Demissão (mais ou menos) Já!

Depois de ligado à corrente da “Demissão já!” pela Joana Lopes, o João José Cardoso e o Tiago Silva, não podia deixar de responder ao desafio. Valha a verdade o governo já está demissionário e só a formalidade institucional e a violenta abstinência do Partido Socialista adiam a convocação de novas eleições. Não é de espantar. Enquanto a corrente da “Demissão já” aterrou no milhar de “peticionários”, Sócrates e seus comparsas continuam de candeias às avessas com o povo à ordem das centenas de milhar. O executivo pode durar mais semana menos semana, mais mês menos mês, que a quantidade de pessoas que já o demitiu nas ruas do protesto é muito superior aos eleitores que o elegeram e portanto quanto baste para que o governo tenha perdido toda a sua legitimidade. E isso vê-se também na perda da soberba, mas percebe-se sobretudo pelo bloqueio ao qual a esmagadora dos temas ficaram sujeitos. Nenhum processo pendente deverá seguir o seu curso e a consciência desse bloqueio será a o clique que falta para se anunciar o dia de finados e o render da guarda.

A luta segue dentro de momentos…

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7 Responses to Demissão (mais ou menos) Já!

  1. FV says:

    ” quantidade de pessoas que já o demitiu nas ruas do protesto é muito superior aos eleitores que o elegeram”

    Tendo em conta que o PSD teve 2 159 742 votos e o CDS 653 987, acho muito difícil que isto seja verdade, portanto estou curioso sobre como fez esta conta.
    Segundo o movimento Que se Lixe a Troika, estiveram 1 500 000 pessoas na manifestação de 2 de Março (a estimação mais optimista).

    Mas se me disser que se as actuais intenções de voto no PSD são inferiores aos números mais optimistas da manifestação, se calhar já tem uma probabilidade maior de estar certo. P. ex. se o PSD só tivesse 25% intenções de voto isso corresponderia a 1 300 000 votos (admitindo o mesmo número de votantes).

    Contudo, seja qual for a análise, ainda falta muito caminho ser feito até a legitimidade da troika (PS+PSD+CDS) ser posta em causa. Só mesmo se o PS mudasse radicalmente de posição, e a resposta eleitoral a essa mudança fosse positiva.

    • De says:

      Legitimidade da troika?
      Deve estar enganado .Essa já a perdeu há muito.E a cada dia que passa é mais difícil encontrar um cúmplice desses criminosos.

      É que os crimes não são relevados pelo númeor de votos.Só temporariamente na Itália de berlusconi e nos regimes fascistas.

  2. JgMenos says:

    Quem muito deseja sempre alcança…quanto mais não seja um argumento redondo!

    • De says:

      Deixemo-nos de conversa redonda.
      Um fragmento de um artigo do Público espanhol “La deuda y la supuestamente anticuada lucha de clases” de Vicenç Navarro, personagem insuspeita
      http://blogs.publico.es/dominiopublico/6739/la-deuda-y-la-supuestamente-anticuada-lucha-de-clases/

      “Juan Torres, en un excelente artículo publicado en Público (24.03.13), titulado La guerra mundial de la deuda señalaba que el mayor problema existente hoy en el mundo referente al crecimiento de la deuda no es la deuda pública, como constantemente subrayan la mayoría de medios de información, sino la deuda privada, la cual ha alcanzado unos niveles inasumibles en la práctica totalidad de países a los dos lados del Atlántico Norte. Según el Banco Internacional de Pagos (BIP), la deuda total privada de los países de la Eurozona es de 15,7 billones de euros, una cantidad que es casi el doble de la riqueza de los países de tal zona monetaria, medida por su PIB (8,7 billones de euros). Algo semejante ocurre en EEUU, cuya deuda privada es de 24,98 billones de dólares, que es muy superior a su PIB, que es de 16 billones de euros.

      Y lo que es también alarmante, como subraya Juan Torres, es su elevado crecimiento. Según el BIP, la deuda privada en la Eurozona se ha duplicado en los últimos nueve años, una situación que se ha producido también con la deuda privada de EEUU, que se ha doblado en nueve años.

      Otro dato de gran importancia es que la deuda de los hogares, que históricamente era mucho más baja que la deuda empresarial, se ha incrementado mucho más rápidamente que esta última. La explicación de todo este proceso es fácil de encontrar, aunque raramente la verá en los medios de mayor difusión, altamente influenciados por los grupos financieros y empresariales que dominan la vida económica del país y que están entrelazados con tales medios (un ejemplo de ello: el dueño de La Vanguardia, el conde de Godó, es el vicepresidente de CaixaBank, el mayor grupo financiero de Catalunya).

      La causa del enorme crecimiento de la deuda privada es el enorme descenso de la masa salarial, que explica que las rentas del trabajo, de la cual derivan sus rentas la mayor parte de la ciudadanía, han ido descendiendo como porcentaje de la renta salarial total, mientras que las rentas del capital han creciendo enormemente. Es lo que solía definirse como lucha de clases, término que hoy no se utiliza por considerarse “anticuado”. Sólo unos grandes financieros, como el Sr. Warren Buffet, uno de los hombres más ricos de EEUU, pueden citarlo sin reservas, afirmando que existe una guerra de clases, y que la suya es la que gana en bases diarias. Los datos muestran que el Sr. Buffet lleva toda la razón del mundo”

  3. Nuno Cardoso da Silva says:

    Renato,
    Como não tenho alvará para publicar textos no ‘5dias’, peço-te que permitas a publicação aqui de um texto que enviei à Plataforma 15 de Outubro, e que tem muito a ver com o que aqui escreveste. Desde já os meus agradecimentos

    Nuno Cardoso da Silva

    “Mobilizar toda uma população – ou as “massas” como alguns gostam de dizer – para o combate político, não é fácil. Ou se faz de cima para baixo, à boa maneira marxista-leninista, ou se faz de baixo para cima, à maneira libertária. Se optarmos por esta última – e eu opto – então é inevitável que apareça uma multitude de movimentos com as mais diversas tendências, que traduzem, para lá de objectivos que são comuns à maioria das pessoas, outros que apenas interessam a minorias. O que complica as coisas mas é, provavelmente, saudável. O que nós temos de aprender é a reforçar os elementos comuns para que a acção política seja eficaz. Aparentemente todos queremos que este governo se vá embora, mas a divergência já será grande quando se trata de saber o que o deverá substituir. Se ficarmos à espera de resolver esta última questão antes de derrubar o governo, nunca mais lá chegamos. Derrube-se o governo e depois veremos quais as alternativas que encontram maior eco entre os portugueses. Será tentar uma vez mais a alternativa PS? Será ir mais à esquerda para encontrar essa alternativa? E se for, serão os actuais partidos (PCP e BE), um partido novo ou uma coligação frentista? Será a adopção de formas estruturadas de democracia directa, em complemento das instituições da democracia dita representativa? E a banca? Nacionalizamo-la? Transformamo-la segundo um sistema mutualista? E as empresas? Mantemos o figurino capitalista privado, adoptamos o sistema capitalista de estado, transformamo-las em cooperativas, impomos a co-gestão com os trabalhadores?…De acordo com o espírito libertário competirá aos portugueses irem definindo as suas preferências até que apareça um modelo estável e consensual.

    Tudo isto aponta para a necessidade urgente de se organizar um grande congresso onde todas estas alternativas sejam analisadas e discutidas. O que exige, por sua vez, a organização de encontros mais limitados, em todo o país, para preparação desse congresso. O pior é que estamos imbuídos de um espírito imediatista que quer saltar para o último capítulo sem ter lido os outros. Parece que achamos que uma espécie de “espírito santo” laico nos inspirará, e que seremos dotados de uma super varinha mágica que tornará possível tudo aquilo que desejamos. Desenganemo-nos. Só com muito trabalho chegaremos a algum lado, e poucos são os que querem dar-se a essa chatice…

    O QSLT é um movimento como muitos outros. Com coisas boas e coisas menos boas. Em vez de perdermos o tempo a criticar talvez seja melhor procurar maneiras de reforçar o que está bem, nesse e em muitos outros movimentos. É preciso uma atitude construtiva e não destrutiva. Preocupemo-nos menos em perseguir herejes e combater heresias, porque os herejes e as heresias são peças inevitáveis numa verdadeira democracia.”

  4. quim says:

    demissão já! O Seguro é um bocado melhor que o Passos Coelho! Sim, porque se este governo se demitir quem vai para PM é o António José Seguro! Há dúvidas?

  5. Zegna says:

    Os portugueses e as suas manifestaçoes masoquistas abstencistas geram as sondagens que tivemos ha alguns dias atras , PSD na frente e PS a seguir, dito isto eu pergunto aos manifestantes e a movimentos e plataformas afins :
    SERA QUE VOCES QUEREM MESMO TER ELEIÇOES E ESCOLHER ALGUMA COISA ?

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