E vai continuar…

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20 Responses to E vai continuar…

  1. Nuno Cardoso da Silva says:

    Viva a Maria da Fonte, última revolta realmente popular no nosso país. Mas não esqueçamos que ela foi derrotada pela intervenção de tropas espanholas…

  2. xico says:

    Há uma coisa que sempre me intrigou. Porque raio, uma revolta baseada no que mais reaccionário há, alimentada pelos miguelistas, como a revolta da Maria da Fonte, é tão acarinhada pela esquerda portuguesa. Como se o povo nunca pudesse ser reaccionário como de facto o foi nesta revolta. É caso para dizer que realmente os extremos tocam-se.

    • Nuno Cardoso da Silva says:

      O que interessa na Maria da Fonte não são as razões que a provocaram (a proibição de enterros dentro das igrejas), mas sim o seu carácter popular e espontâneo. Mas num quadro libertário o povo tem sempre razão, mesmo quando a sua razão ofende as elites intelectuais. A recusa de aceitar o princípio da razão popular foi o que levou o regime soviético ao totalitarismo e ao gulag. Infelizmente parece que a tara vanguardista é de facto muito persistente…

      • De says:

        A tristeza confrangedora em que algumas das nossas “elites” estão acantonadas revela-se pateticamente aqui, neste comentário.
        “Num quadro libertário” (vá-se lá saber o que é isso) “o povo tem sempre razão”
        Mais uma vez essa história do “povo”.Mais uma vez o “oportunismo” (para ser simpático) a espalhar-se como mancha indelével de tinta.
        Eis o bom povo católico a dar urros e vivas nos autos de fé praticados à beira-Tejo.Eis outro bom povo a apedrejar mulheres para se cumprir o princípio da razão popular.
        De forma espontânea,claro está.(Num “quadro libertário” ainda se está para ver, mas parece que a Maria da Fonte padecia da mesma pecha).

        Que tristeza mesmo

      • Nuno Cardoso da Silva says:

        Já todos percebemos. O povo tem de fazer o que é correcto, nem que para isso tenha de ser obrigado a tiro. E o que é correcto é o que o De e os seus amigos decidirem.

        Um quadro libertário é um em que a vontade colectiva é lei. Em que a comunidade é soberana, sem precisar de tutelas ou vanguardas iluminadas. A comunidade, movida pela sua vontade, nunca pode fazer mal, porque o que é bem e o que é mal é definido pela própria comunidade. Dizer que a comunidade pratica o mal é estar fora da comunidade e tentar impor-lhe um código de valores que ela não reconhece. Matar só é mal quando a comunidade o reconhece como tal. O que o De pensa sobre o assunto é irrelevante, é elitista, é a semente de toda a opressão. Só a própria comunidade pode, por evolução dos valores que são seus, mudar o seu comportamento de forma legítima. Só os membros da própria comunidade podem conduzir à mudança do comportamento colectivo, gerando novos consensos. Mas isto é coisa que um marxista-leninista nunca poderá compreender.

      • De says:

        Sorry mas tenho que lhe repetir o que já disse.
        Não me vou referir aos seus comentários sobre a minha pessoa.Nem aos referentes a si.
        Nem aos valores de “bem” ou “mal” tão caros à moral do poder dominante.
        Vou apenas sublinhar a vacuidade da sua exposição que mais uma vez sublinho como confrangera.E estou a ser particularmente contido na qualificação.
        “Matar só é mal quando a comunidade o reconhece como tal”.
        (Os EUA serão um expoente cultural e civilizacional, a seguir, mais a sua pena de morte obscena e quutidiana?)
        Repito para que fiquemos todos cientes dos factos
        Adivinha-se o referido “intelectual” a lapidar uma mulher pelo pecado de adultério.Ou a urrar pelo atirar de uma herege à fogueira.Só os processos dentro da comunidade etc e tal

        Por isso Marx é tão vilipendiado pela fina flor da burguesia.É que ele convocou -nos a mudar o mundo.

        (E parece que o destino de D Carlos teve o selo que a comunidade quis e desejou)

      • Nuno Cardoso da Silva says:

        Caro De,
        Se fosses capaz disso já devias ter percebido o sentido do meu argumento. Mas parece que ando a deitar pérolas aos proverbiais leitõezinhos… Continuas a julgar as sociedades com base em valores que lhes são exteriores, e ainda não percebeste que isso não faz sentido e é o produto da tua arrogância. O que eu ou tu pensamos da pena de morte nos EUA é irrelevante. O que conta é o que os americanos pensam disso, e aparentemente a maioria ainda acha que é muito bom. O que interessa não é colocarmo-nos numa plataforma de superioridade intelectual ou moral, ou tentar obrigar os americanos a mudarem, é que os americanos cheguem, por eles mesmos, à conclusão de que a pena de morte é realmente ignóbil. Tu queres obrigar as pessoas a aceitar o que tu achas que é bom, eu espero poder convencê-las a perceber que há outras maneiras de fazer as coisas. Tu és um aficionado do despotismo (que tu achas) iluminado. Eu sou aquilo que tu não sabes o que é, um libertário. Para mim Marx é um brilhante analista do capitalismo, para ti é Moisés, com mais um decálogo… Paciência, cada um é como é… Só que aquilo que eu sou não faz mal a ninguém. O que tu és conduz rapidamente às PIDES, aos KGB’s e às Gestapos… Não porque o queiras, mas porque é inevitável…

      • De says:

        Já agora e para que não haja confusões.Sou perfeitamente favorável ao respeito pela identidade cultural dos povos e das populações.
        …agora lições mal amanhadas, escritas em jeito de solilóquio pseudo-justificador é que não obrigado

      • De says:

        Um proverbial leitãozinho parece que é uma espinha encravada? a que se junta a pitada da arrogância própria de?
        Não estou interessado em ser malcriado,apenas a registar de facto a indigência que é o texto acima comentado.Nem sequer vou comentar o “libertário” e outras pérolas ao estilo como o de Moisés e mais o decálogo.Tão pouco o bacoco “querer obrigar as pessoas a” ou o “despotismo iluminado” O ir por esse caminho obrigar-me-ia não só a colocar em dúvida os conhecimentos do Cardoso da Silva, como também a questionar se este sabe o que são intervenções cívicas e fundamentadas.

        Mas não admito coisas como “O que tu és conduz rapidamente às PIDES, aos KGB’s e às Gestapos… ”
        É feio.É outras coisas mais.É tantas outras coisas mais, que me abstenho de continuar a debater o tema com tal espécie de “professor”
        Porque também sobra o espanto de tal crítico acerbo destas coisas do “marxismo-leninismo” se ter prestado a mestre de cerimónias duma coisa que se reclama “à séria” de o ser, e se ter apresentado como de cartão de visita, com discurso e tudo, a uma candidatura algures no tempo e no espaço do MRPP.Tratava-se já na altura da “alternativa credível” e bem posicionada?O caminho para aquelas coisas todas seria provavelmente o caminho trilhado pelos compagnons de route do tal professor?
        No comments.

        Apaguei as ilações que aqui escrevi sobre tal tipo de comportamento bem como do perpétuo carpir de Cardoso da Silva sobre os “totalitarismos” e de coisas afins.
        Basta

      • Nuno Cardoso da Silva says:

        Eu sei que não consegues entender o que eu digo. Mas não é só para ti que eu escrevo. Há muita gente que acha que tem não só o direito mas também o dever de salvar os povos das suas “fraquezas”. Gente que se supõe superior ao resto dos mortais e que acha que essa suposta superioridade lhes dá o direito de impor as suas normas aos outros, e de invectivar quem não pensar como eles. São os Savonarolas de hoje, os ayatollahs da política. Mal estaríamos se algum dia voltassem a deter o poder…

      • De says:

        Ahahaha.
        Francamente eu dou-lhe algumas dicas e não as aproveita.Faço um compasso de espera, de silêncio e vossemecê não percebe.Insiste, insiste e depois sai-lhe o retrato com essa clareza.
        “Não é só para ti que escrevo”
        Uma frase lapidar.Passemos de lado o tratamento coloquial e esbocemos ao menos um sorriso perante este “por-se em bicos dos pés”.
        Vossemecê acha que fala às massas?Gosta de palco.Está no seu pleno direito mas espanta que não tenha um amigo que lhe diga que o que é demais é mesmo demais
        🙂
        Uma versão tragicamente nacional de um intelectual versão “observador dos factos” mas não mais do que isso por favor senão pois então..Como a necessidade de palco o conduz a atitudes um pouco ridículas, eis vossemecê a fazer o seu papel para ter um lugar no tal sítio,.mesmo que tenha que representar com os seus “Savonarolas de hoje, os ayatollahs da política de sempre, e elogiar-lhes aquilo que agora esconjura dessa forma tão repetitiva.
        A coerência é uma coisa tramada.O esconjuro dos PIDES, dos KGB’s e das Gestapos que lhe assombram a consciência, leva-o a projectar nos outros os seus peculiares sentimentos ambivalentes. Conhecemos outros casos
        Embora se registe algo em que é coerente.Essa pequena mania de ( para além do “falar para as massas”-pecha dos aliados ocasionais? lol) de não passar sem verberar quem aparece como uma força decisiva para a mudança.
        Como eu dizia um personagem já retratado em inúmeros quadros.Eça parece que o conheceu bem, apesar de ter vivido um ror de anos antes de vossemecê.

      • Nuno Cardoso da Silva says:

        Dêzinho,

        Todos os anos tenho umas duas centenas de alunos com quem falo, com quem reflicto, e que me ajudam a afinar as minhas ideias sobre estes temas. Não me fazes (tu coloquial, mas não desrespeitoso) qualquer falta. Mas como há pelo 5dias um grupinho de ‘testemunhas de jeová’ na versão marxista-leninista, que se esforçam por aprender de cor a sua ‘sharia’ em vez de usar os miolos que o ‘grande arquitecto’ lhes terá dado, acho por bem partilhar convosco algumas dessas reflexões que vou construindo com os meus alunos, na vaga esperança de que decidam ligar o cérebro e percebam que a vossa receita já está estragada. Não cobro nada por isso e já aprendi a encaixar os sarcasmos saloios dos candidatos a salvadores da Pátria. A dizer verdade, até me divirto, embora lamente que ainda haja tanta gente que ainda não percebeu nada do que se passa à sua volta.

        Se não tiveres nada que fazer, vem às minhas aulas que os meus alunos adorarão conversar contigo.

      • De says:

        A tentativa de menorização do interlocutor, mediante diminutivos um pouco ridículos ou fazendo-se valer dos seus alunos, é indicativo de uma forte crispação.
        Crispação que é tanto mais patética quanto é de facto um clássico.E tanto mais cómica quanto nem sequer sabe quem é de facto o interlucotor.
        🙂
        Daí que se compreenda a irritação particular de Cardoso da Silva perante o pungente facto (para ele) de se ter assim revelado um pouco mais .

        O rei vai nu.A luta continua

      • Nuno Cardoso da Silva says:

        Não sei quem é o “interlucotor” porque ele não assina com o seu nome, preferindo a prudência do anonimato. Eu assino os meus posts com o meu verdadeiro nome, pelo que toda a gente sabe quem eu sou. Quem não deve, não teme…

      • De says:

        Mas eu explico para perceber.Saber quem é o interlocutor não interessa mesmo.
        O que interessa é o debate de ideias, não o umbigo de quem escreve.
        Percebeu ou quer mais explicações?

      • Nuno Cardoso da Silva says:

        Pois, há quem não tenha medo da luz do sol, e há quem prefira ficar pela sombra. Até porque disparatar sob anonomato tem a vantagem de ninguém se ir rir na nossa cara. Mas para eu ficar a conhecer melhor o meu interlocutor, talvez uma pequena biografia, mesmo anónima, ajude. Coisas como, onde estudou, até que nível estudou e o quê (provavelmente foi engenharia ou informática), que obras académicas escreveu, que idade tem, quantas línguas fala, qual o seu livro de cabeceira (para lá do Reader’s Digest das obras de Karl Marx), etc.

      • Nuno Cardoso da Silva says:

        Antes que venha aí o comentário jocoso, é claro que é “anonimato” e não “anonomato”. Tal como sei que querias escrever “interlocutor” e não “interlucotor”… Aí fui mesquinho, confesso…

      • De says:

        Mesquinho pelo “interlocutor”?Ou pelo anonomato?
        Francamente, mas ainda está aí ?
        (Bastava de resto olhar um pouco mais acima no meu próprio texto para verificar a incongruência)

      • De says:

        O anonimato tem a vantagem de disparatar anonimamente?
        Concedo que sim.
        Mas mais nada. O que interessa é mesmo o debate de ideias e assino por baixo o que o nosso amigo “antónimo”já escreveu bastas vezes sobre o caso.
        Quanto às figurinhas ridículas a que alguns se prestam …isso desculpe mas tem mais a ver com os escritos das pessoas em causa.Acho que basta por aqui

        Pode sempre consultar também o que Agostinho da Silva disse sobre o tema.
        🙂

        Agora deixe lá o livro da astróloga Maya das artes adivinhatórias e passe a assuntos sérios.Sem se deter em Holas ou em “selecções” carunchosas a que parece dedicar tanto interesse

  3. paulogranjoPaulo Granjo says:

    Ó Tiago… Então agora homenageias uma contra-revolução conservadora, só porque (nos costumes) anti-capitalista (que foi), mas em defesa do “ancient regime”? Ou porque popular (que talvez tenha sido na adesão local, mas sobretudo essencialmente clerical ou impulsionada pelos antepassados ideológicos do cénego Melo, que o diabo tenha em seu tormento)?
    Temos uma nova adesão ao negrismo?

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