Para a próxima aguardo um adversário à altura, um bebé que desperte em mim o instinto maternal

Certamente que o Pedro Vieira não escreveu com essa intenção mas eu dedico este texto ao Daniel Oliveira e ao Sérgio Lavos que, com simpatia, resolveram cavalgar a direita para (tentar) destruir propostas viáveis contra a regressão social, num programa em que não houve uma ideia liberal nem outra ideia keynesiana que tivesse conseguido ser defendida. Na verdade não tive interlocutores e estive o tempo todo a tentar perceber como dizer algo interessante no meio de tanta verborreia vazia. 

Esta campanha mostra o vazio do programa da troika. O único argumento que sobra à direita é a idade de um miúdo. Os 16 anos  são o único argumento que sobra à troika e ao Governo para defender a miséria. Para a próxima aguardo um adversário à altura, um bebé que desperte em mim o instinto maternal e seja perdoado pelas imbecilidades desumanas que diz.

Lamento, aos keynesianos e aos liberais, mas o desemprego serve justamente para isto. Serve para se legitimar o mal menor, isto é, a miséria. Desemprego é, numa palavra, criação de um exército de desesperados dispostos a trabalhar a qualquer preço – é esse o programa da troika, numa frase. A alternativa  que não ocorreu a DO e SL, é lutar por salários dignos, mas isso, claro, doi,  porque implica mexer nos lucros e o paraíso keynesiano é aquele – inexistente – onde salários e lucros crescem juntos.

Folgo em saber que além do José Manuel Fernandes, do Millenium BCP e de um site de anúncios, o vídeo do puto que importa camisolas da China foi amplamente divulgado por um site que apela à emigração, isto é, à exportação de mão de obra a troco de remessas, que também faz parte do programa do Governo. Todos uns empreendedores.

“ganhar o salário mínimo é melhor do que estar desempregado, estar no gulag é melhor do que estar morto, ser português é melhor do que ser somali, viver na brandoa é melhor do que viver em damasco, lavar casas-de-banho é melhor do que trabalhar em desminagem, ter um marido ciumento é melhor do que ser mulher em kandahar, ser insultado pela maria teixeira alves é melhor do que ser espancado por um skin, viver na carregueira é melhor do que estar preso no carandiru, viver com o passos coelho é melhor do que viver com dois pais, digamos um mobutu e um mugabe (há correntes), estar a recibos verdes é melhor do que ser escravo na Mauritânia  vestir uma blusa over it é melhor do viver numa dama de ferro. Espero que o miúdo passe factura das vendas na internet.”

Do Pedro Vieira.

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Foto Via Uma Página numa Rede Social

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36 Responses to Para a próxima aguardo um adversário à altura, um bebé que desperte em mim o instinto maternal

  1. Pimba says:

    É isso.

  2. É um gosto e uma honra ver a imagem que criámos associada a este texto e, sobretudo, aos dignificantes princípios que a Raquel defende.

  3. João S. says:

    «(…) Na verdade não tive interlocutores e tive o tempo todo a tentar perceber como dizer algo interessante no meio de tanta verborreia vazia. (…)»

    Ainda pensei dizer alguma coisa, mas esta frase diz tudo sobre a intelectualidade da Raquel… deve ser uma mente aberta, sem dúvida. Boa continuação nesse belo espírito académico.

    Já agora, esse texto do Pedro Vieira (é do Arrastão/Canal Q?) vem de onde?

  4. Pingback: É isto – Aventar

  5. Alberto says:

    Se possível, penso que seria interessante a Raquel elaborar em como acharia correcto as pessoas lutarem por salários dignos (talvez começando por definir salário digno seja uma boa idea).
    Se entendi correctamente o seu argumento, o salário mínimo é uma vergonha pois o seu valor nao permite uma vida digna.
    Tendo em atençao a falta de conhecimento económico que o texto demonstra (e.g. “o paraíso keynesiano é aquele – inexistente – onde salários e lucros crescem juntos”. O que é o paraíso keynesiano? salários e lucros nao crescem juntos efectivamente, mas a Raquel tenta passar a ideia errada. é verdade é que os salarios reais crescem enquanto a taxa de rentabilidade do capital se mantem constante ao longo do tempo; ref. Kaldor “a model of economic growth”.) estou sinceramente curioso em saber qual a forma de diminuir o desemprego aumento ao mesmo tempo os salários.
    Nao me parece que a Troika e o governo tenham como objectivo defender a miséria como indica. Penso que uma explicaçao mais sensata, será que estes organismos possuem um melhor conhecimento das limitaçoes das tentativas de dirigir uma economia e da ciencia economica em geral. Mas talvez a Raquel tenha algum tipo de informaçao/conhecimento sobre as complexas relacoes que formam o sistema economico e realmente possua a resposta para os nossos problemas.
    Gostaria imenso de saber o seu plano de acçao.

    • Leitor Costumeiro says:

      A taxa de rentabilidade mantem-se constante ao longo do tempo a nível mundial?Os salários reais crescem? Em paridade com o quê? Os impostos servem para manter um estado que os aplica em bens e serviços públicos ou servem para canalizar recursos para uma oligarquia?
      De facto a teoria econômica anda desligada do que acontece na realidade, mas essa irracionalidade,não surgiu da cabeça da Raquel, surgiu de mentes bem mais sombrias que se não têm um plano são só estupidas e gananciosas…
      É uma perda de tempo fazer guerrilhas unipessoais de trás da moita, há um problema que pode vir a mudar profundamente a sociedade num futuro próximo e não será com mesquinhice intelectual que se dará a volta ao problema, a resolução só virá com o reconhecer da unidade necessária para combater o problema. É caso pra dizer, deixem os pentelhos pra depois…

    • AC says:

      Muitos parabéns pelo comentário.
      Um bem haja.

    • Pimba says:

      É que “salários e lucros nao crescem juntos” no modelo neoliberal, mas isso é óbvio.
      Basta ver as provas do mundo real disso… e do contrário:

      A linha branca é aquela que divide a política económica keynesiana daquela neoliberal, introduzida pelo Reagan.
      A Raquel Varela sabe disto, assim como qualquer pessoa com 2 neurónios. E bem hajam por isso.

  6. João A. Grazina says:

    Sem presunções: Avaliando o que se vai lendo por aí, é uma resposta que para alguns é muito elaborada. Na próxima, faça-lhes um boneco.

  7. Pedro says:

    A razão virá ao de cima, mas temos de continuar a lutar. Não resta muito a dizer depois de o Pedro Vieira nos ter feito o favor de desarmar completamente o argumento vazio e triste da direita portuguesa, apenas dizer à Raquel que não está só nesta luta e que não deve esmorecer.

  8. Capitão says:

    Daniel Oliveira lembra-me o salta pocinhas da minha juventude, que salta de partido em partido até encontrar um que satisfaça o seu ego. Nesta época de incertezas, não sabe o que faz nem sabe o que diz. Raquel Varela que não conheço, mas admiro pela sua postura na defesa dos trabalhadores. Tentou fazer compreender ao jovem empreendedor que o que ele fazia, não era mais do que outros já fizeram,e não mudaram a natureza do sistema da exploração capitalista.
    Daniel Oliveira vem com o dogma das criancinhas coitadinhas, defender o empreendorismo do jovem dentro do sistema capitalista, e dar a entender que as formas de desenvolvimento seriam as mesmas numa sociedade Socialista, o que não é verdade. O Capitalismo tem muitos seguidores. alguns de boa fé produro da sua ignorância, bem descritas no bater de palmas ao jovem, quando falou que o salario minimo um salário miserável é melhor que um salário digno. Outros defendem-no porque beneficiam dele fazendo grandes fortunas e conhecem bem a degradação humana que o sistema capitalista impõe.Daniel Oliveira demonstra no seu vómito que o capitalismo tem seguidores dentro da chamada esquerda caviar. Eu já sabia!

    • João Dias says:

      “Oh captain, my captain”…

      Eu sou do Bloco de Esquerda (a tal que é caviar) e acho que o texto do Sérgio Lavos e do Daniel Oliveira são um vómito político. E estas são as palavras mais simpáticas que me ocorrem para descrever os respectivos textos.

      E também não vale pena dizer que isto só prova que o BE é um saco de gatos, porque isso é visão caricatural da pluralidade (que tem os limites da coerência e da decência).

      Para quem anda mais distraído este episódio resume-se ao seguinte (no qual o miúdo é meramente instrumental):

      Anda uma investigadora a aparecer na televisão a mostrar factualmente que o trabalho paga a sua parte (segurança social) e que o descalabro vem da transferência dessas contribuições para negócios rentistas privados. Ou seja, a Raquel Varela está aparecer demasiadas vezes na TV a destruir os alicerces da austeridade, portanto assim que a direita viu uma manifestação (os aplausos do público) que surgia em contradição com aquilo que (ardilosamente apelidada de Doutarada para efervescer os ódios sociais) esta enunciava…toca de tentar explorar esse momento até à exaustão. O miúdo é meramente instrumental, o que assusta à direita é a ideia de pluralidade e de ter alguém em horário nobre a desmontar a patranha…o resto é para “Inglês ver” (tirando a questão da domesticação e hegemonia ideológica sobre o trabalho).

  9. JP says:

    Vamos ver Raquel.
    A questão, quanto a mim, não é dos baixos salários. É óbvio que em PT se paga mal e que o salário mínimo é de miséria. Isto é evidente para todos (creio).
    Também é evidente que temos que nos mobilizar para que isso deixe de acontecer. Isto implica apoiar as forças sociais que pugnam por essa alteração – nas manif’s, no voto, etc.
    A questão, quanto a mim, e a razão para esta controvérsia toda, é se num momento em que o país manda os braços para baixo, desiste, capitula. Muita gente perde todas e quaisquer fontes de rendimento (sobretudo por culpa deste governo, é claro) devemos “atacar” alguém que apesar de tudo tenta fazer algo pela vida dele (e dos outros), que contribui para a economia e tenta dar a volta.
    Eu acho que não. Acho até que a esquerda devia apoiar este tipo de iniciativa (a que chamo individual mais que privada) porque as micro empresas de hoje podem ser médias empresas amanhã.
    Deve apoiar o crescimento destas empresas e a criação de condições para que estas surjam e cresçam. Porque se gerarem valor acrescentado poderão pagar melhor aos seus trabalhadores e contribuirão mais para o estado social que (quase) todos queremos manter. Porque se venderem hoje, poderão inovar no futuro, poderão investir em formação e isso será benéfico para todos.
    O que lhe parece?

  10. JJ says:

    Não costume participar neste tipo de debates, muito menos em blogs. Sem pretender atacar quem quer que seja, gostava que alguém algum dia fosse capaz de me explicar — com mais bonecos, para ver se eu consigo perceber — como é que se distribui riqueza (melhores salários ou, de forma mais genérica, melhores condições de trabalho) sem primeiro gerar riqueza. Já tentaram criar um negócio que gerasse riqueza e emprego? É que isso exige muitas privações, investimento das poupanças pessoais, muito esforço, muitas noites sem dormir, muito stress e, sobretudo, muito risco. Tudo sem o tal salário fantástico e sem a segurança no futuro laboral que entendem ser um direito adquirido de todos. Numa linha, aquilo que defendem é: trabalhem, semeiem, para nós colhermos… Por favor expliquem-me como é que num projeto empresarial que está a dar os seus primeiros passos se reúnem condições para dar atribuir grandes salários? Com o dinheiro de quem? Não estou a falar de cor: no projeto empresarial que integro, os sócios apostaram todas as suas poupanças para desenvolver a atividade que a empresa hoje desenvolve; passados 2 anos, a empresa ainda não gera resultados positivos, não reembolsou aos sócios um cêntimo das poupanças por estes investidas, luta desesperadamente, mês após mês, para assegurar vender os produtos que vende. Em todo o caso, apesar de os sócios nada levarem para casa, paga honradamente todos os salários. É verdade que não são elevados, mas é o que é possível a partir das poupanças dos sócios que todos os meses mantêm a empresa a funcionar… Por favor deixem-se de politiquice mesquinha e de chavões como “a defesa da miséria” e de agressões gratuitas, como a afirmação de “imbecilidades desumanas”. Não se fazendo omeletes sem ovos, fazem-se omeletes com os ovos que se conseguem arranjar.
    Não me parece que seja do interesse de ninguém a mensagem que passam e que, para quem não acompanha os devaneios ideológicos que professam, se resume a: Se não tens condições para pagar grandes salários, então fica em casa; joga playstation (ou às cartas se a não tiveres); joga à bola; engrossa a lista dos desempregados e fica à espera que alguém te ponha na mesa aquilo que não querem que procures por ti.

    • HB says:

      ora, se a empresa paga os salários das pessoas que lá trabalham isso é a melhor riqueza que ela pode criar,que é o seu valor social: essas pessoas podem viver do seu trabalho e podem distribuir a sua riqueza (mesmo que não seja muita) pela sociedade, comprando serviços a outros que por sua vez pagam salários a alguém; porém, se esses outros forem (pequenos ou grande) tubarões que estão a amealhar uma margem de lucro (ou mais-valia) excessiva face aos salários de quem trabalha nesses serviços, então esse dinheiro está a ser roubado a quem produz para ir para o bolso de alguém que vaidosamente se considera um “criador de riqueza” para si mesmo

  11. Orlando says:

    Só uma achega, o que a Raquel defendeu, é de facto o que está correcto. Talvez a maneira como o disse, não fosse a melhor maneira, não esquecer que o jovem tem 16 anos.

  12. Pingback: Tenhamos compaixão pelo sofrimento da Dra Raquel. | O Insurgente

  13. DJDRMIKE says:

    Grande Raquel! Sou um fã incondicional dos teus escritos! Uma abrço e continua.

  14. DJDRMIKE says:

    PS: já não me ria tanto com um Post! Simplesmente brilhante!

  15. Alexandra says:

    Conheço quem esteja desempregado e desesperado. Um emprego, ainda que precário, já dá para pagar contas a uma família modesta (modestíssima, se me permite o termo, mas dá). Está certo que o ordenado mínimo não é um bom salário, mas a verdade é que é melhor que nenhum salário, e iniciativas que resultem numa maior oferta de emprego são bem vindas.

    Só se queixa do salário mínimo, quem não sabe do desespero que é nem isso ter.

  16. Herberto says:

    Parabéns pelas intervenções num programa de televisão cada vez mais igual à sua apresentadora. Fiquei desiludido com a convidada e jurista Bárbara Rosas que, a certa altura, quis entrar desta maneira no debate: «O que estamos aqui a discutir é se queremos mudar de país ou mudar o país… que essa coisa de esquerda e direita não era necessária para o programa… (e mais adiante, virando-se para os três convidados da frente) aqueles já todos sabemos o que são». Só esta intervenção mostrou bem a mediocridade da jurista. Sem perceber, a jurista estava a mostrar que havia alguma diferença no debate: os que preparavam as suas intervenções e os que não preparavam, mas que compunham as suas indumentárias, bem como arranjos de maquilhagem para o programa.
    Para além de tudo aquilo que já foi dito, notei que o programa conseguiu mostrar um país dividido entre aqueles que investigam, lêem e não param de trabalhar, na procura de esclarecimentos que são importantes para a vida de todos; e os outros que não fazem o trabalho de casa, que riem, batem palmas e que falam quando têm de falar.

  17. carlos jácome says:

    Olá Raquel,não a conheço mas simpatizo consigo…vá-se lá saber porquê… também não me ocorrem ideias keinesianas mas ocorre-me uma velha piada de caserna…Os pais de um jovem recruta foram ver o seu Juramento de bandeira…durante o desfile militar os pais babados reparam que no pelotão em que o filho estava incorporado não marchavam todos com o mesmo passo simétrico…havia alguem que levava o passo trocado…babados de emoção, os pais comentam: olha, olha…o nosso filho, naquele grande pelotão, é o unico que leva o passo certo…
    Tenho a certeza que a Raquel não tem nada a provar…basta ler o que escreve…deixe lá…haja co fair play
    e deixe o puto brilhar…afinal todos temos direito a 15 minutos de fama..um xi

  18. Gambino says:

    Sinceramente, acho que não devias voltar a este tipo de programas, mas julgo que já deves saber isso. Neste formato de debates em auditório – a imitar uma coisa a que os americanos chamam Town Hall– é impossível transmitir uma ideia que não possa ser reduzida a um sound byte. Além disso, uma das principais regras dum programa de auditório é precisamente nunca nos dirigirmos ao auditório. È suposto ouvirmos o auditório com cara de idiotas e sem o interpelar, a menos que sejamos portadores de uma tragédia que suplante a de qualquer outro pessoa presente. Em suma é uma coisa que está a meio caminho entre o debate e o auto de fé. O que raio vais tu fazer a um programa destes!?!

  19. Duarte Rocha says:

    Já agora esqueceu-se de uma analogia mais real e plausível, no futuro que estes corruptos fascistas, estão preparar para todos nós, que é: “Engolir merda é, sempre melhor, que não ter merda nenhuma, para comer”…

  20. Pingback: Esquerda Martim | cinco dias

  21. Herberto says:

    É triste perceber que no site do You Tube, Raquel Varela é a mulher mais odiada e Martim o mais amado. Todos os comentadores que dizem bem do Martim levam os polegares para cima, ao ponto que a You Tube inglesa ou americana tem um pequeno filme que diz «P&C Martim over it» ou talvez, «Martim em cima do assunto, metendo a devida intelectual na ordem». Todos aqueles que defendem o actual estado de decadência do país e acham que o programa da «Troika» é o melhor, dizem que Martim deu um grande exemplo. Sem dúvida, um novo herói para os novos ou velhos tempos que se avizinham. Não tarda muito e veremos “t-shirts” com o Martim e uma frase do tipo «over it» ou calendários com o Martim e até mesmo, quem sabe, pequenos pirilampos mágicos, com a cara do Martim e um pequeno polegar esticado para cima.

  22. Manuel Jose Santos says:

    A linda e elegantíssima écharpe branca (será de seda?…) que a senhora que Dona Raquel Varela usava em redor do pescoço, não teria sido fabricada na China ou no BanglaDesh, por trabalhadores com salários de miséria, muitíssimo abaixo do salário mínimo nacional?

    • Raquel Varela says:

      Estimado,
      Não costumo responder a perguntas pessoais -como sabe não estava no programa a defender as virtudes da sociedade mercantil. Quem estava é que tem que responder por isso.
      Mas uma vez que tantas pessoas se interessam fica aqui:
      É de seda e fabricada em França. Compreia-a porque nem eu nem quem a fabricou ganha o ordenado mínimo. É sempre possível nivelar por baixo ou por cima. Chama-se escolher.

      • Narciso Soares says:

        Você sabe o ordenado da pessoa que lhe fabrica as écharpes?
        Isto é que uma consumidora informada 🙂

  23. Joana Dias says:

    Eu também não tenho instinto maternal nenhum para este tipo de “miúdos”.
    Nem é para ter porque ele não tem nenhuma espécie de sensibilidade para com os outros. “As miúdas mais giras”, “já não servem”… “ainda bem que ganham o ordenado mínimo”…
    A vida pode sempre ser pior – é melhor estar moribundo do que estar morto! (E é até questionável…)
    Se esta linha de pensamento não choca a mais incauta criatura de esquerda, então não sei!
    Mas querem lá ver que nós pensamos todos de forma igual aos 16 anos?
    Eu também conheço “miúdos” que pensam assim e outros que não. E regra geral, isso revela a nossa perspetiva política no futuro. E no presente, já agora! Encerra em si a nossa visão mais profunda do outro. Se nos importamos com ele ou só connosco.
    Gostava de saber se o Martim gostava de receber o salário mínimo, mas cheira-me que não…
    E, por favor, não me venham com a conversa de que só quem não tem dificuldades é que não percebe o quão importante é a diferença entre desemprego e salário mínimo. É óbvio que ela é grande… (e eu que o diga), mas esse é o clima de chantagem para que aquele que trabalha nunca sequer aspire a melhor salário, porque pode ir para o desemprego. É para isso que serve um «exército de reserva». [Uma notinha para os mais esquecidinhos: Bagão Félix – agora um perigoso esquerdista – em 2001, 2002 dizia que o problema de Portugal era ter emprego a mais! PORQUÊ?]
    Que as coisas são assim em capitalismo, é factual, não é opinião. Ser humano = mercadoria em economia de mercado. Se concordamos com isto ou não é que divide. Por mais que muitos digam que não, há quem viva bem com isto (e até deseje e se ache muito esperto) e outros que não dormem em paz com esta visão desumana da sociedade!
    Eu não consigo entender como é que em pleno seculo XXI, ainda continuamos com receitas «modernas» do século XIX. Ainda para mais, quando a clara maioria da população é vítima desta lógica económica, política, social.
    Na minha opinião, houve até muito cuidado a responder ao rapaz… comigo tinha sido pior!
    Atacar a Raquel é um mau sinal e um bom sinal: mau, porque a direitada ainda dá de si e quer – quais democráticos – calá-la (ainda pode “convencer” alguém… Até porque a “sacana” investiga e comprova o que afirma), bom, porque está a bater no sítio certo! Em vários sítios certos. E isso dói, não dói?!

    Nota: Concordo plenamente com o que o Herberto escreveu.
    Mas atenção: Bárbara Rosa! E não Rosas. Que não haja confusões 😉
    Constrangedor de tão fútil, arrogante, ignorante, impreparada… às tantas ainda insulta, lá pelo meio, o irmão – «o meu irmão com 23 anos quer lá saber da banca…».
    Só faltou dizer, mas sem ser irónica como o autor: «A tua política é o trabalhinho, não é, filho?!»
    Estou como a anta, mas em vez de Martins «Nós precisamos é de mais Raquéis» 🙂

  24. Mendes Lourenço says:

    Raquel já devia de saber que “É impossível ganhar uma discussão com um ignorante” . William McAdoo – Advogado Americano.

    • Manuel Jose Santos says:

      Raquel e Mendes Lourenço também já deviam saber ( e sabem-no bem, com certeza…) que é impossível ganhar uma discussão com quem inteiramente domina e controla o meio e o local onde essa discussão tem lugar. Como acontecia durante a ditadura de Salazar e nesse paraíso terrestre que era a União Soviética.

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