Que a coragem desta mulher desbloqueie a solidariedade com a revolução do Bahrain

No Bahrain há uma revolução em curso há dois anos e há dois anos que essa revolução está a ser massacrada com recurso a mercenários sauditas. Na Europa, ao contrário de outras revoluções, esta não tem tido nenhuma ressonância e poucas vezes teve direito sequer a ser notícia. As imagens que chegam do Bahrein, sobretudo a partir do canal Occupy Bahrain, são cada vez mais horripilantes e reveladoras da violência que está a ser imposta a quem se rebelou. Porque será que não se ouve uma palavra, da esquerda à direita, das ONGS às Instituições Governamentais?

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2 Responses to Que a coragem desta mulher desbloqueie a solidariedade com a revolução do Bahrain

  1. bertosombra says:

    “Porque será que não se ouve uma palavra, da esquerda à direita(…)?”
    claramente ou andas a ler os jornais errados, ou quando falas em “esquerda” falas na tua pessoa que não diz uma palavra sobre o Bahrein neste blog desde 2011(!)

    Avante! – 21.Fevereiro.2013 – “Bahrein: A polícia atacou a multidão presente no funeral de uma mulher assassinada(…)” – http://www.avante.pt/pt/2047//123978/
    Avante! – 29.Novembro.2012 – “Bahrein: 23 médicos foram condenados a pena de prisão(…)” – http://www.avante.pt/pt/2035//122878/
    Avante! – 8.Novembro.2012 – “O Bahrein e o Kuwait continuam a responder com mão-de-ferro(…)” – http://www.avante.pt/pt/2032//122604/
    Avante! – 13.Setembro.2012 – “os media dominantes caluniam a Síria mas silenciam o que se passa no Bahrein(…)” – http://www.avante.pt/pt/2024//121819/
    Avante! – 31.Maio.2012 -“no Bahrein as movimentações de massas são contra a repressão e pelo derrube do regime.(…)” http://www.avante.pt/pt/2009//120332/

  2. Rocha says:

    Porquê? Eu explico:

    Porque a CIA, a Mossad, o MI5, a NATO, o Pentágono, a UE (especialmente Holland e Cameron) querem que a esquerda fale da suposta “revolução” na Síria – e graças à retórica anti-Assad estão a consegui-lo (com honrosas excepções de comunistas marxistas-leninistas e pequenos grupos da esquerda radical que combatem essa rede terrorista do imperialismo).

    A necessidade de branquear os “rebeldes sírios” compostos esmagadoramente pela irmandade muçulmana síria e grupos salafistas (ou simples mercenários/assassinos a soldo) está então proporcionalmente ligada à necessidade de ocultar o armamento, treino, financiamento e comando dos rebeldes pela Arábia Saudita, Qatar, Turquia, Estados, Unidos, Reino Unido e França, ou seja, a NATO mais as ditaduras medievais do golfo pérsico entusiastas do jihadismo estilo al-qaeda.

    E como esta santa aliança NATO-jihadistas com a Arábia Saudita à cabeça tem no Bahrain uma colónia (visto como província da Arábia Saudita), é necessário manter o manto de silêncio sobre o Bahrain, de modo a evitar que se perceba que o manto de mentiras encobre o genocídio como parte de um plano de recolonização do Médio Oriente e norte de Áfria.

    O derrube de Kadafi, como o derrube de Saddam, como a invasão do Mali e da Síria obedecem a esses planos imperialistas.

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