tudo falácias de fariseu. Não é a intervenção do Hezbollah que trás instabilidade ao Líbano ou que provoca ataques sobre a sua base. O Líbano já estava instável e a base do Hezbollah já estava em vários locais sob ataque. Ao intervir na Sírio o Hezbollah procura conter a desestabilização e prevenir os ataques sobre a sua base. O que aconteceria se o Hezbollah nada fizesse? Os fascistas islâmicos ficariam cada vez mais confiantes, ganhariam raízes junto à fronteira e os ataques às populações libanesas seriam muito mais intensos… Já para não falar no descrédito que seria para o Hezbollah deixar os seus à mercê dos fascistas islâmicos… Quanto à questão do Hezbollah poder vir a desgastar-se… Isso é um risco a correr, mas se não actuassem agora as probabilidades de vitória seriam muito mais baixas. Para além disso, a melhor forma de treinar um exército e de adquirir know how militar é combatendo. O Hezbollah já tem bastante experiência de combate, se sair vencedor do conflito Sírio as suas forças regressarão ao Líbano mais experientes e moralizadas que nunca. Se o conflito durar indefinidamente e as forças do Hezbollah forem arrastadas em massa para teatros de operações muito longe das suas bases, aí há que reconhecer o risco de desgaste.

Portanto, a questão parece-me simples. Se o Hezbollah ficasse quietinho seria exterminado como uma ovelha, se actuar pode vencer e até reforçar-se grandemente. Se o Hezbollah perder, todas as minorias na região irão sofrer, todas as populações que não se submetam ao jugo bárbaro dos fascistas islâmicos irão sofrer, a mais consistente organização de resistência ao Imperialismo será esmagada. Portanto, qual é a dúvida? Parece-me bastante óbvio que o Hezbollah tinha de intervir e que intervém da melhor forma e na melhor altura possível.

A Batalha de Al Qusayr, quando a Resistência derrotou as trevas (IV)
Conclusões. A batalha de Al Qusayr. A oposição. Imperialismo. Consequências de uma derrota de Assad. Implicações para os movimentos anti-autoritários na região. Nós por cá. A questão da Paz e a crise humanitária.

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17 Responses to A Batalha de Al Qusayr, quando a Resistência derrotou as trevas (III)

  1. Vanessa says:

    Estes “artigos” , mais parecem um panfleto , da secção de informação e propaganda da Embaixada da Siria em Lisboa.

    • Verdade Infiltrada says:

      Veja lá Vanessa, são tão incompetentes lá na embaixada que se vêem obrigados a socorrer do NY Times, USA Today, Dailystar para validarem a sua propaganda. O que eu não imaginava era que estes se prestassem tão bem a essa tarefa. Realmente impressionante!

    • Rocha says:

      Ó Vanessa, vamos nessa? Esse teu comentário parece vir de um escritório da CIA. E na volta vem mesmo.

    • Miguel Botelho says:

      Ao que parece, o autor dos textos anda a velar sobre uma questão em que a Vanessa se encontra a dormir.

  2. Rocha says:

    Ó Francisco só uma achega sobre a Jordânia. Eu já li notícias a falar em campos de treino dos rebeldes sírios também na Jordânia. E estão lá os imperialistas ocidentais todos a armá-los e a treiná-los – a soldadesca dos Estados Unidos, britânicos e franceses (essa gente de que a Vanessa tanto gosta).

    Parece que não há ditadura reaccionária no Médio-Oriente e potência imperialista ocidental que não esteja a levar os rebeldes sírios ao colo…

  3. Rocha says:

    Oh esqueci-me do link como referência ao comentário anterior:
    http://www.guardian.co.uk/world/2013/mar/08/west-training-syrian-rebels-jordan

    “West training syrian rebels in Jordan”, tudo escarrapachado no The Guardian.

  4. Ricardo Vaz says:

    Ia comentar o mesmo, mas o Rocha antecipou-se. A Jordânia tem sido tudo menos “low-key” no apoio aos rebeldes. Para além dos campos de treino com agentes imperialistas, tem sido também um dos caminhos preferenciais para a passagem de rebeldes estrangeiros e armas.

    Em relação ao apoio americano, é verdade que ainda não forneceram armas directamente à oposição mercenária/canibal. Mas as armas vêm todas dos aliados na região, Qatar e Arábia Saudita (belas democracias, não?), e quem lhes fornece o armamento todo são as potências imperiais. Aliás, há quem diga que a prioridade principal do David Cameron é fazer de “salesman” da indústria do armamento nas petro-monarquias medievais.

    Finalmente, eu daria também mais relevo ao papel da Arábia Saudita e do Qatar no uso que estão a fazer desta guerra, não sei se vai haver ainda mais textos sobre isto. Para além da profunda ironia, que aparentemente os media ocidentais não conseguem ver, de aparecer um príncipe saudi a dizer “Assad é um tirano, tem de ir embora” há aqui uma jogada mais profunda. Há uma ligação muito estreita entre a família real saudita e os movimentos extremistas/medievais wahabis/salafistas, como a Al-Qaeda, mas isso não é de agora. Apoiando os rebeldes nesta guerra, o emir do Qatar e rei saudita podem depois aparecer numa cimeira com os líderes imperialistas para serem elogiados pela sua dedicação à liberdade e democracia no médio oriente. E por detrás dessa cortina de fumo podem continuar a esmagar todos os movimentos progressistas e minorias (principalmente xiitas) dentro de portas ou em países vizinhos (como o Bahrein), contando para isso com o armamento e cumplicidade ocidentais.

  5. Miguel Botelho says:

    Numa das imagens que acompanha os excelentes textos do Francisco, aparece o presidente da Síria ao lado de São Jorge a matar o dragão. Esta gravura contém um simbolismo profundo para o que se está a passar na Síria. Será que o dragão (a estrutura de poder americana e todos os seus aliados) está a perder a guerra?

  6. De says:

    Clap!Clap!Clap!

  7. Miguel Botelho says:

    Recebo agora notícia pela Press TV que mil marines foram enviados para a fronteira entre a Jordânia e a Síria. Provocação?

  8. Vanessa says:

    A ditadura criminosa da familia Assad , é tão execrável como os carniceiros dos rebeldes.

    E o vosso apoio a essa gente , revela bem a confusão que vos vai na cabeça.

    Defender o povo da Siria , é tambem denunciar o Assad e os seus capangas, e não apoiar a sua propaganda.

    • De says:

      Há algo de terrivelmente hipócrita nesta profissão de fé.
      Defender o povo da Síria? Defender como se defendeu o povo líbio?
      A hipocrisia associada à confusão na cabeça da Vanessa dá nisto. Os factos reais e nus..Será bom que a Vanessa leia o já escrito e os textos aqui citados.Ficar-lhe-ia melhor.E poupava-nos à sua triste figura de ter que (não ) responder à questão,à grande questão:
      Que fazer perante a guerra travada contra o povo sírio? Untar as mãos e rezar, deixar que continuem as chacinas,bombardear a Síria com os materiais adequados,invadir este país pondo-se ao lado dos tais “execráveis rebeldes” ou deixar que se “matem uns aos outros” enquanto se toma a chávena de chá adequada com o dedo mindinho levantado?
      Que embaixada a Dona Vanessa se propõe defender? Como fazer parar toda esta carnificina fomentada claramente por quem apostou na fragmentação da Síria e na sua subordinação a outros interesses,independentemente do número de vítimas?

      “quanto a luta no terreno é entre a Al Quaeda e o Hezbollah, entre a Resistência e o Imperialismo, entre a barbárie e o mínimo de civilidade, não tenho mais dúvidas de que lado devo estar.”
      A Vanessa lá saberá quem apoia ou se no meio da segunda chávena de chá suspirará com saudades de Pilatos.

    • Verdade Infiltrada says:

      Andei a ler EXACTAMENTE os mesmíssimos comentários a propósito da Líbia… do Iraque, do Afeganistão.

      Como classifica a confusão entre o desejo solidário de ver Democracia e emancipação de um Povo num dado país e a repetida destruição de ambos? Quando essa destruição é levada a cabo pelas forças que “reclamam” tal exemplo de humanidade?

      Isso não é mera confusão, trata-se mesmo de insanidade e estado de negação.

    • Rocha says:

      A Vanessa descobriu agora as virtudes da neutralidade. Será que é porque começa a ver a sua “revolução síria” a naufragar?

      E a NATO desse uma ajudinha com uma “no-fly-zone” como fez na Líbia, não seria caso de dar vivas aos “revolucionários sírios” outra vez?

      E quanto a ditaduras, felizmente há democracias desinteressadas a zelar pelos interesses do povo sírio assim de repente lembro-me da Arábia Saudita, a Turquia, o Qatar, a Jordânia, Israel (que ataca militarmente os mesmos alvos militares que os rebeldes sírios por pura coincidência) e os seus compinchas da mui democrata NATO: Estados Unidos (yes we can), Inglaterra e França (essa esquerda grande e plural do Hollande).

    • Miguel Botelho says:

      O sono da Vanessa sobre este assunto é tão grande como a eterna noite…
      Lá vão os marines para a fronteira entre a Jordânia e a Síria e o sono da Vanessa vai mais alto.
      70% da população síria apoia o “carniceiro” Assad e… por acaso, a querida e fofinha Vanessa sabe quem é a mulher de Assad? Já ouviu a mulher de Assad em alguma entrevista ou será que aproveitou esse e outros momentos para dormir mais na sua caminha, toda aperaltada e recheada de baby dolls, teddy bears e muitos outros manequins comprados em Nova Iorque, como os action-men dos filhos de Saddam Hussein, já com as feridas de guerra e que venderam muito na net.

  9. kur says:

    Rebeldes????????TERRORISTAS, e a cereja no bolo:CANIBAIS!

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