Over It! – Era uma vez um conto de fadas

Ou como o empreendedorismo acaba sempre por tropeçar nos próprios pés.

Quem tem idade para fazer negócios, tem a responsabilidade de responder às perguntas que se impõem. Quem é adulto para assinar contratos, importar, exportar e opinar sobre se é bom ou mau viver com o salário mínimo, diria mesmo, tem a obrigação de se explicar. O programa do Prós e Contras de ontem dará pano para muitas discussões, uma vez que a ignorância e a mentira não foram monopólio do espertalhão do Martim. Os acólitos da historieta do empreendedorismo um dia desistem de nos convencer de que pode haver negócio sem investimento e produtos baratos sem recorrer a mão-de-obra escrava ou sobre-explorada. Quem assina os contratos em seu nome? De onde vêm os produtos que ele importa? Quem lhe concedeu o crédito? O testa de ferro que o manobra e a turba de austeritários que o tornaram em mais um idiota útil da sua propaganda, deviam pelo menos ter poupado o adolescente ao marketing de guerrilha. Agora, no pico da onda do debate e com ele a ganhar interesse na sua substância, seria desonesto que a data de nascimento do intérprete – que até parece bom rapaz – de um negócio de sucesso, não fosse usada como pretexto para que se tirem todas as conclusões. A peta desculpa-se, a dele ou a de interposta pessoa, a falta de verdade não.

Sobre o assunto, ler também: “A Tragédia Social na Rede Social“, “A Falta de noção do ridículo“, “Empreende-dor-ismo“, “Raquel, do lado certo da História“, “Uma mão cheia de argumentos contra a ignorância“, “O Martim é bue da empreendedor“, “O salário Mínimo é uma Vergonha” e este testemunho.

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89 Responses to Over It! – Era uma vez um conto de fadas

  1. Galaicus says:

    Eu acho que há uma excessiva criminalização do rapaz. De certeza que para tirar mais-valia tem que utilizar mão de obra barata, mas a espertalhufa da rapariga que lhe fez a pergunta a escoa hipocrisia por toda a parte. Porque a roupa que ela leva, onde que foi feita? Com que meios? E ela que critica uma coisa, ao mesmo tempo contribui ao que critica? E faríamos a mesma pergunta ao resto de ofícios? Porque 99% das mais-valias derivam do trabalho alheio. E todos nós contribuímos a isso com o nosso comportamento. Os computadores com os que escrevemos, quem os faz?
    Se bem a resposta do menino sobre o salário mínimo responde à mentalidade escrava do povo português (que já me enjoa), também é certo que a pergunta da espertinha da Raquel foi muito estúpida naquele contexto.

    • Qual criminalização homem. Ele atirou-se (ou alguém o atirou) para o debate, e este não pretende mais do que provar que o caminho não pode ser a resignação, complacência ou elogio da vida abaixo dos limites da dignidade.

      • Galaicus says:

        Não, para mim o debate é se a Raquel foi oportuna com a sua pergunta ou não. Eu acho que não. Porquê não vai fazer essa pergunta a pessoas que mais a mereçam? Que vá perguntando ao padeiro quanto paga aos empregados, ou quanto recebem as pessoas nas lojas nas que ela compra. Mas não, preferiu perguntar a um menino com 16 (16!!, como diz o Renato) anos.

      • Não vejo que um adolescente que tem o direito de ser empresário não possa ser interpelado, de resto, com um assunto com toda a pertinência.

      • DSS says:

        “Elogio da vida abaixo dos limites da dignidade”? Por favor. O puto limitou-se a constatar uma Verdade. Resultado: a comandita cai-lhe toda em cima.

      • Não seria melhor confrontar-se a a mentira com a verdade?

  2. João S. says:

    Segue o comentário que deixei no Aventar porque não tenho muito tempo para tanta palermice junta, mas sempre lhe respondo a uma ou duas perguntas sem saber quem é o Martim e se é empreendedor ou não. No fundo, não é isso que está em questão, ele até podia ter mentido deliberadamente que as perguntas da sua colega de blog seriam ridículas na mesma.

    “Falar sem saber é que é bonito. O Martim provavelmente também não sabe de onde realmente vêm as t-shirts, mas o seu fornecedor é nacional e portanto cria empregos por cá.

    A empresa é Maudlin Merchandise de Aveiro e as caixas vêm de lá para a Over It. Como sei? A própria empresa no facebook denunciou-se em apoio ao Martim e eu já recebi material da mesma empresa nessa mesmas caixas.

    E sim, também cria uns trocos aos tipos dos correios.

    Mais alguma pergunta ou o nano-micro negócio do Martim precisa de lhe esclarecer mais alguma coisa? Provavelmente, terá as de fazer a ele que eu só sei duas ou três coisas sobre a Maudlin.”

    • Naturalmente que sobram perguntas. Quem, com idade para isso, passa a factura? Quanto ganham os trabalhadores da indústria textil, cá e onde ou onde quer que a empresa importa a roupa? Onde foi o rapaz buscar a soberba para falar de quem vive com o salário minimo com tanta propriedade?

      • LM R says:

        Não vejo o puto empregar a tal soberba, mas enfim. E ouve: o salário mínimo não é uma conquista importante, precisamente por ser melhor do que menos? Claro que não é suficiente; mas a sua existência parece-me ainda um dado bastante positivo para milhares. Dizer que quem o recebe está melhor do que se não recebesse um tostão não é justificar a exploração mas apenas dar razão a quem lutou (e conseguiu) pela existência de SM.

      • João S. says:

        A segunda não é ele que é culpado (sejam bons ou maus salários)… mas agora cada empresário deve controlar o nível salarial das empresas fornecedoras? Está tudo louco?

        A última, viu mal o debate. Ele não abordou o tema do salário mínimo, a sua colega é que quis fazer bullying político em directo e o seu instinto deu em dizer uma frase que acaba por ser indesmentível.

        Mas para vocês é preciso mesmo fazer um desenho de onde está o ridículo da situação.

      • João S. says:

        * instinto de defesa.

        Vocês que gostam muito de se armar em advogados de defesa dos mais «fracos» devem saber que o Martim não quis propriamente dissertar uma tese sobre o salário mínimo. Viu-se confrontado com um interrogatório idiota e respondeu como se lembrou. Pasme-se, o que disse até é indesmentível qualquer que seja a opinião sobre o SMN.

        Mas vou ali abrir o paint para ver se me explico melhor.

      • Pergunta estúpida? Porquê? Não lhe parece importante saber de onde se importa e que processo económico impede a democratização do empreendedorismo? É que nem todos têm a facilidade que o jovem teve para conseguir o capital inicial. Se ele sabe que essa parte lhe caiu do céu não deve importar-se de saber como é que ele se multiplica.

    • Raul Lima says:

      O puto é um génio…..com tantos com os nºos de empreendedores insolventes diariamente (veja estudo hoje divulgado pela COCEC) este miúdo, de apenas 16 anos revelou-se um estrondoso sucesso. A estampagem de camisolas que até frinchising tem vai explodir….Não sejam tontos…não defendam o indefensável…..os insolventes devem ser todos burros e no mínimo nabos. empreenderam e tramaram-se coitados….enquanto a UE não alterar regras, enquanto a ASAE não alterar procedimentos, enquanto a banca não apoiar de forma séria empreendedores, acham mesmo que é este o caminho? Será que a senhora que até sabe fazer bolos, até sabe fazer salgados, pode ter iniciativa, sem que a ASAE e o fisco lhe apertem o garganete? ainda ontem a Autoridade tributária fez sair mais uma notícia no sentido de que vão aumentar inspecções ao comércio e á restauração (ambos sectores estão de rastos) e acham mesmo que e pode defender o que este puto defendeu?….quem o apoia financeiramente? sim, porque para investir há necessidade de ter capital. foi a banca? com 16 anos é ele que assina contratos com empresas? pode ele contratar alguém para lhe prestar serviços como trabalhador? coitado do puto,, não tem culpa nenhuma da malvadez do BCP e de José Manuel Fernandes que o tornaram uma “estrela”, quando inclusive os seus colegas de escolas o questionam?

  3. Automático for the people says:

    Quais conclusões? De que um miúdo de 16 anos (16 anos!) que faz tshirts para amigos numa fábrica em Portugal tem de ouvir uma seca por causa do que a Nike ou a Zara ou a Adidas fazem no Bangladesh? Não sejam vocês os idiotas úteis da vossa própria propaganda.

    É que é tão ridícula a comparação como o miúdo querer abrir um restaurante em Oeiras e alguém como a Raquel dizer que é uma vergonha o que está a fazer porque há crianças em África que não comem.

    • Não. A idiotice é sequer ter que haver debate sobre algo muito simples, até para um miudo de 16 anos (16 anos!).

      • Bruno says:

        A maior idiotice foi a deixa da SENHORA DOUTORA Raquel Varela, que nos proximos tempos vai pensar meia hora antes de proferir barbaridades. Vejo muita dorzinha de cotovelo por um puto de 15 anos (que foi quando começou) ter tido uma ideia original, algo que não ensinam nos colégios privados com as propinas pagas pelo papá. Mas vá o culpado sou eu por achar que é melhor trabalhar a ganhar o salário minimo e produzir algo para o país do que acordar ao meio dia e ir aos correios buscar o cheque do RSI.

      • Está preparado para tudo. Está visto. Até para quando lhe disseram para trabalhar pela tigela de arroz. Assim é que se enfrenta o futuro. Muito bem!

      • pho3nix says:

        Ideia original? Onde? A estampagem de camisolas já existe a anos. O Cão Azul faz disso negócio desde que eu me lembro de ser gente e já tenho 30 anos. O miudo não esta a criar roupa, esta a pegar em camisolas e a estampar o nome Over-it acham isso um negócio? Qualquer “idiota” hoje em dia faz isso com um pouco de marketing social vende às centenas. Dou valor por querer ter a sua independência. Mas não chamo aquilo ser empreendedor.

    • Paulo Marques says:

      A questão não é só no Bangladesh, é em todos os países em que os trabalhadores têm um salário que pouco mais que dez euros por mês e alguns trabalham para ter uma tigela de comida ao fim do dia só para conseguirem sobreviver,
      Não é só as grandes marcas que fazem isso, são praticamente quase todas que conhecemos.

  4. JP says:

    Desculpe Renato, mas não concordo. A verdade é que a Raquel, com aquela perguntinha populista e demagógica tentou fazer um número “para a bancada” e mostrar que o Martim era um explorador. Saiu-lhe mal, deu um tiro no pé MONUMENTAL e, com isso, só conseguiu fazer um serviço às forças que combatemos.
    Porque repare:
    1. Em momento algum o Martim faz qualquer apologia dos baixos salários.
    2. Não lhe compete a ele saber quanto ganham os trabalhadores de uma empresa que subcontrata, ou acha que sim? Se o Renato tiver uma empresa faz algum sentido andar a perguntar a uma outra empresa que lhe presta um serviço quanto ganham as pessoas que lá trabalham? Acha que eles lhe dam a informação? Imagine que tem um gabinete de arquitetura. Perguntaria à empresa de topografia quanto ganham os seus trabalhadores? Acha que isto faz algum sentido? Enfim, é tão evidente que nem vejo como se pode achar isto razoável.
    3. Ao criar um negócio próprio, no futuro, talvez ele possa crescer e ter mais valor acrescentado. Nessa altura talvez ele contrate empresas mais especializadas e que paguem mais aos seus trabalhadores. Nessa altura este esforço inicial compensará para todas as partes. Acha que as empresas começam de raíz a pagar o que querem aos trabalhadores ou apenas a pagar o que podem?
    4. O salário mínimo não é definido pelo Martim e este nem tem forma nenhuma de o alterar (uma vez que nem idade para votar tem). Faz sentido dar-lhe o “chazinho” insuportavelmente moralista da Raquel?
    5. Mesmo que a empresa textil pague o salário mínimo aos seus trabalhadores, alguém está lá forçado? Não foi de comum acordo? Não é uma relação laboral legal e legítima?
    6. Como comentário final gostaria apenas de fazer um exercício. A Raquel, que tantas vezes fala “de cátedra” podia fazer o seguinte exercício para perceber se é uma pessoa sustentável, ou não. Quanto é que já recebeu em Bolsas? Quantos livros já vendeu? Qual a margem líquida de cada livro? O balanço do somatório disto é positivo ou negativo? Agora, à luz das suas convicções só pode concluir que se for positivo é porque está a explorar os trabalhadores da gráfica, da distribuição, das livrarias, não é?

    • A Raquel fez-lhe uma pergunta, tão simplesmente, se tem noção do que é preciso e o que é que implica o sucesso do seu negócio. Ele, não só não tinha noção, como articula a imbecilidade de justificar o salário mínimo como o mal menor de uma sociedade que não dá aos trabalhadores mais do que o dinheiro que precisam para conseguir trabalhar.

      • JP says:

        Caro Renato, das 6 perguntas respondeu a … nenhuma.
        Acrescento que em momento algum vi o puto a justificar ou a defender o valor do salário mínimo (pelo menos nos vídeos que vi) como o Renato (e outros) diz que ele faz.
        Pode argumentar-se contra o que ele diz mas não me parece bem crucificá-lo por uma coisa que ele manifestamente não disse.
        Quanto à pergunta. Todos sabemos que a pergunta não era inocente e, por isso, estava longe de ser uma “simples pergunta”…

      • Uma simples pergunta que está a gerar um debate necessário. Poderia ter sido melhor?

    • SD says:

      Excelente observação.
      O comentário de Raquel Varela será coerente, se os livros que a mesma tiver produzido para venda ao público das duas uma: ou tenham sido produzidos via gráficas e empresas onde tod@s trabalhadores ganham acima dos 475€ ou que os lucros e resultados destas vendas sejam doados na totalidade a estes trabalhadores se forem assalariados de 475€. Uma postura que é sinónimo do elitismo, falso moralismo de, alguma, esquerda no nosso país.

    • manfio says:

      claríssimo, JP.

    • JR says:

      Ilucidando em relação aos salários da empresa que contrata, acho pertinente ler o press release da mesma:
      http://www.maudlinclothing.com/blog/o-caso-do-martim-visto-por-dentro/#more-1872

  5. nice2you says:

    Realmente a discussão que um puto com algum rasgo causou. Ele apenas limitou-se a aproveitar o que o mercado oferece, quantos de nós trazemos e compramos produtos, à custa de trabalho “escravo”? Será que não teve valor a resposta que ele deu aquela senhora? Dra. Raquel Varela vive e viveu sempre à custa dos impostos que os trabalhadores com salário mínimo descontaram, nunca a vi preocupada por subsistir à custa do estado.
    Deixem o puto em paz, pois precisamos de jovens assim, com o tempo de certeza que irá pagar mais do que o tal mal afamado salário mínimo.

    • Irá? Porque razão? Se a alternativa dos trabalhadores é o desemprego, e isso é muito pior que viver com o salário mínimo?

      • nice2you says:

        O futuro será sempre imprevisível, contudo uma mentalidade como a do Martim poderá augurar algo de bom, talvez se aperceba que colaboradores felizes, aumentam o desempenho. Quanto à afirmação dele, penso que é a mesma de muitos trabalhadores, daqueles que tem de pagar contas e dar alimentação aos filhos (mundo real) que mesmo com qualificações superiores, se sujeitam a ser caixas e repositores em part-time, ou emigram em condições precárias e sujeitando-se a ganhar menos do que os residentes. A culpa é de todos e não tentem crucificar um puto que apenas se tentou desenrascar.

      • Sem dúvida. Como dizia o outro, é preciso ver o lado bom da vida: http://www.youtube.com/watch?v=SJUhlRoBL8M

  6. António says:

    Renato, chega de fugir à questão:

    Onde é que são fabricadas as roupas, e ipads, e brincos, e sapatos, etc que a Raquel Varela e você usam?

    • Em cima das costas dos trabalhadores no chão de fábrica, naturalmente. Que são sobre-explorados para dar lucro a quem compra e vende. No fim, para que tudo aconteça sem obstáculos, paga a dobrar o consumidor, que malogradamente não vê o dinheiro que pagou pelo produto chegar a quem mereceria a maior fatia da mais-valia gerada. Percebeu agora o busilis da questão?

      • António says:

        Finalmente! Você finalmente admitiu que você e a Raquel Varela consomem sem pudores produtos fabricados por pessoas que ganham o ordenado mínimo, e muito menos, em Portugal e no estrangeiro! Produtos que dão lucros a mega corporações.

        A sua hipocrisia é clara! Pelo menos para mim.

        Já sei que você consegue ainda achar-se vitima de contribuir para o que você chama de “exploração capitalista”. Tudo bem…seja feliz.

      • Naturalmente. Nós e o Martim. A diferença é que porventura não lucramos com isso e ele, porventura, que era daí que lhe chegava a mais-valia. Vamos todos mais instruídos para casa.

      • Infinitiva says:

        Se pagassem bem aos funcionários também os preços para o consumidor subiriam (ou pensa que os intermediários reduziriam as suas margens de lucro para ajudar os trabalhadores?). Assim, também nós (eu, o Renato, a Raquel, o Martim…) ao compramos produtos que são baratos devido à exploração dos trabalhadores fabris, ganhamos com esta “exploração capitalista”. Somos todos hipócritas.

      • Haverá seguramente muita contradição entre ser contra um modelo económico e viver nele. Recorrer à mistificação é que não contribui nada para combater a hipocrisia.

  7. Martinho da Vila says:

    Renato, get over it.

  8. miguel says:

    Pergunto lhe quanto ganha a senhora que lhe limpa o escritório? O quanto paga aos seus empregados a empresa que produz o seu computador ? Ou quanto paga a empresa que lhe edita os livros ?
    E tem mesmo de chamar espertalhão ao Martim?
    Não ouvi o Martim defender que o salário mínimo era justo, mas como diz o Daniel Oliveira “o pouco é melhor que o nada” e julgo que ninguém no seu perfeito juízo defenderá que o salário mínimo é suficiente.

    • Não dizem que é suficiente, mas deixam perceber que é, não só aceitável como uma inevitabilidade que até devemos louvar, assim seja apresentada por um jovem com estilo e cara laroca.

      • miguel says:

        Mas e sabe quanto ganha a senhora que lhe limpa o escritório? quanto pagam as empresas que lhe constroem o pc onde escreve?
        O Martim não defendeu que o salário mínimo era justo, mas sim que é melhor pouco que nada.
        Cabe-nos a nós como sociedade tentar que esse pouco seja cada vez menos pouco.
        E sim acho que este governo tem feito exactamente o contrário.

      • Não lucro com isso mas se o fizesse, digo-lhe com franqueza, seria certo que lhe dava a resposta.

      • miguel says:

        Não lucra, mas poupa de certeza, que é o lucro do cidadão privado

      • Exactamente. Faltou apenas dizer que a sua poupança não é feita nem às custas do consumidor – que compra barato e tudo – nem pelo distribuidor, que tira, provavelmente, a maior fatia do lucro. Sai uma estátua a quem produz o tecido têxtil!

      • Martinho says:

        Jovem com estilo e cara laroca? Só se for a Raquel.

      • Também é. Bem observado.

  9. Filipe Martins says:

    Renato, acho a tua posição contra os argumentos do Martim muito desadequada. O Martim é um exemplo para todos. Não confundas empreendedorismo com a luta de classes. Vê o artigo do Daniel Oliveira que me parece ter uma postura bem mais acertada.

    http://expresso.sapo.pt/martim-neves-raquel-varela-e-o-pronto-a-vestir-da-luta-de-classes=f808599

    • Vi o artigo do Daniel, como também o artigo do Lavos e não vejo, num e noutro uma maré cheia de resignação, ainda menos polida do que a do Martim, à lógica do salário mínimo. Ninguém disse que é melhor viver sem nada do que com pouco, o debate é se, como o faz o Daniel e o Lavos, nos devemos contatar com isso.

  10. HP says:

    Quem não tem argumentos “manda abaixo”. É o que este artigo faz.

    • Quem não tem argumentário, inventa. É o que este comentário faz. Não quer mesmo acrescentar nada ao debate?

      • Martinho says:

        Isto não é justo. O Renato nunca perdeu um argumento até hoje. Isto é como aqueles casinos em que a casa ganha sempre. A malta só serve para meter moedas.

  11. Natália Santos says:

    E que tal irem, bater em gente do vosso tamanho ? Parecem aqueles rapazolas a atacarem os miúdos mais pequenos e mais fracos, mesmo que eles não tenham feito nada que o justifique. Há só uma coisa positiva neste debate : Obrigou-vos a tirar a máscara e assim ficamos a conhecer a vossa fealdade.

  12. Who knows says:

    Vou deixar aqui uma coisa bastante interessante … que encontrei num forum … uma imagem bastante interessante, para quem diz que a roupa é feita em Portugal …

    http://aventadores.files.wordpress.com/2013/05/483707_354116918027820_251171334_n.jpg?w=640&h=856

    Uma empresa belga de distribuição de roupa? A B&C -> http://www.bc-collection.eu/en/index.php

    Então mas a roupa é feita em Portugal? Como ele afirmou?

  13. Pingback: Raquel escreve a Martim | O Comité

  14. João M says:

    Renato, parece-me ridículo aquilo que disse. Este jovem simplesmente teve uma ideia e pôs-la em prática, gera riqueza. O que é que seria normal para si? Que depois da espectacular pergunta daquela parasita da sociedade portuguesa o martim lhe desse razão e disse-se que ia acabar com a empresa porque os trabalhadores das empresas que ele subcontrata só recebem o ordenado mínimo e isso é injusto?!? Quando falam de jovens desempregados são todos uns coitadinhos, este que pelo menos, sendo rico ou não, tenta fazer alguma coisa pela sua vida, já é um fascista porque usa trabalho “escravo”.

    • Que tenha consciência disso e, que aos 16 anos, não seja tão conclusivo sobre como é que se vive ou deixa de viver no desemprego ou com o salário mínimo.

      • Narciso Soares says:

        Então alguém que pretenda abrir uma empresa na indústtria têxtil e que tenha um fornecedor português (não me refiro à empresa do Martim) deve-se certificar com antecedêndia que o fornecedor paga mais que o salário mínimo aos seus trabalhadores?

      • Não necessariamente, até porque pode não ter resposta. Não deve é por isso tecer loas a um salário indigno, justificando que no desemprego se vive com menos. Já viu onde é que esse raciocínio acaba?

      • Narciso Soares says:

        Mas onde é que ele disse que o salário mínimo era digno?
        Essa parte escapou-me.
        Proponho-lhe o seguinte exercício: Suponha que você cria um negócio e contrata dois trabalhadores aos quais paga mais do que o salário mínimo. Algum tempo depois descobre que um dos seus principais fornecedores paga o salário mínimo aos seus trabalhadores. Se você decidir deixar de comprar produtos a esse seu fornecedor, a sua empresa corre sérios riscos de fechar arrastando para o desemprego os seus dois funcionários. O que decide fazer?

      • Narciso Soares says:

        E você sabe?
        Tem alguma dúvida de que de facto se “vive” melhor com o ordenado mínimo ou sem ele?
        Curioso que pede a um rapaz de 16 anos que não seja tão conclusivo. Veja que a doutora Raquel do alto dos seus 30 e alguns é altamente conclusiva a uma data de assuntos…

      • Sei. Como sei que se vive melhor sem ele do que no tempo da escravatura. Isso justifica que não se deixe claro que é um valor ridículo?

      • Narciso Soares says:

        Ah, ok, pelo menos concorda que é preferível ter o salário mínimo do que não ter nenhum salário.

      • Isso nunca foi polémica. Polémico é, à conta dessa evidência, defender-se o mal menor como estado superior da inteligência empreendedora.

      • Narciso Soares says:

        Olhe que se calhar você e o Martim tem mais semelhanças do que aquilo que você julga.

      • Rui Sousa says:

        Tanta defesa da tua amiguinha ò Renato… Vão mas é trabalhar!!! Doutores que sabem tudo sobre o trabalho e ordenados minimos sem nunca terem realmente trabalhado… Chulos é o que vocês são e à procura de notoriedade sem esforço…

      • Os doutores trabalham, mas percebe-se que ainda não o tenha descoberto.

  15. João says:

    Mas o 5 Dias é contra o salário mínimo ? Que figura de parva fez essa Raquel

  16. martin e raquel em versão dura ou soft sendo que pouco me importam os negócios alheios , só não gostei de ver o triste espectáculo de vendas em directo e promoções afins numa RTP que dizem alguns é pertença do tal serviço público onde parece que há quem não queira que passe promoções e publicidade.
    Fiquei pois a saber que o prós e contras passou a ser a melhor agência de emprego para meninus finus e de direita que entendem que a exploração de meninas e de trabalhadores é ke
    tá dar. Serviço público onde? Ah pois serviço sim mas só para alguns.
    Ele há mesmo gente que faz de tudo para manter o jobe e os privilégios de monta.

  17. João A. Grazina says:

    Alguém encontrou um quadro com um menino de 16 anos a fazer roupinhas e resolveu levar à televisão. Coisa mai linda! Dêem-lhes o quadro do menino da lágrima: vão achar o máximo.

  18. Xeives says:

    Qual a novidade? “Os filhos são à imagem dos pais, tal como os cães à imagem dos donos”. Este puto representa a sociedade que conheço, se calhar alguns têm a ilusão que a conhecem e ficam espantados por ouverem isto. Acho de grande falta de imaginação, até que é um baixar de braços, estarem a bater num puto perfeitamente normal com padrões éticos normais para o País onde vivemos. Vão para Loures, Moscavide, Damaia, Cacem, se querem mudar alguma coisa, é ali que vão/vais perceber e não confortavelmente instalado numa cadeira e PC feito por mão de obra escrava.

  19. ACF says:

    Vai ter que ser: f%&$-se que é preciso ser muita calhorda para continuar com este tema.

    Vão perguntar a alguém no Vale do Ave se preferem estar desempregados ou a receber o SMN.

    Acho engraçadíssimo falar à boca cheia de se representar e defender os interesses das pessoas que recebem o SMN ou que estão desempregadas quando se tem emprego garantido e royalties de livros (que nada mais são que uma renda uma vez que o trabalho está concluído).

    A Raquel Varela por acaso sabe quanto recebem os trabalhadores das gráficas que imprimiram os seus livros? Ou quanto recebem os trabalhadores das livrarias?

    E a roupa dela, de onde vem?

    De hipocrisia (e não boas intenções) está este país cheio. As boas intenções emigram e criam postos de trabalho na Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, Suíça, Espanha, etç, etç.

    • Narciso Soares says:

      Cuidado,
      Olhe que esta malta da esquerda mais chique fica chateada com o seu comentário e dessa forma continuam a escrever uma data de discursos vazios de ideias carregados com um pseudo intelectualismo execrável.

  20. Pingback: cinco dias

  21. Rui Soares says:

    Todos os fracos encontram desculpas para a sua incapacidade de sair do laxismo a que se submetem

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