A 14 de Março de 1975

Considerando a necessidade de concretizar uma política económica antimonopolista que sirva as classes trabalhadoras e as camadas mais desfavorecidas da população portuguesa, no cumprimento do Programa do Movimento das Forças Armadas;
Considerando que o sistema bancário, na sua função privada, se tem caracterizado como um elemento ao serviço dos grandes grupos monopolistas, em detrimento da mobilização da poupança e da canalização do investimento em direcção à satisfação das reais necessidades da população portuguesa e ao apoio às pequenas e médias empresas;
Considerando que o sistema bancário constitui a alavanca fundamental de comando da economia, e que é por meio dela que se pode dinamizar a actividade económica, em especial a criação de novos postos de trabalho;
Considerando que os recentes acontecimentos de 11 de Março vieram pôr em evidência os perigos que para os superiores interesses da Revolução existem se não forem tomadas medidas imediatas no campo do contrôle efectivo do poder económico;
Considerando a necessidade de tais medidas terem em atenção a realidade nacional e a capacidade demonstrada pelos trabalhadores da banca na fiscalização e contrôle do respectivo sector de actividade;
Considerando, finalmente, a necessidade de salvaguardar os interesses legítimos dos depositantes;
Nestes termos:
Usando os poderes conferidos pelo artigo 6.º da Lei Constitucional n.º 5/75, de 14 de Março, o Conselho da Revolução decreta e eu promulgo, para valer como lei, o seguinte:

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4 Responses to A 14 de Março de 1975

  1. Bolota says:

    Nada como dantes em Abrantes.
    O Chico se não tivesse este passado não era Chico era Chica.
    Porque acham que foi tão rapido a eleição??? Se estavam á espera de um Papa tipo Manuel Martins Bispo de Setubal…

  2. mar says:

    Hoje é sabido que a nacionalização da banca aconteceu porque foram os trabalhadores do sector que, por conhecimento próprio e privilegiado, deram a saber ao poder político das movimentações e da fuga do capital, provavelmente para os paraísos do costume. Foi um acto de verdadeiro patriotismo, a defesa dos interesses da Grande MAIORIA dos Portugueses.
    A nacionalização da banca, hoje, não é só uma opção ideológica de política económica, é a defesa dos interesses da Grande MAIORIA dos Portugueses.

  3. rg says:

    Depois de nacionalizada, a banca não deixou de honrar os seus compromissos, de indemnizar os seus antigos accionistas, sendo mais tarde vendida com enormes ganhos para o Estado. Ainda dizem que foi um mau negócio.

  4. rg says:

    Nacionalizada, a banca não deixou de indemnizar os seus antigos accionistas e mais tarde, foi vendida com enormes ganhos para o Estado. Ainda dizem que foi um mau negócio.

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