Para não esquecer

PARA NÃO ESQUECER | Ao abrigo do Decreto-Lei n.º 26 539, de 23 de Abril de 1936, era criada, pelo Estado Novo, a Colónia Penal do Tarrafal.

Em memória dos que lá perderam a vida e que, só após o 25 de Abril, puderam regressar para junto dos seus:
-Francisco José Pereira: Marinheiro, 28 anos (Lisboa, 1909 – Tarrafal 20 de Setembro de 1937)
-Pedro de Matos Filipe: Descarregador, 32 anos (Almada, 19 de Junho de 1905 – Tarrafal, 20 de Setembro de 1937)
-Francisco Domingues Quintas: Industrial, 48 anos (Grijó, Porto, Abril de 1889 – Tarrafal, 22 de Setembro de 1937)
-Rafael Tobias Pinto da Silva: Relojoeiro, 26 anos (Lisboa, 1911 – Tarrafal 22 de Setembro de 1937)
-Augusto Costa: Operário vidreiro (Leiria, ? – Tarrafal, 22 de Setembro de 1937)
-Cândido Alves Barja: Marinheiro, 27 anos (Castro Verde, Abril de 1910 – Tarrafal, 29 (24?) de Setembro de 1937)
-Abílio Augusto Belchior: Marmorista, 40 anos (?, 1897 – Tarrafal, 29 de Outubro de 1937)
-Francisco do Nascimento Esteves: Torneiro mecânico, 24 anos (Lisboa, 1914 – Tarrafal, 21 (29?) de Janeiro de 1938)
-Arnaldo Simões Januário: Barbeiro, 41 anos (Coimbra, 1897 – Tarrafal, 27 de Março de 1938)
-Alfredo Caldeira: Pintor decorador, 30 anos (Lisboa, 1908 – Tarrafal, 1 de Dezembro de 1938)
-Fernando Alcobia: Vendedor de jornais, 24 anos (Lisboa, 1915 – Tarrafal, 19 de Dezembro de 1939)
-Jaime da Fonseca e Sousa: Impressor, 38 anos (Tondela, 1902 – Tarrafal, 7 de Julho de 1940)
-Albino António de Oliveira Coelho: Motorista, 43 anos (?, 1897 – Tarrafal, 11 de Agosto de 1940)
-Mário dos Santos Castelhano: Empregado de escritório, 44 anos (Lisboa, Maio de 1896 – Tarrafal, 12 de Outubro de 1936)
-Jacinto de Melo Faria Vilaça: Marinheiro, 26 anos (?, Maio de 1914 – Tarrafal, 3 de Janeiro de 1941)
-Casimiro Júlio Ferreira: Funileiro, 32 anos (Lisboa, 4 de Fevereiro de 1909 – Tarrafal, 24 de Setembro de 1941)
-Albino António de Oliveira de Carvalho: Comerciante, 57 anos (Póvoa do Lanhoso, 1884 – Tarrafal, 22 (23?) de Outubro de 1941)
-António Guedes de Oliveira e Silva: Motorista, 40 anos (Vila Nova de Gaia, 1 de Maio de 1901 – Tarrafal, 3 de Novembro de 1941)
-Ernesto José Ribeiro: Padeiro ou servente de pedreiro, 30 anos (Lisboa, Março de 1911 – Tarrafal, 8 de Dezembro de 1941)
-João Lopes Dinis: Canteiro, 37 anos (Sintra, 1904 – Tarrafal, 12 de Dezembro de 1941)
-Henrique Vale Domingues Fernandes: Marinheiro, 28 anos (?, Agosto de 1913 – Tarrafal, 7 de Janeiro (Julho?) de 1942)
-Bento António Gonçalves: Torneiro mecânico, 40 anos (Fiães do Rio (Montalegre), 2 de Março de 1902 – Tarrafal, 11 de Setembro de 1942)
-Damásio Martins Pereira: Operário (? – Tarrafal, 11 de Novembro de 1942)
-António de Jesus Branco: Descarregador, 36 anos (Carregosa, 25 de Dezembro de 1906 – Tarrafal, 28 de Dezembro de 1942)
-Paulo José Dias: Fogueiro marítimo, 39 anos (Lisboa, 24 de Janeiro de 1904 – Tarrafal, 13 de Janeiro de 1943)
-Joaquim Montes: Operário corticeiro, 30 anos (Almada, 11 de Setembro de 1912 – Tarrafal, 14 de Fevereiro de 1943)
-Manuel Alves dos Reis (? – Tarrafal, 11 de Junho de 1943)
-Francisco Nascimento Gomes: Condutor, 34 anos (Vila Nova de Foz Côa, 28 de Agosto de 1909 – Tarrafal, 15 de Novembro de 1943)
-Edmundo Gonçalves: 44 anos (Lisboa, Fevereiro de 1900 – Tarrafal, 13 de Junho de 1944)
-Manuel Augusto da Costa: Pedreiro (? – Tarrafal, 3 de Junho de 1945)
-Joaquim Marreiros: Marinheiro, 38 anos (Lagos, 1910 – Tarrafal, 3 de Novembro de 1948)
-António Guerra: Empregado de comércio, 35 anos (Marinha Grande, 23 de Junho de 1913 – Tarrafal, 28 de Dezembro de 1948)

(via artigo 21º)

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29 Responses to Para não esquecer

  1. Das pessoas que o Aristides não pode salvar porque não deu um balázio ao gajo que o denunciou também fazem parte das milhares de pessoas que morreram às mãos desse canalha do Botas Cardadas.

  2. Vítor Vieira says:

    Obrigado, Tiago.

  3. Mário Machaqueiro says:

    No primeiro plano da foto, amparando e consolando a mulher que chora, vê-se o meu tio-avô João Faria Borda, membro da Organização Revolucionária da Armada, dirigente da famosa Revolta dos Marinheiros de 1936 e condenado, enquanto tal, a 17 anos de prisão no Tarrafal. O último a tombar de cansaço na famigerada “Brigada Brava” (os que conhecem a história do Tarrafal sabem do que falo).
    Também eu agradeço ao Tiago por esta foto, que desconhecia e que já coloquei no meu arquivo.

    • Os outros devem conhecer essa história. Eu por exemplo que sei que a Pide matou imensas pessoas através das suas prisões e torturas, não conhecia a Brigada Brava.

      • Mário Machaqueiro says:

        Caro Pedro,
        A “Brigada Brava” foi um dos vários momentos de tortura a que os prisioneiros do Tarrafal foram sujeitos. Não me recordo exactamente em que ano e com que director da prisão essa forma de tortura foi instituída – não tenho aqui comigo os livros referentes ao Tarrafal -, mas posso dizer que a “Brigada Brava” foi basicamente uma sessão ininterrupta de trabalho forçado imposto a todos os presos que, como é típico do trabalho forçado em sistemas prisionais sádicos, consistia em transportar pedregulhos enormes de um lado para o outro, sem parar e sem qualquer utilidade prática, apenas com o objectivo de destruir os presos por esgotamento. Todos os presos, um a um, foram tombando de exaustão. E creio que, nessa altura, alguns dos prisioneiros mais fragilizados pelas doenças típicas do campo de concentração – com o tifo à cabeça – acabaram mesmo por falecer. Os testemunhos dos sobreviventes afirmam ter sido o João Faria Borda o último a cair.

      • Muito obrigado pela explicação Mário.

  4. Carlos Carapeto says:

    Embora ao negacionistas tentem branquear os crimes do Salazarismo. No entanto todas as suas vitimas tinham um nome e uma família.
    É nosso dever denunciar tais crimes para que as gerações mais novas saibam que o fascismo existiu mesmo e para que nunca sejam esquecidos os que deram a vida pela liberdade.

    Obrigado, Vou guardar esta lista no meu arquivo.

    • Existe mesmo. Desculpe pela correcção do seu lapso. Que nós não vivemos em Democracia nenhuma.

    • Gentleman says:

      Também há muitos negacionistas a escrever neste blogue. Não negacionistas da repressão Salazarista, mas da repressão soviética.

      • De says:

        Repressão soviética?
        Altura é de paulatinamente começar a colocar os pontos nos is na propaganda untuosa e pretensamente niveladora entre os regimes fascistas e quem se lhes opõe.
        É reparar por exemplo no que se passa por aqui.Os que são terroristas sociais devem ser reprimidos como o seu estatuto merece

        “1917: não se trata de um trono que simplesmente se desmorona, não é um regime monárquico que vai ser substituído por um regime parlamentar, não são estas ou aquelas reformas que se vão levar a cabo, para o povo russo foi, como escreveu Pierre Pascal, “uma imensa revolta contra todas as iniquidades, as opressões, as crueldades, as hipocrisias, contra o grande escândalo da guerra, uma imensa aspiração à felicidade de todos os homens. Os poderosos serão arrancados das suas sedes e os pobres serão exaltados!”. Paz para todo o universo! “Alegrai-vos”, escrevia já em Abril de 1917 o poeta Serguey Esenin. “A terra prepara-se para um novo baptismo!”

      • Carlos Carapeto says:

        Se pretende tirar meças então falemos de outras repressões dirigidas contra pessoas pacificas e indefesas, algumas por terem apenas nascido com a cor da pele diferente.

        Mas se é sua intenção entrar em competições macabras para saber quem matou mais que quem então está a prestar um péssimo serviço às vitimas, porque isso demonstra da sua parte que há umas vitimas mais importantes que outras.

        Aliás; repudia umas justificando outras.
        Cuidado que essa atitude tem um nome.

      • Carlos Carapeto says:

        Nem mais!

        Kuang Ju é uma cidade norte Coreana na fronteira da URSS, onde em 1917 foi perpertada uma chacina de operários e estudantes?
        O Afeganistão, Iraque e Libia foram países destruidos e saqueados por o pai do Átila faz amanhã 1600 anos ?

        Quanto a Salazar não tratou ninguém mal, Portugal era o reino da felicidade e a vanguarda do progresso, não existia trabalho escravo nas colonias e o Tarrafal era uma estancia de repouso?

        O que sabe dessa tal soviética? Diga!

  5. De says:

    “O novo regime manteve-se graças à existência de um partido comunista centralizado e disciplinado, integrado por 600.000 membros. Era além disso o único que podia evitar a desintegração de uma Rússia ameaçada de perder o essencial da sua coesão, como aconteceu com outros antigos impérios multinacionais (Austro-húngaro, Turquia). Por outro lado, a revolução permitiu ao campesinato tomar posse da terra. E as intervenções externas (britânica, americana, japonesa, polaca, etc.) e a contra-revolução branca? Conseguiu resistir-lhes vitoriosamente, não sem a ajuda da formidável onda revolucionária que nessa altura varria o planeta (em Berlim, na Hungria, mas também no México e, em menor grau, na Argentina, na Indonésia…). Foi suficientemente sólida para conseguir repelir e finalmente esmagar, 25 anos mais tarde, a invasão dos exércitos nazis, que cometeram espantosos massacres e causaram a morte a 30 milhões de cidadãos soviéticos.”

  6. De says:

    “… vivemos numa época de dupla impostura. A primeira consiste em apresentar o anticomunismo como uma análise da URSS. Alain Besançon, antigo comunista e “sovietólogo” como tantos outros, dizia: “O problema do especialista em questões soviéticas não é principalmente, como acontece noutros domínios, actualizar conhecimentos. A grande dificuldade está em considerar verdadeiro o que alguns têm como inverosímil, em acreditar no inacreditável” (10). A segunda das imposturas consiste, na expressão de Moshe Lewin, em “estalinizar” o conjunto do fenómeno, o qual, não teria sido mais do princípio ao fim que um imenso gulag, uniforme e contínuo (11). Mais um passo e chega-se a assimilar comunismo e nazismo utilizando a muito grosseira noção de “totalitarismo”, do que resulta nas cabeças de galinha norte-americanas que 40% dos jovens estejam convencidos segundo se diz que a segunda guerra mundial opôs os EUA… à URSS! Em nome desta ideia rasteira, deste tosco espantalho, um antigo comunista avisou-me, muito a sério, que tínhamos de desconfiar do Movimento dos Sem Terra… Criminalização do ideal comunista, autofobia de antigos comunistas que não vêem inconveniente em se julgarem actores de uma história da qual o menos que se pode sentir é… vergonha: são estas entre outras as consequências do desaparecimento do campo socialista e a inaudita arrogância dos vencedores do momento. Esta farsa sinistra tem consistido em fazer passar pela mesma mistificação os mais generosos sonhos de dezenas e dezenas de milhões de homens e mulheres através do planeta, sonhos que, durante décadas, acompanharam a existência do “socialismo real”, em reduzi-los ao mesmo nível dos obscenos arrebatamentos daquelas multidões que os fascistas só galvanizaram à custa de apelos ao ódio e incitamento à selvajaria, e em fazer-nos admitir que a vulgaridade neoliberal é um mal menor e que portanto deve ser este o único horizonte.”

  7. De says:

    “Quer isto dizer que não se passou nada? Que não se cometeu nenhum crime? Que Evguenia Guinzbourg não descreveu em páginas pungentes a loucura da vida num regime de concentração que não a fez mudar de ideal? Que o terror não pesou sobre o país durante pelo menos largos anos como uma esmagadora chapa de chumbo? De modo nenhum. Apenas pergunto se, à força de pretender que é indecente fazer contas ao Grande Comandante quanto ao terror, haverá fundamento para proferir acusações mais desmedidas que qualquer número determinável e assim banalizar os montes de dentes de ouro armazenados nos campos de extermínio nazis, as cabeças ressequidas de prisioneiros utilizadas como pisa-papéis pelos senhores das SS, os quebra-luzes de pele humana, as diabólicas experiências de médicos saídos do inferno, etc.”

  8. De says:

    “No plano internacional, tal como escreve A.Badiou, os Estados socialistas provocaram suficiente medo aos Estados imperialistas para “os obrigar, tanto externa como internamente, a cautelas cuja falta tanto sentimos hoje” (13). Evidência cada dia mais clara: a simples existência desse campo de enfrentamento, isso a que um presidente norte-americano não teve vergonha de chamar “império do mal”, impediu durante mais de 70 anos o “mundo livre” de revelar tão abertamente como o faz hoje as suas verdadeiras normas: guerras, miséria, desemprego em massa, prostituição, tráfico de droga e armas, empobrecimento absoluto e lobotomização generalizada das grandes massas, etc. O domínio absoluto do capitalismo vem trazendo grandes sofrimentos a centenas de milhões de pessoas, tanto no interior como no exterior dos países ex-socialistas. Como nos parecem distantes aquelas incríveis declarações dos anos 91-92, segundo as quais o desaparecimento da União Soviética constituía uma oportunidade para os revolucionários do mundo inteiro! Uma hipoteca menos para os “puros”, aquelas almas nobres que, ao fim e ao cabo, tinham desejado a revolução mas… sem prejudicar nem ofender ninguém, o progresso social mas sem essa União Soviética, sempre demasiado “branda” ou demasiado “dura” aos seus olhos altaneiros, para todos aqueles que clamavam e ainda hoje clamam por uma revolução… sem revolução”

  9. De says:

    “A exploração do homem pelo homem, o desemprego, a pilhagem capitalista das enormes riquezas da União Soviética (nada se soube disto durante décadas) são os sinais mais tangíveis da situação que se seguiu à contra-revolução e afundamento da URSS. Nada dissemos sobre essa inegável nostalgia (ost-algia, dizem os alemães referindo-se à Alemanha de Leste) sentida por muitos de entre os menos jovens pelos tempos passados. O direito a um trabalho fixo, a jornada de 7 horas, ou mesmo 6 horas (instaurada em 1956), assim como a semana de 5 dias, o direito a ensino gratuito, aos cuidados sanitários e à protecção social, a alugueres de baixo custo, a reforma fixada aos 55 anos para as mulheres e aos 60 para os homens, tudo isto resulta da revolução de Outubro. O regime que saiu de Outubro de 1917 estabeleceu além disso os fundamentos da abolição da discriminação e opressão das mulheres. Aliviou-as de numerosas responsabilidades familiares, criando um sistema gratuito de serviços sociais geridos pelo Estado. Desde o primeiro momento da sua criação, tentou fazer recuar preconceitos, alguns milenares. O poder soviético soube gerir o seu imenso território praticando uma espécie de “internacionalismo interno” como nunca o fez nenhuma outra potência com as suas colónias, levantar um sistema internacional através dos primeiros planos quinquenais de antes da guerra e, quando era o caso, reformar-se. São outros tantos factores que testemunham avanços muito espectaculares em relação com a antiga Rússia.
    ***
    Podemos dizer que a questão do balanço do período histórico iniciado com a Revolução Soviética e com a chegada de Lenine ao poder continua a estar manifestamente em aberto. Podemos dizer que regressará em breve uma reabilitação mais que parcial de Outubro de 1917 e do “socialismo real” com a renovação das lutas e a restauração da esperança.”

  10. De says:

    Todos estes trechos foram tirados daqui:
    Ostalgia” (1), horror global e renovação das lutas:
    Sobre a Revolução de Outubro de 1917 – Jean Salem

    Ai de quem não reconheça os erros e não os tente corrigir. Ai de quem apenas se deixe estar sentado e a ruminar nos horizontes sem mácula ou nos destinos mais negros.Ai de quem pense que os modelos são para se repetir e que não há lições a tirar.
    Mas o balanço do deve e haver não cabe nas contas dos pequenos comentários ou das tentativas de grande manipulação histórica que objectiva e subjectivamente serve o mundo cada vez mais putrefacto do Capital.

    • JgMenos says:

      O capital nunca foi um problema, salvo quando o Estado o apropria; aí tende a apodrecer pela mão dos seus burocratas e clientes.
      Soubesse o Estado regular o seu curso entre privados!

      • Carlos Carapeto says:

        Tivesse o capital que viver da riqueza que produz e dos os seus próprios recursos naturais sem os saquear a outros, era muito pior que um problema, passava a ser uma carga de trabalhos sem solução.

        Em tais condições talvez as assimetrias entre a França e a RD do Congo se invertessem.

      • De says:

        No seu primeiro discurso no Parlamento Italiano, em Junho de 1921, afirmou: “O Estado tem de ter uma política policial, judiciária, militar e estrangeira. Todas as restantes políticas, e não excluo sequer o ensino secundário, devem voltar para a actividade privada dos indivíduos. Se queremos salvar o Estado, temos de abolir o Estado colectivista.”

        Mussolini, “Il Primo Discorso alla Camera”, 21 June 1921. Mussolini (1934a, p. 187)

    • Carlos Carapeto says:

      De!
      Também li esse artigo de Jean Salem, considero-o muito bem elaborado é bastante esclarecedor, retrata de uma forma abreviada mas com rigor o essencial daquilo que foi a Revolução de Outubro, alguns dos seus contornos, a contribuição que deu para o grande progresso da humanidade, em especial dos trabalhadores e das classes submetidas à opressão e tirania.

      Não fosse Jean Salem filho de Henri Alleg outro gigante na luta contra o capitalismo. Tenho alguns livros dos dois, coisas que temos o dever de ler e divulgar.

      No sentido de dar mais algum contributo ao esforço que fizeste em divulgar o artigo de Salem, desejo acrescentar algo mais de forma a também poder ajudar a apear do pedestal das mentiras os inimigos dessa maravilhosa experiência que foi a Revolução Bolchevique.

      A história desses povos não começou em 1917 e ainda menos terminou em 1991 ao contrário daquilo que os seus inimigos desesperadamente tentam fazer crer , isto porque a sua propaganda centra-se apenas nesse espaço de tempo (1917/1991).

      Omitem como foi povoado o imenso território da Sibéria, não informam sobre as duras condições de vida e o atraso milenar desses povos no tempo dos Czares, branqueiam escandalosamente as vagas de repressão desencadeadas durante esse período.
      Bertrand Russel que não tinha qualquer simpatia por os comunistas escreveu num dos seus livros.
      “quando eu era jovem, os herdeiros mais importantes dessa tradição da revolta romântica eram os revolucionários Russos. No entanto os liberais de todo o mundo olhavam para a Rússia Czarista com um horror arrepiado; bastava a menção da palavra Sibéria para lhes gelar o sangue nas veias. Desde os Dezembristas de 1825 que os heroicos Russos lutavam para derrubar o regime. Não havia liberal que duvidasse de que um dia haviam de ser bem sucedidos e que o resultado seria uma esplendida floração de liberdade em vastas regiões onde até então o espirito humano se encontrava escravizado…….”
      Era a esta a ambiência de terror do regime Czarista.
      Os participantes da revolução falhada de 1905 viveram essa experiência dolorosa, calcula-se que Stolypin (primeiro ministro nessa época) deportou entre 3,5 e 6 milhões de pessoas no espaço de 3 anos, opositores ao regime e camponeses descontentes com as péssimas condições de vida (ainda vigorava o feudalismo nas zonas rurais).
      Mas isto não consta nos “manuais” da contra informação burguesa. Pelo contrário competem entre si para ver quem consegue fabricar números mais tenebrosos do “terror” comunista.
      Mas para desespero deles jamais conseguirão apagar a história.

      Isto foi antes da Revolução de Outubro. Porque depois resume-se a uma simples pergunta.
      O que foi que melhorou na vida desses povos com a restauração do capitalismo? Posto de uma forma mais contundente! O que foi que não se agravou?
      Como diz o povo e muito bem. Os inimigos do Socialismo não têm boca para um cão.

      Cumprimentos.

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