"Mudar de país ou mudar o país?"

krugman

O Prós e Contras, pasme-se, vai hoje discutir uma das pergunta que mais se atravessa na cabeça da esmagadora maioria das pessoas. Face à aspereza dos dias, poucos são os que se vêem livres da confrontação entre sair do país ou ficar a mudar o que é preciso ser mudado. Sem que uma e outra coisa sejam contraditórias – há quem fique e nada faça e há quem vá e contribua para abrir novos caminhos – a resposta pode não ser tão fácil como se imagina. Indo ou ficando, o debate sobre o futuro tem que partir com o pressuposto que os dias de austeridade e de selvajaria neo-liberal não podem nem continuar nem repetir-se.  Para infortúnio dos neo-keynesianos, habitualmente com o monopólio da alternativa no debate público, desta vez o debate vai contar com a participação da Raquel Varela. É natural que não esgotem o assunto, mas para variar é bom que debate não perca muito tempo a discutir remendos e côdeas e se lancem algumas pistas sobre a forma de voltar a ter o pão inteiro.
A não perder!

Advertisements

About zenuno

http://despauterio.net
This entry was posted in 5dias. Bookmark the permalink.

8 Responses to "Mudar de país ou mudar o país?"

  1. Pimba says:

    Para… infortúnio dos neo-keynesianos??? Como assim?
    Para infortúnio dos neo-liberais (ou melhor, neo-feudais), habitualmente com o monopólio da alternativa no debate público, desta vez o debate vai contar com a participação da Raquel Varela.
    Ou vocês agora acham que andar a oferecer dinheiro aos bancos para näo falirem é keynesianismo? Ensandeceram?
    Oferecer dinheiro aos bancos para näo falirem é típico de corporativismo, do fascismo!

  2. intelligentstrategy says:

    Há que mudar o modelo de governação que estão a dar ao País.
    Aconselho a todos vós, Cidadãos, a defenderem-se dando forma e força à AUDITORIA DE CIDADÃO À DÍVIDA, instrumento legal, nos termos da Constituição portuguesa e do Direito Internacional, que permite a todo Cidadão de compreender o processo que o governo criou para contrair as dívidas públicas em nome do Cidadão.
    Leia, Assine e Divulgue http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2013N38162

  3. Rocha says:

    Para infortúnio da classe trabalhadora portuguesa ainda existe essa fantochada televisiva chamada “prós e contras”.

  4. Sim Pimba, porque oferecer dinheiro aos bancos é super mercado livre, é super neo-ultra-pop-liberal. Aliás, aconselho-o a ler este artigo [1], também ele de um terrível e tenebroso neoliberal. Ou lá como lhe chama.

    [1] – http://link.springer.com/article/10.1007%2Fs10657-012-9342-3

    • Pimba says:

      Oferecer dinheiro público aos bancos privados é de facto neoliberal. E é “neo” porque vai de facto até contra os princípios básicos do liberalismo económico.
      Na mesma linha, acho que se deve dizer que a Inquisiçäo era “neocristä”, porque de ideologia cristä tinha muito pouco…

      Pois eu concordo a 500% com “a private bailout, consisting of the conversion of liabilities into equity and a private capital increase”, veja lá V. Exa. bem!

      • Fazer bail out dos bancos não é liberal em lado nenhum. Nem neo, nem clássico, nem novo, nem nada. O pressuposto do liberalismo é o mercado livre, e no mercado livre não é suposto existir um agente a socorrer os outros, à custa de todos os outros. O artigo que lhe passei é sim de um liberal da escola austríaca.

        O neologismo foi criado por um jornalista alemão que, não tendo nada melhor para fazer, tentou arranjar um termo jocoso para se referir a toda uma corrente de pensamento que verdadeiro progresso e riqueza trouxe ao mundo. Claro que depois a esquerda se apropriou, e usa o termo neoliberalismo indiscriminadamente.

  5. Alverca says:

    No “prós e prós” de ontem, jovens gritavam do público “Há fome em Portugal”, enquanto os convidados se manipulava a opinião pública. Curiosamente, a estimada Raquel Varela entrou no jogo, e apesar de muitos jovens terem repetidamente a palavra, nada comentou, nada disse, e não sei se passou ou não na televisão, porque os jovens trabalhadores não tinham microfone para se fazer ouvir.

    Um nojo de programa, onde mais uma vez se branqueram as alternativas existentes, a voz da juventude que trabalha. Atitude abjecta, de TODOS os convidados que falaram, que pactuaram com este branqueamento, e só as vozes dos donos, à “esquerda” e à direita puderam falar.

    Há muita parra neste blog em certos autores, muitas críticas a muita gente, muitos partidos, mas parece que as palavras não condizem com os actos, quando estamos lado a lado com o capital, e não à frente de um computador a escrever artigos de opinião.

    Muita coragem tiverem aqueles jovens ontem, que eu os vi com o meus próprios olhos. Não os deixaram falar porque o que eles iam dizer não cabe no Prós e Prós.

  6. JoaquimSózinho says:

    🙂 ah … e o Krugman nao é neo-keynesiano? … e porque ninguém afronta a liberalizaçao financeira com que e construiu a uniao monetária e o euro?

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s