Porque os números (e a verdade) falam muito alto

Terreiro Cheio

Clique na imagem para ampliar, retiradas da reportagem do MV.

A guerra dos números é chata mas tem que ser dada, sobretudo quando, como no passado dia 2 de Março, só uma mão cheia de má fé pode turvar a história que se escreveu nas ruas.

Os quatro frames retirados do vídeo do MV deixam claro que o Terreiro do Paço rebentou pelas costuras. Estas imagens, recolhidas entre a Grândola e a leitura da Moção de Censura Popular, não deixam margem para dúvidas – só no Terreiro do Paço estavam pelo menos 300 mil pessoas. Mas há mais. As três artérias que ai desaguam estavam igualmente à pinha, sem que as pessoas conseguissem aceder ao Terreiro. Mais acima, quer o Rossio quer a Praça da Figueira mantinham-se repletas de gente.

No momento em que a cabeça da manifestação partiu, atrás de si ficaram avenidas repletas, sobretudo vindas da 5 de Outubro, com a chegada das marés da educação, saúde e os diferentes grupos organizados. Na hora em que saiu do Marquês de Pombal, cerca das 16h, o directo da TVI mostrava imagens das ruas cheias também até ao Terreiro do Paço.

As contas são assim fáceis de fazer. Assumindo que todas as pessoas que foram à manifestação chegaram no primeiro minuto e foram embora no último segundo, as contas terão que ser feitas às tais seis pessoas por metro quadrado, em cada um dos metros quadrados que se somam do Terreiro ao Marquês – não contabilizando, dando de barato e para evitar falsas polémicas, os milhares que vinham da 5 de Outubro.

No protesto da Geração à Rasca, a 12 de Março de 2011, a manifestação começou em frente ao cinema São Jorge e acabou no Rossio. Por essa altura ninguém, nem mesmo quem agora está no governo, ousou questionar que nas ruas estiveram pelo menos 250 mil pessoas. Assumindo esse número, e porque agora a área ocupada foi três vezes maior, qualquer valor abaixo das 750 mil pessoas é uma piada de mau gosto de quem para fazer política se limita a atentar contra a lógica e a matemática.

A numerologia, nos diferentes graus de delírio, tem apenas uma intenção: desviar as atenções de um protesto inaudito, por um conjunto de razões políticas que nenhum acólito do governo consegue justificar: o protesto visou objectivamente o bloco central e exigiu, sem contemplações, a saída da troika do país e a demissão do governo, que considerou ilegitimo, sendo que optou por não se posicionar sobre nenhuma das questões que dividem a esquerda, em especial em matéria de dívida.

Como é apanágio das manifestações ditas inorgânicas não houve serviço de ordem. A organização decidiu fazer uma Moção de Censura Popular e cantar a Grândola, mas no final não deu nenhuma orientação para desmobilizar quem quer que fosse. Mal ou bem fez o que entendeu e terminou sublinhando que “é o povo quem mais ordena”. A verdade é que poucos foram os que, de livre vontade, ali ficaram. A única coisa que aconteceu depois das actividades previstas pela organização foi um microfone aberto, organizado pela Plataforma 15 de Outubro, onde falaram três pessoas do MAS e terminou, segundo os seus organizadores, “por falta de gasolina no gerador”.

Todos os grupos organizados, sem excepção, foram-se embora. Por um lado, por acharem que a resposta dada tinha sido de tal maneira avassaladora que prescindia qualquer acção adicional. Por outro porque, ao contrário do que insinua a reportagem do MV, o povo soube o que fazer da vida sem precisar de nenhuma tutoria.

As cartas foram uma vez mais lançadas e este milhão e meio de pessoas somaram-se às centenas de milhar que já se manifestaram contra este governo. Se nada acontecer, é da responsabilidade do governo tudo o que se vier a passar a seguir. Se somar à violência da austeridade a incapacidade de ouvir os processos e os protestos democráticos o único convite que o governo está a fazer é para que seja derrubado com os mesmos ferros com que mata, by any means necessary, em cada um dos dias que faltam ao seu ilegitimo mandato.

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@Isabel Zuzarte

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48 Responses to Porque os números (e a verdade) falam muito alto

  1. Von says:

    As 4 frames não provam nada. Nadinha. A frame que provaria seja o que for, teria de ser aérea. Tal como afirmar que 300000 cabem naquela praça. Acho até que esta manifestação, independentemente de estar mais ou menos gente, não teve o impacto da que terminou na Praça de Espanha. E sabe porquê? Porque ao adoptar “Grândola” como bandeira, partidarizou (sim, partidarizou) o protesto.

    • Provam que a praça estava substancialmente mais cheia do que na missa do Papa: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/missa-terreiro-do-paco-lisboa-papa-missa-papa-tvi24/1162084-4071.html – e não consta que por essa altura fosse preciso somar mais três avenidas e duas praças (Figueira e Rossio).

      • von says:

        Pouco me interessam as estimativas na altura do Papa, que também pecam pelo excesso. Reafirmo que só uma frame aérea (as que existem, não mostram em momento algum a praça cheia) e um cálculo por m2, podem dar rigor à contagem.

    • João. says:

      Para a próxima que se escolha uma canção do Marco Paulo para não ferir susceptibilidades – quem sabe até o Relvas, o Portas, o Gaspar, o Coelho e o Cavaco, venham à manifestação, afinal não se quer excluir ninguém com partidarismos.

    • João Vale says:

      Grândola Vila Morena é e será sempre o símbolo de LUTA ! E para a direita que pensa que o poder é por 40 anos depois do golpe-de-estado-legal de 2011, vai-se enganar redondamente, pois quanto a mim as manifestações acabaram e a seguir de terá de certas por outros meios. Só espero que não os mandem para o brasil de férias. As contas vão ser feitas à maneira dos romenos !

    • De says:

      “partidarizou”?
      Uma ova.

      Alguns encontram justificações do género para se demitirem ou para justificarem posturas mais ou menos à Poncio Pilatos.
      Fiquemo-nos por aqui.

      Parabéns por este post e pela acertividade na luta e para a luta.Sem contemplações manhosas com as questões numéricas com que os troikistas assumidos ou envergonhados nos querem acantonar

      ( ah, a fotografia é linda)

      • von says:

        Apenas dei a minha opinião. Você terá a sua. E as duas opiniões fazem o nosso direito à expressão livre.

      • Podem, mas não podem contornar os factos e esses são o que são.

      • von says:

        Não existem factos, apenas opiniões e estimativas numéricas. Mantenho o meu comentário inicial. Porém, em nenhum momento retirei à manifestação o seu poder e a óbvia prova do descontentamento geral. Mas sinceramente, quando se atiram certos números para o ar, retira-se alguma seriedade ao acontecimento.

      • carla says:

        Von claro que tem direito à sua opinião. Isso não quer dizer qaue ela seja correta ou válida. Aliás, o seu comentário parece vindo de alguém que tem alguma filiação política, porque quem lá esteve estava-se pouco borrifando para partidos e movimentos políticos. Estava lá porque se encontra numa situação de quase miséria, porque está farto de suportar uma dívida que não é sua e principalmente porque deixou de acreditar que este governo está a gerir bem os sacrifícios que nos impõem. Sabe, o português até é bastante ordeiro e se o Governo estivesse a governar de forma séria o dinheiro dos nossos impostos, não me acredito que tanta gente se manifestasse.

      • von says:

        Não falei das motivações dos manifestantes, que são justas, não falei da competência, aliás incompetência, deste governo. Limitei-me a criticar as estimativas numéricas do acontecimento em causa. E limitei-me a opinar acerca do símbolo escolhido para a manifestação (“Grândola”). Não tenho, nunca tive, qualquer filiação política, e sinceramente, não tenho qualquer simpatia por nenhum dos partidos existentes.

    • joao nunes says:

      atrasado mental! entao mas a grandola pertence a algum partido? peço aos ignorantes existenciais que se abstenham de comentar e denegrir os que estao no caminho certo

      • von says:

        O seu insulto, define-o. É perfeitamente claro, que na essência e na origem, a canção em causa é conotada com o PCP. Claro que não lhe pertence. Nem ao PCP, nem a si…

      • De says:

        Von.A paciência tem limites. Os disparates também.
        O impacto que o Grândola tira à manifestação, independentemente do facto de estar mais ou menos gente (é o que afirma) é fruto directo de uma cabeça perturbada , que foge para o subjectivo em vez de se confrontar com a realidade.
        A pusilanimidade tem destas coisas. Para justificar as tomadas de posição(ou as suas ausências) socorre-se dos seus maniqueísmos típicos de burguês em estado de dissolução.
        O afirmar que Grândola está conotada com o PCP mostra um estado birrento que começa a parecer um pouco paranóico.
        Para que não se refugie noutro b-á-bá característico da defesa “da sua opinião”, cego ,perante os factos revelados pelo Renato,vou-lhe já dizendo desde já que esta é a minha opinião.
        É perfeitamente claro que a assépsia com que se tenta defender terá outros nomes.Mas não irei por enquanto por aí ,deixando-o a fazer contas sobre problemas de torneiras que enchem uma banheira enquanto o ralo permanece aberto.
        Se não percebeu, percebesse.O humor tipo germânico tem destas coisas

      • von says:

        Você é um gajo extremamente aborrecido.

  2. Com Arquitectos na vossa equipa como o Tiago Mota Saraiva, deviam ter um pouco mais de cuidado com os vossos cálculos. É impossível caberem 6 pessoas por m2. Experimentem colocar 6 pessoas num caixote com 1m de lado. 3 pessoas por m2 implica estar a ser tocado por todos os lados. Era assim que estavam as pessoas? E se foi 3 por m2, a capacidade máxima do Terreiro do Paço é de 120000 pessoas. Cada rua larga da baixa acomoda no máximo 10000 pessoas. Mas não liguem ao que digo, falem com o Tiago Mota Saraiva que também é arquitecto como eu para que ele vos corrija.

    • JG says:

      ora foda-se, agora é preciso ser arquiteto para deitar opinião sobre multidões. olha, era gente como merda e parece que te incomodou, tal como incomodou a cabronagem que está a destruir o país. pode ser que para a próxima nem se consiga saber quantas eram devido ao fogo e ao fumo. é que se não saem a bem parece que vai ter de ser à porrada.

      • Ah um verdadeiro democrata está visto. O que não se consegue pelas urnas, consegue-se pela violência e usurpuação de poder.

      • De says:

        Urnas?
        Mas aqui o tema são as urnas ou as contas próprias de contabilistas em busca de uma justificação para o injustificável? Vai-se ao ponto de ir buscar o Tiago como alibi tolo e tonto, como já o fizera o rapaz em serviço do público.Provando que a desonestifdade intelectual é contagiosa ou então que à falta de argumentos se utilizam sempre os mesmos já utilizados.

        Por mais continhas de alguidar que figueiredo busque, os factos estão à vista de todos.É necessário ao poder tirar visibilidade ao descontentamento popular, descontentamento esse que teve como bandeira uma canção como a Grândola.
        O meter a cabeça na areia com as suas continhas imóveis e pouco serenas é nalguns casos um problema dos pequenos em busca de lugar nas filas dos jobs for the boys ou na contabilidade numérica dos partidos de direita mais ou menos extrema.Vozes avisadas de alguns círculos chegados ao poder alertaram já para a necessidade de maior prudência desse mesmo poder face à realidade social que estamos a viver.
        Os mais trogloditas insiistem.Fazem uns números de circo apelando à legitimidade do voto,esquecendo que nem os votos são eternos nem imutáveis.Na Islândia também as negociatas entre os partidos do poder tentaram empurrar a Islândia para os braços do FMI e dos verdugos.Debalde.A revolta do povo islandês calou a voz dos números de cartomantes emplumadoas.Não foi usurpação do poder.Foi o reivindicar da voz prórpia das populações face às negociatas espúrias e criminosas.
        Um governo que teimou em não cumprir o que prometeu tem arrastado o país e os portugueses para o abismo.Mais.Tem concentrado nas mãos de cada vez menos, o capital que rouba e saqueia a quem trabalha e a quem já trabalhou.Tem hipotecado as nossas riquezas e tem-se comportado como habitualmente as” elites” que ocupam o poder se comportam nestas alturas- vendendo-nos a quem dá menos,porque lhes interessa o saque e a recolha das migalhas que lhes possam cair nos bolsos.
        Se mais não existisse todavia, a insensibilidade deste governo de miseráveis neoliberais assume foros de verdadeiro terrorismo social.
        É altura de dizer basta.
        Quem quiser que ouça os sinais

      • JG says:

        Violência e usurpação do poder é o que temos agora. E a violência não pode ser monopólio do Estado.

  3. Camarro says:

    Parece-me que o problema residiu no facto da organização apenas ter pedido por uma vez que as pessoas se chegassem à frente. Atenção que não estou a criticar a mesma… Penso que fizeram um trabalho fantástico.

    Eu ouvi este pedido quando cheguei ao Terreiro do Paço e, devo dizer, que fui dos primeiros a chegar. O que aconteceu, como mostram as imagens, é que se constituiu uma verdadeira barreira humana no final da Rua Augusta, Rua da Prata e Rua do Ouro o que impediu que aqueles que estavam nestas três ruas tivessem chegado ao Terreiro do Paço. Daí, aquela imagem aérea que as televisões não se cansaram de repetir e que os comentadores utilizaram para apoucarem a manifestação em que existe uma imensa massa humana em frente ao palco e outra imensa massa humana, precisamente, no final de cada uma das três artérias que dão acesso ao Terreiro do Paço, com algumas clareiras pelo meio.

  4. 280 mil até ao Parque Eduardo VII. Não no Terreiro do Paço. Mas pronto, inventem o que quiserem para justificar a propaganda política.

  5. Hello?
    Números?
    Quantas pessoas por m2?
    As que quiseram ir, as que puderam ir….. certo?
    Eu fui…. e tu? Foste?

  6. maradona says:

    não percebo a necessidade disto. os 280 mil do papa foram ridiculos (com os corredores e o palco instalados no terreiro, fizemos lá no instuto as contas e dava, no máximo, 50 mil pessoas), mas isto agora é ainda pior. é impossivel. às 18 e 35 aquilo estava assim:

    mesmo que a esta hora só 1/3 das pessoas de toda a manifestação tivesse entrado no terreiro (o qu eeu ofereço, dado ser uma pessoa extremamente simpatica), estamos a falar de 150 mil pessoas, no máximo dos máximos dos máximos. 750 mil, valha-me os santissimos. se são capazes de mentir numa merda destas, imagine-se o que serão capazes de fazer com coisas que não exigem a tabuada. é rezar, é rezar.

    • De says:

      As rezas são mais próprias de quem deixa nas mãos alheias a condução dos seus destinos.
      Por desinteresse,por apatia,por cobardia ou por cumplicidade.Ou por outras coisas mais que não interessa agora aqui
      Ainda há quem pense que é nos “institutos” que se fazem as contas d esomar,subtrair etc e tal, tal e etc

  7. José ferreira magalhães says:

    A discussão dos números é perfeitamente ridicula. Toda a gente se apercebeu que o Terreiro paço tinha clareiras, porque havia uma barreira a montante, que que se foi formando, impedindo as pesoas de lá entrarem. Isso é claro mas imagens de TV. É evidente que há exagero na organização acerca do número de opessoas presentes, como há deturpação e mentira na comunicação social, que procuraram desvalorizar a aderência dos portugueses ao protesto. Um exemplo: o Diário Noticias, durante quase todo dia e noite de ontem, tinha como primeía págna fotos do Marquês e terreiro paço tiradas ás 15 e 16h, muito tempo antes de terem enchido. Ontem ficou inequivocamente demonstrado que este Governo não qualquer base social de apoio, há muito que não representa os portugueses. Tudo o resto é conversa de treta

  8. JG says:

    eu não digo? o outro era arquiteto, este agora argumenta com o “instituto”. parece que bateu fundo.

  9. Isto é que é o rebentar pelas costuras? Este video com imagens aereas mostra o Terreiro do Paço no pico da manifestação. Cerca de metade da praça está praticamente vazia. Mas podem continuar a tentar atirar areia para os olhos. https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=BwXkqHRkUpk#!

    • Até encher, naturalmente, a praça estava vazia. Já clicou em cima das imagens que abrem este post? Estou certo que sim…

    • Camarro says:

      Ó palhaço! Só vês o que te interessa! Ora toma lá este vídeo. Aos 1’14 não dá para ver a Rua do Ouro completamente cheia?

      • De says:

        Lindo.
        E isso eles também não perdoam

        Nós também não perdoamos os crimes que este governo de direita neoliberal trauliteira está a cometer

  10. Pedro Almeida says:

    É lamentável que de um dia tão importante o eco que vai ficando é a disputa relativamente ao número de manifestantes. Toda a gente sabe (ou devia saber) que quem começa a pegar por aí, tem motivos ulteriores na cartola (nomeadamente, reduzir a importância do evento).
    Não lembra às alminhas que se dedicam a estes exercícios de futilidade que uma manifestação não é estática, que implica movimento ? Que muitos ao chegar ao Terreiro do Paço continuaram caminho para se ir embora ? Quero lá saber se a Praça do Comércio alberga 80.000, 180.000 ou 300.000. Essas contas não interessam para nada. Era bem possível que as afiançadas 800.000 tivessem passado por lá. O que interessou é que fomos muitos.

  11. Augusto says:

    Caro Bruno Figueiredo, se as manifestações não tivessem sido muito significativas, a Comissão Europeia e muitos orgãos de informação , um pouco por todo o mundo , não lhe teriam dado o relevo que teve.

    É lógico que não esteve na Manifestação de Lisboa, e como não existem MANIFESTÓMETROS, os numeros são sempre relativos, segundo o olhar de quem os defende, é por isso que não estou interessado em contas de sumir, deixo isso para as sumidades tipo Cavaco Silva ou Vitor Gaspar, que nunca se enganam, e têm sempre razão…..

    O que lhe posso dizer , é que uma mole humana, desceu no Sabado a Av. da Liberdade, repudiando as politicas deste Governo.

    E essa condenação não há Helicopetros , nem comentadores que a calem.

  12. Nuno Cardoso da Silva says:

    O número de manifestantes é bastante irrelevante. Estávamos em número suficiente para demonstrar a indignação de parte muito significativa do povo português, já que por cada um que lá estava deve ter havido dois ou três que gostariam de ter estado mas, por razões várias, não foram. Mas não estávamos em número suficiente – nem com a disposição necessária – para forçar a demissão do governo. Mas também não fiquemos tristes pois nem que tivéssemos sido 2 milhões na baixa de Lisboa o governo se demitiria. É preciso é continuar a pressionar, e a etapa seguinte deveria ser a realização de um referendo popular para a demissão do governo, a fazer ou pelo método do voto na urna – o que implicaria uma organização já bastante grande e eficiente – ou via internet com um software que garantisse que cada eleitor só poderia votar uma vez. Estamos a avançar, o governo está a ficar sem espaço de manobra, e em breve irá cair. Não podemos desistir nem perder tempo com discussões inúteis de números.

  13. Tito says:

    Sabem qual é a solução? É enviar para casa de cada Português um folheto a questionar se está ou não contente com o governo e se este deve cair ou não! Ai sim, se veria os números ( esta é para ti o Von ) os números não dizem nada, só gostava de saber quanto eles te dizem ao final do mês!

    • von says:

      Eu repito: a crítica inicial deveu-se apenas a comentar os 4 frames apresentados e a prova que eles fariam na questão do T.Paço cheio. Não falei da legitimidade do protesto, nem se concordo ou não. Critico este governo, o anterior e todos os outros, cuja incompetência e desonestidade criaram o actual estado do país. Opinei ainda acerca da simbologia utilizada e de uma certa partidarização. Pareceu-me, repito, que a manifestação que terminou na P.Espanha, foi mais abrangente. Opinar isto não é estar contra a manifestação do último sábado. E encontrar outra motivação para as minhas palavras é apenas desonesto!

  14. Tito says:

    E mais, se nos estádios de futebol que são espaços pequenos e apertados, cabem lá milhares de pessoas! No terreiro do paço estiveram seguramente mais de 250 mil pessoas e não venha cá com tangas!

  15. Tito says:

    Vi aqui um comentário que a canção de Zeca Afonso era partidária ( Von ) deves ser amigo do Relvas, só gostava de saber onde estudaste para lá ir buscar o canudo ” que rico palhaço tu és ” devias ir para o circo actuar com os macacos!

    • von says:

      O seu insulto define a sua tolerância e capacidade de diálogo e debate. E o acrescento acerca dos meus estudos e ligações ao palerma do relvas, é tão pateta como a sua argumentação.

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