Unidade, unidade, uni… oi?

Em Novembro de 1970 Álvaro Cunhal escreveu:

As forças revolucionárias têm diante de si um trabalho difícil, complexo, que exige uma perspectiva clara, um grande sentido de responsabilidade, um esforço tenaz, grande audácia associada a uma justa avaliação da correlação de forças a cada momento, inabalável confiança na classe trabalhadora e nas massas populares.

O inimigo contra o qual se deve dirigir o golpe principal, que é necessário abater para fazer progredir o processo revolucionário é a ditadura fascista. Contra ela se devem unir todas as forças sociais e políticas interessadas nesse objectivo. Acções de divisão e de desagregação no movimento democrático só ao inimigo podem aproveitar.

Em todas as frentes, os comunistas lutam lado a lado com os católicos, com socialistas, com liberais, com homens e mulheres sem-partido. Tudo fazemos e faremos para tornar mais estreita esta aliança fraternal de combate e tudo fazemos e faremos para alargá-la a sectores cada vez mais amplos de combatentes antifascistas, firmes, corajosos e dedicados, qualquer que seja a sua ideologia ou crença. (1)

Hoje, Jerónimo de Sousa, mostrando que esqueceu ou nunca leu o que Álvaro Cunhal escreveu, disse isto:

Inscrever-se num partido, por exemplo, para um patrão, o que é que incomoda ser do BE – isso papam eles ao pequeno-almoço, não se preocupam nada.

CDU 2MNo fim-de-semana passado, enquanto por todo o país, mulheres e homens, crianças, jovens e idosos, saíam às ruas, sob o lema «O Povo É Quem Mais Ordena», numa clara demonstração de repúdio contra estas políticas e deixando expressa a sua vontade de demissão deste governo, a CDU realizava, em Almada, o seu Encontro Regional Autárquico. Isto, apesar de ainda na quarta-feira (27/02/2013), o Comité Central do PCP ter garantido que aquelas seriam manifestações «em que os comunistas marcarão presença como contributo para a derrota do Pacto de Agressão, deste Governo e da política de direita». No mesmo dia, na Assembleia Municipal de Almada, uma moção apresentada pelos que não incomodam e que são comidos pelos patrões e que dizia, entre outras coisas, «saudar todas as iniciativas levadas a efeito contra a política do governo e manifestar o apoio à realização das manifestações e concentrações do próximo dia 2 de Março», bem como «exortar à participação dos/as Almadenses nestas manifestações», foi aprovada com os votos dos grupos municipais do BE e… da CDU.

O que aconteceu foi que, em Almada estiveram reunidos cerca de quatro centenas de militantes comunistas e/ou da CDU, conforme se pode verificar pelas fotos publicadas no perfil do Facebook da CDU Setúbal e pelos exemplos que aqui deixo.CDU 2M 3Em dia de luta unitária são, com certeza, estes, sentadinhos e fechadinhos numa sala de teatro, que não se deixam comer pelo patrão!

(1) Álvaro Cunhal, Radicalismo Pequeno-Burguês de Fachada Socialista, Edições Avante!, 3.ª ed., 1974, p. 218.
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35 Responses to Unidade, unidade, uni… oi?

  1. Tiago says:

    Parece que o autor deste artigo fica desgostoso com a acção do PCP. Clamas pela unidade! Este texto prova o quanto se pode ser hipócrita, ao criticar algo, que no mesmo preciso momento, se está a fazer. Sabes há quanto tempo estava marcado este encontro?

    Espera… parados, numa sala! E nos últimos trinta anos, enquanto muitos estavam sossegadinhos, a viver confortavelmente, enquanto outros penavam, quem é que esteve sempre na rua, a apelar à luta?

    Pensar, discutir colectivamente é lutar. Desmarcavam o encontro? É criticável? Depende daperspectiva… se discutes, decides e actuas, tens um planificação do que fazes. Quantos daqueles que como tu, que tanta unidade querem, já cancelaram, vá… um cafezito, para ir a uma discussão com os comunistas séria, sem preconceitos e disponiveis para falar… mas também ouvir! Há15 dias estiveram numa grande acção de massas, que depois de estar marcada alguém anunciou outra para 15 dias depois…

    E por favor não me censures o comentário, neste blog há quem tenha o mesmo discurso que tu, e nem um comentário de crítica suportam que censuram… palavras para quê?

    Partindo do presuposto que queres mesmo a unidade é no minimo triste. E por favor não cites Álvaro Cunhal para atacar o PCP, se não respeitas os vivos ao menos respeita quem deu tudo de si e já cá não está.

    • Carlos Guedes says:

      Estou em crer que o próprio Álvaro Cunhal rejeitaria essa espécie de endeusamento. E não o citei para atacar o PCP. Não confundo a árvore com a floresta e sei bem quem, dentro do PCP, não merece a herança de Álvaro Cunhal.

  2. Augusto says:

    Não sei se os patrões conseguiriam comer o BE num pequeno almoço, pois talvez tivessem uma indigestão.

    Mas o Soares dos Santos, o dono do Pingo Doce há dias na Televisão, defendia um governo de Unidade Nacional que teria de incluir o PCP.

    Afinal parece que os patrões já não receiam o PCP, como o “metalúrgico” Jerónimo de Sousa, tentou fazer crer aos jovens.

  3. JG says:

    Jerónimo de Sousa não o devia ter dito, mas está cheio de razão. Ser militante do Bloco é in, ser do PCP é out. Sei do que falo porque já estive dos dois lados. E, infelizmente, o Bloco está cada vez mais in, muito europeu, muito reformista, muito governamentável. Não se pode é ter sol na eira e chuva no nabal…

    • Carlos Guedes says:

      A cada cabeça sua sentença. Também eu estive nos dois (estou num) e, também eu, sei do que falo. E não concordo nada consigo.

      • Orlando says:

        Pois eu concordo com JG. Ser do Bloco é ser In, ser do PCP é ser Out, pelo menos é isso que nos querem fazer crer. Aqui, no meu local de trabalho, os bloquistas, almoçam com o patrão, os comunistas, lutam por melhores condições de trabalho. Advinhe que são os representantes dos trabalhadores ?? Pois é, os trabalhadores escolhem os comunistas para os representarem. Isto passa-se não só na minha empresa, como em tantas outras empresas. O patrão diz à boca cheia, que nas últimas elições, até votou no bloco. Deve ser por isso que os 2 trabalhadores assumidamente bloquistas são amigos do patrão. Nada mais tenho a dizer, desculpe a minha intromissão.

  4. João. says:

    Os bloquistas que eu saiba não se declaram comunistas. Não vejo bloquistas a dizer “eu sou comunista”. Não vejo o bloco a dizer-se um partido comunista. Para mim isto significa que assimilaram os termos do anti-comunismo, os termos mediante os quais se diz que o comunismo acabou. É bom, então, que o PCP separe as águas de acordo até com a própria posição do BE. Quem for comunista não tem outro partido com expressividade que o PCP, quem não o for terá o BE, o PS, o PSD e o CDS.

    A meu ver portanto o Jerónimo não é aqui simpático para o BE mas tem razão.

    • Carlos Guedes says:

      Eu sou comunista. E como eu há mais.

    • Camarro says:

      Também existem alguns militantes do PCP que, de comunistas, têm muito pouco. Ser comunista não é algo que se decrete. Não basta dizer “eu sou comunista” e depois, na prática, tomar atitudes que apontam precisamente em sentido contrário.

      • João. says:

        Sim, não basta dizer, porém é preciso dizê-lo, a meu ver. Porque a pergunta também é: porque não dizê-lo?

  5. Rocha says:

    Mas não é só uma questão de o Bloco não se identificar como comunista, que não se identifica. Também não se identifica com o marxismo e com o leninismo – que referência têm os revolucionários e a revolução do proletariado no seu programa e estatutos?

    E há mais, é por acaso o BE um partido dos trabalhadores e da classe operária? É por acaso um partido de trabalhadores que defenda a independência de classe? Nem é dos trabalhadores, nem é da classe operária. Por algum motivo é dirigido por intelectuais e mesmo nas bases o que se vê mais é classe média (para não dizer pequeno burguesia).

    O Carlos Guedes pode dizer que é mau para o trabalho unitário entre o bloco e o pcp que Jerónimo diga estas coisas e pode ter a sua razão. Mas como dizia o falecido Hugo Chávez “com a verdade nem ofendo nem temo”. Eu por mim acho que a franqueza é amiga da unidade.

  6. joão viegas says:

    De um ponto de vista logico, esta implicita uma etapa determinante da demonstração :

    O facto de Jeronimo de Sousa ter esquecido, ou nunca ter lido, o que escreveu Alvaro Cunhal, é intrinsecamente mau…

    Boas

  7. A.Silva says:

    Tendo em conta o exemplo do Chora na Autoeuropa….

    Ah e a propósito, gosto muito do anuncio ao “Tabu” do Francisco Louçã na SIC, nota-se que tem uma assinatura com personalidade.

    • Carlos Guedes says:

      O exemplo da Autoeuropa é este?

      • A.Silva says:

        Não o exemplo da autoeuropa podia ser aquele do convite para um jantar de homenagem ao ministro Pinho aquando da sua despedida depois da cena dos cornos na assembleia.

        Enfim, unidade sim mas nunca esquecendo com quem nos aliamos!

      • Carlos Guedes says:

        A.Silva, é um caminho longo e tortuoso, esse. Podia percorrê-lo contigo. Mas não o quero fazer… aqui, pelo menos. Abraço!

  8. Rafael Ortega says:

    Pode ser deselegante o que disse o Jerónimo, mas não deixa de ser verdade.

    O BE é visto como um partido de betos, que estão ali para ser rebeldes aos olhos dos papás. antes isso que se meterem na droga.

    Não metem medo a ninguém.

  9. Bento says:

    Este é o tipo de post demagógico e de quem alimenta um “odiozinho” irresistível aos comunistas que está no ADN.

    As próximas eleições autárquicas constituem um acontecimento importante na luta contra a direita e como tal devem ser preparadas com cuidado . Um dos motivos pelo qual o PCP está enraizado no seio das populações e nos trabalhadores é porque trabalha para isso . Não passa o seu tempo a discutir o sexo dos anjos e a criar e a ” descriar” correntes. Discute os problemas das populações e dos trabalhadores, organiza-os e luta. Isto porque a “corrente” socialismo no PCP já está definida há mais de 90 anos.
    A manifestação de 2 Março foi uma importante jornada de luta contra a direita? foi e por isso lá estiveram milhares e milhares de comunistas.
    O encontro regional em Almada da CDU constituiu igualmente uma jornada de luta contra a direita e por isso lá estiveram comunistas, socialistas, democratas independentes e outros portugueses honrados tal como dizia Alvaro Cunhal na citação mencionada.

  10. Tima says:

    Este blogue é o exemplo de um albergue espanhol da Esquerda portuguesa. Já teve comunistas ortodoxos, comunistas moderados, socialistas revolucionários e outros mas o que fica no final das coisas é que a Esquerda portuguesa está cada vez mais dividida e a direita agradece.
    Na maior crise pós 25 de Abril e o BE e o PCP juntos não chegam a 1 sexto das intenções de voto e o PS e PSD estão com 35 e 27% respectivamente então está mais do que evidente que a “estratégia” do PCP de antagonizar o BE e a do BE de se aproximar ao PS estão erradas.
    Não vejo outra solução que não passe pela elaboração de uma plataforma eleitoral entre BE e PCP e como sei que isto jamais vai acontecer em Portugal, então nas próximas eleições lá teremos um desGoverno PS (quem sabe com a alternadeira do CDS) para mais 4 anos de austeridade louca!
    Andam a brincar à democracia à custa da vida dos portugueses. Tenham mas é vergonha e parem de ser sectários! Se o BE e o PCP continuarem de costas voltadas a esquerda está condenada a fragmentar-se e nunca mais sair do gueto!

  11. Miguel Tiago says:

    o encontro estava marcado muito antes da manifestação ter sido agendada. e mesmo assim, os comunistas do distrito de setúbal dividiram-se por entre as várias tarefas com que se defrontaram nesse dia. Muitos comunistas encheram as ruas de setúbal, como se pôde confirmar no próprio dia.

    Valorizar a unidade do movimento popular é muito diferente de cristalizar em torno de formulações “PCP em unidade com o BE”. Isso, para mim, é inquinar o discurso e o raciocínio.

    O movimento popular, o movimento sindical e operário contou em 2 de março, como até aqui com o contributo decisivo dos comunistas para assegurar a unidade. E para isso muitas vezes foi até preciso combater a intervenção fraccionista de outras forças.

    Julgo que o PCP mostrou que não vira as costas a nenhuma chamada. Tinha um encontro de quadros da CDU marcado desde 2012, planificado para preparar a batalha autárquica (que é também importante) envolvendo muito trabalho e esforço de autarcas e quadros da CDU e mesmo assim mobilizou e empenhou-se no sucesso da manifestação de 2 de março. Conseguiu cumprir ambos os compromissos, apesar de só um deles ter sido decidido pela CDU e o outro ter tido agendamento alheio. Respondeu a ambos os apelos. Como aliás, muitas vezes, tem de fazer. Porque isto da luta e da unidade vai muito além do conceito de alianças partidárias.

    Julgo não ser a intenção do autor do post, mas a simplificação aqui feita da situação acaba por ter um resultado mais contrário à unidade do que levar autocolantes e blocos organizados com pancartas identificadas com o símbolo do BE para o 2 de março. Que já em si, na minha opinião, não contribui grande coisa.

    • CausasPerdidas says:

      Continuo a não ver o problema de se levar cartazes ou bandeiras políticas para qualquer manifestação. Aliás, mesmo que não seja “assinado”, qualquer pessoa que conheça a linguagem das diversas organizações saberá identificar um cortejo de gente ligada ao PCP, ao BE, ao MRPP ou a qualquer outro grupo político. Olho para as manifs pela Europa e apercebo-me que essa preocupação em esmagar a identidade dos participantes organizados politicamente é apenas mais uma particularidade portuguesa, algo que na minha opinião se aproxima da ideia anti-partidos que a direita populista agita contra os “políticos”.
      Em Setúbal, no passado 2 de Março, o único grupo político organizado que desfilou estava ligado aos anarquistas. Ninguém os atirou para a cauda. Pelo contrário, ligado à organização, fui junto deles para os cumprimentar. Para além destes, um grupo de militantes do PCP distribuiu um autocolante não assinado a favor do “Governo Patriótico e de Esquerda”. Ninguém lhes foi chamar a atenção de que eram partidários encapotados. Os cartazes da manif foram aqueles que as pessoas se lembraram de trazer e outros que foram colocados com fita a decorar as paredes pela organização – cartazes de cartão que sobraram de anteriores acções e que quem quis pegou e exibiu pela avenida.
      Como é costume acontecer em Setúbal, a manifestação acabou em assembleia popular e interveio quem o quis fazer. A exemplo da outra manif. ocorrida em Outubro, onde a presidente de câmara foi a primeira que se inscreveu, desta feita foi um vereador do PCP quem se perfilou junto à mesa logo que foi anunciada a abertura de inscrições.
      Não há drama nenhum nisto, apenas recomendaria que o séquito fosse menos ostensivo e mais discreto ao abandonar uma concentração depois do/da porta-voz ocasional falar. Só me refiro a isto porque (sendo próximo do BE) aquilo que me faz mover é o sucesso da manifestação e não o vão mijar na esquina para marcar território.

      • Rocha says:

        O que está a dizer sobre os símbolos partidários em manifestações unitárias das massas populares é um disparate. Os símbolos partidários prejudicam sim as manifestações cujo objectivo é a unidade na acção das lutas de massas. E não é uma lógica populista anti-partidária que o justifica mas sim a compreensível indignação das pessoas quando se procura reduzir a luta das ruas a um trampolim para ganhos eleitorais.

        As lutas da rua, incluindo as manifestações, mas também as greves, os bloqueios de estradas e ocupações – enfim as lutas de massas a nível geral – têm o seu valor por elas mesmas e não devem ser desrespeitadas em função de lógicas meramente eleitoralistas. Por isso mesmo os símbolos partidários prejudicam sim a unidade na acção e o desenvolvimento das lutas de massas como formas superores e mais importantes do que qualquer eleição dentro deste regime burguês.

  12. PCG says:

    “sentadinhos e fechadinhos numa sala de teatro”… ressentimento patético. e a direita avança, ufana e arrogante.

    • Carlos Guedes says:

      Não há ressentimento de espécie alguma nessa frase. Muito menos patético. É uma forma fofinha de pôr as coisas.

  13. Pisca says:

    Que perca de tempo a explicar ao Guedes quando tudo se resume a uma só questão

    O Guedes é parvo e citaria o Manual da Máquina da Loiça se lhe desse jeito, para ficar com um ar intelectual e entendido

    • Carlos Guedes says:

      O Guedes é parvo e o Pisca é um intelectual dos entendidos. Agora que esclarecemos isso, qual é mesmo o seu contributo para o, digamos, debate?

  14. Vítor Vieira says:

    Caro Carlos Guedes, parece que já estará completamente esclarecido, até para si, porque é que no dia 2, em vez de 1.500.000 cidadãos, só estiveram nas ruas 1.490.599.
    Faltaram efetivamente 401: bem gostaria de ter estado, mas também não estive “nas ruas” nesse dia. Isso tira-me algo? Penso que não. Porque a minha ação é medida no quotidiano, não apenas numa ou outra tarde de sábado.
    Por outro lado, citar o Álvaro de 70 é esquecer o contexto. Certamente passei mais tempo com ele do que o Carlos; e por isso tenho tanta ou mais legitimidade para invocar os seus ditos. Não o faço, até porque o próprio não gostaria. Mas não deixo de registar as suas capacidades cirúrgicas.
    Preocupe-se com coisas outras, venha todos os dias para a luta, e não se canse a tentar diminuir a verdade. E a verdade é que (independentemente das causas) os patrões ligam pouco se um trabalhador é do BE. Mas ligam – e muito – se é do PCP. É a constatação de um facto, apenas. Não precisa de se amofinar.

    • Carlos Guedes says:

      Factos são factos. Desde que venham da boca certa. Acredite que nada me move contra o PCP e/ou os seus militantes. Quanto ao Álvaro, tive o privilégio de ter duas longas conversas com ele. Não o esqueço. E sempre que o cito faço-o com todo o respeito e sem qualquer veneração. Ter podido conversar com ele não me dá nem mais nem menos direitos de o citar do que a alguém que apenas hoje tenha tropeçado nos seus escritos. Quanto à luta… faz-se. Certamente todos os dias. E certamente mais nas ruas do que por aqui.

  15. Pingback: Se CDU não MOBilizou muita gente, o BE desMOBilizou muito mais… | cinco dias

  16. CausasPerdidas says:

    Não me venha com essa dos patrões que votam no BE, só cretinos sectarizados que não conhecem nada da história do movimento operário português lhe darão os améns. Em contrapartida, posso indicar-lhe o tratamento persecutório e o clientelismo de um município concreto do PCP, não um patrão qualquer que até pode estar a gozar com a sua cara. Sim, de concursos que expelem “dessincronizados”, do tratamento a trabalhadores que qualquer sindicato jamais toleraria numa empresa privada por parte de um município que chega ao ponto de tentar proibir jornais locais porque não se perfilam: Setúbal. Na empresa onde trabalho, os activistas do BE ainda vão sendo aqueles que pretendem debater as questões da empresa, bem ou mal ainda não se sujeitaram ao “não fazer ondas”, nem estão “adormecidos”.
    Pelo caminho reproduzo a observação, que eu considero perspicaz, de um jovem activista do BE com quem me cruzei num debate: todos os militantes do PCP que conheço são funcionários do partido, ou da câmara, ou de empresas que trabalham para ela, ou permanentes do sindicato que têm mais anos de dirigentes que de trabalhadores no activo, sendo que parte substancial dos mais novos saíram das escolas para o partido e deste para o município. Confirme-o junto de camaradas seus, que o confirmarão com mágoa. Entretanto, para si e para outros comparadores de pilinhas revolucionárias: ser “revolucionário” a partir do escritório do sindicato, ou por detrás de um teclado, é bem mais fácil do que ser “reformista” numa empresa.

    • Tiago says:

      Só faltava esta… em ano de autárquicas, o capital já sabe o que fazer. A mesquinhez desta gente pode derrubar muita gente, pode levar muitos a dizer que não vale a pena, que o capital e seus fantoches levão à podridão do pensamento esmagado pelo ódio, mas os comunistas conhecem a s regras do jogo. E ao contrário dos seus inimigos de classe não vergam os seus princípios. Ao ler estes ataques medíocres, conhecendo a realidade que procuram deturpar, só penso: é muito unido este Partido que resiste a tudo! Que orgulho.

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