Esquerda Martim

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“Tem andado a circular, através das redes sociais e dos media em Portugal, um clip de um debate de um programa da RTP chamado ‘Prós e Contras’. A razão pela qual este debate em particular, subordinado ao tema ‘Mudar o país ou mudar de país?’ se viralizou, é devido a uma troca de palavras entre um rapaz de dezasseis anos e uma professora universitária.

A razão pela qual partilho isto é porque esta troca de palavras vai para lá do seu contexto imediato particular e toca em algumas das mistificações ideológicas centrais do capitalismo neoliberal contemporâneo: empreendedorismo, individualismo, saída individual da crise, e a ideia de que a a opção “menos pior” é preferível e que devemos estar agradecidos ao capital, obviamente, por termos emprego.

Depois de uma pausa no debate entre aqueles que representavam a esquerda e aqueles que representavam a direita no painel, a moderadora dirige a sua atenção para os convidados, todos eles jovens empreendedores que graus variados de sucesso. Estes foram, há que ter em conta, os únicos membros da audiência aos quais foi dado tempo, pela televisão do Estado, para divulgar as suas histórias de sucesso. Isto foi algo que foi, por várias vezes, contestado por membros da plateia – presumivelmente aparentemente constituída por jovens precários, estudantes e desempregados.

O momento interessante acontece aquando da intervenção de Martim Neves, de 16 anos, CEO e fundador da linha de roupa ‘Over It’ (talvez uma leitura sintomática do nome desta marca pudesse revelar bastante sobre esta geração de jovens). O seu discurso começa com uma defesa do empreendedorismo, algo que ele sentiu que deveria referir explícitamente em resposta ao que sentiu serem comentários ridicularizantes e risos vindos da audiência. Em seguida fala sobre as razões pelas quais iniciou a sua linha de roupa – a necessidade de oferecer estilos contemporâneos a baixos preços às massas –, como iniciou o projecto aos quinze anos ao conseguir que “as raparigas mais giras da escola vestissem a roupa” (algo que obviamente era completamente natural e não-problemático para ele), e sobre a importância da força de vontade, preserverança, ambição e a necessidade de as “pessoas lutarem por si mesmas, porque ninguém vai fazer isso por elas”.

É precisamente neste momento que ele é questionado pela professora Raquel Varela, que lhe pergunta se ele sabe onde são fabricadas as suas t-shirts e restantes roupas, mencionando os trabalhadores têxteis do Bangladesh e da China e os seus salários. Martim responde que o fabrico é feito em Portugal (uma afirmação que veio a ser posteriormente contestada por algumas pessoas), ao que a professora Varela responde informando-o que os trabalhadores da indústria têxtil em Portugal auferem em torno do salário mínimo nacional (500 €) o que, acrescenta, é insuficiente para viver. A isto Martim rapida e presunçosamente responde “é melhor estar a ganhar o salário mínimo do que estar desempregado.”, sendo sonoramente aplaudido por parte da plateia. Este aplauso viralizou-se, apoiado por um espectro amplo englobando desde apoiantes da Direita a importantes funcionários bancários, alimentando igualmente manchetes anti-intelectuais de blogues tais como “jovem de 16 anos destrói Doutora”, assim como rádios e sites de direita e fantasias masturbatórias de mercado livre das quais Martim é o mais recente, mais emocionante, e mais jovem representante. Como um desses apoiantes afirmou na página do facebook da ‘Over It’, Portugal precisa de “um, dois, muitos Martins!” Alguns à esquerda repreenderam a professora Varela pela sua interrupção presunçosa, aparentemente rude e inoportuna do Martim, afirmando que “não é culpa dele, ele não sabe dos trabalhadores, ele é apenas um rapaz de dezasseis anos, ele só quer fazer roupas fixes” e que Varela tinha tentado dar ao rapaz uma lição sobre as realidades do capitalismo, das dificuldades de viver com o salário mínimo, etc, que teria saído pela culatra e, por sua vez fez, aparentemente, ficar mal na fotografia e, portanto, merecedora da resposta que recebeu.

Eu discordo. A ideologia capitalista, e as práticas materiais que estão na sua base, precisam de ser desafiadas e destruídas, não importa a forma em que se apresentem. Elas precisam particularmente de ser desafiadas e destruídas, contudo, quando assumem essa aparência pequeno-burguesa, mesmo sob a roupagem de um jovem de 16 anos que não quer mais do que fazer roupas fixes. O discurso de Martim é prova de que ele interiorizou completamente o discurso neo-liberal do empreendedorismo e individualismo. Ele está longe de ser inocente e não merece qualquer simpatia, mesmo que não soubesse quais as realidades ou condições sob as quais que a sua marca era produzida. Por detrás deste jovem empreendedor capitalista de dezasseis anos, porreiro, moderno e criativo, encontra-se a verdade e a realidade brutal do capitalismo contemporâneo, a contínua terceirização e subcontratação da produção, que só agrava a exploração brutal dos trabalhadores que auferem, no pior dos casos, próximo de nada (Bangladesh, China), e noutros (sul da Europa), apenas o suficiente para permitir que regressem ao trabalho no dia seguinte, enquanto os proprietários e detentores das patentes e os Martims deste mundo lucram com essa exploração. Porventura isso possa ser demasiado para assumir sobre Martim, dado que a sua operação é relativamente pequena, mas não deixa de ser a verdade de Martim, o que ele realmente representa. Uma vez levantado o revestimento superficial tudo o que resta é a realidade brutal da violência capitalista em sua forma mais pura e mais exploradora não importa o quão fixe possa ser. Que auferir um salário mínimo é melhor do que não auferir salário nenhum é por demais evidente. Daí não se deve concluir, contudo, que estas são as únicas opções, que a escolha tem que ser entre mergulhar em lixeiras à procura de alimento ou ser grato a empreendedores, empresas ou negócios, a todos esses salvadores individuais, por poder ter um salário, neste caso, o salário mínimo. Muito menos a ideia de que tudo o que precisamos para sair da crise é um pouco de espírito empreendedor, um, dois ou três Martins. Só podemos lidar com a crise e superá-la colectivamente, nos locais de trabalho, na rua e, inevitavelmente, em violentos confrontos com o Estado. A intervenção da professora Varela deve ser elogiada sem tibíezas por toda a esquerda, e o Martim exposto por aquilo que ele realmente é.

Guio Jacinto, luso-descendente e professor na universidade de York, Canadá. (destaques meus)

Confesso que a reacção da direita em nada me espantou. Os mesmos que acham que o Martim não deve ser interpelado, pela sua idade, já acham que pode ser idolatrado empresarialmente. Não houvesse nisto contrassenso que bastasse, são, em muitos casos, os mesmos que não ficam muito impressionados com a repressão nos bairros sociais e nos fuzilamentos, esses sim com pólvora e chumbo, também de crianças, por conduzirem sem carta, fumarem umas ganzas ou simplesmente por viverem onde vivem. Com o mesmo fulgor e coerência, são, uma vez mais regra geral, os mesmos que acham que aos 16 anos não se está pronto para poder votar. Sem nada para dizer perdem-se no mar da sua própria bílis.

O texto do Guio Jacinto é, para lá de acertadíssimo na análise da polémica entre o Martim e a Raquel, uma bofetada de luva branca quer no silêncio dos principais intelectuais de esquerda destes país, quer nos que, distraidamente, acabaram a defender o programa da troika (Lavos & Oliveira) ou a fazer bolas de sabão em cima do muro do debate (Zé Neves). Se no campo da social-democracia radical já nada me espanta, confesso-me surpreso por ver, para lá da esquerda alcatifada, autonomistas que não aproveitam o momento para aprofundar o seu assunto fetiche – o trabalho não pode servir apenas para a reprodução biológica e social – e abordam o episódio apenas para brincar aos rodriguinhos. É pouco, quase nada, mas profundamente revelador.

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108 Responses to Esquerda Martim

  1. edviges says:

    façamos então um exercício: se o Renato montar uma marca de camisolas, quanto é que pagaria aos seus trabalhadores? dê-nos um número, se o ordenado mínimo é pouco, quanto é que acha que é legítimo? e pagando esses ordenados conseguirá colocar no mercado essas camisolas?
    paga esse preço “justo” actualmente pela sua roupa e pelos seus electrodomésticos?

    • Anarco Capitalista says:

      Enfim estes socialistas não percebem nada de economia, devem pensar que o estado é uma espécie de Deus que nos dá tudo e mais alguma coisa…..

      • Leandro says:

        A dar alguma coisa Deus deve dar o seu empenho. Deve estar muito ocupado a regular o tão famoso “mercado-livre auto-regulável” (Sim! Esse mesmo, que tem vindo a ser consecutivamente desregulado pelos estados – cada vez mais entidades subservientes de empresas). Dava um bom título de um livro: “Deus, o regulador do casino financeiro”. “Mais para mim e que se lixe o resto” – os outros, tudo o que está à volta, o ambiente, tudo. Enfim, e às vezes lá aparecem eles a fazer comentários parvos por aqui e por ali. Nem a Ayn Rand adivinhava tamanha estupidez. Isso deve ser porque Deus tem estado ocupado e não lhe disse. Coitado, tem muito que fazer! São tantas coisas para regular…

      • A.Silva says:

        Anarco Capitalista, os “socialistas” de que fala devem ser uma espécie daquela senhora do BANIF que recebeu quase 1 milhão de euros de um banco em que mais de 90% do capital é do estado, ou seja, NOSSO?

        Tenham vergonha nas trombas!

      • Dezperado says:

        Só um milhao???? epa foi pouco….se fosse doutora do SNS conseguia mais….
        “Dois médicos em burla de 50 milhões de euros”

    • HB says:

      eu respondo: o “empreendedor” que toma a iniciativa de montar uma, digamos, “marca” de roupa, deve prever para si próprio e para os seus empregados um salário decente (não necessariamente igual, mas talvez proposcional às horas de trabalho e ao desgaste) e, depois, em função dos proveitos – que deveriam ser transparentes – repartir os lucros por todos – e poderá ter a certeza de que os seus trabalhadores se interessarão muito mais pelo trabalho que fazem e muito melhor o farão. Chama-se a isso trabalhar em cooperativa – os lucros são distribuídos por todos aqueles que para eles contribuíram. Agora, se ele apenas mandar fazer uma estampagem de um logotipo numa impressora industrial e mandar vir as camisolas do oriente (de onde elas vêm todas), isso não é ser empresário de nada, e muito menos é criar empregos, isso é ser tão negociante como qualquer cigano, o que é saudável enquanto houver quem queira comprar a trampa que vendem…

      • André SIlva says:

        Ah, as cooperativas. O tal terceiro sector contemplado na Constituição que não passa de uma má memória depois do deboche da Abrilada. Por vezes ponho-me a pensar que esta Esquerda intelectual mais do que pouco perceber da vida real, nada fez na sua vida. Daí estas teorias mirambolantes. Que se critique o neo-liberalismo puro é uma coisa. Agora que se critique qualque ideia de meritocracia e prémio de risco é efectivamente ser completamente ignorante. Seria bom existir um simulador destas ideias tontas da Esquerda Caviar, avançarmos um ano no tempo e verificar os seus resultados. Provavelmente depois viria a conversa que o simulador foi construído por um capitalista.

        É devido a esta mentalidade que o nosso País infelizmente está como está.

  2. Percebo perfeitamente o ponto que fazes no post mas também temos de compreender que este rapaz é apenas vítima da sociedade onde vive. Ele obviamente está super orgulhoso do SEU feito e não parou para pensar nas pessoas que possivelmente estão a ser prejudicadas pelo seu “negócio”.
    Embora perceba a intervenção da professora há que ter consciência do timing para a fazer e aquele não era o tempo certo até porque ela é que acabou por sair ridicularizada e o seu argumento esquecido e tido como inválido.
    É preciso despertar as consciências para os podres do capitalismo mas não podemos esperar que uma coisa que, neste momento, é quase intrínseca ao ser humano possa ser alterada tão rapidamente.

    • João A. Grazina says:

      Simão Miranda:
      Os sequazes de Belém acham aquele homem o máximo, para mim e para muitas centenas de milhares de portugueses, ele é uma das figuras mais ridículas da nossa democracia, e há muito, sem ter precisado de comer o bolo rei. Como vê o ridículo é comandado pelos afetos. Os nossos filhos são os mais bonitos do mundo e ninguém se atreverá a dizer-nos o contrário, no entanto, o ridículo está muitas vezes lá, mas nunca para os pais dos meninos. Para si e para os meninos de Cascais + os JMF´s deste país, foi ridiculo, mas para mim foi a única brilhante. As palmas foi a claque de Cascais, e a onda de choque foi despoletada pela mesma central da intriga: a das escutas a Belém, José Manuel Fernandes. Não menospreze aquilo que esta gente consegue fazer pela calada. Para um neo liberal como este JMF, vale tudo para atingir um objectivo. Ficou provado no dossier Belémgate.

    • HB says:

      eu diria que essa coisa “quase intrínseca” ao ser humano se chama puro individualismo – e dele não vem nada de bom ao mundo – como não vem da violência “intrínseca” – como tb não augura nada de interessante a ideologia de “ser superior” contida na expressão “over-it” – tudo isso é humano, mas é péssimo. O ser humano felizmente tb tem outras qualidades intrínsecas como a solidariedade e a entreajuda

      • ru says:

        retirado do site do “over it”

        “O over it é antes de mais uma ideia, a ideia de ser superior de estar em cima, esta ideia levou à roupa pois foi na roupa que vimos a forma de expressar a nossa ideia inicial.”

      • Poesia pura. O rapaz devia considerar mudar de ramo. Mas escrevamos todos para repetir muitas vezes: “ideia de ser superior”, “ideia de ser superior”.

      • KM says:

        Estás a ser parvo, apenas. A criticar a prosa de um puto.

      • Toda a gente sabe que aos putos não se lhes critica a prosa.

    • Maria Papoila says:

      Ridícula…argumento esquecido… inválido….
      a mim parece que nunca se tinha discutido tanto a indignidade do salário mínimo, ou estou a ver mal?

  3. Dezperado says:

    Aqui a grande questão não é ser de direita ou de esquerda…..aqui a questão é que houve pessoas de esquerda que tiveram opiniao contrária ao que a “esquerda” esperava….deviam todos falar a uma só voz…..e os que são de esquerda, deveriam ter ficado todos do lado da Raquel……senão, passam a ser de esquerda, mas daquela esquerda que os comunas nao gostam, porque nao fazem parte do rebanho!!!!

    • Narciso Soares says:

      Mas então a esquerda não consegue aceitar uma opinião contrário dentro do seu meio?
      Não são eles que estão constantemente a chamar fascistas aos outros, os da direita?

  4. von says:

    Mais uma vez, esquerda e direita, como rebanhos, sem manter a opinião pessoal e intransmissível à frente de tudo. Mais uma vez o ponto cardeal, como qualquer clubite ferverosa. Mas no meio de tanto fervor social e político, quero deixar uma pergunta ao escriba e comentadores: quando compram as vossas roupas, já que falamos de roupa, existe da vossa parte uma preocupação constante e exigente em saber o que compram e se quem faz essas roupas recebe salário digno, ou as palavras são apenas palavras e no dia a dia bebe-se cerveja de multinacionais, come-se comida de multinacionais, veste-se roupa de multinacionais, etc, etc…

  5. Rui Cruz says:

    O Martim é na realidade um empreendedor dois em um: consegue aliar a economia “beautiful people” (convencendo para isso as ‘raparigas mais giras da escola e do facebook’ a venderem a sua marca) à política do ‘do-it-yourself’ (que em português significa ‘faz-te à vida’, ‘desenrasca-te’). No futuro próximo veremos Martim como keynote speaker nas Conferências do Estoril ao lado de Viktor Orbán e com o Mário Crespo como moderador. ‘Local answers’ na linha Lisboa-Cascais.

  6. Miguel Cabrita says:

    Belissimo artigo.
    De repente uma apresentadora resolve entrevistar um miudo “empreendedor” e uma investigadora confronta-o com o desemprego e é aplaudida pela audiência, e tudo isto seria representativo daquilo que é o capitalismo e daqueles que benificiam do sistema. Entretanto o veneno destilado pela apresentadora faz efeito e de repente à esquerda estão todos divididos a discutir quem esteve bem ou mal, a pertinecia da questão feita por Raquel Varela e já ninguem se entende sobre o que pensar ou dizer sobre o assunto. E Relvas que está de férias ri-se. Afinal o frasco de veneno que ele vendeu com o rotulo de empreendedorismo anda a ser tomado à colherada, tanto à esquerda como à direita.

    Curiosamente em quase nenhum artigo vindo de esquerda se questiona por que raio num programa dedicado aos jovens se elege que o futuro dos jovens passa pelo empreendedorismo, e os que são empreendedores são os exemplos eleitos para ilustrar as virtudes de uma juventude que pode agarrar o seu futuro nas suas próprias mãos. Mas não, o problema é o que a sra. doutoura disse do alto da sua catedra ou o que o puto disse a partir da ignorancia que o rodeia, e o que se diz à esquerda ou à direita, e o que as pessoas de esquerda acham ou deixam de achar, brilhante jogada do Relvas.

    Entretanto o veneno continua a fazer efeito, ninguem desmistifica o mito do empreendedorismo, nem a raiz daquilo que se está a discutir, quando se personaliza o debate entre esquerda e direita. E esta última agradece.

    Continuem o bom trabalho.

  7. Gilberto Lontro says:

    “Que auferir um salário mínimo é melhor do que não auferir salário nenhum é por demais evidente.”
    Eu concordo e descordo com esta frase, a qual acho resume o debate e o artigo que escreveste.. sim, neste periodo de crise em que o desemprego aumenta, a austeridade aumenta, a pobreza aumenta, talvez seja melhor ter um emprego com ordenado mínimo do que não o ter, mas não devemos nos prostituir pelo simples facto de necessitarmos sobreviver e sair da crise, individualmente ou colectivamente.
    O Martim faz bem em produzir roupa em Portugal, embora “não saber” o ordenado dos trabalhadores da fábrica, pode tentar saber, e fazer essas mesmas t-shirts ele próprio, empregando uma dessas meninas giras da escola ou um amigo ou familiar que esteja desempregado. Em vez de custar 5 euros, custa 6, mas está a ter uma atitude pro-activa em prol do Portugal do futuro, um Portugal justo em que há oportunidades para todos, em que a corrupção não reina.
    A direita aplaude o facto do Martim ter uma empresa porque ganhar com isso, económicamente e ideológicamente.. a esquerda também! A esquerda tem que aproveitar o facto dum miúdo de 16 anos ter tomado a iniciativa de fazer roupa barata em Portugal para mostrar à direita que continua a haver esperança e fé no país e nos seus habitantes.
    Há que haver essa fé mas continuar a ter as nossas exigências, e não nos deixarmos submeter à prostituição laboral que o governo (e a direita) nos quer submeter..

  8. Manuelantonio says:

    Em portugal temos cerca de 500 mil analfabetos (dados de 2012), mas depois temos uma taxa não quantificada de analfabetos funcionais (pessoas que sabem ler mas não conseguem compreender aquilo que lêem) que (como se vê nos comentários) deve ser muito alta.
    É claro para quem lê grande parte dos comentários neste blogue que muita gente sabe ler mas não compreende aquilo que lê e desata em comentários disparatados que não acrescentam nada à discussão racional.
    À falta de argumentos racionais partem para o discurso moral, para o fundamentalismo bacoco, e até o ataque pessoal e rasteiro sem acrescentarem nada à discussão.
    Emigrem para longe!
    “Do que não se pode falar, é melhor calar-se”.

  9. Pingback: Martim Neves, inimigo do povo | O Insurgente

  10. Flavio says:

    O discurso de Martim é prova de que ele interiorizou completamente o discurso neo-liberal do empreendedorismo e individualismo. Ele está longe de ser inocente e não merece qualquer simpatia, mesmo que não soubesse quais as realidades ou condições sob as quais que a sua marca era produzida…

    Ridiculo este post!

    • Certo, só não percebi porque acha o post ridículo, uma vez que ele não diz o contrário do que afirma.

    • Carlos says:

      Coreia do Norte e USSR forever.

    • Leandro says:

      Deixe-me ajudá-lo a compreender texto.
      Primeiro tem de entender que o que se fala são correntes de pensamento. Não interessa no exemplo que vou dar a seguir o que é considerado pelo senso comum bom, mau ou menos mau. Interessa sim que as partes juntas formem, de uma forma lógica, um todo.
      Vou substituir a palavra “empreendedorismo” pela palavra “anti-semitismo” e outras que lhes estão relacionadas, pode ser que faça mais sentido para si:

      “O discurso do João é prova de que ele interiorizou completamente o discurso nazi do anti-semitismo e do nacionalismo. Ele está longe de ser inocente e não merece qualquer simpatia, mesmo que não soubesse quais as realidades ou condições sob as quais que a sua marca era produzida…”

      O que diz o texto é que o discurso neoliberal está errado (é nefasto) e que não merece simpatia e por conseguinte quem transporta a público tal discurso não deverá também merecer simpatia (tal como o caso do exemplo que dei).

      Se um miúdo na escola tiver um acto racista para com um colega, não vai ser por causa da sua idade que vamos desconsiderar o caso e ignorar a sua atitude e a forma como vê o mundo. Como membros de uma sociedade civil temos o dever de actuar e de mostrar a esse miúdo (e a todos os que acham a forma de pensar do miúdo está correcta) que o que ele fez está errado e a forma como pensa é algo negativo para o bem comum da própria sociedade.

  11. Teresa Brandão says:

    Eu concordo com o que a Dra. Raquel Varela disse, só que acho que foi inoportuna … poderia tê-lo deixado acabar de falar! O que ela disse é uma realidade, mas o momento de oportunidade para o transmitir foi errado!

    • Perguntou se podia fazer uma pergunta, moderadora acedeu, bem como o interpelado. Onde e quando se podem fazer perguntas num debate?

      • Teresa Brandão says:

        Repito: a pergunta foi, a meu ver, descontextualizada!!

      • Uma interpelação faz sentido ou não mediante duas condições. 1 – Ser educada. 2 – Gerar debate entre os interlocutores e quem os está a ouvir. É olhar para toda a literatura que o debate já gerou para que seja fácil mudar a sua conclusão. Em suma, não faltou contexto ao texto, nem texto ao contexto. Nem, está claro, boa educação.

      • Teresa Brandão says:

        Cada cabeça …sua sentença!

      • Gonçalo says:

        Renato, uma interpelação depende de mais factores para fazer sentido. A sua argumentação é falaciosa. Caso contrário, a Dra Raquel poderia também ter perguntado: “Desculpe, o Martim é homossexual?”.
        A Dra. teria sido 1 – educada e 2 – “geraria um debate entre os interlocutores e quem os está a ouvir”. E, no entanto, concordará que é completamente descontextualizada. Mas está no seu direito de não querer ver o que para outros é evidente.

      • Naturalmente que não. Nem seria educada – 1 – a orientação sexual diz respeito a cada um e não deve ser trazida para um debate sobre o futuro do país. 2 – Estaria-se toda a gente borrifando para o assunto ao contrário do que aconteceu neste caso concreto.

      • APC says:

        “Estaria-se” = “Estar-se-ia”

  12. Carlos says:

    Eu sabia que a esquerda era economicamente ignorante, mas ao menos sempre pensei que as intenções eram boas. Durante estes dias, e devido a este episódio, conheci pessoas absolutamente diabólicas que querem destruir com tudo o que a liberdade dos outros implica, para implementarem o seu projecto para a sociedade, baseado no ‘pensamento crítico’ que intelectuais fazem na sua zona de conforto. Verdadeiramente impressionante.

    • Emanuel says:

      Ainda bem que o Carlos sabe que “a esquerda é economicamente ignorante”…Pena o Carlos não saber distinguir a pseudo-esquerda (PS) da direita “confirmada” (PSD/CDS-PP)!! Mas, até isso, é facilmente perceptivel…é que a politica de ambas na prática é EXACTAMENTE A MESMA!! Mas diga-me, sr. Carlos, em sua sabedoria economica, o quanto o sr. Vitor Gaspar e as suas politicas de direita percebem de economia?! É que aumentar impostos, reduzir regalias sociais com fim meramente economicista (e sempre aos mesmos) e ter um défice publico CADA X MAIOR é reflexo da superioridade intelectual da direita?! Ou será que aqui (mas não só) é o sr. o IGNORANTE?!

      • Carlos says:

        Não me viu a defender a direita, pois não?.. Mas sim, a direita percebe muito mais de economia do que a esquerda. Para a esquerda, com os seus modelos para a sociedade, falar em economia não faz sentido nenhum, pois nesses modelos ela não existe. E onde me viu defender o aumento de impostos? E outra coisa, quem defende maior défice público é a esquerda, não a direita. Não tem visto que o governo quer reduzir a despesa, porque será? Quem quer reduzir impostos e aumentar despesa é a esquerda. Só por aí, que são contas de somar e subtrair, nota-se o quão ridícula a esquerda é. Mas neste blog, o pessoal quer é tudo nacionalizado, criar uma USSR, ou uma Cuba ou Venezuela.

      • Carlos Carapeto says:

        “Mas neste blog, o pessoal quer é tudo nacionalizado, criar uma USSR, ou uma Cuba ou Venezuela”.

        Era mau para a tua classe. Para a maioria do povo era o melhor que podia acontecer..

    • Leandro says:

      “Eu sabia que a esquerda era economicamente ignorante”.
      A sério? Estou impressionado! Mas não sei bem se com a afirmação, essa “análise”, ou se com o produtor da mesma.
      Vê-se nos dias que correm os resultados da perspicácia e da sapiência económica da direita. Estão à vista todos os problemas e as fabulosas “soluções”.
      Ah e vê-se também a “liberdade” – a liberdade da ganância, a liberdade de passar por cima de tudo e de todos, a liberdade de não se olhar a meios para atingir os fins. A liberdade de pôr o lucro acima da vida humana.

    • Miguel Cabrita says:

      Portugal é de entre todos os estados da Europa aquele que tem maior número de empresas per-capita, isto dá-nos uma boa medida do “empreendedorismo em Portugal. Se realmente o “empreededorismo” fosse a solução para o nosso país seria de esperar que fossemos dos estados mais prósperos da Europa, o que não é manifestamente o caso. Em Portugal ser empreendedor a vender roupa ou abrir o café da esquina é uma forma de escapar à pobreza e à autoridade paternalista da maioria dos empresários portugueses. E isso não gera a riqueza necessária para que se possa sair de um limbo entre o desenvolvimento e um subdesenvolvimento encapotado.

      Se a direita é ignorante económicamente então as mistificações da direita sobre a economia portuguesa revela um desconhecimento total do país em que vivem.

      Contraditório é ainda o plano de criar uma economia desenvolvida promovendo o “empreendedorismo” enquanto a mesma direita esmaga os pequenos empreendedores que pouco ou nada tendo a acrescentar em termos de produto ou ideias apenas querem ganhar a sua vida de forma independente, e sem prestar contas, têm essa liberdade, como a esta está adscrita uma responsabilidade social que passa entre outras coisas por pagar salários decentes e que vistas as coisas a direita descarta. Liberdade sim, responsabilidade não.

      Pelos vistos ser empreendedor em Portugal para além de designio nacional implica que a responsabilidade seja posta de lado. Seremos então um país de empreendedores, ricos na sua miséria moral, e pobres na abundancia que ostentam, económica e intelectual.

  13. xyz says:

    na coreia do norte é que é bom… aí e no magalhães lemos.

  14. Zé Povinho says:

    Quanto o povo está disposto a perder e a ser roubado para sentir que a repreenda ao menino arrogante foi bem aplicada?

  15. fgcosta says:

    O Martim devi madar fazer a roupa em Cuba. Aí o ordenado minimo é 8 dolares m~es, o que dá quase 27 centimos por dia. Força Raqueleiros!

  16. Narciso Soares says:

    “Por detrás deste jovem empreendedor capitalista de dezasseis anos, porreiro, moderno e criativo, encontra-se a verdade e a realidade brutal do capitalismo contemporâneo, a contínua terceirização e subcontratação da produção, que só agrava a exploração brutal dos trabalhadores que auferem, no pior dos casos, próximo de nada (Bangladesh, China), e noutros (sul da Europa), apenas o suficiente para permitir que regressem ao trabalho no dia seguinte, enquanto os proprietários e detentores das patentes e os Martims deste mundo lucram com essa exploração. Porventura isso possa ser demasiado para assumir sobre Martim, dado que a sua operação é relativamente pequena, mas não deixa de ser a verdade de Martim, o que ele realmente representa.”

    Isto também se aplica aqueles que compram esses produtos?

    • Aplica-se a quem fica com a mais-valia.

      • KM says:

        Tu sabes que a Apple produz gadgets em condições de quase-escravatura. Já deixaste de os apoiar, deixando de usar as suas mercadorias?

      • Prometo-lhe que isto não é o site da Apple armado em blogue empreendedor.

      • Rafael Ortega says:

        Tendo em conta que o consumidor que compra uma camisola feita na China paga menos que uma feita na Itália, é caso para perguntar ao Renato e à Raquel qual o país que está na etiqueta das suas camisolas.

      • Não ficamos, acredite, com a mais-valia da roupa que compramos.

      • Dezperado says:

        Bela lógica……mas ao comprares roupa mais barata, porque é produzida a baixo custo, ficas com a mais-valia de comprares roupa barata.

        Porque é que nao deixamos todos de comprar roupa barata??? assim essas empresas faliam e ja deixavam de explorar os trabalhadores…

        Eheheheh…estas lógicas são de facto para rir…..eu nao fico com a mais valia….mas vou la comprar, para eles continuarem a ter negocio…..ehehehheh

      • Se não sabe o que é mais-valia não devia opinar sobre mais valia. Estou certo que esta o Martim consegue explicar-lhe.

      • Dezperado says:

        Bem se o Martim falasse do tão adorado Marx…..aí a Raquel era capaz de lhe dar um par de bofetadas…..

      • Narciso Soares says:

        Eh pah, então somos todos capitalistas que não temos problemas em comprar produtos a empresas que exploram os seus trabalhadores. Estamos a incentivá-los. Alguma coisa tem que ser feita.

      • Carlos Carapeto says:

        Não se preocupa com Marx .
        Não sabe que até Marx divulgar a lei do desenrolar da história da humanidade a Filosofia Antropologica tateava no escuro? Era praticamente inexistente.
        Marx está hoje tão atual como no tempo em que publicou as suas obras.

        Mas preferiram abraçar as teorias de Smith e o resultado é este que temos. Mergulharam a humanidade no abismo, neste abismo que pode levar à extinção da nossa própria espécie.

  17. Francisco d'Oliveira Raposo says:

    se escovarmos o pó dos circunstancionalismo temos: melhor receber salário minimo que estar desempregado.
    A logica é terrivel … mas está revelado o Belmiro de Azedo de aqui a 20 anos…
    Será assim? Creio que não… será esmagado pela lógica destruidora do sistema que tão “candidamente” defende.
    Quem terá ganho pontos é a campanha insidiosa da criminalização dos desempregados e do pensamento que rejeita a invitabilidade da destruição dos avanços sociais na Saude, na Educação, na Segurança Social.
    Mas criminosa mesmo é a politca que promove quer o desemprego quer os mitos “empreendoristas” e cimenta a crescenta miséria no país, na Europa e no Mundo.
    E não serão as soluções “empreendedoras” e “indivudualistas” mas a acção colectiva de muitas e muitas centenas de milhares que podem revertar o massacre social que se escuda num puto para se justificar.

  18. IFDL says:

    Ó camarada Renato, tanta dor de corno por um rapaz de 16-anos-16 !

    • Sempre com inveja do empreendedorismo, sobretudo o jovem.

      • Miguel Cabrita says:

        Portugal é de entre todos os estados da Europa aquele que tem maior número de empresas per-capita, isto dá-nos uma boa medida do “empreendedorismo em Portugal. Se realmente o “empreededorismo” fosse a solução para o nosso país seria de esperar que fossemos dos estados mais prósperos da Europa, o que não é manifestamente o caso. Em Portugal ser empreendedor a vender roupa ou abrir o café da esquina é uma forma de escapar à pobreza e à autoridade paternalista da maioria dos empresários portugueses. E isso não gera a riqueza necessária para que se possa sair de um limbo entre o desenvolvimento e um subdesenvolvimento encapotado.

        Se a direita é ignorante económicamente então as mistificações da direita sobre a economia portuguesa revela um desconhecimento total do país em que vivem.

        Contraditório é ainda o plano de criar uma economia desenvolvida promovendo o “empreendedorismo” enquanto a mesma direita esmaga os pequenos empreendedores que pouco ou nada tendo a acrescentar em termos de produto ou ideias apenas querem ganhar a sua vida de forma independente, e sem prestar contas, têm essa liberdade, como a esta está adscrita uma responsabilidade social que passa entre outras coisas por pagar salários decentes e que vistas as coisas a direita descarta. Liberdade sim, responsabilidade não.

        Pelos vistos ser empreendedor em Portugal para além de designio nacional implica que a responsabilidade seja posta de lado. Seremos então um país de empreendedores, ricos na sua miséria moral, e pobres na abundancia que ostentam, económica e intelectual.

  19. JP says:

    Renato, nos outros posts sobre este assunto coloquei algumas questoes objetivas que nem o Renato, nem a Raquel, nem o marido da Raquel quiseram responder. Tudo bem, está no vosso direito.
    Agora que já percebi O QUE NÃO QUEREM, gostava mesmo de saber O QUE QUEREM.
    É que ainda ninguém percebeu. O empreendedorismo é mau, as empresas são más, os trabalhadores devem receber todos acima do salário mínimo mas não dizem quanto…
    Há-de convir que assim é muito difícil levar alguém a serio e ter uma discussão construtiva.
    Diga lá para nós sabermos como é que estimularia a economia e como seria constituída essa economia.

    • Pode começar por não se meter o salário mínimo, com o qual ninguém vive com dignidade, no podestal. De seguida é fazer o mesmo com a ideologia dos males menores.

  20. Marcos says:

    A exigência de pensar para nos distinguirmos. Esta frase resume, de forma significativa, aquilo que vai ser exposto de seguida.
    O problema, a meu ver, não está nem na Raquel nem no Martim. Está em toda a discussão que gira em torno desta questão e que revela como andamos “doentes”. Fazer desta troca de palavras um debate (de contraste) ideológico é, no mínimo, ridículo. Aos que se catalogam como sendo de Esquerda, lamento o quanto são presos de movimentos. Pensar a sociedade contemporânea e ver na liberdade individual (incluindo a económica) um “monstro” devorador de almas é ter vistas curtas. O espírito de iniciativa tem que ser valorizado em qualquer quadrante, sob qualquer contexto e conjuntura. Ser empreendedor é tentar algo e isso não implica que esse termo se reduza ao seu efeito na esfera económica. A vós vos sugiro que se tornem um pouco mais empreendedores no campo político. Enfrentemos as falhas e as imprecisões das cartilhas que vos guiam, sejam ousados, olhem para os erros do passado e evoluam. A sociedade não funciona sem liberdade individual(ista). Querem o regresso do velho estilo soviete? Os tempos da nomenklatura e da subordinação cega já deram provas mais que suficientes que algo tem que mudar desse lado (que é o meu) ideológico.
    Aos da Direita, o Martim não é o anti-cristo, desenganem-se. Fazer do rapaz o ícone de uma política económica, fazer dele o exemplo a seguir e, principalmente, fazer dele o certo e da Raquel o errado, é propaganda rasca. Valorizem o espírito de iniciativa, critiquem o comentário infeliz, mas não se esqueçam da fragilidade das vossas posições. Levantar a bandeira do empreendedorismo económico não obriga que se maltrate quem não veja nela a solução para os problemas financeiros do país. A depreciação da Raquel pelo termo “Doutora” é resultado de uma posição demasiado contraída para os tempos que vivemos. A educação deve realmente ser desvalorizada e potenciada, única e exclusivamente, a iniciativa empresarial? A meu ver não.
    Ser empreendedor pode significar enveredar por caminhos que não se cingem à criação de novos negócios, mas também em apostar pelos novos caminhos, seja no campo que for. Eu valorizo a cultura “start-up”, defendo-a, apesar de me identificar ideologicamente com a esquerda porque valorizo um Estado presente na defesa dos nossos interesses (o que não significa uma cultura paternalista que a “nossa” esquerda parece, por vezes, defender).
    As ideias de um Estado salvador já não podem encontrar eco no mundo em que vivemos. Ele tem que nos dar as garantias e as ferramentas necessárias para que consigamos chegar à felicidade e à segurança. Aqueles que acham que ele deve cuidar do nosso futuro, amparar-nos, aconchegar-nos ao deitar, que vá à merda. Ser de Esquerda no século XXI não se cinge à defesa de um Estado aglutinador e totalizante (não totalitário), que protege os operários e ataca o “patrão”. As linhas estão esbatidas meus caros. Sabiam que há muito patrão que é mais explorado e precário que o próprio trabalhador? A função do Estado é regular, é vigiar os movimentos de todos nós, assim como deve educar-nos para nos desenrascarmos. Já ouvi muita gente a dizer que o Estado quer cultivar a ideia do Empreendedorismo porque já não pode fazer nada por nós, que temos que nos desenrascar por nós mesmos. Isto apenas revela uma tremenda falta de conhecimento e um egoísmo atroz. Estas pessoas não podem saber que a nossa História foi feita por aqueles que se desenrascaram durante milhares de anos. O Estado social é invenção recente meus caros! A cultura do “desenmerdem-se” faz parte da nossa essência, e que bom que assim é, mesmo tendo em consideração o que isso pode ter de negativo! Que pretendem os que pensam que devem ser cuidados por terceiros?!? Passar uma vida de dependência, de sonambulismo, de sombra?!? Esse é o nosso glorioso futuro enquanto Homens? Estamos na merda e a culpa não é do Governo, é nossa!
    E, sigo, sou de Esquerda. Deslumbro-me pela dimensão Humanista que a ideologia socialista cultiva, o investimento na desmaterialização (economicamente falando) do homem, porque ele não é só bolsos, é espírito, é ideias, é cultura. Admiro Che Guevara, abomino qualquer um que se vanglorie de ser socialista e é um ditador. Castro, leio e releio o seu discurso, o seu “a história absolver-me-à!”, mas o presente só o condena, apunhala cada uma das suas palavras proferidas naquele discurso épico. Todo o seu esforço foi em vão. Enfim, não me alongo mais. Apenas quero contribuir com a minha opinião e estimular o debate com uma posição distinta (algo que tenho como saudável para nos distinguirmos como sujeitos pensantes).

    • kur says:

      Claro,o Fidel Castro tem espalhado guerras,fome,desempregados pelo mudo fora…De,esquerda?pffff

    • A.Silva says:

      Vê-se mesmo que nunca esteve em Cuba, nunca esteve perto desse povo, para perceber que aquilo que diz sobre Cuba É UM PERFEITO DISPARATE, um preconceito e uma mentira propagada pelos inimigos de Cuba; o capital!

    • Carlos Carapeto says:

      Se Fidel Castro tivesse colocado Cuba ao mesmo nivel do Haiti (mesmo ali ao lado) ou da maioria dos países da América Latina de certeza que estava a gozar uma velhice ÉPICA em Miami, muito admirado e respeitado por quem lá vive.

      Assim como teve o desaforo de colocar Cuba no que respeita a cudados de saúde e outras condições sociais acima do gigante do norte, está a viver modestamente no seu país e é um ditador.

      Não gosta de ” A história absolver-me-á ” leia ” Biografia a duas vozes” de certeza que também não vai gostar, odeia a pessoa.

      • Marcos says:

        Toca no ponto fundamental: é um ditador, até você o diz… Seja qual for a circunstância e o contexto, uma ditadura é sempre de odiar. Aqui não está em causa o ódio pessoal, nem pode porque não conheço nem me cruzei com o sujeito, mas de repugnância política e social, porque me é difícil conceber felicidade quando não existe uma coisa chamada de liberdade. Eu não disse que não tinha gostado do discurso acima referido, antes pelo contrário. O problema é que quem ataca de forma tão feroz e sublime o regime de Batista deveria ter feito mais para que as palavras que usou não pudessem ser usados contra si também. Os argumentos que utiliza que legitimam a revolta do povo são aplicáveis ao seu tempo de governo… ou não? ele não é um ditador?

        Fala de condições sociais… aquelas que fazem centenas de cubanos desejarem atravessar o mar em busca de algo melhor?! gostava que me desse alguns exemplos dessa condição social exemplar, talvez seja ignorância minha e estou aqui para aprender também. Fala de cuidados de saúde, verdade, mas a que preço? quanto ganha um médico em Cuba? o justo pelo seu talento e conhecimento? no momento que tanto se fala de justiça social em Portugal, talvez seja interessante refletir e fazer uma certa correlação.

        Só para acabar, uma questão. Castro pretendia acabar com o “bordel” americano que Batista regia… o que encontra nas estradas (maioritariamente aquelas que estão atrás da “cortina” turística) da Havana de hoje?

        Cumprimentos.

      • Carlos Carapeto says:

        Caro Amigo imolou-se.
        Primeiro; falta descarademente à verdade.
        Segundo; omitiu o unico lugar existente na ilha onde não se respeitam os mais elementares direitos humanos, Guantanamo.

        Por isso mesmo começo por responder-lhe com uma citação do SAUDOSO Hugo Chavez “uma pessoa ignorante domina-se com mais facilidade que uma bem informada”.

        A ladainha do seu “discurso” bafiento demonstra que nada sabe sobre Cuba, move-o o ódio.

        Larga estas larachas porque está empanturrado com a informação que lhe é servida por o sistema que o subjuga. Dúvido até que tenha muitas razões para estar satisfeito com o modelo politico em que vive.
        Se não for mais uma das suas vitimas? Enfim: o obscurantismo também inibe as pessoas de raciocinar.

        E a sua resposta parece clarificar isso mesmo. Não compreendeu que usei a palavra “ditador” para provocá-lo?

        Já foi a Cuba? Faça como eu e muitas outras pessoas fizeram, vá lá e depois logo tem autoridade para criticar.

        De certeza que ninguém o vai impedir de circular livremente por onde lhe der na gana.
        Pode vaguear a qualquer hora do dia e da noite por todo o lado sem qualquer perigo.

        Agora comparar Fidel a Batista alto lá. É um exercicio de pura demagogia que só pode sair de alguém completamente tapado em questões de natureza politica, ou de um ultra direitista que se baba conforme a dose de veneno que absorve na informação dominante, (burguesa melhor dito).

        Ainda tem a lata de tentar passar um atestado de inferioridade à classe médica Cubana?

        Não sabe que trabalham cerca de 40 000 profissionais da área da saúde Cubanos em mais de cem países? Inclusivamente em Portugal.
        Se fosse assim tão mau como está a tentar aldrabar , nenhum regressava?

        Deixe-se de fantochadas bacocas, não se preocupe com quanto ganha um médico Cubano, têm melhores condições para exercer a profissão em Cuba que têm os profissionais de saúde do seu país.
        O sistema de saúde Cubano é dos melhores do mundo. Não sabe?
        Também não sabe que centenas de cidadãos dos EUA se deslocam a Cuba para receber tratamento gratuitamente? E quantas centenas se deslocaram de Portugal para receber tratamento em Cuba?

        Olhe que apesar de Cuba ser um país muito pobre em recursos naturais não há crianças abandonadas nem idosos desprotegidos´, ninguém deixa de receber cuidados de saúde de qualidade, gratuitamente, como também não é negado o direito de frequentar uma universidade a quem o desejar.

        Ao contrário daquilo que afirma em Cuba não existem restrições à circulação dos turistas, por conseguinte não há essas tais “cortinas” turisticas como escreve.

        Devia dizer é que no tempo de Batista em Cuba existiam mais Bordeis que escolas.

        “”””Fala de condições sociais… aquelas que fazem centenas de cubanos desejarem atravessar o mar em busca de algo melhor?!”””

        Merecia uma resposta adequada ao nível daquilo que escreve. Não o faço porque seria rebaixar-me à sua pequenez.

        No entanto ofereço-lhe isto para ler.
        Leia:
        http://es.wikipedia.org/wiki/Muro_fronterizo_Estados_Unidos%E2%80%93M%C3%A9xico

        Tenha vergonha com aquilo que diz . No deserto do Arizona vagueiam bandos de milicianos armados à caça de imigrantes. Conforme consta na informação já morreram milhares de pessoas. Denunciar isso estão-se vocês borrifando?

        No Mar das Caraibas a guarda costeira Americana deixa morrer imigrantes afogados em embarcações frageis, e aqueles que apanha são tratados como animais.

        Voz da América, aqui:

        http://www.voanoticias.com/content/tragedia-cuba-inmigrantes-haitianos-136220858/107486.html

        Aqui mais:
        http://www.radiolaprimerisima.com/noticias/12366/con-nueva-tecnologia-persiguen-a-inmigrantes-dominicanos-que-van-a-puerto-rico

        No entanto incitam os Cubanos a fugir e vão recolhe-los no mar perto da costa.

        E será que leu mesmo “A história absolver-me-á” ? Duvido!
        Esse rancor indicia a levagem ao cerebro por qualquer livro negro.

      • Marcos says:

        Só tenho a dizer-lhe que o seu comentário é infeliz. Primeiro pela divisão que faz. Em que momento me viu aplaudir ou passar de largo perante as “infelicidades” dos governos de direita ou como queira chamar-lhes? Se aqui alguém demonstra ser “tapado” é você, porque sou capaz de debater e de aceitar/aprender/compreender com os argumentos dos outros, mas sou incapaz de discutir com alguém que se torna tão pouco predisposto a escutar o outro lado.

        Tem um discurso repleto de clichés e comete a audácia de escrever de forma estereotipada… será que me enquadro nesse sujeito odioso que refere? Não me tenho como isso, aliás, tenho-me como uma pessoa bem compreensiva e moderada, coisa que não demonstra, e que lamento que não seja, ganharia muito com ela.

        Sou tão capaz de criticar o regime cubano como o norte-americano, nada me impede de ver as coisas que correm mal nos dois casos. Se quer falar de forma mais abrangente, tanto me dá se me fala de capitalismo ou socialismo, é-me indiferente.

        Bem, respondendo ao que me apontou.
        Não omiti Guantanamo, apenas não fiz referência. Não quer dizer que compactue com a sua existência.

        Move-me o ódio? Onde viu esse ódio nas minhas palavras?!? Quem vai contra a sua ideia está, literalmente, contra si? Moderação, ela ajuda-nos a compreender melhor as coisas.

        O sistema que me subjuga? Ou que nos subjuga? Vive em clandestinidade? É dissidente? Não segue as regras do “jogo”? Se não o faz, dou-lhe os parabéns.

        Se estou satisfeito com o modelo político? Tenho plena consciência que viver em Democracia é o melhor dos “mundos”. Prefiro uma má Democracia do que uma ditadura, coisa que não pode mascarar nem esconder que existe em Cuba, certo? Se fala da ideologia Capitalista que nos rodeia, não estou satisfeito e suponho que você também não esteja. Ou estou errado? Mas também não estou a perceber a lógica desta sua suposição… a incapacidade de raciocinio que me atribui trama-me constantemente.

        Não lhe vale a pena insistir num discurso de antagonismo comigo, não lhe vale de muito.

        Onde eu passei um atestado de inferioridade aos médicos cubanos? Acha que não tenho noção das suas qualidades? Por isso pergunto mesmo se a sua qualidade é correspondida em termos remuneratórios, só isso. Esse ódio com que me rotula está a cegá-lo a si, não a mim. Ah, diz-me que não interessa quanto ganha um médico em Cuba, fala-me de condições… que quer dizer com isso? Fala da qualidade dos hospitais? Da forma como são prestados os cuidados de saúde? Ou outra coisa? Sinceramente não entendi, outra vez a minha incapacidade de raciocínio com que me rotula, peço desculpa.

        Fico feliz por saber de algumas das preocupações sociais do regime cubano. Se assim funciona, só tenho a felicitar. Agora que refere, recordo do bem que já me falaram do sistema de acompanhamento aos idosos. Não há que fechar os olhos ao que de bem se faz, isso também se aplica ao regime norte-americano que tanto me refere (parece que quer criar uma espécie de ligação entre eu e ele não faço ideia porquê). Este tem muita coisa má, mas também tem coisas que se deve ter em consideração. Aprender, recolher e interiorizar o que de bom e de mau se faz é um meio para crescermos.

        Eu também não falei de restrição turística. Acha que faria sentido falar de uma restrição e de denunciar a existência de prostituição nessa zona “restrita”? A prostituição é um mercado para turistas. Cortina turística de forma a expressar o contraste urbanístico (que se aplica sobretudo a Havana, que é o que conheço marginalmente), entre os hotéis e as zonas da vida “comum”. Não se pode escamotear o contraste (natural em qualquer país pobre que “depende” do turismo) e sobretudo a existência da prostituição.

        Agradeço-lhe os links, respondo sem os ler (falta de tempo), mas terei a curiosidade de ler o que me “recomenda”. Insisto, não me tome por alguém tão “fechado” em termos políticos. Não sou assim tão fácil de “manobrar” e a sua sucessiva e insistente colagem ao que pensa que eu sou é desagradável. As denúncias que faz e que vou tomar como verdadeiras (porque, relembro, não li o que me “recomendou”) para que servem no contexto da nossa discussão?!? Tenho vergonha de quê? Essas fugas não existem? Porque motivos se processam? Se sabe a resposta, isso sim me interessa. E se não é o motivo que eu dei, a busca de algo melhor, diga-me então porque é, estou disponível para escutar outras versões.

        Porque duvida que li o que digo que li?!? Que vantagem retiro eu disso meu caro? Desculpe lá, mas que argumento ridiculo.

        Fala de rancor, mas como vê, tenho muito pouco rancor, ao contrário do que me dá, sucessivamente! Não demonstra qualquer respeito, fala de forma insultuosa, é agressivo quando ninguém o foi consigo. Apenas disse que o regime cubano é uma ditadura, o que não pode negar, e essa, juntamente com a existencia da prostituição, foram as únicas relações que fiz entre o regime de castro e o de Batista. Até na Alemanha de Hitler existiram coisas boas, no meio de uma avalanche de terror e de coisas inqualificáveis. Essa referência também fará de mim, aos seus olhos, um perigoso nazi?!???

  21. Don Luka says:

    Duas coisas distintas.

    Uma coisa: Quando não há emprego é mesmo melhor ganhar o salário mínimo do que estar desempregado (estar desempregado é um desespero – falo por experiência própria).

    Outra coisa: Uma sociedade em que ter emprego é o objectivo e tudo o que vier atrás (bom salário, boas condições de trabalho, etc) é lucro, é uma sociedade onde vingam os abutres e morrem os direitos das pessoas, principalmente o direito a existir para além da sobrevivência (direito este que os senhores(as) que bateram palmas ao rapaz arrogam para si mesmos, com toda a certeza — a hipocrisia desta gente dá vómitos a qualquer cidadão decente).

    Conclusão: nem tanto ao Mar(tim) nem tanto à Raquel.

    Problema actual: nos dias de hoje parece que é mesmo tudo ao mar.

    • Maria Papoila says:

      Uma coisa é um desempregado decidir trabalhar pelo ordenado mínimo porque é melhor que nada. Outra coisa é um empreengador sujeitar outrem ao ordenado mínimo porque é melhor que nada. Não lhe parece?

  22. Dédé says:

    “1. o rapaz não paga impostos, não passa facturas, enfim, é da economia paralela. Resultado: como se identificou e diz que desrespeita a lei, vai ter a ASAE à perna, não tarda. Ou não.
    2. além de usar a imagem de outras pessoas sem lhes pagar, não cria emprego.
    3. de acordo com as ferramentas whois, o domínio overtit-clothes foi registado nos EUA, e pago lá – não é PT nem EU
    4. só vende via facebook – que também é EUA, logo os lucros da publicidade vão para lá
    5. as camisolas são da B&C – é ele mesmo que o comprova, em https://www.facebook.com/photo.php?fbid=354116918027820&set=a.271605552945624.52477.129175870521927&type=3&theater; e a B&C é… belga
    6. além disso, a empresa em questão manda fazer as camisolas no Bangladesh.
    Basicamente, o Martim tem um esquema. Escola Relvas.”
    Vítor V C Vieira:no FB

    • von says:

      Você veste português? Come português? Bebe português? E olhe que Sagres não vale, já é estrangeiro há muito tempo… A hipocrisia é tão chatinha…

    • Carlos Carapeto says:

      Dédé.

      O Martim e quem o apoia só pensam nos seus próprios interesses. Por conseguinte procuram alcançar objetivos mais obscuros que aqueles que deixam transparecer, não os mostram porque os têm escondidos nas catacumbas bafientas da sua classe parasitária.
      Para eles é, cada um por si e salve-se quem puder. É o triunfalismo do homem superior.
      Pretendem incutir nos outros o “triunfo” do individualismo, incham o peito e dizem eu cheguei até aqui porque tenho qualidades superiores, sou mais dotado.
      Fazendo com que aqueles que ficaram para trás se sintam inferiores, se auto flagelem por não conseguirem alcançar o “exito” deles.
      Do genero: eu se não cheguei até onde ele foi é porque não tenho capacidade, não tenho inteligencia, não presto.
      Por fim as pessoas cansadas, frustradas, acabam por resignar-se ao fatalismo, atribuindo a si próprias e à pouca sorte a sua situação.

      Muitos pensam assim porque infelizmente não têm consciência que estão a ser vitimas de um sistema social preverso e desumanizado.

      É isto que a classe dominante pertende, o objetivo deles é este mesmo, criar um complexo de inferioridade coletivo, empurrando as pessoas para a auto exclusão, levando-as ao desanimo. Amaciá-las através da mente, dominá-las por o estomago.
      E a juventude com a sua falta de experiência é permiável a este jogo macabro.

      Porque razão esta cambada de canalhas não promove o cooperativismo, o associativismo a formação de coletividades de produção agricola, produção industrial, formação de empresas comerciais, de cultura, de ensino, de construção de habitação, de pesca, de apoio social ?

      Não incentivam nem dão ajuda a estas atividades porque são cobardes. têm medo do povo organizado, unido nos mesmos fins, com os mesmos objetivos.
      Trabalhar e produzir em beneficio da sociedade.

      Depois vêm com o discurso da treta dizer que só as empresas criam postos de trabalho.

      Dêm ajudas e as mesmas condições aos trabalhadores para formar cooperativas da mesma forma que ajudam o patronato que vão ver a diferença.

      Os trabalhadores já provaram há muito que são pessoas responsáveis..

  23. BGracio says:

    “Só podemos lidar com a crise e superá-la colectivamente, nos locais de trabalho, na rua e, inevitavelmente, em violentos confrontos com o Estado.”

    Devemos portanto assumir que o Renato defende o recurso à violência para fazer valer as suas ideias?

    • Não vejo nada mais violento do que a sociedade que o capital produziu.

      • Bruno Grácio says:

        Claro que não. Nem há nota de um único regime de extrema esquerda que não fosse também extremamente violento.

      • Nunca houve regimes de extrema-esquerda.

      • Bruno Grácio says:

        Quer ver a URSS era um regime de direita? Coreia do Norte não é um regime de extrema-esquerda? O regime dos Khmers Vermelhos no Cambodja o que era?

      • Estalinista, ou outras variantes que assumiu a degeneração do projecto socialista. Se isso lhe sossegada o espírito para aguentar ou lucrar com a barbárie deixe-se estar. Está no bom caminho.

      • BGracio says:

        Renato, a que barbárie se refere? À destes regimes ou a barbárie que é o estado toldar a liberdade do indivíduo, ditar regras do alto do seu desconhecimento da sociedade, em nome das quais impede que se estabeleçam relações consideradas proveitosas por todos os intervenientes. Exemplo: o estabelecimento de um SMN, que impede que um jovem sem formação académica ou experiência profissional aceite um emprego de menor remuneração, condenando-o ao desemprego sem subsídio.

      • um anarco-ciclista says:

        ahahahahah! nós os trotskistas somos tããããão inocentes…

  24. João. says:

    Tanta coisa só para ver depois a Raquel Varela a dizer do PCP o que dizem os opositores do PS e PSD…A Raquel Varela quer políticas de esquerda mas não quer partidos de esquerda. Está na mesma linha do Daniel Oliveira portanto nem tem que criticar muito. Politicamente é a mesma coisa, são pregadores.

      • João. says:

        Não, não são todos. O PCP que é o que me interessa tem um programa político que apresenta a eleições. A Raquel e o Daniel têm opiniões particulares, das quais faz parte a oposição aos partidos de esquerda – bem ao estilo do PS e do PSD.

      • Que dogmatismo sectário. Vai lá vai.

      • João. says:

        Dogmatismo sectário? Ok. Fiquemos então no opinanço liberal, anti-partidos, anti-organização, cada um na sua oh yeah camone, fazer manifestações, como no occupy wall street, a pedir batatinhas não só a quem se está a criticar como ainda a quem se está bem a cagar.

        Oh Ricardo Salgado dá mais dinheiro aí à malta, ò Gaspar abre lá a torneira, Ò Passos dá lá mais força negocial ao lado do trabalho na concertação social, dá lá mais umas fichas para o Estado Social, vá lá não sejam maus, grândola vila morena terra da fraternidad; palhaços, palhaços, palhaços! ´

        Não ao sectarismo! Sim à equidestância da direita e da esquerda e também do centro. Chamem um matemático para calcular o lugar político. Levem o problema para as universidades, façam colóquios sobre cálculo da equidistância absoluta. Enquanto isto a luta espera, aguarda, sim precisamos de não ser sectários, aguardamos os matemáticos e os geómetras…

      • Miguel Cabrita says:

        A esquerda não existe, mas move-se. No sistema partidário português a esquerda existe, mas não se move.

      • João. says:

        A esquerda que não existe mas que se move, a esquerda mística, a esquerda da sra Raquel Varela é a que dedica uma série de posts ao um rapazola de 16 anos tornando uma causa justa num objecto de escárnio generalizado. Mas como a esquerda mística não tem responsabilidades nenhumas, como não lhes cabe nada mais do que publicar as coisas que lhes passam pela cabeça, não é de esperar muito mais. À imagem da sra Raquel pode ler também as tiradas do sr. D. Oliveira acerca da CGTP publicadas na sua coluna do expresso.

      • Miguel Cabrita says:

        Fico triste por o João reiterar praticando o que disse acima.

    • Carlos Carapeto says:

      “BGracio

      O regime dos Khmers Vermelhos no Cambodja o que era?”

      Um bando de genocidas.
      Primeiro apoiados por a China e a partir de 7 de janeiro de 1979 quando foram escorraçados de Phom Phen por os guerrilheiros do PPRK com a ajuda dos tanques Vietnamitas e se esconderam nas florestas do Camboja e “santuários” oferecidos na Tailândia, passaram a receber TODO O TIPO DE APOIO dos países Ocidentais.

      Quem libertou o povo Cambojano das garras de Pol Pot, Khieu Samphan e Ieng Sary ( a troika genocida) foram os COMUNISTAS.

      Tem a desfaçatez de dizer que é mentira?

      “Amigo” já lá vai o tempo de obter dividentos politico à custa das vitimas

      • carlos Carapeto says:

        Corrijo: em Janeiro de 1979 ainda não existia o PPRK (ou PRK) mas sim a organização de guerrilha FUNSK (apoida por o Vietnam) chefiada por Heng Samrin primeiro presidente depois do derrube de Pol Pot.

  25. República das bananas says:

    Pode não ter nada a ver, mas como é que um jovem de 15 ou 16 anos regista uma marca e cria uma empresa?
    Número de contribuinte, impostos e essas coisa? Serão dos pais e então a dita empresa afinal é um negócio de família? Quem é que paga os impostos. Etc, etc……

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