Ai aguenta, aguenta…até arrebentar

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O Banco de Ulrich: O BPI, que é o primeiro banco português a apresentar resultados consolidados relativos ao ano de 2012, já não apresentava lucros tão elevados desde 2007, ano em que registou um resultado positivo de 335,1 milhões de euros. tendo passado de um prejuízo de 284 milhões de euros para um lucro de 249 milhões de euros, o que representa um AUMENTO DO LUCRO DE 533 MILHÕES DE EUROS. 

Em Outubro do ano passado, respondendo a uma questão retórica se o país aguentaria a austeridade que facilitou este brutal aumento de lucros do BPI, o banqueiro respondeu: “Ai aguenta, aguenta!”

 

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17 Responses to Ai aguenta, aguenta…até arrebentar

  1. anjinho says:

    Milagre!!!!!!!!!

  2. De says:

    A passividade com que se aguenta isto é de facto para admirar

  3. JgMenos says:

    Tenha-se em conta que os tais prejuízos foram o registo das perdas com a dívida da Grécia, o que não acontece todos os anos, como é bom de ver.
    O aumento de 533 milhões é a inevitável dose de demagogia esquerdóide!

    • Rafael Fortes says:

      eu acho que é mais matemática, mas se acha que é demagogia…

    • De says:

      “Demagogia esquerdóide”?
      533 milhões de euros de aumento de lucro nesta altura, neste tempo e neste local, a saque, sob a comandita das troikas internas e externas?
      A concentração adequada do capital nas adequadas mãos da trupe que assalta, justificada por alguns com base neste primário argumento de “Denagogia esquerdóide”?
      Hum.

      • JgMenos says:

        Aumento de lucro uma ova!
        As perdas extraordinárias na Grécia comeram os lucros e geraram um prejuízo.
        Não se repetindo as perdas, subsistem os lucros.
        Tudo que houve de extraordinário foram as perdas, não os lucros.
        Outras contas é demagogia esquerdóide ou histérica, se preferir!

      • De says:

        Mais uma vez a história está mal contada.Tão mal que voltaremos a ela

        A má fé neoliberal não passa.Pura ou misturada com a histeria adequada?
        Isso é um problema do foro íntimo de Menos.Não me ocupo desses pretensos derivativos

      • De says:

        “A exposição à dívida grega e a transferência do fundo de pensões do banco para a Segurança Social explicaram um prejuízo de 203,9 milhões de euros nas contas de 2011 do BPI.”(Palavras de Ulrich)
        O banqueiro admitiu que “foi uma má decisão” a opção pela dívida grega (Palavras de Ulrich)

        Mas não é verdade que a exposição à dívida grega já tem alguns anos, com muitos ganhos para quem especulou adquirindo este produto financeiro, com financiamento que foi buscar ao BCE a 1%, cobrando em seguida ao Estado grego juros de 7 e 8%?

        E quando os bancos referem prejuízos de centenas de milhões de euros com a transferência dos fundos de pensões, não procuram, mais uma vez, esconder que as responsabilidades que tinham assumidas com o pagamento das reformas e outras prestações sociais não estavam devidamente provisionadas?

        Sustentados num processo contabilístico muito criativo, em que fizeram repercutir nos resultados do ano, um conjunto muito vasto de imparidades que há muito (desde o início da crise) vêm contaminando os activos dos bancos, sendo que a sua contabilização foi gerida ano após ano, tal como se diz à boca fechada nos bancos, “passando de uma algibeira para a outra”, em função dos interesses dos accionistas, procuram em primeiro lugar justificar todos os apoios que a banca já recebeu e vai receber nos próximos meses e em segundo lugar ilibar os accionistas dos bancos de qualquer responsabilidade, nomeadamente a de não assumirem os aumentos de capital que estes bancos têm necessidade de realizar tal como se pode verificar na redução significativa dos capitais próprios destes bancos (menos 24% de capitais próprios no último ano).

        Há três questões que neste momento importa denunciar:

        – A primeira reside no facto destes bancos não terem considerado um conjunto muito significativo de imparidades nos seus resultados ao longo dos últimos anos, imparidades que resultam principalmente de uma gestão irresponsável e determinada pelos ganhos da especulação financeira, porque desta forma puderam apresentar lucros muito significativos. Assim justificaram a distribuição de milhares de milhões de euros em dividendos pelos accionistas desses bancos e de milhões de euros de prémios para as suas administrações, numa altura em que já era evidente a dimensão da crise, em vez de reforçarem os fundos próprios dos bancos. Agora apresentam-se como vítimas de uma situação que eles próprios criaram para assim acederem às ajudas do Estado.

        Ajudas que se vão concretizar através: do acesso ao fundo de recapitalização de 12 mil milhões de euros, com custos insignificantes para os bancos; do compromisso do Estado de fazer regressar aos bancos 50% da verba dos fundos de pensões transferidos no final do ano de 2011 (qualquer coisa como 3.000 milhões de euros); da aquisição antecipada de créditos da dívida das empresas públicas e tal como já foi denunciado, o acesso a um conjunto de créditos fiscais nos próximos 10 a 20 anos como contrapartida, mais uma, do negócio com os fundos de pensões. No global e no que se refere a estes três bancos,BCP, BES e BPI, estamos a falar de um valor entre 6 a 8 mil milhões de euros.

        Ainda faltam as outras questões.Ficam para mais tarde.

    • De says:

      Revisitemos os negócios tão “pouco” lucrativos desta banca:
      Em relação à banca nunca se fala nas suas dividas ou nos seus empréstimos .Dívidas e empréstimos da banca têm outro léxico. Não se diz que a banca portuguesa está muito endividada ao estrangeiro , mas que está muito “alavancada” no estrangeiro. E quando se se quer dizer que a banca deve a tal ou tal instituição não se diz que deve , mas sim que está muito” exposta.”..
      O Banco de Portugal informava-nos há menos de 1 ano que a banca portuguesa estava exposta ao BCE na ordem dos 46,5 milhões de euros. Uma bagatela . Este dinheiro que o BCE emprestou a 1% porque é que não está ao serviço da economia portuguesa e com taxas de juro e spreads aceitáveis?
      http://foicebook.blogspot.pt/2012/02/465-mil-milhoes-de-euros.html#links

      Há mais.Muito mais

      • JgMenos says:

        A ignorância é mesmo o principal inimigo!
        É evidente que o negócio bancário é dos mais endividados pela sua própria natureza operacional.
        Por outro lado é obrigado a manter capital e reservas em valores apreciáveis; e deve ter lucros, esse pecado que escandaliza os crentes DE religiões bizarras.

      • De says:

        A ignorância de Menos é o que menos me preocupa.
        Pior é a má fé e a defesa desta sociedade podre e desigual.
        Sorry Menos.

      • De says:

        Quase que com pena dos banqueiros?Uma lágrima furtiva ?Embora passe depressa e surja a reivindicação do “direito do mais forte ao lucro”

        “fala-se muito da dívida pública para se esconder [a dívida privada e em particular a da Banca! Para se esconder] que se está a resolver os problemas do sistema financeiro à custa da dívida pública, à custa do corte de subsídios, dos salários, das reformas e do aumento brutal de impostos.

        [Em Portugal e na Europa, os Estados aumentam os seus défices orçamentais por causa do sistema financeiro, aumentaram a sua dívida pública para salvar a Banca, melhor dizendo, os banqueiros e os seus principais accionistas.]

        Se os Bancos privados e as grandes empresas são tão eficientes e o Estado tão ineficiente porque será que os ditos mercados deixaram de lhes emprestar e foi o Estado que angariou os empréstimos e os recursos para que estes não tivessem ido à falência! Porque será que o mercado inter-bancário deixou de funcionar? Porque será que os bancos não confiam uns nos outros?

        Tem sido o Estado que emitindo Títulos de dívida pública tem fornecido à Banca os respectivos colaterais (garantias), pagando ainda por cima juros de 4 e 5% para que esta tenha ido ao BCE levantar os mesmos montantes à taxa de 1%, inclusivamente nos empréstimos a três anos.

        Uma parte, pelo menos, deste diferencial de juros cobertos com Títulos do Estado deveriam reverter para o Orçamento. Mas não só não revertem como o dinheiro não chega à economia e em particular às pequenas e médias empresas.”

        Carlos Carvalhas

    • De says:

      Contra a demagogia ( e não só) dos defensores do capital, dos defensores deste modelo de sociedade podre, corrupta e exploradora:

      “É necessário sublinhar e recordar que Portugal antes da crise (2007) não só tinha uma dívida pública inferior a boa parte dos países europeus (França, Bélgica, Itália …) como se financiava a taxas de juro inferiores à média europeia.

      Então o que é que se passou depois, para termos esta elevadíssima dívida pública? Foi porque se começou a gastar muito mais na educação, na saúde, na segurança? Não! Foi porque com a crise e com as respostas neoliberais que lhe foram dadas a actividade económica foi-se afundando, gerando cada vez menos receitas, ao mesmo tempo que o Estado se transformava em rede de segurança dos Bancos privados à custa dos contribuintes sendo também obrigado a aumentar prestações sociais face ao aumento do desemprego e da pobreza. A tudo isto veio juntar-se depois, os empréstimos a juros agiotas hoje tutelados pela troika, que fazem de nós uma autêntica colónia da Europa. O Estado transformou-se de facto em prestamista de último recurso dos Bancos, estimando-se que venha a gastar só até ao final do 2012 3405 milhões de euros no BPN, o Banco das figuras gradas do PSD e de Cavaco Silva, com o impacto negativo nas contas públicas que todos estamos a pagar! [sem contar com os prejuízos da Caixa Geral de Depósitos!]

      O mesmo se passou com a garantia dada ao BPP, [pois o Tesouro não foi reembolsado da execução do aval dado a este Banco]. Mas o caso do BPN ainda está em curso e poderá atingir os 6 500 milhões de euros, bastante mais dos 4 mil milhões que o governo quer agora cortar debaixo da capa do eufemístico “refundar”, perdão, “repensar” as funções do Estado!

      Como também se sabe do empréstimo da troika, 12 mil milhões de euros são para a Banca. O BCP já ficou com 3 mil milhões e o BPI com 1 500 milhões. E há ainda 7 mil milhões que estão a vencer juros – pagos pelos contribuintes, isto é, pelos trabalhadores – e que o governo não os injecta na economia porque diz estarem de precaução no caso de a Banca vir a precisar!

      Mas então se estes 7 mil milhões estão de facto parados e na prática consignados à Banca, os juros que o povo português está a pagar não deviam ser pagos pela Banca?
      Poderão perguntar-nos se a Banca que está fortemente endividada – alavancada! – ao estrangeiro, aguenta pagar mais juros.

      Daqui lhes respondemos como o outro, ai aguenta… aguenta!”

      Estas palavras foram proferidas por Carlos Carvalhas ha pouco mais de um mês em Almada.

      Há mais

  4. Rafael Ortega says:

    é bom que tenham lucros para que devolvam o que pediram emprestado ao Estado

    • De says:

      Pois então não é isso mesmo?
      Os lucros para a banca e os banqueiros.
      A fome e a miséria para quem trabalha.
      Por outras palavras o dito estado ao serviço de.Como acontece nos “paraísos capitalistas”
      É fartar vilanagem

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