200 anos de desenvolvimento tecnológico? Devemos discutir o máximo, não o mínimo.

Raquel Varela O que fica do que passa 2013/06/03

Porque ser pobre deixou de ser um destino, um fado. Portugal já não é o país agrário e semianalfabeto que Amália cantava num fado, uma casa portuguesa, «pobrezinha, mas com fartura de carinho». Viver bem, ter «um emprego bom já» (como na letra de uma música do rapper Boss AC que alcançou o top em 2011), isto é, ter trabalho e não esmolas assistencialistas, descansar depois de 30 ou 40 anos de trabalho, com saúde, qualidade de vida e respeito social passou a fazer parte das exigências mínimas civilizacionais e que reúnem um amplo consenso social.

Entrevista ao Canal Q: Raquel Varela: exploradores e mandriões

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3 Responses to 200 anos de desenvolvimento tecnológico? Devemos discutir o máximo, não o mínimo.

  1. JgMenos says:

    Assim é que é:
    22 de abonos e educação gratuita.
    30 anos no tal emprego de maravilha, saúde assistida, ganhar 14 em 11 meses e + alcavalas
    +10 se me der gozo
    20 ou 30 de reforma a bom nível.

    Também quero!

  2. Don Luka says:

    Claro que devemos discutir o máximo e apontar aos abutres que propagandeiam o mínimo como uma virtude.

    Mas discutir o máximo não é meter num saco tudo o que não condiz com ele, amarrar-lhe uma sapata de cimento e atirá-lo ao poço.

    Fazer caridade não é apoiar o estado de coisas em que ela é solução. Da mesma forma que ensinar um adulto a ler não é o mesmo que apoiar um estado de coisas onde haja excluidos da escola.

    Este é o tipo de confusão da esquerda, que não consegue sair da pele duma visão de tudo ou nada, que só vinga nos romances, e relaciona-se com o teu debate com o Martim.

    O governo leva à extinção de empresas onde casais ganham o salário mínimo, deixando-os sem nada. O rapaz permite criar alguns empregos desses. Se tivesses que abdicar de um destes dois lados, de qual abdicarias?

  3. Rocha says:

    Percebe-se bem o que a Raquel está a dizer e obviamente que estou de acordo. Mas tenho um reparo a fazer-lhe. Ser um país agrário não é sinónimo de subdesenvolvimento, tudo depende de como se gere a agricultura na sua relação com a indústria. Produzir muita produção agrícola que é aproveitada e transformada com o valor acrescentado da indústria nacional é pelo contrário um sinal de desenvolvimento.

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