Indispensável

Intervenção da Joana Manuel no quadro da Conferência Nacional – Em Defesa de um Portugal Soberano e Desenvolvido, dia 23 de Fevereiro de 2013 no auditório da Faculdade de Ciências de Lisboa

 

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30 Responses to Indispensável

  1. Bolota says:

    Tiago,

    Simplesmente fabulosas esta intervenção. É gente como a Joana que nos dão alguma esperança para o futuro.
    Vou roubar o video…pode ser???

  2. De says:

    Tão belo.Belíssimo.
    E comovente.

    (Fazes falta por aqui)

  3. Rocha says:

    Sim é indispensável e é a voz de uma geração, eu também posso confirmá-lo.

  4. henrique pereira dos santos says:

    Uma intervenção infantil. Uma artista e cantora a queixar-se dos horários é como um guarda nocturno a queixar-se de trabalhar de noite, um mineiro a queixar-se de não trabalhar a céu aberto e um surfista profissional a queixar-se de estar sempre a molhar-se. Enfim, quando a esquerda passa o tempo a defender a classe média em vez de defender os fracos e oprimidos é natural que acabe nestes teatrinhos a apelar ao sentimento, a contar a vida dura dos pais por falta de motivo para falar da dura da vida própria.
    henrique pereira dos santos

    • De says:

      Uma intervenção de classe esta de Henrique Santos.
      De classe burguesa e bem instalada na vida, claro.Irritada naturalmente com o retrato real do país e incomodada pelo facto de ser assim desmascarada
      E que espelha bem o que é o populismo como esteio ideológico da direita e da extrema-direita.
      Citemos Vaz de Carvalho
      “Indo ao essencial, diríamos que o populismo consiste em escamotear as contradições principais e antagónicas do sistema capitalista, sobrepondo-lhes contradições secundárias e não antagónicas, generalizando e empolando o que apenas tem efeitos residuais.
      Opõem-se trabalhadores com emprego e contratação coletiva a desempregados e precários; pensionistas atuais aos futuros; grevistas que em última análise defendem os direitos de todos, aos utentes dos serviços. A situação de uns seria a causa das dificuldades dos outros. Colocam-se os que auferem 300 ou 400 euros mensais, contra os que recebem – a partir do que descontaram antes – 1 500 ou 2 000 euros (ilíquidos) e que o governo estipulou como ricos, mas escondem-se os perdões fiscais aos multimilionários rendimentos dos oligarcas e seus serventuários.
      O populismo procura colocar pobres e desempregados contra outros pobres e outros desempregados. O seu objetivo é a divisão dos trabalhadores, assumido que a exploração é feita pelo colega que “trabalha menos, mas ganha o mesmo”, que desemprego é causado pelos direitos laborais, pelos “altos custos salariais” e pelos emigrantes. Enquanto isto, a oligarquia dominante absorve em seu benefício cada vez maiores fatias da riqueza nacional, perante o silêncio cúmplice da propaganda populista”
      http://www.odiario.info/?p=2791

      Escarrapachada aqui a “estratégia” de Henrique Santos.A defesa da oligarquia por Henrique Santos ao escamotear as relações de exploração.
      “O objetivo da direita, o objetivo reacionário é a desarticulação social, colocar explorados contra explorados, dividir para controlar”.

    • Paulo Marques says:

      Quando fala em intervenção infantil, sim, mas é intervenção. Não sou de esquerda, mas suponho que o que era classe média, vai deixando de existir, portanto suponho que de pobre vxª nada tenha. E pela sua intervenção denoto que não tem problemas reais, ou é um “martir” e vive num Portugal dos pequeninos ou então tem as suas necessidades preenchidas, emprego (reforma), comidinha, roupinha, casinha paga etc. Enquanto existirem pessoas como o Sr. com este tipo de intervenção, pessoas como o Sr. reinarão neste impasse, nesta luta partidária. Isto está acima de qualquer politico ou partido, isto é pobreza de espirito.

    • Joaquim Seita says:

      Tenho muita pena que o “camarada henrique pereira dos santos” tenha esta opinião, sobre quem é inteligente e sábio, como é esta SENHORA, vossa excelência deve ser de alguma “jota” e com ambições ao poder ou então alguém que tem a barriga, o depósito do carro e os bolsos cheios, não pelo que Trabalha mas, pelo que o paizinho e ou a mãezinha lhe dá todas as semanas …

      • amandio costa says:

        Muito bem o seu comentátrio, sr Joaquim Seita. Este senhor Henrique Santos deve estar à espera de um taxo, ou já o tem como o filho do sr Negrão ex ministro, e que foi coadjuvar a Ministra da justiça. Bem haja a suas palavras, pois este senhor ao criticar quem nu e cru descreve o futuro negro da maioria da nossa juventude. só pode ser jota do PS/PSD/ ou CDS, que nada ao sabor das marés. Mais uma vez bem haja pela sua intervenção.

    • Sassmine says:

      Para sua informação, e uma vez que a questão dos horários dos actores lhe fez espécie, sugiro-lhe que vá espreitar a legislação espanhola. Do que falo não é de fazer espectáculos ou ensaios que acabam às duas da manhã, mas de estar convocada para a manhã seguinte, com um intervalo de oito horas, pela mesma instituição, para uma prova de guarda-roupa, por exemplo. Deixo-lhe o esclarecimento a título de informação, porque ser actor não é ser escravo. Fica explicado, portanto, se bem que as ideias feitas que expõe neste comentário me sugiram que explicar possa ser um esforço vão.

      Por último, e uma vez que pelos vistos não lhe ficou claro: o espelho invertido é precisamente que a nossa vida é uma variação da vida dos nossos pais, ao contrário do que o sistema nos quer fazer crer. Atravessamos e reatravessamos o espelho, para ficar mais ou menos no mesmo sítio. Mas percebo que possa ser uma conclusão muito elaborada para algumas cabeças e chamar-lhe “choradinho” lhe seja mais apelativo. E resolve-lhe aquele problema chato, que é ter de pensar um bocadinho no que diz.

  5. manuel figueiredo says:

    Não teria nada a acrescentar, porque concordo com o que aqui ficou bem claro. Mas não posso deixar de sublinhar que este “sua excelência” exorbita em “pobreza de espírito”.

  6. JgMenos says:

    Hoje achei-me com disposição para ouvir esta peça lírica.
    O que subsiste para além da justa exaltação da luta dos jovens que foram os pais?
    A melancolia pelo insucesso para os jovens de hoje: dos ganhos das lutas de uma e meia gerações: o vínculo laboral, os direitos a indemnizações, subsídios e assistências várias.
    Entre parte da geração dos pais e a dela, há aquela gloriosa geração de Abril que deixou as contas para pagar.

    • De says:

      Deu um gosto especial ao Menos para ouvir a “peça lírica”
      Todo um programa oculto nestas duas simples palavras.Que o verniz posterior não atenua.
      Eis um exemplo do sentir e pensar de quem nos tenta fazer crer que as contas por pagar são de quem não tem contas por pagar.Que escamoteia a responsabilidade dos verdadeiros responsáveis.Enquanto “chora” contra Abril que derrubou o fascismo.
      Deu um gosto especial ao Menos para ouvir a “peça lírica”…As contas por pagar da canalha que nos governa têm que ser liquidadas.
      Sorry menos

  7. braga says:

    gostaria de dizer algo mas depois de ler o que alguns papagaios aqui escreveram até tenho vergonha de responder,assim vai Portugal

  8. Zegna says:

    A intervençao parece ser boa……..mas ela particpou nas ultimas eleiçoes??espero que sim ………recordo que tivemos 42% de gente que nao escolheu nas ou melhor escolheu gente que nao quer nada.
    A melhor intervençao que os nossos jovens podem ter , era pensarem mesmo em participar nas eleiçoes e escolherem alguem e nao se absterem como muitos o fizeram e agora anda em manifestaçoes cheios de energia ue se calhar va desaparecer quando for preciso ir votar….
    Nao sera melhor tambem os nossos jovens pensarem nisto?!?!

  9. Maria jose Simões Carlos Dias Ferreira. says:

    A intervenção, diz-nos, que afinal a nossa juventude não é rasca, é uma juventude com conhecimentos de causa.
    Disse grandes verdades frases amargas, com voz doce,
    Lamentávelmente é verdade ,ou pelo menos quase tudo o que a oradora disse,os nossos jovens não tém perspetiva de vida, nem um futuro risonho pela frente, ou imigram ou voltam para casa dos pais, para sobreviverem.
    É triste que os pais sonharem com um futuro risonho para os seus filhos, e quando chega altura de acabarem a sua formatura, voltarem de novo para casa como voltassem a ser meninos isso dói muito ao pais, É o Portugal que temos e os seus governante lamentavelmen. M.J

  10. Maria jose Simões Carlos Dias Ferreira. says:

    `´E o Portugal que temos, com jovens bem formados mas sem perspetivas de vida!!!!!!!!!!!!!!!!!

  11. Fabuloso e comovente!!
    sou uma das mulheres que não foi menina.Tenho filhos da mesma faixa etária que a Joana. Ao que chegou o nosso País…….
    Como posso repassar?

  12. victor brito says:

    Grand’a mulher. Corajosa, sincera, bonita

  13. João Pimentel Ferreira says:

    É tudo muito poético e muito bonito mas presumo que essa sra. nem saiba fazer uma regra de 3 simples, quanto mais entender de finanças públicas 🙂

    Os tempos exigem racionalidade, não impetuosos discursos pseudo-patrióticos, que visam destabilizar!

    Matemáticos&Poetas ao PODER

  14. José says:

    Revelam-se algumas passagens que relatam a vivência de dificuldade de muitos jovens de meados do século passado que foram para Lisboa comer o pão que o diabo amassou e eu acrescento que os da mesma condição social que ficaram, viveram ainda muito pior. No meio, uma série de frases feitas e um lamento de desgraçadinha quando afinal acredito que não se passeie por aí de Porches, por enquanto! De realçar a atenção da assistência ao epistemológico discurso onde, tenho cá p,ra mim, que se em vezes de água os copos tivessem vinho, a palestra tinha outro pinta!

    • De says:

      Volto aqui por acaso e deparo-me com um comentário desgraçadinho com insinuações desgraçadinhas a passearem-se por aí de Porche ou de ferrari.
      De realçar o refúgio na pinga como se se quisessse esconder o peso do que ouvimnos.
      Métodos velhos de quem anda aos caídos?

  15. Mateus says:

    pelo amor da santa…

    em 1º lugar, hoje em dia a licenciatura é completamente dispensável..principalmente se tivermos que os nossos numerus clausus direccionam a maior parte dos jovens para profissões para as quais existe bem mais procura do que oferta! a culpa é do sistema ou das escolhas das pessoas?!

    2º, se uma pessoa começar a trabalhar cedo e se dedicar ao que quer fazer, chega bem mais longe do que alguém que tira licenciaturas ad eternum sem ter experiências profissionais e para as quais já se sabe à priori que não existe emprego!

    3º, Se se critica o 8 (os pais que começaram a trabalhar cedo) e o 80 (começar a trabalhar aos 25 depois de n canudos), porque não começou a trabalhar mais cedo e enquanto estudava e assim fazer-se “mulher” na altura que considera certa?

    4º, mas a próposito de quê é que temos de ter um estado “paizinho” que nos dá consultas de borla, e que nos dá tudo e mais alguma coisa? é exactamente o almejar deste tipo de estado, pesado e tentacular, paizinho e das redes para tudo e mais alguma coisa que chegámos ao buraco que chegámos…

    5º mas quando escolheu teatro, não sabia já o que era e as condições que ia ter? que eu saiba a vida destes artistas sempre foi assim..qual a novidade? quis perseguir o seu sonho? teve liberdade de o fazer, o que não pode esperar é que ele venha acompanhado de unicórnios, porque estes, não existem…

    6º – cada um utiliza as suas histórias pessoais como bem entende, não tenho nada a ver com isso…mas estar a utilizar as histórias menos felizes da família para com isso puxar ao sentimento, empatizar o publico com o seu descontentamento e depois ter ZERO de crítica construtiva, acho que mina um pouco o objectivo da conferência apelidada de – “Em Defesa de um Portugal Soberano e Desenvolvido”. O que sugeriu para fazer a esta defesa?? RIEN!! e “enquanto os cães ladram, a caravana passa”, partilhamos todos o nosso descontentamento e ficamos um pouco mais aliviados por isso mas não produzimos a ideia mais básica de como fazer esta defesa..

    • manelj says:

      Ao ler este comentário só posso lamentar que a interpretação de um texto seja uma tarefa tão dura para pessoas como o senhor Mateus. Queria uma uma sugestão? Pois dou-lhe uma: ler Lewis Carroll e as suas Alices. Talvez chegue lá. 🙂

    • De says:

      Ao ler este comentário penso estar a ler “as conferências” de uma criatura que relvas lançou alnda antes de ser corrido. Um tal miguel gonçalves,figura serôdia de vendedor de banha da cobra neoliberal.
      Citando “fuas Rouquinho”:
      Os maiores “subsídio-dependentes” que conheço são os banqueiros, grandes industriais e grandes comerciantes. Os subsídios são-lhes atribuídos pelo Estado através de apoios, cortes nos impostos, facilitando o acesso a mercados, servindo de fiador para créditos de investimento internacionais, etc., etc., etc. Mesmo para o aumento do salário mínimo, o patronato exige um subsídio através do corte nos impostos! ”
      Percebido ou é preciso explicador?

      O Capital já não tem mais nada a oferecer que este exercício patético de culpabilização ,daqueles que são triturados pela máquina do poder e dos “mercados”.
      A lei da oferta e da procura como lei motiv social foi já bastas vezes colocada a nu pelo que representa e o que vale.Desde Marx que sabemos da necessidade da legião de desempregados para que o capital singre.E cada dia que passa se percebe que o capitalismo está exangue e que não serve para a realização individual e colectiva das populações.
      Temos assim um texto velho e requentado da parte de Mateus, que encerra no fundo um apelo ao acomodar -se perante esta sociedade desigual e que convoca ao sauve qui peut tão amado pelos neoliberais.
      Não queremos isso.
      Um terrorista social que nos governa também nos tentou vender a ideia que o “desemprego é culpa dos desempregados” e que são estes que escolhem o seu futuro mediante as profissões escolhidas.Néscio social,logo secundado pela quadrilha de correligionários.
      É que a alternativa que o Mateus não quer ver já que parece que está entretido a ladrar é muito clara:
      O derrube desta sociedade putrefacta que só produz miséria, fome, dor, sofrimento, desemprego, injustiça social.

  16. Mateus says:

    Cara Joana,

    Cada pessoa, com a sua distinta personalidade e experiência acumulada interpreta um mesmo texto de maneira diferente, não significa que não sejam capazes de “lá chegar” , somente que têm uma perspetiva diferente do mundo. Eu até (acho que) percebo o que quis dizer e fazer, reconheço-lhe bastante capacidade pq o seu discurso foi de facto bem elaborado e efetivado e foi capaz de galvanizar meio mundo, seja pela positiva seja pela negativa. Até aí tudo bem. O que, para mim, faltou no seu discurso foi conteúdo, crítica positiva e o pavimentar de opções face à situação que identifica como não desejável.

    E o seu comentário mais uma vez demonstra isso.

    Em 1º lugar julga (e mal) que nunca li o livro que menciona;mas isso tb é secundário. O principal, para mim (mais uma vez), é ouvir as suas ideias sobre como “defender um Portugal soberano e desenvolvido”, ponto fulcral que (na minha perspetiva) faltou na sua intervenção e que ainda não tive a oportunidade de perceber.. Pode ajudar-me a “chegar lá”? (por favor, claro. Pq a educação é bonita!)

    E já agora, se não for muito trabalho, gostava também de perceber qual o relação de (re)ler o romance que menciona com a interpretação da sua intervenção..está a tentar dizer-me que devo olhar para ele como lirismo, desprovido de conteúdo prático? que devo encará-lo, não como uma intervenção cujo objetivo final é o desencadear de uma ação positiva mas como uma intervenção de “passatempo”? Mas como referi, o importante para mim é perceber as soluções e opções da Joana para aquele que era o tema da conferência; o restante para mim é secundário.

    Obrigado

    • De says:

      Será mesmo ignorãncia ou é outra coisa qualquer?
      A defesa de um Portugal soberano implica correr desde já com o poder que nos governa em nome da troika e do Capital.Espectáculos criminosos como os que assistimos de venda ao desbarato da nossa riqueza e da apropriação do produto do nosso trabalho pelo grande poder económico-financeiro não são perceptíveis para o Mateus?

      Daí é partir para outro modelo de desenvolvimento.E quanto a isso,desculpe mas basta estar atento às propostas alternativas em vez de se esconder atrás da escola de Chicago ou das tretas dos media fidelizados
      🙂

      Quanto ao livro citado….É voltar a ele e insistir,insistir,em vez de procurar uma maezinha ou um paizinho que lhe dê consultas de borla
      🙂

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