Uma mão cheia de argumentos contra a ignorância


A Raquel e o Ricardo já disseram muito do que havia para dizer, sendo que me resta apenas acrescentar que a resposta da Raquel, no vídeo acima, deve ser ouvida muitas vezes, sobretudo pelo Martim, para que não se volte expôr ao risco de ser mais um idiota útil dos bantustões do pensamento único. A imbecilidade tem sempre água no bico e a água do bico do senhor José Manuel Fernandes, do Microcrédito do BCP ou da senhora que lamenta que os seus filhos sejam socialistas, sabemos bem qual é. Mas felizmente que o charme dos cisnes rapidamente se esbroa no encanto de uma qualquer Pépa de serviço. É esta a sua geração fetiche, fútil mas esperta, vaidosa mas sem uma nesga de inteligência crítica. De preferência com uma mão na trela do Zico e outra na mão da Bárbara Rosa, seguem contentes a cantar loas ao desastre. A culpa é sempre de todos no geral pelo que, ora pois, a responsabilidade deve ser partilhada. Enchem a boca de valores e de ética, na boa tradição do nacional socialismo, e papagueiam, vezes sem conta, que andam a viver acima das possibilidades que, insistem, devemos pagar duas vezes. À ausência de argumentos capazes de rebater a racionalidade do não pagamento da dívida, a incapacidade de provarem que o controlo privado da produção é melhor do que o colectivo e de refutarem a evidência que somos nós os credores do Estado e da Banca e não o contrário, sobra-lhes apenas o cinismo. A razão pode sempre ficar para depois, mas apenas na mesa dos que não têm o tempo a conspirar contra o estômago.

Microcrédito MartimJMF Martim

Veja aqui todo o debate do Prós e Contras.

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76 Responses to Uma mão cheia de argumentos contra a ignorância

  1. sfp says:

    Não é só montante do salário mínimo que esta em questão, (todos queremos ganhar mais), mas sim a forma e modo da intervenção da Drª Raquel Varela … Eu só tive uma duvida … se os dados foram estudados dentro de um “vácuo” ou se passou pela realidade de tantos ao procurar esses dados?

    Realidades deste país que acho não estarem incluídos nos seus dados … pois eu não reconheci o país… de que se falava!!?

    Acho que a realidade e bem mais perturbante e dura do que tentou apresentar. Onde para muito um salário mínimo e pão para boca !!! (e claro que sim …queremos ganhar mais!!!)

    E portanto só pensar que os dados que estudo, já estão desactualizados ??

    Não acho que esta intervenção promove empreendedorismo, (nem o país, e já há muito tempo. Diga-se de passagem. Só posso rir quando oiço o Presidente dizer aos portugueses para ser empreendedores. O que? Neste sistema viciado de cunhas, com estas leis que só penalizam em vês de facilitar ???! ) … até na intervenção do “messnger boy”, eu não achei que a Senhora estive bem ou entendesse o que esse jovem com muita coragem tenta fazer com nada !

    Sai do escritório e venha para realidade… observar falar e seja empreendedora… de pois falamos. Ou então arisca-se a passar por ignorante, que seria verdadeiramente triste.

    “o povo” … esta a espera que o governo (colectivo) … resolva os seus problemas … para que o povo não tenha de fazer nada.

    enquanto o Martim … foi a luta!

    porque o colectivo / povo / estúdios etc, etc.. estão-se a borrifar para ele!

    e isto é a marca de um empreendedor !

    “o povo” … este sim é o único ignorante !

  2. Dezperado says:

    Quando um puto de 15 anos cala a xor doutora, não ha muito a dizer. A esta hora, espero que a Raquel tenha noção do ridiculo que foi a sua intervenção. Eu sei que vos faz confusão o empreendorismo. Se o puto dissesse que nao fazia nada….e andava só nas manifs…ai a Raquel batia-lhe palmas!

    Ainda por cima, a lógica da Raquel foi das mais basicas que existe. Será que ela não vai a uma pastelaria beber um café, porque o jovem que lhe atende recebe o ordenado minimo?

    • Não imbecil Dezperado. O problema não é o salário mínimo ser melhor que o salário zero – que de resto, pelo que nos habitou, deve defender. A questão é defender o salário mínimo como a via para tornar possível o empreendedorismo e deixar que nos contentemos apenas com o salário que mal financia a reprodução social e biológica. É pouco, mas é normal que quem tem mais não dê por falta disso.

      • Automático for the people says:

        Ninguém defendeu o salário mínimo como forma de sustentar o empreendedorismo. Como ninguém atacou (ainda) o Estado por levar quase todo o dinheiro que os empreendedores fazem em impostos.

        E você tem alguma dúvida de que faz mais dinheiro o trabalhador que fez as tshirts do que o Martim a vendê-las? Contra isso não o vejo reclamar.

      • Não tenho dúvida nenhuma. O Martim gere um negócio. Quem faz as t-shirts no Bangladesh é sobre-explorado, no máximo, a vinte dólares por semana.

      • Narciso Soares says:

        Aconselho-o, caso ainda não o tenha feito, a ir ao seu guarda-fatos e ver nas etiquetas das roupas, o local de fabrico…

      • De certeza que os empreendedores que a vendem não gastam um minuto a dar explicações juvenis.

      • oberon says:

        acho que o Martim não defendeu “o salário mínimo como a via para tornar possível o empreendedorismo”. quis entalar o puto com a China e saiu-lhe o tiro pela culatra…

      • Bangladesh, onde as crianças (essas sim crianças) as produzem por vinte dólares por semana. Criar moda em Cascais pode ser legítimo, mas lembrar que é feita nas costas da exploração do trabalho infantil parece-me substancialmente mais importante.

      • Dezperado says:

        Imbecil Renato (gostava mais quando voces se tratavam por camaradas)….Voce assim como a Raquel gostam de colocar palavras na boca dos outros. Viu-me defender que o salario minimo deveria ser a miseria que se paga em Portugal?????

        A Raquel poderia ter levado esse assunto para o debate, mas nao interrompendo um puto que vende umas camisolas, que nem empregados têm para ser acusado de exploração.

        Por essa lógica, voce não deveria usar esse portatil, sabe quanto ganha o trabalhador na China que fez esse portátil??? Sabe quanto ganha o trabalhar que fez esses sapatos que têm calçado????

        O problema de muita gente, é não conseguir adimitir quando cai no ridiculo.

      • Imbecil desesperado, esse foi precisamente o argumento. É preciso saber o que faz baixar os salários, não justifica-lo ou beatificar a desvalorização com base no “há e tal, o desemprego é pior”.

    • kur says:

      E,que ideia ‘original’ e dinâmica’ e de ‘sucesso’.Vender roupa da moda, a baixo preço.Mas,isso já se ‘faz’ nas feiras!eheheh é ‘alta’ tecnologia! O outro ’empreendedor’ pôs um dínamo e pouco mais e,um moinho de vento.De facto,já não tinha essa ideia desde criança….

  3. Sobre o rapaz em si de 16 anos, ele prefere desenrascar-se, a ser mais uma vítima do sistema capitalista. Tem mérito por não querer ser vítima. Tem uma competência rara para o desenho e é bom observador. Ora, o sistema capitalista em si, que aproveita destas competências ou outras, é bárbaro, porque recorre a salários próximos do trabalho escravo. O salário mínimo em Portugal é próximo do trabalho escravo, considerando o custo de vida. Quem ganha o salário mínimo em Portugal ou vive em casa dos pais ou num casamento em que a outra prte ganha razoavelmente bem ou não consegue sobreviver.
    E já agora, o José Manuel Fernandes é o ex-director do jornal Público que tinha a certeza de que havia armas de destruição maciça no Iraque?
    Mas, a Esquerda tem que inventar novas ideias, caso contrário o capitalismo será cada vez mais selvagem.

  4. O Martim fez-me lembrar um filme que vi há muito tempo, “A Escolha de Sofia”, em que a protagonista foi obrigada por um oficial nazi a escolher qual das filhas iria para um campo de extermínio e qual se salvaria – sob pena de irem as duas para o campo de extermínio.

    A escolha entre o desemprego e um salário de miséria é uma escolha cruel. E não é uma escolha livre, porque é imposta depois de todas as outras alternativas terem sido sistematicamente, friamente eliminadas (o oficial nazi poderia facilmente ter feito com que ambas as filhas de Sofia se salvassem).

    O Martim, na sua inocência, limitou-se a reproduzir uma das “evidências” que o poder neoliberal tem conseguido introduzir no senso comum. E quero crer que o aplauso que recebeu tenha sido igualmente inocente. A “evidência” não deixa por isso de ser uma mentira obscena. Veiculada por gente como o José Manuel Fernandes, que é tudo menos inocente.

    • Carlos says:

      Está errado José. O empreendedor diz: eu faço-lhe uma proposta, e se não aceitar, eu saio de cena (é como se nunca tivesse aparecido). Já o nazi é precisamente ao contrário.

      • O empreendedor faz uma proposta… no sentido imortalizado no “Padrinho”: uma proposta que não se pode recusar. Porque todas as alternativas foram previamente eliminadas pelo poder político até só restarem uma má e outra pior. É como no início da Revolução Industrial em Inglaterra: primeiro expropriava-se ao pequeno agricultor, pela força, do terreno que cultivava e onde tinha uma ou duas cabeças de gado; depois fazia-se-lhe a “proposta” de ir trabalhar para a fábrica. Ou em África: se um homem se conseguia sustentar e à família mercê da sua actividade independente – o “empreendedorismo”, lá está – aplicava-se o “imposto de palhota” para que fosse obrigado a ir trabalhar para um patrão. Este padrão – cercear as alternativas para depois fazer “propostas” de modo que as pessoas aceitam “livremente” trabalhar por um salário – está na génese do sistema capitalista, é o seu crime original e continua a ser o seu modo de operar. Outra coisa engraçada é que este sistema, que se reclama do valor sagrado da propriedade privada, nunca hesitou em roubar às pessoas a sua propriedade de modo a torná-las suficientemente pobres para aceitarem – “livremente”, claro está – qualquer salário. A única diferença é que os economistas do século XIX, mais honestos ou mais descarados que os do nosso tempo, não se coibiam de dizer explicitamente que era precisamente isto que era necessário fazer. E por razões da mais alta e impoluta moralidade, já que o principal problema da sociedade era então, como hoje, a preguiça dos pobres.

      • Carlos says:

        Óh José, diga-me um país desenvolvido que passou de ser um país maioritariamente agrícola para industrializado e não tenha passado pela situação que passa hoje a china? Eu não conheço nenhum. Aliás, porque razão os chineses do campo (que vivem de forma verdadeiramente miserável) vão para a cidade para trabalhar nas fábricas onde são ‘explorados’, como o senhor diz? Porque razão eles tomam esta alternativa, afinal eles sempre podiam cultivar a sua terra?

        “nunca hesitou em roubar às pessoas a sua propriedade”, roubar como? Não entendo, a sério. Se eu faço uma proposta a alguém de me vender as suas terras, isso é chamado roubar? A pessoa tem sempre a hipótese de continuar a fazer o que sempre fez, trabalhar na sua terra. Porque razão ele muda, se não é para melhor, já que é uma escolha dele.

  5. sfp says:

    Mudem o sistema que claramente não funciona … e não critiquem o jovem empreendedor.

    Só que criticar e pormos abaixo o jovem e mais fácil, … do que mudar o sistema que não funciona …(não é?!)

  6. Santiago says:

    Só uma pergunta: A “empresa” do “empreendedor” Martim paga impostos?

  7. Rui Sousa says:

    O Miguel foi à luta com os salários do Bangladesh. Ok. Este computador onde escreve foi produzido em…. E a roupa que utiliza, também foi fabricada em que país do continente asiático? E com que salários dos trabalhadores? Falos Moralismos nos dias que correm não fazem entrar um cêntimo nos salários dos trabalhadores. Nem mesmo quando ditos por pós-doutorados ou coisas que tais. O salário mínimo é o que muitos pequenos empresários conseguem pagar hoje em dia. Tentem abrir um negócio, e depois conversamos. A cabeça enfiada em livros não resolve todos os problemas.

    • “O Miguel foi à luta com os salários do Bangladesh.” É sobretudo isso que ele deve reter, e se o aprender, já valeu a pena ouvir o que ouvir, exactamente daquela maneira.

  8. Fersal says:

    Vejamos se eu entendi: o escriba deste blogue insulta de idiota o Martim? Nem leio mais.
    Que gentalha tão arrogantemente estupida! Nem merece mais tempo perdido.

    • Quem é insultado é quem fez dele um idiota útil. Ele terá tempo, ou não, para aprender a não se deixar usar daquela maneira.

      • Fersal says:

        Cometi uma falha imperdoável: não me tinha apercebido que a sra, tem enorme peso na “esquerda bolchevique” o que, per si, implica infalibilidade em tudo o que são da boca para fora e consequentemente atestado de estupidez a quem não fizer parte de tão brilhante e exemplar elite, o que é o caso do tenebroso miúdo, capitalista!

      • O capitalismo é que é tenebroso pobre de espírito, não o aprendiz de feiticeiro.

  9. Natália Santos says:

    Penso que o Martim e a dra. Raquel tinham muito a aprender um com o outro. Devem ter vivido realidades muito diferentes, que era importante cruzarem.

  10. Pingback: A falta de noção do ridículo | Sentidos Distintos

  11. absurdo says:

    Demonizar um miúdo de 16 anos, embevecido pela atenção toda que tem por estar na televisão, parece pouco assisado e de todo injusto.
    Querer ter um debate sério, explicando conceitos que vão além de uma linha, num programa televisivo com aquele formato, já me parece próximo do delírio.
    A cara da Raquel perante a reação do público disse tudo.

  12. Gambino says:

    Concordo em absoluto com o que a Raquel disse e sou um fã das intervenções dela.
    Porém, convém escolher bem os inimigos e o local onde os enfrentamos.
    Um puto de 15 anos é um alvo complicado. Pode dizer imensas baboseiras e, a menos que seja esmagado pela argumentação, vai sempre haver quem diga que calou um Golias. Quanto ao local, é uma espécie de auto de fé em que qualquer argumento pode colar, desde que seja suficientemente básico ou dito por alguma figura popularucha – como um puto de 15 anos. É menos um espaço de discussão do que uma arena de sound bytes.
    Assim que vi a resposta do puto e, sobretudo, a reação da assistência, calculei logo que os Blasfemos e o restante escol neo-liberal iriam fazer disto um vídeo viral e lançar foguetes.
    Tens todo o meu apoio, mas tenta escolher melhor os inimigos e o local onde os combates.

    • O “inimigo” da intervenção da Raquel, estou certo, está longe de ser o puto. Ele é apenas um interlocutor que deve ser alertado para o disparate, a crítica à desvalorização dos salários, e o seu impacto na vida das pessoas, vale bem a polémica, independentemente da idade de quem a alimenta.

  13. Tiago Taleço says:

    Eu reconheci a raquel de tempos de luta em coimbra…e a convicção com que ela lutava…e nem sempre com razão…mas sempre com paixão. Hoje quase nem a reconhecia sem os cabelos longos e lisos e com um discurso frio, demasiado racional…o neoliberalismo já não se luta com palavras meigas…impossível…mas também não é a desmanchar um puto que vende blusas na net…nem como exemplo…exemplos tem de ser outros…o peixe graúdo que a raquel agora deve encontrar amiúde em alguns eventos…esses é que têm de ser enxovalhados em público…

  14. Carlos Carapeto says:

    Este tipo de empreendedores faz lembrar os vendedores de banha da cobra que apareciam noutros tempos nas feiras. Curavam todas as maleitas.

    Pela a opinião expressa por alguns comentadores deduz-se que o melhor é dedicar-mo-nos todos ao empreendorismo?
    A salvação do país está nas mãos das pessoas bem falantes com arte para impingir camisolas, toalhas, pentear cães, vender porta a porta ligações de internet .

    I Muitas destas coisas sabem fazer os ciganos, alguns sem nunca terem entrado numa escola e muito menos frequentar qualquer curso de intrujice , relações humanas ou marketing é mais civilizado .

    Depois daquilo que algumas pessoas aqui defenderam , fica a pergunta. Qual o lugar reservado aos bons profissionais, aos tecnicos qualificados, engenheiros …….? Contemplam-se com o ordenado minimo?

    A falta de conhecimentos destas pessoas leva-os a ignorar que um bom profissional em qualquer ramo de atividade não se faz e cinco ou dez anos. Seja em que profissão for.

    Afinal o que é que um miudo de 16 anos sabe fazer? Palrar!

    Só quem não sabe trabalhar é que aplaude charlatanices destas.

  15. m says:

    a sua amiga teve uma atitude muito agressiva e pretendeu dar uma lição de moral em público ao rapazinho.. esteve bem mal . e lixou-se , os miúdos de agora já não vão naquela do “respeitinho ” 🙂

  16. MaDi says:

    “a incapacidade de provarem que o controlo privado da produção é melhor do que o colectivo “. Já ouviu falar da Coreia do Norte? E da Coreia do Sul? …. I rest my case.

    • É colectivo a norte?!? Acha mesmo?

    • Carlos Carapeto says:

      “MaDi diz:
      Já ouviu falar da Coreia do Norte? E da Coreia do Sul? ”

      E o que tem uma coisa a ver com a outra? Ou não lhe ensinaram a distinguir onde estão as diferenças?

      Também não sabe a que se deve o desenvolvimento de Taiwan em relação às Filipinas?

      • MaDi says:

        As duas Coreias tinham uma cultura semelhante e tratam-se do mesmo povo. A única coisa que as distingue é a instalação do comunismo (controlo colectivo – se é que isto é algo que pode existir) ao Norte e a do capitalismo (propriedade privada) ao Sul.

  17. Zé Povinho says:

    O que realmente se passou:

    O Martim é o engatatão lá do sítio que com certeza já deve ter rodado muitas raparigas giras, e também é um xico esperto, e como todos os xicos espertos, tem uma claque que o acompanha.

    Provavelmente o Martim é daqueles que até pratica bullying contra os as raparigas menos giras, sendo por isso uma autoridade na matéria.

    A Raquel, tal como muitos outros, achou graça à exploração das raparigas giras e entrou na dança do engatatão Martim, contribuindo mais ainda para a sua admiração face a tanta magnificência! (Basta ver os shares de audiência dos Big Brothers e das Novelas SIC para se perceber o valor que o português dá a estes abrilhantados)

    O que a Raquel não percebeu é que não estava a lidar com um indivíduo que sente complacência pelos que não lhe chegam aos calcanhares em tamanhos feitos, e tentou, como uma ingénua adolescente alertar-lhe para os perigos da sua conduta face aos coitadinhos. Mas claro está, sendo o Martim um garanhão tratou-a como trata o gado que normalmente o rodeia, com severidade de chicote.

    Para se domar estes animais selvagens é necessário mais destreza que razão, primeiro evitar argumentar directamente com eles, por causa das cornadas, e só depois da gabarolice do jovem terminar, seria então elogiá-lo relativamente à sua clara capacidade de tirar partido das raparigas giras, para ridicularizar um pouco a sua claque já que risos viriam de certeza, e depois, referir os salários, a exploração e tudo o mais com boquinhas à mistura relativamente ao exemplo das “camisinhas” do Martim… Passaria a mensagem, e ao mesmo tempo revelaria quão ridículo o exemplo de Martim é como solução para Portugal.

    • Automático for the people says:

      Estás a falar de um puto de 16 anos… Não deixes que os fantasmas da tua adolescência, onde devias ser dos putos menos populares do Liceu, tolhar o teu julgamento a um rapazinho que tem agora essa idade e saca as miudas giras. Fica-te mal teres inveja dele.

      • É isso e bolos. Aos 16 anos, acredite, até podia mandar postas de pescada sobre como era viver com o salário mínimo sem grande consciência das coisas, mas estava preparado para ouvir, e aprender, com o que ouvia de volta.

  18. Pingback: Over It! – Era uma vez um conto de fadas | cinco dias

  19. JgMenos says:

    «Enchem a boca de valores e de ética, na boa tradição do nacional socialismo…»
    Uma frase que define a honestidade dos argumentos!

    Quanto ao resto, para quem tem alma de funcionário público o mundo envolvente é uma selvajaria ameaçadora…

    • A alma do empreendedor também já se percebeu. É preciso nascer rico, aldrabar com agilidade e não perder o sorriso de vendedor. O sucesso está garantido, e não pode sequer ser questionado. Está bem abelha.

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