Morreu a Tatcher… Onde é a festa???

Um dia há muito aguardado, o “dia em que a Margaret Tatcher morreu”. No Reino Unido causou alguma polémica o site em que se aguardava ansiosamento pelo pretexto para a celebração, isthatcherdeadyet… Por todo o Reino Unido (e para além disso), irá se celebrar a morte daquela é talvez o rosto primeiro e a figura icónica do neo-liberalismo. Já abundam as canções celebratórias, que não cabem numa playlist

Tatcher foi a figura de proa da contra revolução conservadora que varreu o mundo a partir dos anos 80. Entre muitas outras coisas, foi a uma das principais protagonistas da política de desindustrialização, de destruição e desmantelamento do sector produtivo, de promoção da financeirização da economia e da radical redistribuição da riqueza em favor das elites à custa do trabalho e dos sectores populares. Tatcher morre no momento em que a falência das políticas que implementou se começa a tornar indisfarçável, como de resto mesmo a imprensa mainstream admite (até o insuspeito Wall Street Journal aceita essa hipótese…).

Em grande medida, Passos-Gaspar-Portas têm esta personagem como musa inspiradora… O meu prognóstico é que sairão de cena da mesma forma, com uma explosão popular nas ruas…

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16 Responses to Morreu a Tatcher… Onde é a festa???

  1. Pingback: Ferrugem Pública | Macambúzio

  2. Camarro says:

    We love you Mrs.Thatcher !

  3. Rocha says:

    Festa? Pois eu digo que tem de haver um tribunal de Nuremberga que leve toda esta cambada de canalhas capitalistas europeus para a forca, para que haja uma festa digna desse nome.

    Morreu uma fascista? Ainda há tantos que cá ficaram…

  4. Don Luka says:

    (Thatcher em vez de Tatcher)
    Tatcher morre no momento em que a falência das políticas que implementou se começa a tornar indisfarçável.

    Devias escrever guiões de filmes revolucionários, Francisco. Tens um jeito para torcer os factos que é quase poético.

    • De says:

      O Lucas tem jeito para retorcer os factos.
      Tanto jeito como para tentar camuflar a orientação dos ditos “comentadores” que oscilam entre a direita caceteira e a neoliberal.
      Ou tanto jeito como para os seus amores pelos autos de fé contemporâneos
      (Nada poéticos diga-se de passagem)
      Que se há-de esperar de Don s?

  5. João says:

    Comemorar a morte de alguém é infantil. Mesmo que seja a Tatcher.

    • imbondeiro says:

      Engana-se meu caro. É, outrossim, exercitar aquilo que distingue a maturidade da infância: a memória. E é lembrar, igualmente, todos aqueles que foram espezinhados e atirados para o lixo por essa zelota sociopata do neoliberalismo fascizante que agora, tarde e a más horas, se vai. Ao politicamente correcto prefiro eu a coerência das opiniões e dos actos. E a morte, ao contrário do que se pensa, não lava tudo.

  6. xico says:

    Thatcher morreu com a missão cumprida. Se quiseres podes fazer a festa em cima das pedras de um muro vergonhoso que ela ajudou a derrubar.

    • imbondeiro says:

      E dessa missão cumprida, meu caro, estamos nós a sofrer agora as consequências. E que boas que elas são! Quanto a muros, há quem os derrube num lado para os erigir noutros lados. Já notou que a visão por cima das fronteiras de Portugal e da Grécia se tornou impossível? É o cordão sanitário ( uma outra espécie de muro) neoliberal. O actual caos europeu é a hidra nascida do embrião engendrado a meias, nos idos de 80, por um cowboy de opereta e por uma filha de um merceeiro. O maior, mas não o único, dos seus crimes de bem sucedida dupla de bandoleiros internacionais.

      • Dw says:

        Notável.Sempre notável. Tal como o anterior comentário.E com um classe de se lhe tirar o chapéu
        Pena que não o tenhamos por aqui mais vezes, meu caro Imbondeiro

      • imbondeiro says:

        Agradeço as suas amáveis palavras, caríssimo De, mas a sua leitura dos meus singelos apontamentos fica a dever mais à sua gentileza do que aos meus poucos méritos. Muito gostaria de participar mais, contudo, se por aqui anda gente que é um gosto ler e com a qual bastante se aprende, outra por aqui se passeia que não vale o esforço de um arrastar de dedo pelo teclado. Quanto ao resto, sigo as máximas que sempre segui na vida: dizer o que penso; pensar o que digo; saber do que falo; falar exclusivamente quando tenho algo a dizer; não desperdiçar tempo com quem não quer aprender. Um abraço.

  7. Dédé says:

    Oh Xico não te estiques, a Thatcher não era assim tão estúpida.

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