Brilhante

Via Filipe Nunes, Jugular

Conta-me como não foi

As crónicas de Henrique Raposo no Expresso estão ao nível do melhor João Carlos Espada, com outras referências e com outros ambientes, bem entendido. A saga da família Raposo é uma espécie de Buddenbrook, mas passado em Vale de Figueira e sem qualquer relação com os factos históricos. O último capítulo deste romance, que aparece na última edição do Expresso, a seguir a um artigo de Marçal Grilo e a outro de Isabel Galriça Neto, é exemplar. Nele, Henrique conta-nos a sua história (e a da sua família) a partir dos mundiais e europeus de futebol. Confundindo crescimento do PIB com redistribuição da riqueza, e descontando a emigração e a guerra, o autor começa por se referir aos anos 1960-74 como “um tempo glorioso de dinheiro a crescer no bolso”. Anos mais tarde, em 1978, chegava o mundial da Argentina e “reza a lenda” que foi durante o campeonato que o rapaz (Henrique) foi “concebido”. Isto apesar de o “mestre Raposo” (o pai) ter de andar quilómetros para acompanhar os jogos “na televisão da colectividade”. De acordo com Henrique, esses quilómetros a pé eram os sacrifícios que se tinha de passar para se poder “ver Johan Cruyff”, apesar de Johan Cruyff não ter jogado um único minuto desse Mundial que decorria num país onde se estava a viver “um tempo glorioso”, parecido com aquele que nós viviamos entre 1960-74. Nesse ano, a família Raposo ainda estava na periferia de Lisboa, numa “casa com candeeiros a óleo e sem televisão”. O que fizeram ao “dinheiro que crescia no bolso” entre 1960 e 1974? Henrique Raposo infelizmente não explica. Raposo só sabe que com o cavaquismo tudo mudou. Logo em 1986, o pai já trabalhava outra vez que se fartava e “por causa disso havia dinheiro para torrar em cromos da caderneta do Mundial do México. Ainda hoje me lembro dos nomes de jogadores da Checoslováquia”. Raposo gaba-se desta capacidade de memória e se calhar não é caso para menos, tendo em consideração que os jogadores da Checoslováquia nunca constaram da caderneta. Pela simples razão de que, ao contrário do que escreve Raposo, não se qualificaram para a fase final. Aguardemos pelas cenas dos próximos capítulos.

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14 Responses to Brilhante

  1. causasperdidas says:

    Tropeçar na prosa desse tal Raposo no “Expresso” é como pisar merda de cão num bairro chique de Lisboa.

  2. Mário Estevam says:

    Delirantemente fabuloso. Parabéns ao Filipe Nunes.

  3. Gambino says:

    Este é o mesmo Henrique Raposo que disse que Cunhal era um fascista!
    Como é licenciado em História, além de parvo é intelectualmente desonesto. Isto para não começar já a por em causa a própria licenciatura.

  4. anjinho says:

    Descansai.Eu não leio o Expresso,Público,Correio da Manha-vão trabalhar.

  5. Samuel B says:

    Gambino, não cometa o mesmo erro do que o visado neste post. Cunhal era comunista. Fervoroso comunista. O que faz dele um extremista de esquerda, cuja doutrina em muito se assemelha à de um extremista da extrema direita. Fascista. No fundo defende o mesmo modelo de estado: O estado totalitário! Por isso as diferenças não são assim tantas.

    Existe um livro brilhante, escrito por volta de 1940, que descreve as “diferenças” entre estes dois sistemas de governo. O livro chama-se “Road to Serfdom”, cuja tradução para Português está disponivel com o titulo ” O caminho da servisão”. Vale a pena ler…

    • De says:

      Gambino não comete nenhum erro.
      Quem também não comete erros é Samuel B.A sua busca em livros brilhantes acaba onde começa o seu extremismo neoliberal de direita extrema
      O que talvez faça de Samuel B um personagem fascista de série B?
      A ser o caso, um inimigo de qualquer comunista que se preze ( ou não)
      Agora recomenda-se a Samuel B um livrinho qualquer ( não muito brilhante para não ofuscar aquele coiso de nome Hayek.Este Hayek só como ideólogo dessa coisa putrefacta,podre e criminosa da chamada escola austríaca.Afinidades nítidas com outro colaboracionista fascista, de nome Friedman.)
      Ou seja a volta está mais completa .Percebe-se o motivo do incómodo perante o comunismo dos personagens a ou b ou c, seguidores dos ideólogos sinistros do neoliberalismo.

      • Samuel B says:

        Comete sim! Limpinho!
        Meu caríssimo De, os livros não se buscam, mesmo os mais brilhantes. Tirando o facto que o meu caríssimo vira a cara ao contraditório e mais uma vez prefere falar de pessoas que não conhece em vez de, pelo menos, comentar o que escrevem. Faz o meu caríssimo o mesmo que muitos fizeram antes de si, e que o meu caro tão bem tenta seguir o exemplo, pelo facto de não ter os mesmos gostos que V. Exa. Sabe o meu caríssimo, que faz bem ler do que não concordamos mais que não seja para confirmar isso mesmo. Mas mais ainda, torna-nos mais abrangentes no que diz respeito ao nosso conhecimento.
        Pelo que refere do livro, presumo que não o leu. Se assim o tivesse feito, não diria tanta barbaridade já que o mesmo não se debruça sobre economia mas sim pela a organização da sociedade e concretamente no risco do nacional socialismo no contexto de então. E fá-lo, apresentando-o como sendo semelhante a outro risco de então, o comunismo, leia-se o planeador, estalinista de então. E parece-me que não é o único a fazê-lo, existem muitos outros autores que o demonstram.
        Não basta ser do contra, mesmo que o seja já em fase crónica. Espera mais de si. Parece-me que está a desenvolver sintomas muito semelhantes aos que foram identificados por Daniel Oliveira à “direcção” do Bloco de esquerda: está a ficar sectário e dogmático! Qual Adolfo, qual Estaline… É o Exmo. Caríssimo De.

      • De says:

        1-Deixemos para lá os salamaleques próprios dos salões dos tios ou das tias (“caríssimo”?Oh Samuel deve estar a confundir-me com alguém das suas relações.Nem “caríssimo” nem “excelentíssimo”.Geralmente tal palavreado serve para esconder o deserto de ideias,esquecendo-se que o que fica é apenas a pedantice própria dos tolos e o snobismo vazio dos comentadores de pacotilha.Já lhe tinha dito isto mas você insiste,insiste
        2-Não sei quem comete o quê.Nem se é limpinho ou não.
        3-Gambino não comete nenhum erro
        4-Samuel B comete vários,um dos quais o de aparecer associado ao bolsar dum tal raposo,um indivíduo inqualificável do qual não vou perder nem mais um segundo
        5-A afirmação dúbia de fascista como única palavra de um período levanta dúvidas a quem é referido o termo.Ao raposo?Não falemos nele.Ao Hayek?Ainda não tínhamos falado do sujeito.A Álvaro Cunhal?Aí a conversa deixa de ter sentido e provavelmente o fascista será o Samuel.Serve assim ou quer mais explicações?
        6- O comunismo não tem qualquer afinidade com o fascismo.As reeleituras da História são um tema que pode ser do interesse por quem anda ou a branquear o fascismo ou a denegrir o comunismo.Não passam nem irão passar.De facto o comunismo é a antítese do fascismo.Nem é a verborreia de Samuel nem o palavreado dum “arrependido” como Hayek (como se sabe os arrependidos tornam-se em geral protótipos de seres muito pouco confiáveis) vão mascarar o que quer que seja.
        7-Marx, Engels e Lenine tornaram-se alvos preferências dos intelectuais e de políticos empenhados em apresentar o socialismo como um projecto fracassado não apenas utópico, mas monstruoso.Percebia-se porquê.O Capitalismo sentia-se ameaçado.Hoje sabemos que o cancro do capitalismo odiento e putrefacto tem todos os motivos para recear que seja colocado em causa,já que as perspectivas que apresenta mais não são que desemprego, miséria, fome, desespero,desumanidade.
        8-Qualquer cientista político minimamente estudioso sabe que não existiu até hoje um único regime comunista. Mas simulando ignorar a evidencia- o comunismo é uma fase superior do socialismo – os ideólogos da burguesia insistem, insistem,flectem ,flectem.
        A tese provocatória dos monstros gémeos”, difundida por escritores anticomunistas, não passa de uma grotesca operação de marketing político.Samuel B segue-lhe o trilho.Mas não passa
        9-Não li o livro porque não estou minimamente interessado em fazê-lo.Conheço as ideias do pai do neoliberalismo económico e sei do que a casa gasta.Não tenciono nem ler os livros da margarida rebelo pinto.Ou se quiser o Mein Kampf.Era o que mais faltava.A minha abrangência não é assim tão abrangente para desperdiçar tempo com tal lixo ideológico-cultural. “É que a coisa era, e continua a ser, muito grave para perder tempo a ler as parvoíces de Milton Friedman, Friederich von Hayek ou as monumentais sandices dos economistas do FMI, do Banco Mundial ou do Banco Central Europeu, tão ineptos como corruptos que, por ambas as coisas, não foram capazes de prever a crise que como um tsunami arrasa os modernos capitalismos metropolitanos”.
        10-Mas tal não obsta que não conheça de facto Heyek:mais do que gostaria Tanto que só me dá gozo lê-lo a si,Samuel B, a dizer que “não se debruça sobre a economia”.Você é tolo ou tenta impingir-nos o que Hayek diz no prefácio em que tenta fugir a essa justa classificação?Quem fala no combate a todas as formas de colectivismo (“planificação”) quem afirma que o envolvimento do Estado na sociedade e na economia, mesmo por intervenções isoladas, redundaria, a longo prazo, em totalitarismo ,quem fala na propriedade privada,quem fala em concorrência,em eficiência,em estado mínimo está a falar de quê? “Não se debruça sobre economia”?Temos assim que Samuel é Ignorante? Padece de má fé?Ou outra coisa mais feia?Ou tudo junto?
        11-Deixe-de de tretas como “fase crónica”, “sintomas “,sectário”,”dogmático”,etc e tal. Hayek é um dos pais de Gaspar,essa coisa nojenta que nos governa.Um dos responsáveis (a corja neoliberal)pela presente situação em que nos encontramos
        12-Qual hayek,,qual friedman,qual pinochet ou qual gaspar.Ser a favor desta cambada é um direito que lhe assiste.Mas ser contra esta escória é não só um direito como também,helas,um privilégio meu.A tal fase crónica mais não é do que a patética e inconfessada impotência dos cozinheiros ideológicos da burguesia,a fingirem espanto por nem todos os “informados” serem da sua pandilha.
        13-Dum e doutro lado da barricada.Eu do lado dos explorados,você do lado dos exploradores.Com os seus trejeitos de pedante pretencioso é certo (mas isso ainda é o menos)
        14-Os neoliberais ,quando acantonados ao que de facto são e quando não conseguem impor o seu ideário como o imaginam e o querem impor aliam-se de facto ao fascismo.Foi assim com Friedman e Pinochet.

        Aí começamos a perceber mais claramente as coisas.

      • Samuel B says:

        Carissimo De, tantos nºs???? Mas eu resumo, já que a sua quantidade não é sinónimo Carissimo De, tantos nºs???? Mas eu resumo, já que a sua quantidade não é sinónimo de qualidade…
        1- Cada um como cada qual.
        2- e 3- Comete sim senhor, pelas razões expostas. Se o caríssimo não percebe (ou não quer perceber) o problema é seu.
        4- e 5- Raposo? Quem? A sua imaginação não tem limites, caríssimo De!
        6- e 7- De facto o comunismo é igual ao fascismo, no que diz respeito à organização do estado e da sociedade civil
        8- Essa tem muita piada, especialmente vindo de si meu caro.
        9- Não leu, não vai ler e tem raiva de quem tenha lido. E assim vai a sua conceção de conhecimento: O que é bom é o que eu sei, tudo o resto são tretas!
        10- A economia para si é apenas isso? Ainda tem muito que estudar para chegar aos meus calcanhares. V. Exa. nem sabe o que perde mas também não lê, não quer ler e tem raiva de quem lê! Paciência. Olhe, coma uma isca, pode ser que passe a ver pelas palas.
        11- Sintomas de sectarismo e dogmatismo é coisa que não lhe falta. Vá primeiro ao médico e depois falamos. Antes disso não perco o meu tempo com quem não merece.
        12- Escória??? Está muito confiançudo!!!! Burguesia???? Oh tempo volta para trás…
        13- Essa é típica do Adolfo, Me Tarzan tu Jane…
        14- Esteve a ver documentários… tadinho e eu a pensar que não via essas coisas nem as lia.
        O que se percebe é que o meu caro tem muito que aprender no que diz respeito à diversidade de opiniões. Pensar de forma diferente não faz das pessoas inimigas. O meu caro tem sintomas de Estalinismo e de fascista! É portanto um verdadeiro snob politico. Vai é ficar a falar sozinho, você e os seus camaradas tolerantes…

      • De says:

        Hum.Como dizer sem parecer ofensivo?
        O que temos aqui pela pena de Samuel B é uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma.Associadas a uma ignorância que causa espanto.
        Os slogans vazios debitados não levam a lado nenhum.Não nos pronunciemos agora nem sobre o tom acre de quem não consegue esconder a irritação pelo desmascarar do neoliberalismo,.nem sobre o tom pedante, e oco que marca o seu comentário.
        Pede-se um mínimo de saber a quem tenta debater um tema .Sobretudo quando a ignorância vem de quem proclama a necessidade de conhecimento e de leitura e bla-bla-bla etc e tal.O perder-se em coisas de baixa qualidade e envelhecidas pelo tempo dá no descurar do que é de facto o conhecimento. Ou seja, confundir margarida rebelo pinto com literatura dá nisto
        Eis uma frase que devia fazer corar de vergonha qualquer ser minimamente honesto que debata estas questões:
        ” O comunismo é igual ao fascismo, no que diz respeito à organização do estado e da sociedade civil”.
        Organização do estado? Lol.
        Oh Samuel B ! Mas vossemecê não sabe que na sociedade comunista dar-se-á o definhamento completo do Estado?
        O Estado poderá desaparecer completamente quando a sociedade tiver realizado o princípio: “De cada um conforme a sua capacidade, a cada um segundo as suas necessidades”?
        Oh Samuel B não sabe que o estado, no comunismo, deixa de ser necessário?

        Como é possível?

        Não,nem vale a pena falar noutro seu erro crasso quando afirmava que o livro de Hayek “não se debruça sobre economia”.Após a demonstração com exemplos concretos que de facto o tal livrinho se debruça mesmo sobre a economia, qual foi o simulacro da sua resposta? Eu vou citá-lo ipsis verbis : “A economia para si é apenas isso?”
        Lol. Desculpe mas a gargalhada surge mesmo involuntária.

      • De says:

        Duas frases “interessantes lidas numa busca ´rápida” ao tal livrinho de Hayek:
        -“Seria muito mais certo dizer que o dinheiro é um dos maiores instrumentos de liberdade já inventados pelo homem. É o dinheiro que, na sociedade atual, oferece ao homem pobre uma gama de escolhas extraordinariamente vasta, bem maior do que aquela que há poucas gerações oferecia aos ricos”.
        (olhem para o homem pobre a ser bafejado com uma gama de escolhas extraordinária.O pior é que o homem pobre não possui os meios para. Ah e Hayek fala no “dinheiro” como motor de…nem pensa sequer que é o progresso técnico-científico que permite o acesso a determinados bens que outrora não seriam possíveis?
        Estes gajos gostam mais de dinheiro do que da própria mãe

        -“As diferentes virtudes que continuarão a ser valorizadas num sistema coletivista e aquelas que virão a desaparecer são bem elucidadas por uma comparação entre as virtudes atribuídas aos alemães, ou melhor, ao “prussiano típico”, mesmo por seus piores inimigos, e aquelas que lhes serão negadas pela opinião geral, mas que o povo inglês, com alguma razão, se orgulhava de possuir em alto grau. Poucos deixarão de admitir que os alemães, em geral, são laboriosos e disciplinados, detalhistas e enérgicos a ponto de se mostrarem insensíveis, conscienciosos e coerentes em qualquer tarefa à qual se dedicam: que possuem um acentuado senso de ordem, dever e estrita obediência à autoridade, e que muitas vezes dão provas de grande capacidade para o sacrifício pessoal e admirável coragem diante do perigo físico. Essas virtudes fazem do alemão um instrumento eficiente na execução de uma tarefa prescrita, e todas elas foram cuidadosamente ensinadas no velho Estado prussiano e no novo Reich, também sobre o domínio prussiano. O que se supõe faltar ao “alemão típico” são as virtudes individualistas da tolerância e do respeito aos demais indivíduos e suas opiniões; o pensamento independente e aquela integridade de caráter que fazem o indivíduo defender suas convicções perante um superior – qualidades que os próprios alemães, em geral cônscios de não possuírem, chamam de Zivilcourage; a consideração pelos fracos e doentes; e o saudável desprezo e antipatia pelo poder, que somente uma longa tradição de liberdade pessoal pode criar. Parece faltar-lhes ainda quase todas essas pequenas, porém importantes qualidades que facilitam as relações entre os homens numa sociedade livre: a bondade e o senso de humor, a modéstia às pessoas, o respeito pela privacidade e a fé nas boas intenções dos semelhantes.” (HAYEK, 1987, p.143-44)

        As questões “nacionais” típicas para explicar a propensão de uns para o bem (o individualismo ) e de outros para o mal ( colectivismo)
        Como é que se chamava aquele rei inglês que era simpatizante nazi?Devia certamente ser alemão disfarçado de bife.Tal como todos os outros elementos do partido nazi inglês.Todos fritzs encapotados, já que uma “sociedade livre” não poderia produzir tais aberrações.Por sua vez Thatcher era com toda a certeza um prussiano travestido de mulher

        O racismo larvar num precursor do neoliberalismo.Quem diria?
        Um “livro” “brilhante”?
        Pois

  6. Samuel B says:

    O titulo é: O caminho da servidão”

  7. Gambino says:

    Caro Samuel,
    Esse é o tipo de lógica da batata que não se aceita num historiador, que é o que esse Raposo passa por ser.
    O fascismo é uma ideologia totalitária, mas nem todas as ideologias totalitárias são fascistas. A monarquia absoluta era totalitária, mas não passa pela cabeça de ninguém dizer que o Dom João II era fascista.
    Um historiador deve respeitar a ciência e não servir-se dela para vomitar boçalidades ignorantes, que é o que este tal de Raposo faz!

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