Lava mais branco

“Sobre a questão de ser ou não um acto de prudência de ter falado ao Banco de Cabo Verde e não ter falado ao Banco de Portugal, penso, Sr. Deputado, se me permite, que são duas situações distintas: o tema do Banco de Cabo Verde, tanto quanto eu avaliei na altura – e esse foi o assunto mais discutido ao nível do banco propriamente dito –, era de procurar confortar o banco no sentido de que o BPN encontraria uma solução que viabilizaria o Banco Insular face às dificuldades de capital que o banco tinha. Isto é, havia uma preocupação do Banco de Cabo Verde e, portanto, a mensagem dada foi que o BPN estaria activamente procurando encontrar soluções para resolver o problema do Banco Insular.
Outra questão, depois, é a percepção que se tem da gravidade, a meu ver muito mais significativa, de haver um banco que, para além da utilização abusiva de fundos, tem uma dimensão completamente não declarada de activos e passivos que, pura e simplesmente, caem no buraco negro e que são qualquer coisa como 400 a 500 milhões de euros.
Portanto, penso que a gravidade dessa situação, a necessidade de aclarar, com rigor, a titularidade do banco e toda esta realidade, justifica uma atitude cautelosa de levantamento exaustivo do que se passa, de percepção daquilo que se passa, até se efectuar a verdadeira comunicação ao Banco de Portugal. É assim que eu entendo a questão.” pp. 117-118
24 de Março de 2009, Acta da Audição Dr. Franquelim Alves na Assembleia da República

“O secretário de Estado do Empreendedorismo, Franquelim Alves, enviou duas cartas ao Banco de Portugal a denunciar as irregularidades detetadas no grupo BPN, durante a sua passagem pela SLN, holding que controlava o banco.”
6 de Fevereiro de 2013, Expresso

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21 Responses to Lava mais branco

  1. De says:

    Brilhante! Na mouche.

  2. Mamadu Espongiforme says:

    Ainda bem que foram “detetadas no grupo BPN”, se o tivessem sido “desmamadas” por outro pulha qualquer caía mal e soava pior, sobretudo no Expresso…

    Será que o John Hurt ainda estará disponível para uma reinterpretação do seu Winston Smith?

  3. JgMenos says:

    O que diz a Acta tem todo o senso.
    Além do mais, o administrador de uma empresa tem estrita obrigação de salvaguardar os interesses da empresa que lhe paga o salário, desde que não incorra em actos ilegítimos ou ilegais.
    Mas à falta de Política, a hora é da política de caçar cabeças.

    • De says:

      Política de caçar cabeças? À falta de Política?
      Mas que idiotice é esta?
      Mas Menos não vê que mesmo estas afirmações com que tenta defender um dos seus, é em si mesma uma proclamação política com o significado que tem?
      Uma espécie de defesa das pequenas pulhices cometidas pelos pulhas maiores ou menores,curiosamente vinculados às políticas neoliberais de direita?E não menos curiosamente as mesmas políticas que quotidianamente JMenos defende?
      A Política com letra maiúscula reservada para as manifestações de cócoras perante o Capital( com letra maiúscula para Menos perceber) de que este governo faz gala?

      O que diz a acta tem todo o senso?
      Mas este ainda não percebeu que antes do mais o que está aqui em causa é um ministro de um governo de terroristas, (um tal Álvaro para os amigos) ter a lata suprema de,mentir para justificar a nomeação de um outro amigo?
      “As declarações do ministro da Economia, que afirmou no Parlamento que Franquelim Alves “ajudou a denunciar” o que se passava no BPN, no período em que foi administrador da SLN, a holding proprietária do banco. Santos Pereira disse mesmo que Franquelim Alves teria enviado uma carta ao Banco de Portugal a 2 de junho de 2008, alertando para as irregularidades existentes no BPN. No entanto, o ministro não só não foi capaz de provar a existência dessa carta, como ficou em silêncio quando o PCP e o BE deixaram claro que essa missiva não era de Franquelim Alves nem era de denúncia: era uma carta da administração do BPN a reconhecer, com meses de atraso, e depois da insistência do Banco de Portugal, que o Banco Insular era da SLN.
      Tanto Franquelim Alves como os seus companheiros de administração “sabiam do Banco Insular pelo menos desde Fevereiro de 2008 mas, só obrigados pela dimensão do buraco, pela força das evidências e pela pressão do BdP, o reconheceram em Junho”.

      E nem vê que o post do Tiago denuncia de forma clara o “jornalismo ” de classe, da classe do pasquim do “expresso”, expresso que teve que emendar a sua notícia “original ” face à denúncia desse mesmo jornalismo de pasquim? Veja-se como a notícia teve que ser retocada….basta comparar

      E depois veja-se essa posição inqualificável e cito “estrita obrigação de salvaguardar os interesses da empresa que lhe paga o salário”.
      A voz do dono acima de tudo? Como os esclavagistas defendiam ainda não há muito tempo?
      Mas era o que mais faltava.Era mesmo o que mais faltava

      Um Franquelim que digam o que quiserem os da sua clique não tem qualquer “idoneidade” para um cargo no Governo depois de não ter denunciado as irregularidades de que teve conhecimento no BPN..
      Mas descansem, protegeu os interesses da “empresa”

      O fedor execrável do capitalismo passa também por estas macacadas que traduzem bem as políticas e as politiquices que rodeiam este governo de terroristas:
      O governo PSD/PP/BPN

      • JgMenos says:

        Um chorrilho de disparates ao serviço de uma ideia – atacar o capitalismo!
        O último político verdadeiramente decidido a condicionar o capitalismo foi Oliveira Salazar, mas imagino que a referência não lhe convenha.
        O que dizem os jornais só me interessa a uma distância profilática: passado tempos, vem a saber-se quanto é torcido e inventado na febre mediática de ‘viver o momento’ (agora já se diz que de facto o homem também assinou a carta!)..
        Em final tudo indica que o homem é pessoa séria e competente, o que não fácil de encontrar nos tempos que correm.
        O PS já se calou, os demais seguiram e já todos procuram outra cena qualquer.

      • De says:

        Um chorrilho de disparates ponto e vírgula.Os disparates são os seus.A ideia é minha. O chorrilho leva-o como prémio.
        “O ultimo político a condicionar o capitalismo”… oh Menos tenha um pouco de tento na lábia com que defende o fascista.A treta do condicionamento do capitalismo faz lembrar os discursos do duce a dizer mais ou menos a mesma coisa,enquanto o Capital prosperava sob o regime de terror.
        Já lá iremos
        Quanto ao facto de assumir a “distância profiláctica”.Oh Menos o que você pretende é esquecer o que aqui está escrito. O texto do Tiago é claro e foi vossemecê que tentou desviar o alvo.Portanto fique com a sua “distância profiláctica” para si porque já percebemos para que serve
        Quanto ao franquelim ser uma pessoa séria oh Menos, deixe-se de tretas. Já se disse o que o homem do BPN é.Um trafulha sem coragem,agarrado ao tacho no mínimo.Leia agora o que se disse acima,ok?
        Quanto ao silêncio do PS…oh Menos ,mas porque não tem agora a distãncia profiláctica?
        Só a utiliza para seu proveito argumentativo quando lhe interessa? E ainda para cima citando o PS?Logo o PS.

        Menos por mais que lhe custe: como alguém disse, este governo do PSD/PP acolheu no seu seio o BPN.Converteu-se no governo do PSD/PP/BPN.O seu trabalho Menos, a “sua cena” é tentar esconder o escândalo.Tal como faz com o salazar e as suas baboseiras sobre o capitalismo. Agora transforma o homem de mão convidado pelo quadro do PSD para o BPN numa pessoa séria? Pelo facto de ser fiel ao patrão que roubou o que roubou e que foi responsável por tal descalabro?
        O governo do PSD/PP/BPN esta nova troika, não pode passar impune
        Sorry Menos

      • De says:

        O condicionador do capitalismo:

        “No plano socioeconómico, pretende-se que o «salazarismo» foi a submissão ao capitalismo retardatário e o bloqueamento do desenvolvimento económico e o «marcelismo» a política do «capital progressista» voltado para o desenvolvimento. Esconde-se assim a formação e domínio do capitalismo monopolista.

        A verdade é que em Portugal a acumulação e a centralização de capital, a formação dos grupos monopolistas dominantes, em resumo o capitalismo monopolista não resultou directamente do decorrer das leis do desenvolvimento económico capitalista. Resultou sim da intervenção e imposição coerciva do Estado, nomeadamente a partir de 1945. Foram marcos importantes desse desenvolvimento as leis da «reorganização industrial» (1945) e do «fomento industrial» (1972) assim como o «Plano Intercalar de Fomento». Como significativo passo dessa evolução, desenvolveu-se nos fins da década de 60 a concepção do que então se chamou «governo de colaboração». São nomeados membros dos conselhos de administração de grandes empresas não só para o Conselho Económico Interministerial, como inclusivamente para o próprio governo. Nem isso porém seria preciso. É característico da evolução do sistema socioeconómico e da ditadura fascista que os grupos monopolistas criados pelo poder político se tornaram os seus senhores.

        No plano político, o agora pudicamente chamado «antigo regime» mesmo no tempo de Salazar não teria sido uma ditadura fascista nem mesmo no dizer de alguns um «regime ditatorial». Teria sido apenas um «autoritarismo conservador». Com Marcelo Caetano teria sido uma política de «liberalização» e «democratização» do regime. A verdade é que foi e é correcto caracterizar o regime anterior ao 25 de Abril como uma ditadura fascista. Salazar tinha como inspiradoras as ditaduras fascistas da época. Ele próprio sublinhou a semelhança da ditadura portuguesa com a ditadura fascista italiana. Fez copiar a «Carta del Lavoro» para o Estatuto do Trabalho Nacional. Inseria nos volumes dos seus discursos a sua própria imagem tendo na secretária um retrato de Mussolini, cujo «génio político» gabava. Colaborou estreitamente com Hitler apoiando-o durante a guerra. Apoiou Franco no golpe contra a República, na guerra civil e na ditadura terrorista imposta ao povo espanhol. Liquidou liberdades e direitos. Perseguiu, fez prender, torturar com frequência até à morte, condenar até 20 e mais anos de prisão e mesmo assassinar friamente muitos dos que se opunham à ditadura. Criou uma polícia política toda poderosa (a PIDE), uma milícia fascista (a Legião Portuguesa), uma organização fascista paramilitar da juventude (a Mocidade Portuguesa). E até no ritual político copiou as marcas do fascismo: o braço estendido, o uniforme militarizado, o boné e as botas. Existe uma fotografia típica de Marcelo Caetano então Comissário Nacional da Mocidade Portuguesa, com uma farda e boné de tipo militar e braço estendido à boa maneira fascista. Mais que o retrato de um homem é o retrato de uma época”
        Há mais

      • JgMenos says:

        Nomes, rótulos, gestos, fardas, épocas e frases soltas…
        Muito a fazer para compor um discurso coerente e credível!
        Para começar, e tirado ‘ao calhas’: http://www.verbojuridico.com/doutrina/2009/tiagoazevedo_constituicao1993.pdf

      • De says:

        Este texto acima transcrito tem autor:
        Álvaro Cunhal
        A revolução de Abril 20 anos depois
        (Publicado na Revista Vértice nº 59, de Março – Abril de 1994)
        …e é apenas uma pequena amostra

      • Então DE não terão sido só e apenas fascistas, mas não percebo o porquê de o Hitler ser nazi e os outros serem só fascistas. Enfim.

      • De says:

        O fascismo também pariu uma constituição.Foram os fascistas os primeiros a violá-la
        Mas isso é da História.
        Sorry menos mas o “tirado ao calhas” nao serve.
        Bora lá mais uma tentativa para o Menos produzir um discurso credível e coerente.

        Sorry Menos mas a sua apologia envergonhada do fascismo não cola

      • De says:

        Porque o argumentário de Menos face ao exposto por álvaro Cunhal tem a incoerência pobre e cega de um derrotado pelo 25 de Abril resta-nos dois caminhos:
        Um, ignorar a boçalidade imbecil de Menos a tentar desenvencilhar-se da solidez do comentário acima citado.Um pobre coitado a dizer que o Álvaro não tinha um discurso coerente e credível só mesmo na mente de um saudoso das fardas da mocidade portuguesa ou qualquer coisa afim

      • De says:

        O outro é pegar nalgumas poucas palavras do Álvaro e esfregar-lhe na sua constituição de 1933, como o próprio Cunhal fez perante os esbirros fascistas:

        Ora, como argutamente caracterizou Álvaro Cunhal, no fascismo a lei «é uma cobertura do arbítrio e do despotismo». Recorrendo ao exemplo dos artigos 8º e 81º da Constituição de 1933, Álvaro Cunhal chama a atenção para o abismo que separa os preceitos jurídicos que (supostamente) regiam a ditadura e a sua prática efectiva. O artigo 8º da Constituição de 1933 definia os direitos, liberdades e garantias individuais dos cidadãos portugueses. O artigo 81º dizia respeito à competência do Presidente da República nomear o Presidente do Conselho e os Ministros, e exonerá-los. Ontem como hoje, tomar à letra tais preceitos constitucionais, sem atender à sua concretização ou não concretização, só ajuda a obscurecer a natureza da lei no fascismo. Isto é, o seu papel cosmético e subalterno na definição da organização e funcionamento internos do Estado. Portanto, qual era a realidade viva das práticas políticas do Estado fascista português? Relativamente ao artigo 8º Cunhal aponta as principais directrizes do Estado Novo em termos de violação dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos portugueses:

        «Na verdade, nenhuma forma de expressão do pensamento contrário ao pensamento oficial é permitida; não é autorizada nenhuma forma de organização da Oposição, nem permitidas reuniões políticas não integradas na ordem vigente; a PIDE irrompe pelas casas dos cidadãos, viola a correspondência, prende e mantém longos meses e mesmo anos na prisão sem culpa formada os opositores, quando não os mata com torturas ou assassina friamente a tiro; os fascistas caluniam torpemente os democratas; qualquer resistência à arbitrariedade é acusada de subversão; nem direito ao trabalho, nem direito à vida e à integridade pessoal» era assegurado a um qualquer opositor do regime. Álvaro Cunhal concluía dizendo que «o artigo 8º» era «uma disposição concebida, escrita, promulgada, com fins puramente demagógicos». Sobre o artigo 81º basta referir que Salazar nunca correu risco de ser exonerado por qualquer um dos 3 Presidentes da República (Óscar Carmona, Craveiro Lopes, Américo Tomás). De facto, Salazar deteve sempre nas suas mãos o poder de Estado. Da mesma forma, Salazar sempre contactou directa ou indirectamente (através do Ministério do Interior) com a polícia política. A política de repressão passou sempre pela ligação umbilical entre o ditador e a sua polícia. Polícia política repressiva, educada nos preceitos da Gestapo alemã (e mais tarde da CIA) e com uma função idêntica à registada pela sua congénere alemã: reprimir a resistência antifascista, manter a coesão dentro da estrutura estatal,
        defender Salazar de outros eventuais competidores pelo poder no regime, manter a supremacia dos líderes políticos fascistas sobre as forças armadas.

        De um trabalho de João Valente Aguiar em 2010 aqui no 5 dias

      • De says:

        Mas há mais ( e muito mais).
        Aproveitemos a apologia salazarenta ínvia e um pouco cobarde de Menos para fazermos alguma luz sobre salazar.
        De novo A.Cunhal:
        Com frequência se fala da ditadura de Salazar. De certa forma essa designação é correcta porque Salazar exerceu de facto um poder pessoal. Daí o interesse em conhecer não só o que fez mas também o que pensava e dizia, além do mais porque o seu pensamento e a sua fala também fizeram parte da sua acção.

        Assim é de lembrar que Salazar proclamou um regime que nas suas próprias palavras era declaradamente antidemocrático , defendia abertamente a liquidação das liberdades dos cidadãos (“liberdade possível, autoridade necessária”), enaltecia as torturas (por vezes até à morte) infligidas pela polícia aos presos políticos com a cínica expressão de “alguns safanões a tempo”. No plano externo, considerava a vitória de Franco e a instauração da ditadura fascista em Espanha como vitória sua; vangloriava a expansão alemã antes da guerra gabando a ditadura fascista hitleriana como sinónimo de “civilização”; gabava o acordo de Munique e a contribuição que dizia ter-lhe dado o “génio político” de Mussolini cujo retrato tinha na sua secretária, de cuja ditadura enaltecia “as formidáveis alavancas espirituais” e da qual dizia “aproximar-se” a sua ditadura, dele, Salazar. Ao findar a 2ª Guerra Mundial decretou luto nacional pela morte de Hitler e considerou que o maior erro de Hitler foi ter perdido a guerra … Esta uma pequena amostra.

        Seria porém insuficiente e deformador da realidade histórica caracterizar a ditadura como uma ditadura pessoal, sem considerar as forças sociais que dominavam o país, ao serviço das quais actuava a ditadura, a quem servia a liquidação das liberdades e a repressão fascista.

      • Foram 3 dias de luto nacional. E a contribuição à guerra não deve ter sido pouca. Mas não nos podemos esquecer é das pessoas que podiam ter sido salvas e que ele não permitiu tendo destituido o Aristides do Cargo de Cônsul. E as coisas acalmaram porque sua excelência caiu da cadeira e já era velho, fosse mais novo tinha fuzilado os povos Africanos com os quais tinha declarado guerra, e todos os comunistas que conseguisse apanhar, anarquistas, sindicalistas e quem se opusesse claramente à sua ditadura… que para mim é mais que fascista, mas o número de mortes não sei se foi declarado, e devidamente comparado…

      • Não te esqueças disto, pois isto é um erro comum que não pode ser cometido. Os estados fascistas não são praticados de igual maneira. E qualquer semelhançana às vezes não é pura coincidência. E nem sempre é preciso dar tiros para se matar, ou troturar-se para mostrar poder…

      • O Menos tem o Hitler como o Salvador da Pátria, como ele já morreu, podia ir ter com ele.

      • De says:

        Caro Pedro Marques:
        Não tem que pedir desculpa.
        Um dia destes podemos discutir a temática que aborda.
        Abraço

      • Se me disseres como te posso contactar, seria interessante ler mais o que dizes.

  4. E.Santos says:

    E era auditor aos anos, olha se não fosse… camada de porcos sem vergonha!

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